Educação dos Filhos
A modernidade vende a ideia de que qualquer um pode aprender um idioma "sem esforço". É uma mentira conveniente para quem lucra com assinaturas, mas uma frustração garantida para quem busca resultados.
A ilusão tecnológica no ensino de idiomas não está nos recursos, mas na crença de que eles substituem esforço e prática. Sem compromisso real, todo curso é só um placebo digital.
Vivemos na era da abundância de recursos para aprender idiomas, mas nunca foi tão difícil realmente aprender. A ironia é cruel: temos acesso a tudo, mas não sabemos como usar nada.
Influencers e coaches são os novos profetas da farsa moderna: pregam autossuficiência enquanto dependem da insegurança alheia para lucrar. São parasitas de uma sociedade sedenta por atalhos.
A escola deveria ensinar como pensar, não o quê pensar. A religião que dizer o quê pensar, não como pensar.
Se minha liberdade é às custas de oprimir alguém, então não é liberdade, mas a dança neoliberal. O problema é que, nessa dança, a banda que toca a música é contratada pelos verdadeiramente ricos, enquanto quem paga o ingresso do espetáculo e ainda bate palmas para sustentar a fantasia burguesa são os pobres...
"Não existe ninguém burro, nem ninguém inteligente, pois tem coisas que você sabe e eu não sei, e eu tenho coisas que sei e você não sabe."
Sobre as asas do triunfo, alço meu voo,
Na senda do saber, trilho meu enlevo.
Às oportunidades, adapto-me com ardor,
Num poema atemporal, forjo meu labor.
Rede sociais e web, eu considero como presentes de Deus para humanidade. Sem isso, ainda seria apenas a minoria com a razão, detendo o conhecimento.
Gritar, Pirar,
Criar,
Extravasar,,
Barulhar,
São coisas pra pensar,
Viralizar, mencionar, contextualizar,
Só não pode endoidar.
Mas lambuzar, com a noiva no altar,
Pra casar, morar, namorar, beijar,
Uma filha pra amar, um pássaro pra cantar e uma amorinha agarrar.
Necessitamos nos empenhar pela equidade de todos, e a classe média precisa transformar sua atitude, renunciando à busca por ocupar um lugar que não lhe pertence e, acima de tudo, cultivando apreço ao testemunhar a ascensão dos menos favorecidos. Inegavelmente, a metamorfose do mundo não se concretiza unicamente através de palavras, mas sim por meio de ações concretas e compassivas. Alcançaremos esse objetivo através da educação.
A corrupção, espraiada por todos os domínios, revela-se como um ato vergonhoso, um veneno nefasto para toda a nação. Contudo, quando infiltrada na esfera da educação, assume a faceta de um verdadeiro câncer, um roubo insidioso que dilacera não apenas a vida, mas também a essência e a dignidade alheia. Nesse contexto sombrio, não há perdão que possa mitigar a extensão desse mal.
Os professores, guardiões do saber, merecem uma valorização que transcenda a retórica, pois cada profissional que alça voo rumo às alturas de suas realizações, o faz impulsionado pelo farol do conhecimento emanado por seus mestres. Expressar essa verdade é comum, porém, questionamo-nos: como transformar esse cenário em algo palpável? Em minha busca, escolho a pena como minha aliada, desejando, assim, contribuir e harmonizar as melodias do aprendizado.
"Houve um tempo em que todos olhavam para frente, uma época em que as pessoas se abriam. Naquele tempo ao invés de olharmos para o celular olhávamos mais para os outros."
Os ecos da traição
Regaste a amizade, fizeste florir,
Com gestos suaves, soubeste fingir.
Falaste em respeito, plantaste a união,
Mas sob as pétalas, crescia a traição.
Não foi por engano que me afastaste,
Foi porque eu via o que tu ocultaste.
Sabia demais, e isso te doía,
Pois toda mentira teme a luz do dia.
Colheste botões que nunca vingaram,
Diplomas vazios que nada ensinaram.
Lançaste ao mundo sem raiz, sem saber,
Quem planta o engano, não pode colher.
O tempo é espelho, reflete e condena,
A farsa definha, a verdade envena.
Quem vende a ilusão por medo ou por pão,
Perde o próprio chão, já não é mais razão.
E quando as folhas caírem ao fim,
E a névoa esconder o que resta de ti,
Não adianta rezar, teu medo é prisão,
Tua queda se encerra abaixo do chão.
Os professores são faróis no imenso oceano do conhecimento, iluminando caminhos, muitas vezes escuros, para uma educação autônoma e significativa.
A escola tem abandonado a formação humanista e crítica, cedendo ao pragmatismo do mercado e negligenciando a educação moral.
