Ele
Um líder não impõe. Ele guia, motiva, ensina, demonstra pelo exemplo, aponta o caminho e serve de inspiração para os seus liderados.
"Mas, se Deus é real, ele é omisso no tempo presente!" Você descrê de Deus por causa do silêncio dele no tempo, enquanto eu creio em Deus por causa de sua ação na eternidade.
O passado sempre é mais confortável. Apesar das dificuldades ele foi superado. O presente sempre é dolorido, pois a chicotada da vida é forte, presencial sempre. O futuro é indeterminado, causando medo, ansiedade e impaciência. Saiba conviver com suas cicatrizes.
CORAÇÃO APAIXONADO
De que adianta um lírio,
Se não enxergas a suavidade que ele transmite!
De que adianta o sol,
Se não sabes que o brilho dele é que ilumina sua vida!
De que adianta o mar,
Se não vês no flutuar de suas ondas o seu mistério!
O mundo, é o reflexo da nossa alma. Ele é tóxico porque nós somos ruins. Temos mais falhas do que virtudes. E virtude, não dá dinheiro, nem status.
O TREM DA ÚLTIMA VIAGEM
E o Trem continua sua viagem, ele passa e pega alguns passageiros, aqueles que de uma forma ou de outra já cumpriram sua missão e precisam partir para uma nova jornada, assim segue o trem, ele continua, de estação em estação, até chegar no seu destino. Depois ele retorna, pega novos passageiros e segue, assim é o ciclo, assim é a viagem do Trem da vida, uns vão outros ficam, e novamente o trem passa, ele vai e volta para uma nova viagem, uma viagem que não tem fim, cada passageiro que pega o trem começa uma nova jornada que jamais seberems onde vai terminar, só sabemos que um dia todos nós estaremos nesse trem fazendo nossa última viagem.
Ailton Bahia.
Esse negócio de DÁ um tempo, ele pode-se traduzir da seguinte forma : "Vou ali comer ou DÁ para alguém. Se eu não gostar, eu volto para você." Então, fica esperando. Se voltar, é porque é melhor estar dando ou comendo ruim contigo do que pior sem você.
Ele se ajoelha à minha frente, estende a mão e entrelaça os dedos nos meus, apertando como se eu fosse a sua única âncora ao mundo.
Temos essa ideia, em várias fases da vida, de que quando escolhemos um caminho ele deve ser algo absoluto. Mas não precisa ser assim. Não somos uma coisa só, nem somos os mesmos para sempre.
Amar pode até ser complicado para a maioria das pessoas, mas ele não é complicado; pelo contrário, é simples e fácil. O que faz o amor parecer complicado são as pessoas, que traem seu próprio amor e sua ideologia pelo outro. Amar é simples, basta querer fazer parte da vida de outra pessoa. Só uma conversa de manhã já é o suficiente. Querer estar presente é o essencial. Mandar mensagem para saber como foi o dia, ligar apenas para ouvir a melodia da voz e dizer com todas as palavras: "Eu sinto a sua falta". Enviar músicas que lembram a outra pessoa, contar para todos o quanto ela é especial. Apenas desejando que tudo se torne real, que aquele amor não se esconda a sete chaves. Inventar mil e uma razões para sair, apenas para curtir a boa companhia e ouvir: "Eu te amo". O amor pode ser eufórico, mas não é complicado, se nisso você acreditar.
"O Brasil se esforça apenas para parecer um país de primeiro mundo. Ele é como as casas nas favelas dos morros e periferias, que também recebem um mascaramento ao serem chamadas de comunidade: podem ser feias por fora, mas ninguém sabe o que há dentro. Assim, todos são nivelados pela aparência, sem considerar o que realmente existe no interior."
Se tem alguma coisa engraçada à respeito do passado é que ele não fala.
Se temos que respeitá-lo, pois justamente, aconteceu, é ficando calado.
"Afaste-se do mal, mas por hipótese nenhuma o esconda, pois ele o procurará, mas não o encontrará. Porém, aquele que se esconde por ele será achado."
O ANALFABETO POÉTICO
.
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Em meio à fauna amorfa dos que não sentem,
ali está ele – com seu ódio tão peculiar.
A Fome dos outros não o comove;
a Injustiça não lhe diz respeito...
A Guerra? Não lhe tira sono.
Mas a Poesia, isto sim...
Como o incomoda!
.
O Analfabeto Poético
diz que só quer viver a vida,
mas não percebe que a vida viva
depende crucialmente da poesia.
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Vaidoso, ele estufa o seu peito esnobe,
orgulhoso de sua pretensiosa racionalidade;
sem impedir que se inflame a barriga infame,
deixa à vista o seu vasto vazio de sentimentos.
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Lá vai ele, vestindo o rosto com seu riso bobo,
suspenso por um fio fino, e tão previsível.
Sempre pela mesma estrada!
.
Zomba dos que sentem,
despreza os que fazem versos,
e nunca amou as mulheres
(no máximo,
intrometeu-se entre elas).
.
O Analfabeto Poético
admite a Política, mas não a Poética;
Não sabe que a verdadeira Política
nutre-se intimamente da Poesia.
.
Ele pretende mudar o mundo
com pequenas operações cirúrgicas,
a golpe das mais descuidadas marteladas,
ou com a triste frieza das canetas tecnocráticas;
mas não tem a sensibilidade poética para perceber
o que precisa ser mudado.
.
O Analfabeto Poético, bem armado e mal amado,
reconhece a Ciência, mas não a Poesia.
Não compreende que não há ciência
sem que esta tenha em si poesia.
(Em sua matemática rústica,
ele confunde ciência
com tecnologia).
.
Sabe talvez ganhar dinheiro, o Analfabeto Poético.
E o reverte para ganhar ainda + mais dinheiro +.
O que tem tudo isso a ver com a Poesia?
Ele pergunta, sem desejar resposta...
.
Pede o prato mais caro, sem capacidade de saborear.
Compra um sistema de som de alta fidelidade
sem ter nenhum gosto para a Música.
.
Ouviu falar das mulheres belas
e por isso deseja comprá-las
para exibi-las a outros como ele.
Quando sucede aparentemente tê-las,
não consegue extrair delas um simples sorriso
realmente verdadeiro.
.
Ele não percebe que, para que a luz do sol adentre
a inexistente janela da sala de pregões da Bolsa de Valores,
é preciso ter capacidade poética para perceber a luz, para além da luz.
.
O Analfabeto Poético declara-se um homem prático...
Por sua vontade, seriam abolidos os livros
que não fossem tratados ou manuais.
.
Por ele não haveria música,
não fluiria o pranto,
não transbordaria o riso...
que não fosse mero deboche.
.
Munido de algumas frases,
para dizer nas horas mais erradas,
lá se vai ele para a sua ruidosa festa.
Nela, o Analfabeto Poético dissolve-se
em meio a todas as banalidades.
.
.
(1990. Dedicado à genial obra poética, dramatúrgica ensaística e política de Bertolt Brecht).
.
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[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Cronos, vol22, nº1, 2021]
Só há um tipo de amor que dura, o não correspondido.as vezes ele só tenha olhos pra outra é eu só para ele bem que dizem que o amor é cego!
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