Ele
Educar para a vida
é fazer o aprendiz perceber,
que ele é capaz de promover
a transformação da sua realidade,
dando-lhe as ferramentas indispensáveis
para tal: consciência crítica e atitude.
O homem diante do que
ele não pode explicar
recorre a fé para poder aceitar
a única certeza que ele tem,
mas insiste em refutar.
Nessa introspecção contínua,
ele trava uma luta consigo
para se manter no que chama
de lucidez, sem compreender ainda
o que possa afirmar o que não seja lúcido.
O homem contemporâneo
vive uma realidade de hipocrisia
onde ele próprio cria e recria
a sua maneira hipócrita de viver.
O amor que une uma família não é algo que se deva ser conquistado, mas inato. Quando ele é real, não há barreiras que não seja possível a união.
O lugar perfeito não é onde podemos chegar, mas onde podemos enxergar, pois ele está em nossa cabeça.
O homem precisa enxergar que ele não é o ser mais importante na natureza, mas um deles, que tem, diferentemente dos demais, meios de contribuir para que todo o sistema consiga manter a sua harmonia, mas para isso, esse homem denominado de sapiens, deve agir como tal.
Como posso chegar para um aluno e dizer-lhe que tenha uma alimentação saldável se ele me ver com uma garrafa de coca? como posso falar de inteligência naturalista e cuidados do meio ambiente para os alunos de uma escola, se os professores dessas escola utilizam copos descartáveis na hora do lanche? Como posso falar de consumo consciente se sou homo consumptor? Como posso querer que meus alunos escutem falando sobre reciclagem seletiva e a importância de enxergarmos que mais importante do que reciclar é não produzir o que reciclar, se não acredito no processo e muito menos sou capaz de enxergar o que eu quero que eles enxerguem?
Quando se muda o foco do ensino e aprendizagem,
retirando do aluno para o resultado
que ele possa apresentar, em avaliações externas,
o educar transforma-se
em um cadáver sepultado
na cova chamada escola.
Quanto mais o homem evolui em tecnologias, mais ele se aproxima do seu fim, contrariando o sentido da busca por evolução.
Quando o eu passa a viver em função do social, ele deixa de ser ele e assume o papel que representa um ser da aceitação que muitas vezes ele não consegue transpor à representação.
Quando o indivíduo é incapaz de perceber a interferência da sociedade sobre os seus desejos, ele deixa de agir como um sujeito de possibilidades, para se comportar como prisioneiro da realidade social a qual ele está inserido, logo, a maioria de suas decisões é apenas uma resposta condicionada.
Quando preocupo-me como o outro irá se comportar, eu esqueço que ele pode não querer ou estar interessado em me agradar, portanto, age conforme seus desejos e quanto a mim, nada poderei fazer para mudar.
O professor que cobra é o mesmo que se incomoda com a sua cobrança, pois ele sabe que na ausência do retorno esperado, reside uma história de vida do aluno cobrado, que na maioria das vezes, o professor desconhece.
Vivemos uma era em que o homem quer ser algo que ele não sabe o que é, pois vive um narcisismo que é dependente, diretamente , da aceitação do outro, o qual não sabe que ele existe.
O homem contemporâneo corre,
como se o tempo fosse seu inimigo,
e nessa correria ele esquece de observar
que os caminhos por onde ele passa
é onde está o que lhe proporciona a
significação do seu viver,
pois tudo, além disso, é pura ilusão
de um desejo insaciável de crescer.
O homem se nega quanto racional, quando ele faz da sua vida um percurso de destruição dos recursos que lhe é indispensável para continuar com vida.
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