Educação epígrafes
Quando falamos em educação e focamos na excelência, ignoramos a falibilidade de todo processo educativo, que está na incapacidade de ser unânime na obtenção seus propósitos, considerando a diversidade que constitui a realidade que o envolve.
A ideia distópica de excelência na educação
é o retrato de um modelo educacional que se caracteriza pela realidade distorcida entre o discurso e a ação.
A educação que concentra suas ações na conquista da excelência imposta, deixa ser de educação e se transforma em instrução.
Educação transformadora é aquela que traz, em sua essência, uma mentalidade relativizadora e atuante.
A educação verdadeiramente significativa não é, necessariamente, a que apresenta resultados, mas aquela que a escola fica na memória do aluno, porque a primeira apenas enquadra.
Educação é ação! A verdadeira excelência no ensino é uma consequência de um trabalho construído em grupo e não da própria excelência. E a mesma só é possível com a participação da família. A excelência construída fundamentada em resultado de alunos em avaliações externas, não é educação, é adestramento.
Reduzir a excelência na educação a resultados comparativos de seus alunos a indices preestabelecidos é negar a realidade na qual a própria escola está inserida.
Educação é um desafio que não se vence apenas por desempenho dos alunos em avaliações externas, portanto, o que se denomina, na educação atual, por excelência, é na verdade um doutrinamento.
O modelo de educação atual não educa
apenas condiciona
para uma sociedade pensada e estruturada
para homens obedientes e afônicos.
Educação é ir para além do currículo, é na verdade, fazer do currículo uma porta para as inúmeras possibilidades que estão expostas na realidade diversificada do aluno. É nao se limitar ao saber enciclopédico, pois devemos, quanto educadores, buscarmos uma formação omnilateral, excluindo de nossos objetivos, ao planejar, o resultado, porque o foco não deve ser o desempenho dos alunos em avaliações, mas o próprio aluno e o mesmo nao deve ser o caminho para uma excelência construída.
Avaliar na educação é oportunizar ao educador, a possibilidade de trilhar caminhos pedagógicos diferentes com o propósito de mediar, de forma mais eficaz, o avanço desejado.
A educação está tão promíscua em servir aos ideais do mercado, se assumindo como empresa, focada em resultados, em produzir uma excelência fabricada, que esquece o ser humano mais importante de uma sociedade, pois é pela mediação dele, que provém todos os outros profissionais de uma sociedade. Os sistemas de ensino, desvalorizando o professor no exercício de sua profissão, faz com que a sociedade não enxergue o seu valor social. Lamentável! Transferindo a responsabilidade do baixo nível dos alunos, nas escolas, para os educadores, atribuindo-lhes metas focadas, em apenas, no desempenho dos alunos nas avaliações externas, pouco se preocupando com a verdadeira formação dos mesmos. Omissão em reconhecer que a situação deplorável dos alunos não estarem no nível de conhecimento esperado para a série que estão cursando, seja fruto de um modelo educacional que não forma, deforma; não inclui, promove a exclusão institucionalizada; não media a cooperação, valoriza a meritocracia.
A educação que foca na formação para atender exclusivamente à demanda do mercado de trabalho, não educa, apenas instrui para ser um bom profissional.
A educação é uma ideia
construída pelo homem,
para que possa continuar construindo
novas ideias no futuro,
por meio daqueles que dela
tenha acesso para se construir.
Como pedagogo exergo a educação como um caminho para o retorno do homem a sua essência natural, da qual ele se afastou, de forma irracional, racionalizando, pondo em prática o que se apropriou por meio do educar-se. O que me deixa triste é ver que a nossa educação pautada aos intereses neoliberais, não educa, adestra seus discípulos em prol da exposição hipócrita de uma excelência inexistente. Por isso vejo cada vez mais, o homem se distanciar do que ele é no seu âmago: ser humano.
Fazer diferente na educação, não é uma questão de "se reinventar" como faz parte do modismo quando se fala em educação significativa, mas de buscar um alinhamento entre o discurso e suas ações como educador.
A educação apresenta uma excelência por meio do fazer diferente, que na verdade nao o faz, de ser significativo, que ao final não consegue o significado desejado, porque o foco não é a produção, mas a exposição de como está sendo produzido.
A educação para ser significativa, não basta mediar o processo de aprendizagem, tem que desenvolver a consciência do educando para reconhecer que o aprender é fruto de um processo continuo, gradual e pessoal, logo, cada um, deve buscar o caminho que encontra melhores resultados.
A minha fala é de luta contra esse modelo educacional que está pautado na excelência, na educação da ostentação, onde o foco do ensino se contenta com o desempenho do aluno em avaliações com o único objetivo de aferir a competência da gestão, da escola e do sistema de ensino.
A educação de palanque não constrói, modela; não inclui, promove a exclusão institucionalizada; não desenvolve a autonomia, conduz a heteronomia; não media a criticidade, aliena o aluno; não aplica a equidade, pois foca na meritocracia como motivação; não consegue exercer seu papel social porque seu objetivo não está no que pode fazer, mas no que pode aparecer.
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