E Sempre assim toda a Noite a Saudade Aperta
Cegos talvez ainda somos
Cegos ainda andamos
A primitiva beleza
Ainda não conhecemos
Por quanto tempo irá
As luzes artificiais nos cegar
Por quantas noites
Vamos peregrinar
Até que céu se torne
A companhia para os solitários
A tela para artistas
E versos para poetas.
É uma noite limpa
Clara, céu estrelado
Com meus olhos aos céus
Eu lanço meus pensamentos
Que estão pronunciados com teu nome
Mas eu sei que estes
Nunca serão entregues a você
São lançados a escuridão da noite
E as estrelas guardam com elas
Todos estes segredos.
É a noite ao clarejar dos céus
Que é possivel enxergar,
As estrelhas aconselhando
Cada simpatizante delas.
Era uma filarmônica,
o nome do espetáculo
era universo,
e naquela noite
seus olhos se apresentaram
diante de mim.
A noite é uma das coisas mais
incríveis. Ela as estrelas brilha, noite
sim e noite não a lua ilumina. Ela é
uma dos encantos mais belo é a lua
que reflete a luz do sol e faz a terra
brilhar!
Noite escura, e há um profundo silêncio na floresta, somente a dança dos vagalumes sobre a macega verde, o cântico silencioso dos grilos entrelaçados nas grameiras, e as corujas fazem os seus sons para anunciar o respeito pela noite, o o urutau com seu cântico assombroso desperta medo e pressentimentos.
Otávio Mariano.
Eu trilho por caminhos cheios de espinhos
Uma estrada com muros
E praças fechadas
Dentro do caos
Que é viver
Dentro dos maus
Que é morrer
Eu vivo pulando as janelas
Dos hospitais e dos hospícios
Tento esconder minha gana
E sede de vingança
Mas as tormentas encontram
O pouso perfeito
Em meu coração
E eu desfaço a noite
Da minha razão.
Sou uma criança
Em teus excelsos braços
Oh majestosa noite
Tu és mãe dos meus sonhos
Tu és sono das minhas dores
Tu és encanto da esperança
Tu és primor dos estertores
🐍🐍...Duas serpentes na noite...🐍🐍
Lua cheia clareou...
Na rua deserta...
Alma desperta...
Inquieta...
Minha estrela brilhou no Oriente...
Nem chama...
Nem fogo...
Tudo se fez de repente...
Sou serpente...
Sete mundos andei...
Tanto vaguei...
Em sete raios aflorei...
Desabrochei...
Homem me fiz...
Menino me joguei...
Com música na alma..
Canto, danço, me embriago...
Sorriso maroto...
Desajuizado...
Num doce balanço...
Em abraço apertado...
Conversas irônicas...
Endiabrado...
Eu lhe encanto...
Sou encantado...
Como é bom...
Ter você...
Ao meu lado...
Sandro Paschoal Nogueira
#O #TEMPO E O #VENTO
Tem o amor a arte de tornar tudo eterno...
Passam-se eras...
Passa-se o tempo...
Tenho voltas a dar e vou à minha vida...
Sigo estradas, cruzo veredas...
Dobro esquinas...
Onde às vezes as auroras crescem...
E as madrugadas findam...
Encontro meu coração sempre em festa...
- Haverá vento ainda?
Pergunto desfrutando minha sina...
A noite existe e a vida vale esse momento...
Por um tempo...
Por mais tempo...
Haverá ainda o vento?
Das coisas que se tocam pelas vistas...
Talvez eu espere simplesmente...
Que passe o tempo...
Enquanto o indolente vento...
Beije minha face...
Em todos momentos...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#VIVER
Viver...
E celebrar a vida...
De corpo e alma...
De forma desejada e querida...
Cercado de flores...
Sem máscaras de cêras...
De muitos amores...
Sem cercas...
Nos sonhos ser um errante...
Abrir suas asas...
Alçar aos céus...
Intensamente...
Viver mais simples...
E de forma ardente...
Amante exemplar...
Sendo feliz somente...
Desde a aurora que enlaça...
À noite que abraça...
Porquanto, bem se satisfaça...
Simplesmente viver...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
.
#Pauladas de uma #noite...
Fim de noite...
Um cigarro de palha...
Chopp gelado...
Cadê a batata que estava aqui ao lado?
Houve tricô...
Sorrisos disfarçados...
Fofocas diversas...
De me deixar escandalizado...
Antes de ir a Portugal...
Um abraço bem dado...
O boy magia me deixou decepcionado...
O outro um tapado...
Perguntei o nome...
Disse ter nome de poeta...
Mas não sacou...
A minha letra...
A mona me contou...
Que o bofe dela está estragado...
Tá bichado...
Quase que com o bolo engasgo...
Ao ouvir esse fato...
Disfarcei...
É lógico...
Sou bem educado...
E o gorducho fedido...
Que a tudo ouvia...
Estava compenetrado...
Fazendo-se de desligado...
Não sou de muitas escolhas...
Assumo...
Sou bem facinho embriagado...
Mas antes dormir sozinho...
Que mal acompanhado...
Sandro Paschoal Nogueira
Caminhos de um poeta
.
Sou, num alto de monte...
Onde bate o luar em noite triste…
Aquele que murmura nas horas mortas...
O desejo de uma vida nova...
Negra sorte...
Vivendo dia após dia...
Sobrevivendo a própria morte...
Imagens de saudades...
Varrida por temporais...
Oculto entre as brumas...
Sonhando e sonhando sempre mais...
Fugitiva deste mundo...
Se fez minha alegria...
Às noites eu amo...
E tudo finda no raiar do dia...
Lágrimas dos meus olhos são flores...
Que as semeio pelo chão...
Alumiado de sombras e luz...
Permanece meu coração...
Num íntimo pudor vou envelhecendo...
Ninguém me deseja apaixonado...
E na dor do silêncio...
Em demência me perco...
E já nem sei quem sou...
Sandro Paschoal Nogueira
Eu menti naquela hora...
E disse que não sabia...
Mas vou-lhe dizer agora...
A ingratidão pesa...
E para chegar não tem hora...
Em meio ao sol e ao riso da manhã...
Tudo isso existe...
Tudo isso é triste...
Nesse engano das horas...
Como alguém que tivesse esquecido...
Que assim sempre tem sido...
Ah ingrato...
Como será seu destino?
A noite, que o pesar...
Ao fim de cada dia...
Irá sempre me lembrar...
Que não sobrou nada...
Apenas cinzas frias...
Quero que saibas...
Se de súbito me esqueceres...
Também não me procures...
Porque já te terei esquecido...
O que outrora tenha sentido...
Minhas raízes sairão
em busca de outra terra...
A noite infinita enfrenta a vida...
Sem temer a ingratidão...
Que horas são?
Hora dos abandonados...
Hora dos degredados...
Hora dos apaixonados...
Hora dos que andam à noite...
Hora dos papos furados...
Hora dos perdidos, desavisados...
Hora dos mal acompanhados...
Dos que buscam encontrar...
E não são encontrados...
Que horas são?
Hora em que o tédio abate sem cessar…
Hora das conversas vazias...
Das conversas dos bêbados em sofreguidão...
Hora daqueles que escondem suas tristezas , de sua solidão...
É a hora que vejo tantos sorrisos...
E que percebo tantos corações contritos...
Que horas são?
Hora dos que morrem sem amar…
Hora daqueles sempre a procurar...
Hora dos que se entorpecem...
Dos que gargalham alto...
Hora dos copos cheios...
Dos trabalhadores assalariados...
Que escondem sua insatisfação...
Hora das mesmas mesmices rotineiras...
Das almas e sombras alheias...
Que horas são?
É a hora de quem sonha...
De quem a tudo ama...
De quem tem a inocência...
De planejar e poder crer...
Que tudo será bom...
Mesmo que nada aconteça...
Que horas são?
É a hora do mistério...
De acreditar que tudo será bom e diferente...
E que no meio de tanta gente...
Hora que o doente...
Pede para sarar...
Que horas são?
Hora da saudade...
Do flete sem maldade...
E se há, disfarça...
Hora das sombras que se formam...
Dos hipócritas cheios de santidade...
Perante a realidade...
Que fingem ignorar...
Que horas são?
Das conversas vazias, sem precisão...
Hora perante o que os homens fazem...
Escondendo-se atrás da sobriedade...
De todas as vidas, abstratas ou concretas...
Verdadeiras ou falsas...
Eu sofro sem penar a vida...
Parado no cais de onde nunca parto...
Ao acaso, sem âncora...
Vagando no tempo...
Apenas sonhando...
Em ser mais amado...
Sandro Paschoal Nogueira
E vinha vindo a noite por entre os pinheiros...
E vinha a sonhar...
E perguntava-me ...
Por que te devo amar?
Porque há vida...
A doer com as mágoas...
A rolar as lágrimas...
Por que andas de repente...
Entre idas e voltas...
Dos que esperam a luz...
Em densas trevas...
No vácuo mudo...
De um desolado coração...
De quem não espera...
A sua compaixão...
Do esquecimento inviolável...
E olvida, como quem está já morto…
E, interrogando o destino...
Sente desconforto...
Verdade...
Qual delas?
Que estão além das cousas transitórias. ..
Correr do tempo onde o amor se perde...
Para onde vais...
Sem eu poder ficar?
Sandro Paschoal Nogueira
#Pedaços #do #céu #que #a #vida #me #deu...
De noite, durante a madrugada...
A senhora da noite, prateada...
Me convida a passear...
Carrego em meu bojo...
Lembranças muitas...
Fazendo-me sonhar...
No trampolim do sem-fim das estrelas...
Confundem-se minhas lágrimas...
Saudades de outrora...
De quem foi e não voltará...
Garganta apertada ...
Um eco mudo...
Em pedras azuis...
Meu mundo...
Deixo meu rastro...
Em esmero passo a passo...
Não há céu sem tempestades...
Caminhos sem acidentes...
Rios sem correntes...
Ouço ao longe a coruja piar...
Mais um pouco...
Um galo a cantar...
A lua adormece por fim...
E um sol dormindo...
Lentamente vem surgindo...
Guardando o infinito...
Em meu coração...
Sigo meu destino...
De volta ao meu jardim...
E na eternidade das horas...
Vislumbrando, ao longe...
#Conservatória acorda...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória Pousada Chic Chic Casa do Sandrinho.
Sonhe seus próprios sonhos
Busque sua própria luz
O céu é cheio de estrelas que brilham em harmonia
a encantar a noite e a vida
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