E o Tempo da Travessia e se Nao Ousamos Faze-La

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⁠A vida é uma travessia, por mais difícil que seja, é gostoso viver, e sendo no colo de Deus, não tem preço.

TRAVESSIA

Não quero mais barulhos
cais , espinhos,desertos,nós, barcos sem vela
Prefiro agora cantar meus silêncios
sob tons de melodias singelas .
Nessa estrada ...
Já fui casa abandonada
Porta entreaberta
Porto de espinhos
Ave sem ninho ...
Chega!

O mar por vezes me desorienta
sob pétalas de saudade e lágrimas
de vazios
Mas sou retirante
Navegante por entre as margens
da alvorada .
Sempre que me vejo ferida,
com asas quebradas e partida nos desalinhos
dessa vida...
Fujo
Traço novos caminhos
Me faço cantiga de prazer
Redesenho meu próprio bem querer
Reescrevo novas páginas com as sobras
dos espinhos
e das margaridas.

Se inda me lembro ... desde menina :
Em minh'alma
há um jardim de sonhos
uma manhã a re-nascer e
uma imensa vontade de viver !
Ahh... se queres saber?
Eu me Amo!

⁠Travessia

A vida...
É poema
Escrito no caminho
Às vezes não tem rima
Às vezes rumo
Às vezes rimos

Incertezas...
Erros vão surgindo
Logo na curva
Acerta o destino

Às vezes sol
Às vezes chuva
Às vezes flores
Às vezes culpa

O detalhe importante
É viver cada instante
Que aprender faz parte
Da arte que é viver

⁠Numa manhã em que a bruma abraça o rio, a travessia pela ponte parece não ter fim.

A ponte mais forte, por si só, não se faz travessia:
é necessário que tu te ponhas a passar por ela.

O entre-lugar não é o ponto de partida nem de chegada. É o território da travessia, onde o ser é provado pelas batalhas mais árduas e lapidado pelas pedras mais ásperas do caminho.

O amor que se torna amizade é uma travessia silenciosa, mas carregada de eternidade. Ele não se apaga, não se dissolve no esquecimento, mas se reinventa em outra forma de presença. No início, o amor é vertigem: é o encontro que acelera o coração, a urgência de estar junto, o desejo que não conhece limites. É chama que consome, é tempestade que arrasta, é promessa de infinitude. Mas o tempo, com sua sabedoria paciente, mostra que nem sempre a intensidade pode ser sustentada. O que permanece, então, é a essência — e essa essência, quando verdadeira, se transmuta em amizade.
Essa metamorfose não é perda, mas conquista. O que era paixão se torna confiança; o que era desejo se torna cuidado; o que era promessa se torna memória viva. A amizade que nasce do amor carrega uma densidade única, porque conhece os segredos, os silêncios, os abismos e as alturas. É uma amizade que não se constrói apenas no cotidiano, mas que guarda em si a lembrança de um encontro que já foi maior do que a vida.
Há uma filosofia profunda nesse processo: compreender que os vínculos humanos não precisam se romper para mudar. O amor não desaparece, apenas muda de forma, como a água que deixa de ser rio para repousar como lago. Continua a ser água, continua a ser essência, mas agora habita outra paisagem. Já não corre com velocidade, mas reflete o céu com serenidade. É permanência, é horizonte, é eternidade.
E há também uma poesia nessa transição. Amar e depois ser amigo é reconhecer que a intensidade não é a única medida da verdade. É perceber que o amor não precisa sempre arder para existir — às vezes, basta iluminar. E nessa luz tranquila, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser paixão, continua a ser presença. Ele se torna companheirismo, cuidado, memória viva. Ele se torna amizade.
No fundo, o amor que se torna amizade é uma vitória contra o esquecimento. Ele prova que os encontros autênticos não se desfazem: apenas se reinventam. E nessa reinvenção, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser chama, continua a ser calor. Não como incêndio que consome, mas como brasa que sustenta. Não como tempestade que assusta, mas como horizonte que acolhe.
Assim, o amor que se torna amizade é mais do que uma transformação: é um testemunho de que nada do que é verdadeiro se perde. Apenas se transforma. E nessa transformação, encontramos talvez a forma mais pura de eternidade: quando o amor escolhe sobreviver em outra forma, não como paixão que devora, mas como amizade que permanece.

A dificuldade não pede lamento, pede leitura. Vitimizar-se é recusar o próprio papel na travessia e entregar o leme ao acaso. O ser que amadurece compreende que o obstáculo não foi colocado para humilhar, mas para revelar forças ainda não convocadas. E, ao invés de perguntar “por que comigo?”, passa a escutar a única pergunta fértil: “o que isto exige que eu me torne?”.

⁠⁠Não perca a fé, por mais difícil que seja a travessia.
Há dias que o mar está revolto
Mas virão dias de calmaria.

Não adianta andar por entre prados se durante a travessia se descuidou com a semeadura da leveza dos trigais.

O que é a vida?
Talvez não seja resposta, mas travessia.
Não um sopro passageiro, nem um teste de perfeição,
mas a chance diária de crescer em consciência.
Nem tudo será compreendido,
e está tudo bem.
Que sejamos lúcidos, gentis e corajosos,
porque não caminhamos sozinhos .
Deus habita o processo.

PRESENÇA ADVAITA

A travessia do ser que deixa de lutar contra si



A cidade ainda não dormiu.

O ar tem cheiro de chuva e café esquecido.

Há buzinas, passos apressados, vozes cansadas atravessando a noite.

Aqui dentro, a casa fecha as pálpebras e o corpo desaperta os ombros.

A respiração desacelera, como se o tempo, por um instante, perdesse a pressa.



Não é iluminação, é pausa.

Não é milagre, é o cansaço que aprende a sentar.

No intervalo entre o que se esgota e o que começa, algo desperta.

É mais sopro que ideia, mais pele que palavra.

Viver é sentir.

Sentir é o único gesto que não mente.



É quando você acontece.

Não chega, se revela.

Nada em você exige lugar, mas tudo muda à sua volta.

O ar fica mais leve, as sombras perdem pressa.

O silêncio ao seu lado tem temperatura.

Parece uma mesa posta no meio da alma.



Você toca o lugar em mim que sempre esperou,

e algo, enfim, consente.

Ainda com medo, eu consinto.

Não há urgência, há respeito.

A ternura não anuncia sua entrada,

ela simplesmente chega e fica.

O medo, visto de perto, se torna pequeno.

A dúvida, cansada, adormece na varanda do peito.

O que antes era abismo agora é chão molhado,

com marcas de quem passou e ficou.



O ser é o campo onde o medo e o amor se escutam.

Ali, o humano e o eterno se olham sem querer vencer.

Quando há escuta, o silêncio deixa de ser muro e vira ponte.



Antes da calma houve deserto.

Antes da ternura, ferida.

Já temi o que mais amava,

já fugi do que me curaria.

Até que o orgulho se desfez,

e a suavidade entrou pela fresta da noite.



Nem tudo em mim é paz.

Ainda há grito guardado,

e o eco às vezes volta sem aviso.

Mas ele já não fere, apenas me devolve à carne.

O amor que prende é medo disfarçado de zelo.

O amor que acolhe tem mãos abertas e chão firme.

Nele, dois seres se olham sem truques.

Ambos feridos, ambos atentos.

Sabem que o outro teme, e ainda assim permanecem.



Eu tropeço.

Duvido.

Às vezes quero trancar a porta e esquecer o mundo.

Mas é a dúvida que me devolve à fé,

essa fé pequena, feita de respiração e paciência.

Só quem sente profundamente aceita não entender tudo.



Com você, o tempo não desaparece, ele respira.

A casa continua casa, o mundo continua áspero.

Há contas, filas, injustiças e gente que carrega o dia nas costas.

Mesmo assim, algo em nós encontra um ritmo bom,

um espaço simples onde a ternura sobrevive.

Não busco eternidade, busco verdade.

Prefiro o instante vivido à promessa que não cumpre calor.

O que é real não morre, apenas muda de rosto.

A presença é o milagre discreto que sustenta o mundo enquanto ninguém vê.



Não há promessa, há encontro.

Não há destino, há travessia.

Você não chega, acontece,

como chuva breve em tarde quente,

lavando o pó do que restou.



A plenitude não está em domar os sentimentos,

mas em atravessá-los inteiros.

Quando compreendo o medo, o amor deixa de ser fuga

e vira casa com portas que abrem por dentro.

Nem tudo que acalma cura.

O silêncio também corta,

mas é corte que limpa,

como mar depois da tempestade.

Às vezes a luz arde antes de iluminar.

Às vezes o amor desmonta o que eu usava para me proteger.



Se o tempo nos afastar, a presença não parte.

O sentir muda de tom, como maré que recua

só para lembrar que voltará.

Você é travessia,

o agora entre duas incertezas,

a prova de que o amor pode existir sem fazer barulho.



Se o silêncio for tudo o que restar,

ainda assim haverá amor.

O que é verdadeiro não precisa ser dito.

O toque fica mesmo quando a mão já se foi.

A lembrança não pede voz,

a pele ainda sabe o caminho.



Ser forte não é erguer muralhas,

é continuar sensível quando o mundo pede dureza.

É olhar o outro e ver o mesmo espanto,

a mesma fome de não ferir.



Escolho te sentir.

Não para possuir, mas para reconhecer.

Não para vencer, mas para ser verdadeiro.

Se o sentir trouxer dúvida, que venha.

Que confunda e console.

Que assuste e cure.

Que desfaça o chão só para mostrar o céu que sempre esteve ali.



Entre nós talvez não haja nome,

e tudo bem.

O real prefere ser vivido a ser explicado.

O amor que nasce quieto é o que mais permanece.

Ele não disputa palco, respira.

É o som do ser se reconhecendo no outro.



Quando o ser se torna simples, o medo aprende a ouvir.

Nada precisa ser vencido quando é compreendido.

A sabedoria não nasce da força,

mas da entrega.

Do instante em que o ser para de fugir de si

e percebe que nunca houve vazio,

apenas verdade esperando espaço.



A cidade enfim silencia.

Uma janela apaga, outra acende.

O ar cheira a terra molhada.

E no reflexo do vidro, eu me reconheço.

O silêncio me olha,

e nele eu ainda vejo.

⁠“A travessia da alma começa quando o barulho externo já não convence.”
— Guilherme Abner | Amazon

Não sou de deixar ninguém na mão.
Nunca fui.
Não abandono o barco no meio da travessia.
Sei lidar com tempestades e remar mesmo quando cansa.
Mas aprendi que nem todos que estão no barco estão remando.
Alguns apenas observam, esperando ver até onde ele chega.
Não gosto da desistência.
Por isso, quando percebo que alguém não faz questão, eu vou embora.
Porque quando dois remam, o barco avança.
Sozinha, eu até sigo…
mas não fico carregando quem escolheu ficar parado.
Quero alguém que cresça comigo,
que some força, não peso.
Que me dê motivos para ser quem eu sou,
e nunca me transforme em alguém fraco
ou em um perdedor.

O amor é traiçoeiro como o mar, não existe caminhos nem pistas para a travessia, e você não tem que fazer isso sozinho(a). #fikadika

Inserida por LuanRichard

“A felicidade não está na saída,nem na chegada,ela se dispõe para a gente é no meio da travessia, cabe a cada um reeducar o olhar para o efêmero instante presente, que acontecerá uma única vez.“

Inserida por dnrangel

Estávamos em travessia. Nada pretendíamos a não ser o olhar para o íntimo, o autoconhecimento necessário. Andávamos despretensiosos pelo correr da vida. Nossas almas, porém, desejavam mais e convergiram para o encontro. E agora, juntos, habitávamos o infinito.

Inserida por YaraAlves

Enquanto a travessia no deserto não tem fim ou se continua a chuva de ácido sulfúrico concentrado, que cada um se energize e resguarde à própria maneira.

Inserida por luiselzadesouzapinto

Serenidade

Viver não é uma tarefa fácil é uma travessia de uma ponte repleta de falhas, acertos, desafios e vitórias, mas neste caminho, nesta ponte, devemos conservar nossa serenidade, conservar o nosso eu. Ser sereno é amar a si próprio, doar um tempo para si mesmo, se olhar no espelho e gostar de quem está vendo a sua frente, ser sereno é aceitar as demais pessoas e as situações que a vida nos põe da forma que elas são, ser sereno é ser realista, positivo e acreditar em um amanhã melhor, ou mesmo, acreditar que o hoje pode ser diferente de tudo que já se foi vivido. Não é uma tarefa fácil a serenidade, mas não é impossível.
A vida nos põe em situações diversas, algumas fáceis de se viver outras tão inovadoras que nos perdemos e não sabemos lhe dar com elas, outras então, incompreensíveis, mas acredite em sua serenidade eleve seu ego positivo, busque forças em seu caráter, levante a cabeça e veja as melhores soluções ao seu redor. Se a vida te tem dado surpresas desagradáveis essas são para teu crescimento pessoal, lembre-se que quando um palhaço recebe um pisão de uma criança, ele simplesmente sorri, afasta a criança de perto dele e faz uma palhaçada, para que aquela criança aprenda que aquilo que ela fez é errado, por mais que esteja doendo aquele pisão nele. Ensine aos pisões da vida que você é melhor e mais forte que eles, afaste de você a negatividade e prove a si próprio que mesmo com a dor você é capaz de sorrir para o mundo.
Seja humilde, a humildade é o caminho para serenidade e se não está sendo fácil, busque ajuda. Não te prendas aos pensamentos, às dúvidas, aos acasos criados na mente, a mente nos confunde quando não temos atitudes, nos prende a situações que não existem na realidade e nos faz perder aquilo que temos pouco nesta vida, o tempo. Seja objetivo, seja sereno, seja humilde e a vida te trará as melhores coisas que tem nela. Não se importe com o que os outros dizem ou pensam, pois, a consciência limpa é o melhor estado de espírito que uma pessoa pode ter na vida. Não isole seus melhores amigos, as melhores pessoas de sua vida e sua família por temer as crises da vida, sabia que são essas as pessoas que verdadeiramente torcem por nós que nos ajudarão a atravessar a ponte da vida e a chegar ao caminho da real felicidade. Viva cada momento, cada instante e sorria sempre, mais vale um sorriso dado de graça do que uma lágrima escorrida por um preço pago na vida. O mundo precisa mais de serenidade e de menos pensamentos dispersos.
Seja sereno!

Inserida por timartinz

No início, fazer a nossa própria travessia – quando não existe ponte e se vai perdendo a costa de vista a cada braçada de avanço pelo mar aberto – é significativamente doloroso. Depois, como que por pura magia, a alma invade-se de paz e o coração dispara tranquilo, porque percebemos, em cada sorriso que aflora depois de cada lágrima engolida, que tudo o que está dentro de nós é o que é verdadeiro.

Inserida por MariaAlmeida