E Sempre assim toda a Noite a Saudade Aperta
Lua
Ando pela calçada.
Sorrio e teu sorriso iluminou meu dia.
Solta em pensamentos e inspirações...
Sigo e mentalmente componho canções.
Sentei num banco da praça...
As crianças a brincar... que graça.
Dialoguei contigo.
Meu amor, meu amante, meu amigo.
Levantei-me... deste-me força pra seguir adiante.
Ando pela calçada da rua.
Solta, segui sempre avante...
Não importa se não estás aqui...
Sinto-me o tempo todo sempre tão tua.
Teu canto
É frio
Na noite as trevas são pura escuridão.
Triste bate teu coração.
Teu corpo treme.
Teu canto é triste.
A solidão insiste.
Marcas profundas
revelam a tua dor.
Só queres um abraço de proteção.
Só buscas carinho pro teu coração.
Queres das lágrimas se esquecer.
Tremula a alma... falta-te calma.
Nuvens sombras... já está outro dia a alvorecer.
Adormeço
Na escuridão do quarto me sinto bem.
Consigo me ver como realmente sou.
Percebo nuances... percebo quando triste estou.
A escuridão do quarto deixa-me antever com clareza minha razão e coração.
A luz do dia
oculta minha dor e minha alegria.
A luz do dia, da vida, tira toda a magia.
A escuridão deixa visível a discussão entre minha razão e meu coração.
Debatem os dois: razão e coração
Numa guerra feroz.
Nada fica oculto.
Nada fica na escuridão.
E o bate-boca sempre termina sem solução.
Continuo sempre sem saber quem realmente sou.
Acalmam-se os dois vencidos pelo sono...
Adormeço... que buscava saber quem sou esqueço.
Com você noite não há,
sua risada a me alegrar,
seus braços a me abraçar,
sole mio
com você não há
coração vazio...
A noite não chega não,
há paz em meu coração...
sole mio,
me aquece, toma conta
como a água faz com o rio.
Como será o amanhã?
Um aperto no coração
quando me ponho a pensar,
a imaginar o que vai chegar.
A noite escura
é sempre uma aventura...
mas o que traz o sol ao nascer
fazendo a escuridão desaparecer?
Sonhos frustrados,
planos não realizados,
corpos feridos...
da luta cansados.
Esperanças a renascer...
é isso que o Astro Rei vai trazer?
Nasce o sol
com ele a esperança
de que o sonho se torne realidade
chegue a prosperidade.
O sol não traz com ele não,
o esperado pelo seu coração.
E você chora, desolado...
passa mais uma noite, desconsolado.
Mais um dia vem
e vai...
são tantos ais...
e você já não sabe o que espera mais.
Odeio a noite!
Estou tão cansada... fatigada por demais
só quero abandonar esta estrada,
voltar pro meu caminho de paz.
Durante o dia, até consigo...
sigo, com a mente entulhada,
a vida tão atarefada,
fugindo de você,
evitando encontros,
causando desencontros...
À noite...
estou tão cansada - só quero deitar, dormir
e sonhar em paz.
Mas a noite - esta ingrata -
sabe o que ela faz?
Coloca no meu sonho você,
você que tirou minha paz.
Noite... Ah noite!
Estou tão cansada: só quero o descanso
que uma boa você, noite, de sono traz...
Caminho sem avançar.
É longa a noite.
Escuras trevas.
Fria a escuridão no meu coração.
Longa estrada.
Passado que não se tem mais.
Presente que tanto faz.
Futuro que não teremos jamais.
Nunca estaremos onde deveríamos estar.
Um eterno presente a eternamente acabar.
Fecha o dia todo dia
o cinzento céu - pesada tampa...
Um cinza, cor fria cobre a terra
transforma em noite o dia.
Noite pardacenta
Só com a luz da Lua e das estrelas se alimenta.
Noite que das cores mais coloridas esvazia o dia...
Noite que se esparrama.
Pássaros se recolhem em seus ninhos, entre, das árvores, as ramas.
Voltam para o aconchego do lar os homens...
A luz que clareia o dia fecha os olhos, deixa tudo no escuro ficar...
Querem eles também descansar.
Abraço, aconchego, chamego...
No lar querem eles encontrar.
Alimento, braços que os aninham,
Não há luz que faça falta
quando calor há no ninho.
Aproxima-se a noite.... abrem-se as cortinas escuras, deixam entrar fios de luz escurecidos pelas trevas....
Aproximo-me da noite... silenciosamente, recolho-me como um poente.
A solidão acorda do seu longo sono diurno
fustiga minha alma com um açoite
faz tudo virar mais noite...
E de noite em noite,
nas enlutadas mãos da solidão,
eu luto pra me livrar da escuridão
da noite... da solidão... da escuridão...
da noite...
Depois da mais longa noite, surgirá o amanhecer...
Espere-o.... e verás.
Não sei se é neste ou naquele lugar,
não sei se é aqui, nem ali...
mas certamente vai surgir.
Agora é tudo igual
trevas e dor,
solidão e desamor...
é que a escuridão da noite esconde as formas
e não há forma de você ver
o que está pra acontecer...
Como um rasgo entre as nuvens,
a luz entrará pelas vidraças
e você vai perceber
a luz empalidecendo todas as desgraças....
até cada uma delas silenciar pela mordaça.
Desce a noite
escorre entre meus dedos em pranto.
Pouco a pouco tudo cobre
com seu espesso manto.
Fecham-se as cortinas do dia.
Escurece,
esmorece,
diante da noite o dia desaparece.
Desce a noite...
calada,
desesperançada...
sem mais sonhos
ela
simplesmente adormece.
O dia passa
na tela da vida
chegadas e partidas...
O sol se põe,
num ponte ardente
oculta-se
e deixa a noite chegar... completamente indiferente.
A noite passa
dissimulada... não deixa ver nada,
oculta-se... dilui-se na escuridão.
E deixa aparecer outro dia.
Novo cenário das dobras do tempo
desdobra-se lentamente
compõe o tempo de mais chegadas...
de mais partidas...
tudo igual, igual a tudo... novamente.
É isso!
Naquela noite mais escura foi o teu magnetismo que me guiou até o teu perfume irresistível.
Mais um dia...
Tentei não olhar para trás na missão impossível de evitar endurecer o coração,
mas, em meio ao céu noturno, colecionei histórias para contar e segredos para guardar,
do binóculo vi uma constelação de sentimentos, vi também um mar de lágrimas querendo gritar,
o que era amor quis amar, o que era mágoa quis magoar, dentro de mim explorar o silêncio das memórias ardeu na alma,
depois de algumas gargalhadas sarcásticas do meu próprio eu, um alívio profundo aterrissou em meus ombros,
logo, me dei conta da grandiosidade do sol nascendo a minha frente,
um dia lindo se formando tem a mesma beleza de uma flor desabrochando ou de um beija-flor voando, a sensação de paz e esperança está viva e está me alcançando novamente...
Noite do Vinho
Meu equilíbrio emocional se perdeu após os meus primeiros copos de vinho, vejo minha timidez indo embora e ao mesmo tempo começo uma longa conversa com a minha alma. Mais dois copos são tomados e a razão busca consertar o que está quebrado, mas a emoção impede que os pedaços se encaixem e se refaçam. Entre um gole e outro, tento recuperar a minha segurança e o controle da situação conflituosa a qual se encontra os meus sentimentos, pena que o momento é exaustivo, sinto a necessidade de recuperar o que ficou para trás, percebo o quanto sou dependente das minhas memorias e dos meus desejos que estão aprisionados a ela. Já são altas horas da noite, cansado de lutar contra mim mesmo, parei de me desapontar e fui dormir com o consolo do travesseiro e o abraço aquecido da minha coberta.
Beber, Dormir e Acalmar
A noite esta tão cansativa, pesada e calada, que consigo escutar o barulho das batidas aceleradas do meu coração. A cama, o sofá, as fotos na parede do quarto, o controle remoto que você gostava tanto de tomar conta, tudo a minha volta lembra você. Vou beber mais um pouco para fugir dessa dura realidade de não ter você aqui, parece que tudo perdeu a graça depois que você se foi. Os teus carinhos sem medida, os teus sorrisos sem fim, o teu olhar verdadeiro, tínhamos uma química, nossos passos se encontravam, era tão bom viver ao teu lado, pena que acabou. Eu queria tanto estar dentro dos teus abraços, eu queria tanto dormir colado no teu corpo de conchinha. Vou beber mais um pouco e tenho certeza que o sono irar me acalmar o meu coração e as minhas memorias por algumas horas.
Uma noite...
Uma noite...
Uma noite pintada com tons de paixão,
Uma noite recheada de carinhos, olhares de fascinação, marcada pela dança que não deveria acabar,
Uma noite acompanhada pelo sereno, saboreada pelos desejos e sentida pelo calor humano,
Uma noite finalizada com muito amor, vista curiosamente pelas estrelas por entre as janelas e guardada nas melhores memorias de um coração feliz.
Noite de gala
Na noite silenciosa e enluarada, o Céu se fez meu ouvinte,
A sinfonia oferecida pelo soprar dos ventos, deu o ritmo da dança as árvores presentes,
Poucas nuvens, das estrelas a reprodução de um belo lustre,
Olhar firme, cabeça levantada, uma mão no coração e a outra mão segurando o véu da imaginação.
Deixa entrar...
O frio predominava na cidade pintada de branco,
os galhos secos e as ruas sem vida eram surrados pelos ventos cortantes,
mãos na janela, a lareira acesa, o café quente espantando o frio da espinha dorsal,
coração gelado, olhos fixos no céu escuro e pontilhado,
uma estrela cadente passa, um suspiro e um sorriso de esperança embaçam o vidro,
a porta é aberta, uma voz familiar chega quebrando o silêncio da noite e o frio da alma.
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