E o Tempo da Travessia e se Nao Ousamos Faze-La

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Hospitalidade é travessia
Eis a casa dos peregrinos
Temporalidades &
Tradições
Caminhos...

"A fé atua como âncora e nos faz enxergar o "fardo que nos curva hoje" como travessia rumo à força e à leveza de amanhã. A cicatriz que fica não recorda a dor, ela exibe o vigor que nos conduziu".

Dollber Silva

Na travessia da vida, quando alguém te carrega do outro lado da ponte, quando a situação está difícil!


Não se chama ajuda, mais sim amor.


RONAN HELIO DE SOUZA

Se a emoção tomar conta de ti durante a travessia, saiba que as flores deixadas por onde andares, elas sim chorarão primeiro.

Além do Visível

Na travessia da vida, encontrei olhares que valorizavam aparências... mãos que mediam valores na superfície breve das coisas.

Mas meu coração, abrigo sem grades nem vitrines, anseia por aqueles que sabem ver aquilo que a pele não revela... aquilo que não cabe em molduras.

Desejo os que tocam a essência, os que valorizam a vida... os que enxergam o invisível, como quem vislumbra horizontes no brilho de um olhar.

Que se aproximem de mim, não os que julgam vitrines, mas os que conseguem transformar pequenos instantes em grandes momentos.

Porque a essência não se mede em molduras, mas na coragem de despir-se das aparências, reconhecendo que viver é o maior tesouro... livre como verdades que não precisam de vitrines.

O amor é uma travessia em mar aberto: a fé é a bússola, o companheirismo é o remo compartilhado e a dedicação é o que nos impede de abandonar o barco nas tempestades."

A travessia — o corte do cordão umbilical e o que permanece

O que esta existência — e a última — têm me ensinado é que, nos processos de cura e aprendizado, exige-se disciplina para não derramar a própria dor sobre o outro. Ainda que pareça insuportável carregá-la a sós, há um saber silencioso que se impõe: toda travessia tem um destino. E, por mais óbvio que soe quando dito de fora, tudo passa.

Há dezoito dias, retornei à casa da minha família para acompanhar um dos processos mais árduos desde que cheguei a este tempo: a despedida da minha matriarca. Foi ali que vivi, de modo definitivo, o corte do cordão umbilical — um processo iniciado há exatos quarenta e seis anos, no instante em que cheguei ao mundo e, por meio daquela mulher, me tornei criatura viva e consciente. O paradoxo se impôs com força: testemunhei o sepultamento de sua matéria enquanto algo em mim era convocado a nascer novamente.

Confesso: a dor foi tamanha que se assemelhou à picada de um marimbondo bravo — súbita, ardente, capaz de desorganizar o chão sob os pés. Naquele instante, quase vi meu mundo se partir. Como dizia minha avó, foi terrivelmente difícil reviver a despedida. A frase, outrora ensinamento, agora se fazia experiência viva, inscrita no corpo.

Doer, doeu, mas passou.
Hoje, oito dias depois daquele adeus, o que permanece é um vazio que dificilmente será preenchido. Não por escassez de tentativas ou de afetos ao redor, mas porque certas presenças são insubstituíveis. No caso dela, ninguém terá competência suficiente para ocupar o lugar que foi fundação, abrigo e origem.

Assim, aprendi que o luto não é apenas ausência: é herança. Carrega-se o vazio, sim, mas também aquilo que foi transmitido, ainda que em silêncio. E talvez amadurecer seja exatamente isso: seguir adiante sem derramar a dor sobre o outro, honrando quem partiu ao transformar a perda em consciência e a travessia em sentido.

Se soubéssemos o quão “extraordinária e difícil” é a travessia do oceano, jamais permitiríamos que alguém navegasse sozinho. Quem entende a grandeza da travessia aprende a ser companhia, não espectador. É um lembrete de que cada pessoa enfrenta seus próprios mares, e que a presença, o cuidado e o caminhar junto fazem toda a diferença.

Ser-se ponte é suportar
o peso sem exigir
permanência, é travessia
quando caímos por dentro.

A travessia




Um corpo foi forjado nas cicatrizes do vazio e no silêncio das emoções,


Ao tentar caminhar sentiu sua respiração fraca e seu corpo desfalecer com a perda do vermelho que da cor a alma,


O duro golpe de não reconhecer mais os próprios sentimentos nas linhas do passado deixou a sua história perdida no tempo,


A distância de um oceano a cura para aquele com o coração transformado em gelo o vigiava através da lua,


Decidida a resgatar um sonho que não se apagou, ela lutou com seus demônios, desbravando territórios jamais pisados antes enfrentou os seus medos e vibrante invadiu uma colmeia nas montanhas altas em busca do mel mais puro para que pudesse despejá-lo no coração de gelo do seu amado,


Após atravessar o mar congelado, e sofrer duros golpes na sua corrida desesperada , ela então conseguiu derramar o antídoto a tempo naquele coração que um dia jurou ama-lo para sempre.

Caminhei rumo ao fim e achei recomeço, onde parecia terminar, nasceu nova trilha, a travessia mostra que destino é movimento, fim virou porta para outra jornada.

O pior abandono é quando você abandona a bússola do seu propósito no meio da travessia.

As auroras em baile
fazem companhia
ao coração e a alma
que nessa travessia
sem data marcada,
mas num pacto
íntimo com o tempo
elegeram primeiro
render a existência
de inefável maneira
ao Rukun Negara
por uma vida inteira.

⁠Buscando pelo amor que virá
ao caminhar nesta travessia
como fogo, paixão e ventania,
abro caminhos e traço rotas,
porque não sei quem o amor
de fato primeiro encontrará.

Renascendo com as auroras,
meus discretos motins estão
se espalhando como sementes,
e como versos nômades não
descansaram com os poentes,
eles já estão por todo o lugar.

Aceitando os sinais do destino,
certa como a Lua romântica
em noite de céu estrelado,
me encontro como música
inabalável no coração do povo
que jamais hão de me apagar.

Devolvendo o amanhecer
no teu insigne e gentil peito
estão todos os meus sinais,
e todas as minhas estações
porque o amor sem nunca
ter te visto arou as emoções.

A travessia


Ela foi ensinada a seguir pela estrada.
Linha clara, batida,
limpa de desvios,
onde todos passam
e ninguém pergunta por quê.


Disseram:
não saia do caminho.
Não escute o que chama da mata.
Não confie no que cresce fora da luz.


Mas a floresta
sempre soube o nome dela.


Entre troncos tortos
e sombras que respiram,
há vozes que não ameaçam —
apenas revelam.


Cada passo fora da trilha
não é erro,
é iniciação.


O perigo não mora na escuridão,
mora no que foi proibido de ser visto.
O medo não é o lobo,
é o silêncio que ensinaram a obedecer.


Ela caminha
com o coração exposto,
porque só assim
se aprende a diferença
entre perda e passagem.


Há coisas que só se encontram
quando se aceita o risco:
o espelho quebrado,
o desejo sem nome,
a dor que não quer cura,
quer escuta.


A floresta não pune.
Ela devolve.


Cada sombra tocada
retira um véu.
Cada encontro estranho
revela um pedaço esquecido de si.


No fim,
não há chegada triunfal,
nem moral da história.


Há compreensão.


A estrada era segura,
mas nunca foi viva.


E crescer
não é vencer o medo,
é aprender a caminhar com ele
sem pedir permissão.


Porque toda menina
que ousa sair do caminho
descobre, cedo ou tarde,
que o verdadeiro lar
não estava no destino,
mas na travessia.

TRAVESSIA FALCIFORME

Escondo-me dentro de uma barquinha
que segue à deriva dentro de mim
Flutuando em àguas turbulentas
mar sangrento de células em foices
que falcizam as expectativas
os sonhos
os desejos
as metas
que prolongam as distâncias
neste maremoto de crises infindáveis
que estanca as iniciativas
e guarda em suas profundezas
o que restar de coragem.
Embora dentro desta pequena barca escondida
seguindo meu percurso à deriva
eu vou em frente
reluto contras as correntezas que me levam
que me impulsionam a lançar-me neste mar
e nele afogar-me, anular-me... me apagar.
Sigo... prossigo e perdida no trajeto
na longa travessia da vida
talvez até descubra
que não sigo assim tão à deriva.

Inserida por AlessandraReis

O futuro é a minha calçada nas perspectivas de alcançar mais uma travessia na alvorada.

Inserida por Shallkytton

É preciso dar boniteza à travessia.

Inserida por fraseschalita

Recebi da vida, alguém que se tornou especial e cúmplice em minha travessia, numa certa tarde, disse-me que iria embora e sem sequer compreender minha situação se foi. Hoje, recuperado do trauma, sigo meu caminho, na esperãnça de ser mais feliz como já fui.

Inserida por adilsonrocha1

LEMBRA DO PRIMEIRO PORTÃO? SUA PRIMEIRA TRAVESSIA?Qual o primeiro presente ou fato fez com que seu delicado e restrito conforto fosse ampliado? Quando seu olhar percebeu o mundo?

Uma bicicleta, um patins, um skate ou um belo livro. Um conselho. Uma comida. Um exemplo de vida. Um cheiro ou sabor. Momentos lindos e fascinantes. Pronto!!! Emergiu. Como algo fermentando. Está ali instalada sua vontade pelo novo. Curiosidade, impaciência e ânsia para ver o que não sabe.

Nossos primeiros passos. Os quais, sem saber, definem as primeiras percepções de liberdade. Sentir o prazer do novo misturado com o medo. Hum... Descrevo como a essência percebida em um novo perfume. Marcante. Um novo sentir que armazena uma lembrança sensorial impactante.

Desejo. Aprender, correr, trilhar e buscar esse novo mundo tão diferente.

AQUELE MUNDO DEPOIS DO PORTÃO.

Tudo o que havia dentro do portão era conhecido, confortável e estranhamente suportável. Esquisito, confuso, com pessoas que nos amam e protegem. Essas mesmas que liberam suas frustrações, sem perceber. Educando, criando e formando nossas defesas e traumas.

Geralmente há uma lado dessa evolução que é ofertada com certa proteção e mimos em geral. Já o outro lado posiciona os efeitos das responsabilidades das ações. Mais rígidas. Um pouco menos amável. A qual apresenta postura do não.

Exemplificando, se soubesse que eu iria fazer errado, gerando pequenos machucados ou sustos, alertava. Porém, deixava acontecer e depois sempre havia aquelas frases. Clássicas. Eu avisei. Engole o choro. Chora de verdade porque escolheu errado mesmo. O outro lado evitaria, por dó, e deixaria passar sem certos aprendizados. Materno ou paterno variando de acordo com cada história. Você lembrou-se da sua?

Essa mistura de valores educa, cria e indica nosso referencial e opção de escolhas. Criamos consciência da existência de um outro lado. O básico para novos passos e reações.

Nessa fase existe muita magia! Acabamos por ter uma força imaginária abrupta. Lúdica, que impulsiona nossas emoções e criatividades. Abrem-se então o leque de variedades dos estímulos....

É chegada à tão esperada hora. ATRAVESSAR AO PORTÃO. Não há mais como evitar.



Observando, estudando, analisando, como será essa travessia. Como travessar? Porque atravessar? Não é melhor ficar aqui? Estou preparada para aproveitar essa nova fase? Já aproveitei tudo do lado de cá? Eu vou poder voltar? Existe essa opção do livre arbítrio após uma posição tomada?

Inevitavelmente abrimos o portão e trilhamos. Vencendo ou não. Percorremos!!!

Em muitas histórias esses portões são pulados, quebrados ou encalhados. Cada qual sabe sua travessia ou peso do portão.

Observando hoje com tantas primaveras já vividas. Quantos e quantos portões já passaram. E como foi essa posição adotada perante novas buscas. Todo aprendizado foi aplicado ou aprimorado para o bem? Quais ferramentas e estratégias adquiridas utiliza hoje em dia?

O limiar fixado em nossa zona de conforto e acomodação nos bloqueia nos novos portões ou padrões?

Aprender e viver o que cada fase nos reserva respeitando seu tempo. Ou fugimos correndo em busca de outros portões.

Não há como saber. Mas é necessário pensar! Avaliar. Trazer memórias sensitivas, sem bloqueios, e analisar como foi forte e infalível as primeiras travessias.

Certamente isso trará um momento diferente em nosso dia a dia. Com sorte um belo sorriso ou um choro involuntário. Até mesmo repulsa ou nada. Resgate os conhecimentos que bloqueamos pela correria do dia a dia. Abuse de sua bagagem e primaveras. Explore suas lembranças.

Somos uma fonte imensurável de oportunidades e magias. É só procurar. Explorar, inovar e ter coragem em atravessar.

Felicidades nas descobertas sempre !!!

Inserida por PatriciaUlmann