E no meio de Tanta Gente Chata
Tem dias que tudo vem à tona de uma vez, aquele choque de realidade que faz a gente parar por algum tempo, olhar em volta e observar as circunstâncias que circulam nossas vidas, algumas delas ocasionadas por nossas próprias escolhas, algumas não necessariamente, mas todas de alguma forma estão aí devido a alguma coisa que fizemos ou deixamos de fazer em nosso caminho ou no caminho dos outros. Alguns observam e comemoram seus méritos, outros observam e são obrigados a procurar dentro de si mais paciência. A verdade é que na batalha da vida não existe espaço pra lamentações, o fluxo tá sempre conduzindo a gente pra frente. É preciso ter fibra, força, foco, fé em dias melhores, eles estão por vir e não se pode duvidar disso, ainda que demorem, ainda que não cheguem exatamente quando a gente quer, todos nós estamos caminhando ao rumo deles. Se hoje se sente uma onda pesada quebrando por perto, é porque o tempo, deus, a vida, o destino ou qualquer outra forma de força atuante nesse mundo espera que a gente faça algum movimento em prol de nós mesmos em todos os campos da vida que se façam necessários. A transformação vem com a fé e a fé pra ser digna pede paciência e movimento, to aprendendo, uma hora eu acerto e o tempo abre.
A mudança na vida da gente de forma geral é necessária... reformular a alma e abrir novos caminhos faz parte do universo da busca daquilo que sonhamos e nos faz feliz....
É muito bom quando encontramos pessoas dispostas a fazer idiotices com a gente. Pra isso servem os amigos!
Tem gente que me procura só quando precisa de minha ajuda, um dias elas se surpreenderam quando eu não estiver mais aqui.
Um aviso aos homens: Parem de falar que mulher gosta é de dinheiro. Se a gente gostasse, a gente não gastava. Quem gosta são vocês que ficam guardando.
A vida é basicamente aquele fiozinho de linha solto na roupa, que a gente puxa tentando arrumar e acaba desfiando tudo sem querer
Apesar de tudo, eu nunca desisti, talvez tenha me ferido um pouco, acontece, a gente se decepciona, mas, veja bem, se parar pra perceber, mesmo ferida, eu estava lá, eu tinha que estar lá, não sei o porquê, talvez, por causa de tudo.
Depois de tanto cair, a gente aprende que é besteira viver em turbulência. É tudo tão passageiro. A gente dorme pensando em morrer e quando acorda já pode sorrir outra vez. A gente chora, lamenta, ouve aquela música que faz a ferida reabrir, escreve pra ver se de alguma forma a dor escorre pelos dedos e fica só no papel. Parece pra sempre, mas não é. Nunca é. No fim a gente vê que nem vale a dor de cabeça, o embrulho no estômago. Não anula a dor, mas se aprende a lidar melhor com isso. Depois das turbulências, juro, a gente aprende. Hoje, enfim, meu coração re(pousa).
Dizem que os olhos são as janelas da alma,
Concordo. Como a gente ver a vida é o reflexo de nós mesmo, o que vemos na vida? Como anda sua esperança? Será que as dores do passado tem afetado nosso jeito de olhar? Será que nossa alma ainda não se curou? Será?
"A gente esquece o que fizeram de bom para nós, pois é como um carinho na pele, mas não esquecemos o mau que fizeram, porque qualquer ferida deixa cicatriz"
A gente recebe muitos conselhos na vida. Mas muitas vezes e muita gente só aprende passando pelo que o conselho evitaria.
Ninguém é perfeito, as vezes a gente ver perfeição onde não existe simplesmente por ter olhos imperfeitos.
A gente vive a vida toda esperando um verão que não vai chegar, porém não paramos para enteder que muitas vezes estamos fora do alcance do sol. É! Temos medo de mudar e recomeçar.
A gente vai tentando, lutando e suporta até conseguir, não por acreditar apenas no nosso esforço ou na nossa parte, a gente acredita em Deus que fez os céus e a terra. Acredita na bondade e no amor dele.
`Anderson Souza`
Carta de Desabafo
Você sabe… eu nunca pensei que precisaria escrever isso.
A gente abre a porta da casa, mas principalmente a do coração. Acredita, confia, entrega… E quando é amizade de verdade, não há medo, não há testes. Só que algo dentro de mim, não sei explicar, pediu silêncio e atenção. Então fiz algo pequeno — deixei um pote com dinheiro sobre a mesa. Saí cedo, como sempre, para comprar pão. Uma rotina comum… em uma casa que já não era só minha, era nossa.
E quando voltei, o pote tinha sido mexido.
Não foi só o dinheiro que sumiu. Foi a confiança que escorregou pelos dedos. Foi a imagem que eu tinha de você que desmoronou sem fazer barulho. No corredor, ouvi passos — passos que sempre reconheci, mas naquele dia soaram diferentes. Não eram de amigo. Eram de alguém que rastejava… como quem foge depois de fazer algo errado.
E ali, parado no meio da casa, eu entendi. E doeu.
Doeu mais do que eu esperava. Não pelo que foi levado, mas pelo que foi quebrado. E o pior… eu calei. Não disse nada. Decidi observar. Esperei. Mas cada dia que passou depois disso só afundou mais a mágoa dentro de mim. Porque o silêncio também fala, e o seu silêncio me disse tudo.
Fico aqui tentando entender: em que momento a amizade virou interesse? Quando foi que meu carinho virou descuido? Será que fui ingênuo? Ou será que você nunca esteve por inteiro?
Hoje eu escrevo não pra cobrar, nem pra confrontar. Escrevo porque preciso tirar isso de dentro de mim. Porque o que dói não é o que foi levado da mesa… é o que foi arrancado do meu peito.
Espero que um dia você entenda o peso do que fez. E que saiba: mesmo decepcionado, eu ainda torço pra que você aprenda. Porque quem trai por tão pouco… vive perdendo o que tem de mais valioso.
Mas eu? Eu sigo. Com menos gente por perto, talvez. Mas com mais verdade nos olhos.
— Hercules Matarazzo
