Ele
O maior segredo da vida, é saber manter os teus segredos, quando os contas para outras pessoas, eles deixam de ser teus. Furucuto 2021.
Meu Coração é um Estúpido
Alguém disse ao meu coração
Que já não te amo.
Mas ele recusa-se
A deixar-te partir.
Queria ser tão forte
Como este coração,
Para entender
Onde vai buscar tanta estupidez.
Sabes quantas vezes
Já o encontrei a chorar?
Quando lhe perguntei o motivo,
Respondeu-me
Que era apenas uma tempestade
E que passaria mais tarde.
Mas, noutro dia,
As lágrimas continuavam.
Voltei a perguntar-lhe,
E garantiu-me
Que a tempestade regressara
Ainda mais forte.
Mesmo assim,
Disse que ela não o iria abalar.
Acrescentou ainda
Que já suportara dores piores
E, apesar de tudo,
A vida continuara a caminhar.
Então disse-lhe:
“Se o amor é assim,
Eu desisto de amar.
Desisto de sentir.”
O coração olhou para mim, espantado,
E respondeu:
“Tu nunca amaste de verdade, meu amigo.
O amor é assim.
Hoje faz-te conhecer
A pior das infelicidades;
Amanhã oferece-te
A maior das felicidades.”
Respondi-lhe:
“Então isso não é amor…
É um castigo.”
Castigo da Feitiça, 2026
“O verdadeiro teste de um sistema jurídico não é aquilo que ele permite aos fortes, mas aquilo que impede que os fortes façam com a existência dos frágeis.”
O Senhor é Deus de justiça e faz conforme seu juízo.Ele conhece a vaidade do homem e não é conduzido por leis.
Talvez seja esta a crueldade do tempo: ele não nos conduz para outro lugar; transforma lentamente o lugar onde sempre estivemos, até que um dia acordamos estrangeiros dentro da própria existência.
Ele era capaz de tudo, mas não salvou a própria vida porque tinha que morrer por nós. Isso não é sobre vida ou morte; é sobre o que você pode fazer pelos outros.
Dizem que o ambiente pode até influenciar, mas ele não vai determinar sua vida se você não deixar! 06/09/2026
O tempo segue indiferente, e nós apenas tentamos acompanhar o que ele leva.
Algumas ausências não doem por falta, mas por entender que nada é feito pra durar.
Espero que a vida te encontre em paz, mesmo que eu ainda procure sentido nas partes de mim que ficaram pelo caminho.
A beleza e o bom caráter
Ela é relativa
Ele é notável
Ela é demasiadamente apreciada
Ele por vezes é ignorado
Ela movimenta o comércio
Ele conquista pessoas
Ela ilude
Ele inspira
Ela satisfaz o ego
Ele valoriza os princípios
Ela tem milhões de seguidores
Ele persiste em ser seguido
Ela é efêmera
Ele se eterniza
13 de abril - Dia do Beijo
Ele é como um lampejo
Pode surgir como ensejo
Não deve ser um gracejo
Por vezes como desejo
É o singelo e afetuoso beijo
13/04/26
14 de abril - Dia do Café
Apetitoso e quente
Ele desperta a mente
Se acompanhado de leite
Suaviza o deleite
O toque da cafeína
Traz foco para a rotina
Ele é potente estimulante
E deixa o povo falante
É atrativo o sabor
E faz melhorar o humor
Quem o toma, fica atento
Torna vivaz o momento
Desperta quem está cansado
Deixa-o no modo ativado
Para seguir com fé
Basta tomar um café
14/04/26
O amor que carrego no peito não espera datas.
Ele não vive apenas em dias marcados com flores ou presentes.
Ele pulsa — suave e firme — a cada segundo.
É no olhar que repousa com ternura.
No toque que não apenas encosta, mas conversa em silêncio.
No gesto que não precisa ser grandioso, porque é verdadeiro.
Amar é estar presente mesmo na ausência.
É escrever com os dedos palavras que só o coração entende.
É cantar desafinado, mas com alma — porque o sentimento é maior que a melodia.
É esperar sem pressa.
É cuidar sem prender.
É sentir sem exigir.
O amor vive na rotina, no café feito com atenção,
no abraço que diz “estou aqui”,
na saudade que não cobra, mas acaricia o pensamento.
Não é preciso ocasião para amar.
Basta estar inteiro.
Basta escolher — com carinho, com afeto, com entusiasmo, com dedicação —
caminhar junto, mesmo quando o mundo parece andar em direções opostas.
Que o amor seja sempre celebrado.
Não apenas em datas especiais,
mas em cada instante em que dois corações decidem se reconhecer.
Com todo meu coração,
Marco Arawak
NÃO SOU O MUNDO — SOU O QUE ELE ME PERMITE SER
Por Marco Arawak
A Terra não é cenário. É a condição de tudo o que acontece. Antes de qualquer pensamento, existe aquilo que sustenta. Antes de qualquer palavra, existe aquilo que torna possível existir.
Nada em mim começou inteiramente em mim. Meu corpo é feito de coisas antigas: água que já foi nuvem, minerais que atravessaram montanhas, elementos forjados muito antes que meu nome existisse. Sou um encontro provisório de matérias que já pertenciam ao mundo antes de pertencerem a mim.
Não sou origem. Sou continuidade.
A Terra não me acolhe por escolha. Ela simplesmente existe. E, enquanto suas condições permitem, eu existo com ela. O chão não me sustenta por cuidado; sustenta porque é chão. Se deixa de existir sob meus pés, eu caio. Sem intenção. Sem julgamento.
A água não me protege. Ela corre. Quando está limpa, sustenta a vida; quando está contaminada, pode carregar essa alteração para dentro dos sistemas dos quais dependemos. O ar não se oferece. Ele está. E quando deixa de estar em condições que permitam a vida, não há filosofia capaz de substituí-lo.
Nada na natureza precisa me explicar o sentido da vida. Sua função não é me oferecer respostas. Basta que suas condições tornem a vida possível.
Não vivo em um mundo que foi criado para me refletir. Vivo em um mundo que me antecede e continuará depois de mim.
Minha história não é o centro da história da Terra. É uma passagem. Sou um instante dentro de algo muito maior, um acontecimento breve em um processo que não começou comigo e não terminará comigo.
E, ainda assim, existo.
Não como dono.
Como parte.
Cada respiração revela uma dependência. Cada passo pressupõe um chão. Cada alimento carrega uma cadeia de vida, matéria, água, energia e trabalho. Cada dia é uma experiência de equilíbrio que não controlamos inteiramente.
Nada em nós é garantido.
A Terra não é boa nem má. Não cuida de nós como uma consciência materna, nem nos pune como um juiz. Ela simplesmente segue suas leis e seus ciclos.
Mas nós sentimos.
Nós tememos.
Nós lembramos.
Nós escolhemos.
E é exatamente aí que algo muda.
A natureza não precisa ter intenção para produzir consequências. E nós não precisamos controlar o planeta para interferir profundamente nele.
A vida acontece enquanto suas condições permitem.
Dentro dessa fragilidade, construímos cidades, cultivamos alimentos, inventamos máquinas, criamos culturas, amamos, lembramos e sonhamos. Somos capazes de transformar o mundo porque dependemos dele. Essa é uma das grandes contradições da nossa existência: temos poder suficiente para modificar aquilo que não podemos substituir.
Somos forma por um tempo.
E toda forma, cedo ou tarde, muda.
O corpo retorna aos ciclos da matéria. A água continua circulando. Os elementos permanecem em movimento. Aquilo que chamamos de fim, muitas vezes, é apenas uma transformação dentro de processos muito maiores que nós.
Mas a nossa experiência individual é finita.
Eu posso desaparecer.
Você pode desaparecer.
Uma geração pode desaparecer.
E é justamente porque somos passageiros que nossas escolhas importam enquanto estamos aqui.
Existir é frágil. Não porque a vida não tenha valor, mas porque ela não vem acompanhada de nenhuma garantia de permanência.
O mundo não foi feito para mim.
Eu fui feito dentro dele.
E o modo como escolho viver dentro dele não é neutro.
Tudo o que faço interfere em alguma coisa: aquilo que extraio, consumo, desperdiço, transformo, descarto ou preservo. Nem tudo retorna diretamente para mim, nem tudo retorna da mesma maneira, mas quase nada simplesmente deixa de existir porque decidi chamar de “lixo”.
O que descartamos continua fazendo parte do mundo.
O que degradamos pode alterar os sistemas dos quais dependemos.
O que destruímos pode levar décadas, séculos ou gerações para se recompor — quando ainda pode se recompor.
Por isso, a natureza não precisa pedir admiração.
Precisa que reconheçamos limites.
Não precisa dos nossos discursos.
Precisa das nossas escolhas.
Não somos espectadores de um planeta externo a nós. Somos participantes de sistemas dos quais dependemos a cada instante.
Talvez esse seja o erro mais profundo da nossa época: imaginar que estar no mundo significa estar separado dele.
Não estou fora da natureza observando-a.
Estou dentro dela.
Meu corpo não é estrangeiro ao planeta. Minha água veio de ciclos anteriores. Meu alimento depende de solos, chuva, luz, organismos e trabalho. Minha respiração depende de uma atmosfera que não produzi.
Não carrego a Terra dentro de mim como símbolo.
Dependo dela como condição.
Se ela sustenta as condições necessárias à vida, eu existo.
Se essas condições se degradam, minha existência também se torna mais vulnerável.
Isso não é metáfora.
É condição material.
A natureza do planeta não é apenas uma ideia, um símbolo ou um consolo espiritual. É a base física sobre a qual a vida acontece.
Compreender isso não deveria nos tornar maiores.
Deveria nos tornar responsáveis.
Porque não estou aqui para dominar o mundo.
Estou aqui dentro dele.
E aquilo que me sustenta também sustenta milhões de outras formas de vida.
Talvez, portanto, a pergunta não seja “o que o mundo pode me dar?”.
Talvez seja:
“O que a minha presença deixa no mundo?”
Depois de mim, o que permanece?
Uma marca?
Uma ferida?
Uma construção?
Uma memória?
Um cuidado?
Uma possibilidade?
Não posso impedir que o mundo continue sem mim.
Mas posso escolher a maneira como participo dele enquanto estou aqui.
Posso consumir sem transformar tudo em descarte.
Posso construir sem considerar tudo ao redor como matéria disponível.
Posso usar sem esquecer que aquilo que uso veio de algum lugar.
Posso existir sem precisar transformar minha existência em domínio.
Porque não sou o mundo.
Não sou seu proprietário.
Não sou seu centro.
Sou uma pequena parte de uma realidade muito maior que me antecedeu, me sustenta e continuará existindo quando meu nome já não estiver sendo pronunciado.
E talvez essa consciência não seja uma diminuição.
Talvez seja uma libertação.
Não preciso ser o centro para ter valor.
Não preciso possuir a Terra para pertencer a ela.
Não preciso durar para sempre para que minha passagem tenha significado.
Sou apenas algo que acontece dentro deste mundo.
Breve.
Frágil.
Consciente.
E enquanto aconteço, posso escolher.
Posso cuidar.
Posso limitar.
Posso preservar.
Posso reparar.
Posso, ao menos, tentar não transformar em ruína aquilo que tornou possível a minha presença.
Talvez seja essa uma das formas mais silenciosas de responsabilidade humana:
saber que o mundo não existe para nós e, ainda assim, compreender que somos responsáveis pela maneira como existimos dentro dele.
Não sou o mundo.
Sou o que ele me permite ser.
E aquilo que eu fizer com essa possibilidade também fará parte do mundo.
Marco Arawak
103🙏🌹A mentira deixa uma enorme sequela e seu portador nem imagina o mau que faz a ele mesmo, quando causa com suas falsas verdades intrigas em vidas alheias, são feridas marcantes para os intrigados e consequências graves para o portador...
Com uma pequena mentira, se destrói grandes amizades, famílias e relacionamentos, abrem feridas muita das vezes irreparáveis, cruéis... "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" praticai-vos... BOM DIA FAMÍLIA.🌹🙏Ayache Vidal.
