Ele
Nós estávamos eternamente mortos e ELE nos tornou, em Cristo Jesus, eternos vivos! Isto sim, é um milagre! Toda a glória seja dada a DEUS!
''Em um universo tão vasto e bonito, vivo na vibe do grande infinito. Chamo ele de Deus, meu criador, me deu um dom que se chama amor''.
O único que há de julgar tanto os vivos,quanto os mortos : É nosso senhor Jesus Cristo,ele foi o escolhido .
Às vezes quero escrever um texto mas ele ainda não está. Ele me vem mas ainda não está pronto. Às vezes me parece que já o tenho inteiro. E quando paro pra fazer, ele não vem. Fica querendo ser bonito e se perde na beleza até que não faz sentido e o abandono. Por vezes parece que sei mais dele do que pra você, mas que pra você ele ainda não é claro. Parece exato em mim, mas se pra você ainda não está completo, me questiono se pra mim também já o entendi. Então sento e tento deixar ir. Mas não psicografo. Como suspeito de Pessoa. Deixo. E um dia ele vem. Muitas vezes com a primeira frase. Bonita. Olho pra ela e penso se ela é o mote ou uma armadilha. Então levanto num impulso, como de madrugada às vezes, e começo. Me guio pelo filme que diz pra um aluno apenas falar palavras aparentemente sem sentido e ver a poesia que aparece. Também lembro da diretora que separava arte das ideias. E olho para as minhas palavras tentando entender se a ordem delas mais quer dificultar do que informar. Se são vaidosas, ou contorções para se fazerem entender. Tenho o texto. E releio em um prazer que às vezes é alimentado pelo retorno dos outros, às vezes mais quieto do que supus, e às vezes constrangedor ao ponto de esmagar meus dedos dos pés até eu apagar. Falo contigo como alguém que quer me ler, e se às vezes sou longo demais, penso que fui desinteressante no começo. Mas o início é preciso, e por isso o comprido para concluir e te fazer entender. Te falo como alguém que segreda e alimenta amor. Que esconde íntimo, mas que se expõe nas entrelinhas. E às vezes me abro de vez de todo. E me guardo até pensar em nós outra vez.
O pai dele estudava ali perto da igreja e ele ia junto. A mãe já falecida deixara os dois no apartamentinho de aluguéis atrasados. Conforme os anos iam passando ele ia ganhando mais confiança para andar pela faculdade. Primeiro sentava no corredor onde recebia cafunés dos professores de contabilidade, depois ganhou a cantina com a televisão de som baixo, e mais pra frente o jardim. Roçando a sola do tênis nas pedras úmidas notava sempre uma luz acesa no prédio do outro lado da rua, apenas isso. Por conta de uma aula que um dia não teve, prova que o pai sorriu ao saber do adiamento, agendaram para uma tarde, uma semana mais para frente. Neste horário muitas salas ainda estavam trancadas, mas os fins dos corredores eram menos assustadores. Olhou para cima e viu dois olhos dentro de um capuz vermelho que se esconderam ao serem flagrados. Curioso, caiu os olhos para a recepção do prédio e notou enfileirados alguns seres com as mesmas roupas vermelhas que tentavam disfarçar de forma um tanto engraçada as suas entradas no grande edifício espelhado. Colocou então, pela primeira vez, os pés desacompanhados na rua e com o coração saltitando pegou a primeira escada que encontrou. Pelos degraus cruzou com uma mulher careca que carregava desequilibrando várias xícaras e louças. Subiu sem portas para sair, até que chegou ao topo. Lá os grandes encapuzados tomavam seus chás e conversavam, repetindo uma única e mesma palavra. Engatinhou por entre as pernas mas engatou em uma das sandálias e foi puxado de surpresa pela gola do casaquinho com estranha leveza. Ao ser indagado com um “glunck” teve a ideia de repetir o mesmo som. Todos da mesa ficaram pasmos. O da ponta então levantou da mesa com dificuldade e trouxe um manto exatamente do seu tamanho aos aplausos de todos. Tomaram chá com calma e depois, um a um, foram pulando lá de cima e entrando nas janelas de outros prédios mais abaixo. O menino com medo de voar desacompanhado pela primeira vez, tentou descer o máximo que pode pelas janelas, mas resvalou e foi parar no jardim do outro lado da rua. Ao ser indagado pelo pai sobre o capuz, minutos depois, com a prova feita faltando uma questão, respondeu que tinha ganhado lá em cima do prédio de um grupo de “coisos” engraçados. Com os olhos contra o sol, olharam com dificuldade para o topo. O menino feliz e o pai pela primeira vez julgando com o canto da boca as histórias do menino; desacompanhados.
O segredo do amor não é o tamanho nem a intensidade deste sentimento, mas de que forma ele é entregue a quem se ama.
"Nós esperamos"
Nós esperamos
que o tempo leve
nossos sentimentos
Que ele passe
como os ventos
Que ele apague
os antigos pensamentos
Norte,
Sul,
Leste,
Oeste,
E ele aparece
sem fazer barulho
sem deixar rastros
de algum movimento
nas janelas do passado.
O tempo cura
cada lamúria
de um solitário
sem futuro.
Ele, ela e vice-versa
O amor saia da sua boca, mas não habitava seu coração.
Nem todos possuem o poder de tocar, alguns só sabem passam a mão.
Um era o amor e outro era só fantasia.
Um era o poema e o outro a preguiça.
Era um amor sem reciprocidade.
Só que um deles, ainda insistia em lutar.
Mas a batalha era a pior de todas;
Não se recupera um amor que morreu ou um que talvez nunca existiu.
O amor funciona do mesmo jeito que um girassol precisa do sol para se fortalecer.
Sem energia o amor não germina.
Amor só floresce; em coração de quem o semeia.
Amor só fortalece se regando permanece.
Caso contrário um deles, deixará apenas a lembrança de que fez de tudo, mas o "tudo" não foi tão importante para o outro.
E a vida continua!
#Autora #Andrea_Domingues ©
Direitos autorais reservados 25/09/2018 às 17:00
Te toco
Era uma cidade pequena onde tinha uma praça e um homem com um violão. Ele tocava para as árvores, e quando tocava para as árvores elas dançavam para ele. O vento e sua dança eram uma coisa só. Aos poucos o som da música fez tocar outras árvores que ficavam mais perto da rua e dos carros. Pessoas de suas janelas viram a dança e desceram as escadas até chegarem na praça. O homem continuava tocando olhando para cima e quando baixou os olhos para afinar uma corda viu muitos olhos ao seu redor. Respirou fundo e continuou a tocar. Do meio da multidão, em um som abafado, ouviu a voz de um, dizer que não estava gostando da música e que preferia a anterior. Uma mulher com uma bolsa sussurrou para ele fazer silêncio, mas seu sussurro também fez barulho. Então um menino, bem novo, disse que o homem podia achar o que quisesse. Mas as árvores continuavam dançando e o vento a soprar... e o menino com seu violão pensava no que pensar, se tocava, se olhava para as árvores, ou se agora olhava nos olhos de todos que chegavam cada vez mais perto. Apontou o dedo para cima e enquanto a multidão olhou para os galhos que dançavam, sussurrou camuflado nas cordas, que não estava tocando para ninguém, e sim com todos os presentes.
Um macaco viu um peixe dentro de um rio e como não conhecia este tipo de animal ele apressou-se a tirá-lo da água com receio que o peixe se afogasse. Então viu o peixe pulando e achou que estava feliz por tê-lo salvado mas em seguida percebeu que ele morreu e pensou “pena que eu cheguei tarde demais para salvá-lo”, nos ensina uma fábula africana a procurar sabermos se podemos realmente ajudar alguém, se querem nossa ajuda e se nossa ajuda realmente fará bem o outro, pois além de tudo temos que respeitar o tempo do outro e sua organização psíquica para que não promovamos mau maior.
"Não pense em abandonar o BARCO, más em entregar o LEME, para aquEle que tem o mar na palma de Suas mãos."
—By Coelhinha
O ser humano pode ser tudo que ele quiser enquanto sonha!
Mas, pra torná-los reais, atualmente ainda precisa da prática!
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