Eis a Razao da minha Vida
Everything is broken
a rua está quebrada
minhas botas
estão quebradas
minha voz
está quebrada
meu pensamento
está quebrado
as portas estão quebradas
o despertador está quebrado
a noite está quebrada
a manhã
será quebrada –
há uma pessoa no mundo
que não está quebrada
e eu estou ao seu lado
como se não estivesse quebrado –
a alegria
está quebrada
o cansaço está quebrado
tudo está quebrado
texto autoral - SARAU: VIVÊNCIAS
Minha história vou te contar!
Só existe um porém, aqui a liberdade você não vai encontrar, afinal até hisso querem opinar.
O que dizer?
Vivo com medo e no escuro!
Tudo isso para preservar um moro em um lugar onde futuro, moro em um lugar onde ao sair para passear tenho grandes chances de não voltar.
Aguento calado os julgamentos que são desde ao me vestir até a forma de amar.
Afinal levantar a minha bandeira é fácil, mas me prestar apoio nos momentos necessários já se torna contrário.
São tantos comentários que às vezes me pego pensando o que será que fiz de errado?
Não lembro de ter cometido um crime para ser tão julgado e maltratado, mas me sinto em cárcere privado.
Só espero respeito não aceitação, até porque em nenhum momento lhe envolvi, no que você denominou: minha "CONFUSÃO".
Minha capacidade de amar alguém é tão linda, tão genuina, bondosa, livre... pena isso tudo não depender somente de mim.
Nunca disse que a minha fé está vinculada ou rotulada em crenças que não me levariam a lugar algum!
Meu coração acelera, minhas pupilas dilatam, meu corpo entra em êxtase... Tua presença acalma minha alma. E não importa em qual degrau da escada da sua vida eu esteja, saiba que sou o que mais te ama.
"Se amar é loucura
E a solidão é um tédio
Prometa-me que será a minha cura
E então serei o teu remédio"
A minha fase da inocência passou muito rapidamente; hoje vivo a fase do exegeta, ostento o título de Mestre em hermenêutica cirúrgica, com o tirocínio e faro fino capaz de esquadrinhar as falsidades homiziadas num simples olhar de antagonistas..
FEIJOADA À MINHA MODA
Amiga Helena Sangirardi
Conforme um dia eu prometi
Onde, confesso que esqueci
E embora - perdoe - tão tarde
(Melhor do que nunca!) este poeta
Segundo manda a boa ética
Envia-lhe a receita (poética)
De sua feijoada completa.
Em atenção ao adiantado
Da hora em que abrimos o olho
O feijão deve, já catado
Nos esperar, feliz, de molho.
E a cozinheira, por respeito
À nossa mestria na arte
Já deve ter tacado peito
E preparado e posto à parte
Os elementos componentes
De um saboroso refogado
Tais: cebolas, tomates, dentes
De alho - e o que mais for azado
Tudo picado desde cedo
De feição a sempre evitar
Qualquer contato mais... vulgar
Às nossas nobres mãos de aedo
Enquanto nós, a dar uns toques
No que não nos seja a contento
Vigiaremos o cozimento
Tomando o nosso uísque on the rocks.
Uma vez cozido o feijão
(Umas quatro horas, fogo médio)
Nós, bocejando o nosso tédio
Nos chegaremos ao fogão
E em elegante curvatura:
Um pé adiante e o braço às costas
Provaremos a rica negrura
Por onde devem boiar postas
De carne-seca suculenta
Gordos paios, nédio toucinho
(Nunca orelhas de bacorinho
Que a tornam em excesso opulenta!)
E - atenção! - segredo modesto
Mas meu, no tocante à feijoada:
Uma língua fresca pelada
Posta a cozer com todo o resto.
Feito o quê, retire-se caroço
Bastante, que bem amassado
Junta-se ao belo refogado
De modo a ter-se um molho grosso
Que vai de volta ao caldeirão
No qual o poeta, em bom agouro
Deve esparzir folhas de louro
Com um gesto clássico e pagão.
Inútil dizer que, entrementes
Em chama à parte desta liça
Devem fritar, todas contentes
Lindas rodelas de lingüiça
Enquanto ao lado, em fogo brando
Desmilingüindo-se de gozo
Deve também se estar fritando
O torresminho delicioso
Em cuja gordura, de resto
(Melhor gordura nunca houve!)
Deve depois frigir a couve
Picada, em fogo alegre e presto.
Uma farofa? - tem seus dias...
Porém que seja na manteiga!
A laranja gelada, em fatias
(Seleta ou da Bahia) - e chega.
Só na última cozedura
Para levar à mesa, deixa-se
Cair um pouco da gordura
Da lingüiça na iguaria - e mexa-se.
Que prazer mais um corpo pede
Após comido um tal feijão?
- Evidentemente uma rede
E um gato para passar a mão...
Dever cumprido. Nunca é vã
A palavra de um poeta... - jamais!
Abraça-a, em Brillat-Savarin
O seu Vinicius de Moraes.
Estive aqui Perdida,
Em um caos com a minha querida,
Estive aqui pensando na sua partida.
Sem volta, dolorosa e sem sequer uma despedida.
Claro que precisei de um tempo para processar essa droga de te deixar ir sem que doesse duas, três vezes seguidas...
E processando acabei mergulhando, na falta que você faz na minha vida.
Não julgue minha sofreguidão.
Seu tempo ja se foi ou ainda ei de chegar.
Sabendo da doçura e do amargo a que me propus,creia que irá entender minha persistência.
Cada um ei de viver,a seu tempo e a sua maneira.Uns lavados até a alma,salgados de lágrimas e/ou adocicados pelos beijos.
Não se pode fugir,é tão certo quanto a morte(literalmente).
Escrevo sobre o que me aflige,alegra e me toma.
Não sei dizer a quantas anda minha direção.
Sou desenfreada e suscetível,choro ao som de canções nostálgicas e por dentro,grito.
Me decifrar não é um feito.Sou clara como água limpa e turva como um céu nublado, mas quem me ler,terá uma biografia complexa,porém sonhadora,sexualmente voraz e humanamente sofrível.
Empática e contraditóriamente,individualista.
Entregue,porém,exigente.
No fundo só quero ser notada,não vista.Por que ver é diferente de notar e tocar é diferente de sentir.
Meu nome é Ânsia e sobrenome,carência.
Amor apenas um planta
Já se questionou sobre oq é o amor?
Minha visão sobre ele já mudou várias vezes
Porém de um tempo pra cá uma faz total sentido
O amor é uma planta
Você deve regar cuidar dele todo dia
Caso contrário ele irá Michael e morrer
O grande questionamento e só um você está cuidando do sua planta
Infelizmente nesse caso não tem planta de plástico (amor romântico)
Minha história.
Era inverno naquele julho
A luz era do candeeiro
A bóia carreteiro
De charque ovelha e farinha
A benzedeira, também rainha
Das casa de tolerância
Nas campanha de importância
Pelo ofício de parteira
Foi ali pela soleira
Daquele bordel campeiro
Que vi a luz por primeiro
Na minha chegada ao mundo
Num pelego lanudo
Tapado por um xergão
Nascia na Solidão
Pros lado da Santa Vitória
Donde por vez a memória
Me vêm do inconsciente
A origem de um vivente
Se faz a vida e a história
O sangue que lava é o mesmo que jorrou lá na cruz a favor da minha família; então orarei por cada um deles e não perco tempo falando mal de ninguém.
Como podem ser cruéis as mães que não amam. Mesmo atabalhoado, o afeto da minha perdura e me basta.
Aqui, entre quatro paredes...
O teu som ecoa em minha alma
Tua pele vibra feito tambores em ritos solenes
Tudo reverbera harmoniosamente até o céu.
Teu olhar é flecha certeira e me transpassa
Teu ventre se move feito a serpente do deserto; me leva à ruína, me faz dançar.
O teu seio é o meu leito, descanso.
Me deleito em tua fonte, que jorra, que sacia, que me banha e inebria...
- O teu gosto não se compara.
ESPELHO
Estive vendo a minha própria figura
Desenhada no espelho, com certeza
Envelheci, com inquieta tal destreza
Que nem reparei, ah! afanosa leitura:
De um olhar nublado e sem a inteireza
A imagem franzida de exausta doçura
Semblante encanecido, sem aventura
E aquele sorriso sem a juvenil clareza
Tudo numa velocidade, sem perceber
O tempo, se foi, vai correndo, por ser
O dono da fase, e o dono do destino
Ah! Fado sem a piedade e a bondade
Ó anseio de crescer, louca insanidade
Do querer furibundo de um menino...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
31 de maio, 2022, 20’05” – Araguari, MG
Meu passado ,minha história. Na minha mente ,minhas memórias. No meu corpo as cicatrizes, nos pensamentos nada fiz. Merecer ou não merecer o castigo do não feito ou do feito. Ser julgado ou condenado ser punido ou destruído. Por castigos e humilhações onde a inocência de uma criança mal crida ou maul orientada . Foi Jogada ao mundo sem pedir para nascer. Mas com direito a viver. Na vida sem saber oque certo ou errado por ser maul orientado . Descobrindo as verdades e vivendo as maldades. Buscando a felicidade e não esquecendo a humildade. Levando contido a dor da solidão, da iguinorancia alheia, e da punição injusta de uma criança que só nasceu para viver a vida plenamente. "Alexandre O viajante inesperado"
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