Ela é...
O ENCANTO D’ELA
Depois, que ao amor, amo você,
Minha tristeza se vai de mim...
Mas quando o amor nos chega ao fim
Na solidão volto a sofrer...
Em melancolia, tristeza tanta...
Não me há beleza, não me há estrelas;
O amor em mim só se levanta
Quando ao seu amor estou de vê-las...
Não há por quem esse sentimento
Qual de você eu sinto tanto,
Nem paixão, nem movimento
Com tão amor, com tão espanto
Qual de você num só momento
Hão de fazer em mim, sofrer-de-encanto.
ELA FOI UM SONHO!
Ela me mentiu, em passos leves de amor;
A verdade era uma lógica sem saída.
Era tanta paixão! — um desejo sem vida!
Que tanto atormentava o meu fulgor...
Tinha tanto brilho, mas uma luz sem cor;
Ofuscada em sentimentos, e comovida
Ela tinha tantos planos... sem que partida
Viesse sentir ao coração o meu primor!
“Prisioneira dos sonhos... não realizados!”
Tornando-nos espectros condenados,
De amores fúnebres a perecer na solidão...
— Ela se foi, como um conto de saudades!
E os teus anseios loucos de vaidades
Perderam-se nas falsas luzes da ilusão...
NAS ERAS D’ ELA
Estrela dos meus céus e dos meus delírios,
Fonte de meus desejos e da minha paixão,
Flor que entre os espinhos me reluz os lírios,
Vida de minha vida e do meu coração...
Lua de cor plena, luz dos meus martírios...
Água de minha sede a me banhar as mãos,
Anciã dos meus pecados e dos meus satírios,
Eis a minh’alma em sua imensidão...
Fazeis d’ela unção, que de mim és santificada.
Oh rosa de acalanto e amortalhada,
Amor de meus amores aos céus perdidos...
Vida que me és estrela aos sonhos loucos
Nada te és em vão, nem tempos são cavoucos,
Eis que n’outro ressurge o teu amor antigo...
AOS CIÚMES D'ELA
Saber dizer-te... ignorar, desprezando
os teus atos, ofusco, displicente
a zumbir os teus medos, e coerente
fazeis te ouvir às zombas revelando:
Por entre cabelos e rosas, cheirando
é cor múltipla, agrado pendente
que entre donzelas me és simplesmente
quem amo, em tua voz despojando...
Abrir aos céus meus cantos! A tua luz
é quem forjar o ouro, quem conduz
os meus sorrisos ao teu íntegro amor...
Que despeito sente, mesmo ensandecida,
nada a mirar por mim em outra vida;
porquanto me és de todo o esplendor!
A FADA DOS LÍRIOS
Se por simples perversão ela errasse
Em algum lugar da nossa história...
Dos contos, me ficariam à memória
Apenas a expressão do que me falasse...
Se por simples estrelas me contasse,
Os meus agrados ficariam em sua glória
E as minhas palavras compulsórias
Em cada um dos gestos que ela amasse...
Hoje trago de tua face o esquecimento,
Do que me dissesse nos momentos,
De quando tudo nos foi feito de magia...
Se Deus a fez no mundo pra enternecer,
Foi para ao coração eu compreender
Como o tempo a nossa história contaria...
CINDERELA
Era ela, a minha amada: a que alucino...
Veio pra mim naquela carruagem.
– Bem que eu sabia que seria ao meu destino
Aquela que me era uma miragem...
Veio ela, sem que me fosse de passagem,
A minha poesia, o meu sol, o meu desatino...
Era ela: o meu encanto de roupagem,
Veio pra mim com seu amor intenso e fino...
Era ela, a minha amada, aquela coisinha,
De amar sem sofrer, sem sentir dor,
– Que das canções alucinava de ser minha...
Mas quando de verdade eu a cantava... ai, o dia!
Uma luz a iluminava em tão primor
E me acordava da mentira em que eu sorria...
O foco das pessoas que realizaram algo é nas coisas em que ela pode fazer. O foco das pessoas que nada fizeram é pensar nas barreiras.
NOITE MORTA
Nesta noite angustiante que aqui estou,
Lembro-me todas as coisas ditas por ela
Naquela voz fina, naquela voz bela...
Todos aqueles instantes em mim ficou.
Amo-te tanto porque tanto me amou...
Naquela noite fria de uma luz tão singela,
Que era o clarão da lua ao entrar a janela
Iluminando aquele instante, que parou...
Ao tempo, minha bela, de voz alta...
Todos aqueles momentos, que me falta
Quero gritar ao mundo o que era meu!
Mas como estrangular contentamento
Se não tenho o seu amor, neste momento
O sonho daquela noite em mim morreu!
De vez em quando a lua esconde uma parte dela, é como se ela quisesse dizer ao mundo que naquele momento ele não merece ve-la por inteira…
PIETÀ
Carinhosamente ela o embala... mas...
Ele já não mais escuta sua cantiga de ninar.
Não vê a lágrima sofrida que cai lentamente.
Não fala e nem sorri ternamente para ela.
Morto...
Alheio ao tempo e ao espaço...
- E ela chora!
Michelângelo retratou no frio mármore
A angústia e a tristeza da Mãe de Deus!
Atônita... ela o segura docemente,
Como para transmitir-lhe seu calor.
Morto...
O Deus-Menino que ela gerou e criou.
- E ela chora!
Verluci Almeida
060407
BRUXA BIPOLAR
E de repente
ela se vê
engolindo sapos
chateada
mal entendida
Ela nunca soube muito bem
o que quer
da vida
Por ironia
ou distração
também nunca aprendeu
a dizer não!
Por um triz
ela não enlouquece
e joga cobras e lagartos
no caldeirão
Mas ela é uma boa menina
e sofre calada
sozinha
...de vez em quando
lhe corre uns frios
na espinha!
Alguma coisa muda em seu olhar
e é mesmo de arrepiar!
É que lá no fundo
bem lá no fundo de seu lado mais sombrio
vive um Bruxa
que nem ela nunca viu
Um lado oculto
macabro
doentio
prestes a explodir
a perder o pavio!
Um lado negro
que ela implora - meio dissimulada -
que venha à tona
Malvada!!!
Enquanto planeja sua vingança
ela sorri
doce, angelical
sem levantar nenhuma suspeita
ao mais desconfiado
mortal!
"A dor é temporária. Ela pode durar um minuto, ou uma hora, ou um dia, ou um ano, mas eventualmente ela vai embora e algo vai tomar o seu lugar. Se eu desistir, no entanto, vai durar pra sempre."
que fique aqui o meu recado
ó pássaro enjaulado,
sua liberdade é o que importa.
dê chances a ela
e saia por essa porta...
eu não entendo a parede sabe ela fica lá parada sem fazer nada acho que é por isso que se chama 'PAREDE' pq ó parede parada é eu não acho isso legal ela devia sair dessa vida sedentaria e se movimentar vcs tb n acham? obgd pela atenção meus amores. reflitam
DENTRE AS CHUVAS DA NOITE
(O retorno d’ Ela)
Tão bela, meu Deus, ela veio me encontrar...
Com sorrisos à face, uma pintura,
Qual uma prenda a me amar
Ela veio ao meu sentir de amargura!
Que aos céus fez-se os anjos tua candura,
E ao mar, a água azul, edenizar...
Tão bela ela veio... — Formosa e pura,
Que dos teus olhos fez-se o amor edificar!
E eleva-se, das noites, meu esplendor...
Os dias me são clarões ao teu amor.
Uma estrela de beleza aos olhos meus...
Ela veio em formosura, sem quer pecados,
Que de afoite ao teu clarão edenizado
Rompeu-me os versos de saudade, meu Deus!
A ELA
Talvez tudo me pudesse ser
Menos que fosse a mim amor;
Pois aos céus fosse esquecer
Nesse presente a minha dor...
Talvez eu amar jamais você
Poderia a esse meu fulgor;
Como mendigo em merecer
Cem mil estrelas ao esplendor...
Pois tanto que meus versos
São aos ares todos dispersos
Nem são ditos por ninguém...
E sem que amar me poderia
Mesmo que fosse à fantasia;
Que assim eu fosse de alguém.
A SAUDADE D’ Ela
Eis o tempo que não há tempo...
Os dias que esperavas, amor!
Terás agora o conhecimento
Das horas perdidas em seu langor.
De almas passadas fez-se o vento...
Trazem em versos a minha dor...
Que hoje de mim é o alento
No agora que vive meu esplendor...
Mas tanto de brilho não vivo ainda
Por antes beijar-te a face linda,
Por antes amá-la aos meus delírios...
Foi-se de mim a própria saudade...
Por hoje nos contos de vaidade
Eis que a ressurge dentre os lírios.
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