Efêmero
Não é a magnitude do feito, mas a profundidade do legado que deixamos; não é o brilho efêmero do sucesso, mas a semente plantada que germina em corações e mentes, pois é na perenidade do impacto que encontramos a verdadeira medida da nossa jornada.
"O vento que sopra no deserto lembra ao crente que tudo é efêmero, exceto o Eterno.
Aquele que se curva diante do Único encontra força para se erguer diante de todas as provações."
O EFÊMERO BRILHO DA ILUSÃO
Por gerações, a ideia de que "os opostos se atraem" foi romantizada, vendida como a magia que equilibra o caos e a ordem. Milhares de pessoas, sem conhecimento real da dinâmica dos relacionamentos duradouros, repetem essa frase como um mantra. No entanto, é a maior tolice. A realidade é que os opostos podem até gerar uma faísca inicial de curiosidade, um breve momento de novidade, mas essa mesma oposição é o que, no fim das contas, os afasta. A atração momentânea cede lugar ao atrito constante. O que sustenta uma ponte sobre o abismo do tempo não é a diferença de seus pilares, mas a igualdade de propósito e a força da mesma matéria. São os iguais que se achegam, que encontram um terreno comum onde podem, de fato, construir um novo horizonte rumo a um maravilhoso futuro juntos.
O apego é a âncora enferrujada fincada no fluxo do efêmero, a súplica covarde por permanência, contudo, o único regresso possível jaz na mão aberta, pois o que é verdadeiro não teme a vastidão da liberdade.
A vida é um pulso elétrico efêmero entre o nada que nos precedeu e o nada que virá, que o seu preenchimento não seja o volume, mas a densidade atômica de cada momento vivido, e que sua intensidade seja o único legado.
MONTANDO PEÇAS...
Sou uma alma acoplada num corpo efêmero e todos os dias ao acordar…
fico revirando dentro dele pedaços de um tempo que ficou pra trás…
Como se fossem peças de um quebra cabeças que tento montar…
E quando conseguir montar?
- Deixarei minha história de vida para alguém contar…
MONTANDO PEÇAS
Sou uma alma acoplada em um corpo efêmero.
Todos os dias, ao acordar,
reviro dentro dele pedaços
de um tempo que ficou para trás.
São como peças de um quebra-cabeça
que insisto em montar.
E quando conseguir?
Deixarei minha história de vida
para alguém contar.
Lu Lena
Breve encanto efêmero, distante oculto e vazio.
De tanto te esquecer, lembrei do meu caminho.
É triste ser o desatento, é frio respirar o ar alento.
Estou Caído, deixado por alguém desconhecido.
Ferido, viciado, mas não quero ser interrompido.
Felicidade para mim nada mais é do que um estado efêmero de plenitude, a satisfação momentânea baseada via das vezes por causas supérfluas; mais do que isso, uma palavra para preencher nosso anseio.
No efêmero tempo da vida
Histórias acontecem
Por vezes parecem eternas e reais
Entretanto descobre-se que
De uma insana fantasia se passava
Nos amores ocorrem desencantos profundos e decisivos
Capazes de transformar a mais serena das águas
Em caudalosos rios,
Movidos pela recusa do amor não alcançado.
Cecília Meireles
Mortes, perdas, tristezas
Uma vida de incertezas
Com o efêmero e com o eterno.
Do silêncio e da solidão a infância
O mundo fantástico dos livros
A fuga, a busca, a imaginação.
Do encontro dos dois mundos
Cria a consciência e a sensibilidade
Da real transitoriedade de toda a compreensão da vida e da humanidade.
Aprende a maturidade e a individualidade
Com muita distinção e louvor foi professora, pedagoga, jornalista e pintora
Entre línguas, literaturas, músicas, folclores e teorias de educação.
Na literatura a sua infância, suas viagens e situações circunstanciais
Eleva-se na poesia primitiva
Que poesias! Puras, belas e verdadeiras.
Pungente de lirismo transfigurador
E terno de lirismo espontâneo
Simples sonetos de complexos simbolismos
Impregnados das pessoas, dos costumes e dos idiomas.
Uma poesia atemporal
A procura pela musicalidade
Deixa o doce encanto
Do mistério do canto das poesias
A vaga existência e a razão do ser humano.
