Ela é...

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Tem uma lua diferente
Que só nasce na minha rua
Ela pode parecer igual
Pra toda gente
Não pra mim, que a vejo de lá
E quando eu saio da minha rua
Levo junto meus olhares
E prossigo vendo as coisas do meu jeito
Pois desse jeito, eu sei, não sofro tanto
Não ponho leveza onde não há
Não aumento a tristeza onde há
Tem um azul claro vibrante
Tem um céu assim, pra mim
Quando eu o olho de lá
E quando eu me molho na chuva de lá
Não me sinto menos rico
Por não ter um guarda-chuva igual
Não desejo nunca mais ultrapassar as portas
De cujas maçanetas
Eu jamais devia ter me aproximado
Às vezes, fico até de madrugada
Olhando estrelas da calçada
A lua brilha na areia do chão
Como na areia da praia
Mas é preciso olhar pro chão
Como quem olha pro céu, para vê-las
E não desejar que caiam estrelas
Todas elas vão cair um dia
Nesse dia, eu vou morar na estrela
Para ver minha rua distante
Como distantes serão meus olhares
E vai tudo estar do mesmo jeito
Ou, talvez, até melhores
Não sei
O melhor lugar do mundo
Fica atrás dos meus olhares
Sob a chuva sem guarda-chuva
Na qual, fatalmente, eu apenas me molho
Eu apenas vivo assim
As emoções pequenas
Nas asas da ilusão, eu viajo pra bem longe
Mas, quando eu saio da minha rua
Levo junto meus olhares
Minha paz, meu coração
E o melhor lugar deste mundo
Será sempre onde eu estiver
Pois estou contente em minha companhia.


Eds

"Se a sua ambição cabe numa planilha financeira tradicional, ela é pequena demais para mudar o século."

Todo ser humano nasce analfabeto e ignorante, basta alimentar a ignorância. Ela persiste até depois do doutorado.

Eu não sei escrever direito
Poema nem poesia
Se soubesse, faria pra ela
O melhor poema do dia
Minha mente tem duas metades
Uma delas eu usava
pra viver a vida
a outra pra pensar nela
Não havia neste Mundo
Nenhuma grade que me prendesse
Mas eu estava preso a ela
Por causa desse amor
Nunca fui bom em amor
Poesia e nem palavras
Agora vem aqui,
termina de esburacar meu peito
...escava
Aquele amor não existe mais
Era pouco pra você
Mas era tudo que ainda restava.

A poesia passa
a ser pipa onde
ela não é permitida:


Deixa a pipa
da criança palestina... 🇵🇸

"Se a sua visão de futuro parece confortável e realista, ela já está obsoleta. O verdadeiro salto exige que o improvável se torne obrigatório."

"A gentileza não transforma apenas o mundo ao redor, ela reorganiza o próprio íntimo de quem a cultiva."

" As lágrimas, ela sorri, porque enfim percebe que viver é participar de uma obra divina, onde cada sofrimento é semente, cada gesto é eternidade em construção, e cada ser é chamado a tornar-se luz. "

COMPORTAMENTO MENTAL.
A mente humana não é apenas um centro abstrato de pensamentos. Ela constitui um núcleo emissor de forças sutis que continuamente modelam as disposições emocionais, os impulsos morais e até mesmo os estados orgânicos do corpo físico. Dentro da visão espírita, pensamento não é simples produto químico cerebral, mas energia viva, estruturadora e atuante sobre o organismo e sobre o perispírito.
Quando Joanna de Ângelis afirma que “o corpo reflete os componentes mentais”, apresenta uma observação profundamente coerente com a psicologia espiritual e com inúmeras investigações contemporâneas acerca das relações entre emoção, imunidade, estresse e somatização. O ser humano torna-se, gradativamente, a exteriorização daquilo que alimenta interiormente.
Ideias pessimistas constantes. Mágoas cultivadas. Revoltas silenciosas. Medos persistentes. Culpa crônica. Todos esses estados psíquicos criam descargas emocionais destrutivas que repercutem sobre o sistema nervoso, endocrinológico e imunológico. A alma em desalinho termina por converter sofrimento moral em desgaste orgânico.
Entretanto, o inverso também se manifesta como lei de equilíbrio. Pensamentos edificantes, serenidade íntima, fé racional, esperança, disciplina emocional e cultivo do bem produzem harmonização psíquica. A mente pacificada reorganiza forças internas, favorecendo resistência física, lucidez emocional e estabilidade espiritual.
Sob a ótica espírita, o pensamento é matéria mental em movimento. Cada ideia sustentada converte-se em campo vibratório. Por isso, ninguém adoece apenas no corpo. Antes, desarmoniza-se na intimidade profunda da consciência. O corpo apenas exterioriza, muitas vezes, conflitos antigos da vida emocional e espiritual.
A referência à mitose saudável possui valor simbólico e científico relevante. A célula responde ao ambiente químico produzido pelo estado emocional do indivíduo. Assim, hábitos mentais equilibrados cooperam para processos orgânicos mais harmônicos, enquanto estados contínuos de aflição podem favorecer exaustão fisiológica e desequilíbrio funcional.
Isso não significa atribuir toda enfermidade à mente, nem reduzir a dor humana a mera fragilidade moral. A Doutrina Espírita ensina prudência e compaixão diante do sofrimento. Existem provas reencarnatórias, fatores biológicos, genéticos e experiências necessárias ao amadurecimento do Espírito. Contudo, o comportamento mental permanece elemento decisivo na preservação da harmonia interior.
Educar o pensamento é também terapêutica da alma. Vigiar emoções é profilaxia espiritual. Cultivar o bem é medicina silenciosa para o próprio destino.
Como ensinava Divaldo Pereira Franco, inspirado por Joanna de Ângelis, felicidade não é ausência de dor, mas construção íntima de equilíbrio perante a existência.
“Cada pensamento cultivado é uma semente invisível que, mais cedo ou mais tarde, florescerá no corpo, na emoção e no destino.”
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“A pureza de uma alma revela-se na maneira como ela trata aquilo que ninguém observa.”

QUANDO A DOR APRENDE A ESCUTAR.
Existe uma forma de sofrimento que não grita.
Ela apenas senta-se silenciosamente dentro do peito humano e observa a alma perder a cor das próprias manhãs. Há dores que não desejam destruir. Desejam apenas ser compreendidas. Porque a emoção que agoniza não pede aplausos, nem discursos heroicos. Ela pede escuta. Pede delicadeza. Pede alguém que tenha coragem de permanecer diante do abismo sem fugir dele.
Muitos acreditam que vencer é sufocar a tristeza. Entretanto, algumas das maiores reconstruções interiores começaram exatamente no instante em que alguém deixou a lágrima terminar o seu percurso. A emoção ignorada transforma-se em ruína psíquica. A emoção acolhida converte-se lentamente em lucidez.
Há um cansaço invisível que nasce quando o indivíduo passa anos fingindo fortaleza. A alma começa a perder substância quando é obrigada a esconder continuamente os próprios cortes emocionais. Nenhum espírito permanece saudável vivendo em guerra contra si mesmo. Até mesmo as árvores mais antigas rangem diante do vento. Até mesmo os oceanos possuem tempestades subterrâneas.
A dor possui uma linguagem muito particular. Ela não fala através de palavras refinadas. Ela manifesta-se através do silêncio prolongado. Do olhar perdido. Da exaustão sem causa aparente. Da vontade de desaparecer por alguns instantes apenas para não sentir o peso do mundo pressionando o coração. E justamente nesse território sombrio nasce uma das mais profundas possibilidades humanas. A reconciliação consigo mesmo.
Escutar a própria agonia não é fraqueza. É maturidade emocional. O homem verdadeiramente forte não é aquele que nunca cai. É aquele que consegue olhar para a própria devastação sem transformar-se em pedra. Porque endurecer demasiadamente a alma talvez seja uma das formas mais discretas de morrer ainda em vida.
Existem sentimentos que precisam atravessar o peito como uma chuva atravessa a terra seca. Negar a dor não elimina sua existência. Apenas a aprisiona em regiões mais profundas da consciência. E tudo aquilo que permanece encarcerado dentro do espírito acaba retornando mais tarde sob a forma de ansiedade, angústia ou vazio existencial.
Por isso, quando a emoção agonizar dentro de você, não a humilhe. Não a trate como inimiga. Sente-se ao lado dela em silêncio. Escute o que ela deseja ensinar. Algumas dores chegam para revelar excessos. Outras chegam para mostrar ausências. Algumas vêm para destruir ilusões perigosas. Outras aparecem para lembrar que o coração humano ainda permanece vivo.
Toda travessia interior exige paciência. Nenhuma madrugada permanece eterna. O sofrimento modifica a percepção da existência porque obriga o espírito a enxergar aquilo que antes era ignorado pela distração cotidiana. E muitas vezes é precisamente na exaustão que o ser humano descobre sua capacidade mais sublime. Recomeçar sem perder a sensibilidade.
Aqueles que sobrevivem às próprias noites interiores tornam-se diferentes. Não necessariamente mais felizes o tempo inteiro. Mas mais profundos. Mais conscientes. Mais humanos. Aprendem que a verdadeira grandeza não consiste em jamais sentir dor, mas em não permitir que ela destrua a capacidade de amar, de acreditar e de continuar caminhando.
Porque existe uma beleza silenciosa em toda alma que sofreu profundamente e ainda assim escolheu permanecer gentil diante da vida.

"A dor é a única visitante que não bate à porta. Ela simplesmente senta-se ao nosso lado e aguarda que percebamos sua presença."

"A dor é uma sombra fiel. Quanto mais intensa a luz da esperança, mais nítida ela se torna."

" A paixão não pede licença à razão. Ela entra como tempestade e permanece como chuva fina em destino. "

" A emoção é a linguagem que o nosso corpo usa para traduzir o que a alma está vivendo. Ela é o filtro invisível que dá cor, peso e sentido à nossa realidade. "

"A ansiedade é como uma criança perdida olhando o céu. Ela não sabe para onde ir, mas sente que existe um lugar esperando por ela."

"A vida raramente se revela em clarins. Quase sempre ela se anuncia no canto de um pássaro, na luz de uma janela ou na coragem silenciosa de quem decide levantar-se mais uma vez."

A dor tanto é companhia que em meus sentimentos sinto que ela vai aprendendo a amar.

"A gratidão não elimina a dor, mas impede que ela governe o espírito."

" A ausência não educa o coração de ninguém. Ela apenas revela o que já está nele. Quem valoriza, percebe. Quem não valoriza, acomoda-se. "