E o Tempo da Travessia e se Nao Ousamos Faze-La
”Por força do acaso, o tempo muda, a porta bate, o coração quebra, a vida escorrega, rodopia, mas a semente brota, a rama aflora e a luz acende. Por eventualidades, uma simples passagem torna-se estrada de mão dupla ou pode nos colocar de joelhos para estarmos mais perto de Deus.”
Deus é energia! O que fazemos com essa energia é o que cria nossa identidade a todo tempo. Devemos trabalhar dentro de nós a captação da energia de Deus para o bem libertador. A liberdade esta em viver e deixar viver. Promover a vida e o bem estar de tudo que nos cerca, inclusive de outros humanos.
Tempo, bom dia!
Eis que passa lento...
Como armadilhas do coração,
Deixando rastros de um passado sombrio...
Onde tudo e todos fazem parte desse peculiar momento.
Paciência , calma, respeito!
Respeito esse que acalenta a alma.
E lá no fundo espera pelo perdão.
Nessas almas que se cruzaram.
Mas sumiram, desconectou.
Ei tempo!
Passa logo meu amigo!
Diz quais caminhos percorrer.
Eis que tem a pausa ...
Um segundo
Calma coração
Nesse fogo oculto, se vai.
( Carta para o coração)
"E das minhas reflexões ao longo do tempo aprendi a guardar a plena convicção sobre isso: um dos segredos para compreensão do mistério de nossas existências, reside em ter certeza de que absolutamente tudo que nos sucede será para o nosso melhor quando, a priori, houvermos consagrado nossas escolhas ao crivo d’Aquele que primeiro nos amou, porquanto infinitos, maiores e melhores são os seus planos para nós."
Pare e pense, diminua a velocidade, aproveite seu tempo, agora mesmo pode ser uma GRANDE DESPEDIDA, após a partida, restará uma avassaladora SAUDADE.
E o sol é quente, como todos os dias
e isso me faz tão em casa
O tempo se passa pela janela
e a cada metro um novo mundo
Talvez não te reconheça em uma outra outra vez
mas não há como te esquecer
Um novo caminho, andado vacilante
com novos olhares, jeito e sorrisos
Não há como não ser marcante
Conversa frívolas entre desconhecidos
que um olhar desatento acredita serem irmãos
As malas um pouco mais cheias
O coração um pouco mais preenchido
Voltamos pra casa
mas não somos os mesmos que foram
"Se trocamos nossas vidas pela falsa liberdade,
Veio o tempo que é uma fera engolir nossa vaidade."
Ano Novo
Minha alma é antiga.
Do tempo em que virada de ano era mais esperança
e menos expectativa...
Infelizmente estamos vivendo um tempo de profunda apostasia no altar. E isso que fica evidente nas pregações que omitem temas como pecado, juízo final, inferno e mudança de vida. Qualquer líder que omite esses temas é um falso profeta infiltrado no rebanho. Um líder segundo o Evangelho e que ama o rebanho de Deus nunca omitiria esses temas que são decisivos para vida eterna.
Confiar em Deus requer renúncias e aceitar o tempo que Ele exerce em tudo para a realização do que te prometeu fazer.
O tempo é divino e espantoso, por esse motivo devemos aproveitar cada instante, tempo é admirável e não comprável.
Recordações daquele tempo.
Era uma vez...
Era uma rua no centro da cidade, no Ponto Cem Réis, perto da Bodega do seu Aluísio e seu Antônio, perto da Feira Central, da escola Solon de Lucena, do colégio Anitta Cabral, dos empregos…pq pra chegar em qq lugar era só uma caminhada. Nos domingos a Maciel Pinheiro era a rua Augusta de Campina Grande, conhecida como a princesinha da Paraíba, onde íamos desfilar com as amigas ...
A rua Redentor, era sem saída, no final da rua tinha Árvores de Eucalipto gigantescas fechando a rua, era um conjunto de casinhas conjugadas e coloridas, com porta e janela, geralmente com uma árvore na frente da casa, um cachorro chamado "Relte" na estrada deitado na calçada, e minhas memórias, minhas lembranças espalhadas, despejadas nas calçadas e ruas do Alto Branco, ruas de paralepipedos...
Nas casas as cercas de arame farpado que dividiam os quintais no início da rua, tinham muitas serventias, na rua crianças correndo, brincavam sem se importar com a hora, ou medo do bicho papão, crianças de pés nos chão.
O ato de estender roupas tem todo um ritual, assim como Michelângelo/Mozart, é uma obra de arte aberta, as roupas de brim, vestidos de chita, as anáguas da minha mãe e umas peças surradas de algodão, gabardine ou casimira, lençóis toalhas a voarem leves e suaves com o vento, criando imagens e símbolos, afinal éramos nove, na conta fechada 'onze', em uma casa de três quartos, duas salas e uma cozinha com panelas penduradas no suporte de alumínio, reluziam, brilhavam sem marcas ou manchas.
Todas as peças lavadas com sabão deueuela sebo e soda. Não existia sabão glicerinado nas minhas memórias afetivas. As lavadeiras de roupas, que passavam pra lavar roupas no rio, com trouxas de roupas na cabeça, nos remetia as antigas escravas, imortalizadas pelo Cândido Portinari. Ali se via a alma daqueles mulheres de pés no chão. As roupas estendidas em dias de sol, depois de quaradas nas bacias de alumínio, cintilantes, como os olhos marrons da minha mãe, seu rosto era emoldurado por cabelos ondulados, presos na nuca, traços fortes, bem marcados e inesquecíveis.
A minha irmã usava anáguas e combinação, como a minha mãe, as duas tinham muitas sintonia, qse espiritual.
As camisas e calças de linho de meu pai eram lavadas à parte. Calças de linho branco...imagine o desespero passar linho branco em um ferro de brasa.
Naquele varal, o que se via era uma obra de arte a céu aberto, o vento brincava com as peças, cuidadosamente presas em pegadores de madeiras. Como tinha poesia naqueles varais e nas cercas de arame farpado, envolvendo as casas, com plantas de cerca vida, dos avelós.
Minhas costas e pernas marcadas pelos arranhões para fugir para outros quintais, atrás de passarinhos, lagartixas, ou correr no canal que passava ao lado, a diversão era certa, caçar girino e atravessar o canal correndo, pagava os castigos maternos pela desobediência até pq não éramos "moleques de ruas", éramos sim, uma molecada feliz.
Debaixo dessas arapucas é que morava minha alegria, sorrisos despreocupadados, bola de gude, peões e brincadeira de se esconder, ou guerra coletiva entre corridas, rostos e cabelos sorridentes, com ataques de jurubeba, livros, revistas em quadrinhos, música, tudo estava em ebulição...
Quantos voos interrompidos para os sonhos do menino-alado, meu irmão mais velho fazia engenharia, o segundo na escala familiar, queria ir para as Agulhas Negras, mas não passou na seleção, fez medicina. Minha irmã passou em Química, mas se transferiu pra Odontologia. E assim, foi-se criando a cultura da profissionalização técnica de qualidade. Já não era segredo, dizer tanto de todos, dito: não conto nada além, como tem que ser. Aquele homem virtuoso, alto, magro, conversa franca, chapéu na cabeça , terno de linho branco- me permita sorrir pras suas lembranças amáveis.
A cidade é intrigante, fica numa serra: é quente, é fria. Polo intelectual importador e exportador, internacionalmente conhecido e respeitado.
Em tempo de chuva, as bicas das casas se prestavam às virtudes das águas, tecendo grinaldas transparentes e abundantes, era uma folia mágica.
O pecado não existia, nunca esteve naqueles olhos infantil, a espiar o mundo, tomando banho de bica, a "Redentor Trinta" era um mundo, que aos poucos foi diminuindo… qdo a gente cresce o mundo se apequena. As lembranças vivem guardadas, em minhas memórias afetivas, elas têm cheiro, cor e vive nos temperos da minha mãe, xaropes/lambedores de muçambê, colhidas no mato verde, curava de gripe a alergias pesadas, manipulados pela mãos daquela mulher serena e forte. Os cheiros, a essência, os costumes da minha casa, ainda posso ver e ouvir, os murmúrios, dos almoços aos domingos após a Igreja Congregacional da Treze de Maio, a ida a casa da Tia Maria, do Tio João, tinha até avó, por um tempo, em casa a mesa posta, feijão verde, arroz, salada verde, legumes, lasanha, frango assado, carne, bifes, mocotó, fígado bifado acebolado, temperados com ervas frescas, frutas da época, doces, bolos, pavê, com família reunida e amigos, era só chegar, em um tempo onde se comia um, comiam dez.
Um universo enorme de recordações, a minha rua tem memória, a minha casa tem imagens, os móveis tem lugar, as recordações vivem para além do esquecimento da morte...
Nina Pilar
A VIDA NOS DEU O TEMPO
Um sopro no Tempo, assim chegamos neste mundo, com a natureza de tentar mudá-lo.
E a Vida segue nos mostrando coisas que nunca tínhamos visto ou coisas que não queríamos enxergar, mesmo a todo momento se mostrando. É como muitos dizem, "vamos dar tempo ao tempo", ou "tudo a seu tempo", porém a única coisa que podemos conseguir com isso, se tivermos sabedoria, é reconhecer que a razão deve prevalecer, isso é o melhor pra todos.
Depois de tantos "banhos de água fria ", depois de tantos Nãos disfarçados de Sins, mesmo demorando tanto tempo por medo da verdade e depois de muito refletir sobre momentos vividos, de reconhecer que se esta vivendo num mundo que nem sempre é real, onde muitas coisas foge do controle de nossas mãos, chega uma hora que não tem mais para onde correr e arrumar falsas desculpas para encobrir as verdades, esta mais cedo ou mais tarde sempre aparece.
Tempo ao Tempo, realmente só ele para mostrar e conseguir abrir os olhos para ver aquilo que era na verdade um mundo de imaginação. Só esse Tempo e sua sabedoria para mostrar quantas diferenças existem entre pessoas, com desejos totalmente opostos. Um achando que o amanhã não se sabe, que não se pode estar mais vivo, que o dia de hoje nunca mais será recuperado, que este dia de hoje e de ontem nunca mais voltarão ou repetirão, uma vez que são únicos no Tempo, do outro lado pessoas achando que sim, este dia será vivido em algum Tempo no futuro, que será compensado. Será mesmo o Tempo tão generoso assim somente com esta pessoa, pois nunca foi com outro ser humano?
Seria mesmo tão bom e maravilhoso se pudéssemos voltar ao passado e moldar nossas vidas da forma mais perfeita que existe, mas o Tempo é implacável, não existe no passado e nem no futuro, apenas se reconhece no presente, este é simples, já o passado e futuro são complexos com combinações, pessoas, lugares, horários, etc..., impossíveis de acontecer uma segunda vez para um único ser humano. Não, este dia e nem os anteriores poderão serem compensados, nunca.
Tempo, Tempo maravilhoso que sempre nos mostra aquilo que muitas vezes não queremos enxergar. Tempo, Tempo cruel que não nos ouve e nunca nos perdoa por nossas falhas.
Obrigado Vida por ter me apresentado o Tempo!
Vai em paz Tempo, porque sei que a única coisa que me permites é segui-lo, sem fazer cobranças, apenas tentando alcançá-lo, até onde minhas penas puderem.
- Relacionados
- Frases de Amor Não Correspondido
- Frases de desprezo para quem não merece mais a sua atenção
- Amor não correspondido
- Frases de raiva que dizem o que você não consegue falar
- 37 poemas sobre o tempo para pensar na passagem dos dias
- Não Vivo Sem Você
- 63 frases sobre o tempo para aproveitar cada momento
