E no meio de Tanta Gente Chata
E no meio desse seu vai e vem, me sinto em um filme de terror.
Vejo sua foto e lembro de tudo que passou.
Seu cheiro ainda aperta meu coração,
Eu já nem sei o que eu sou.
E entre minhas juras de amor
Me pego esperando sua ligação.
As pessoas são passageiras dentro de um vagão,
Vem e vão.
O destino final seria a solidão?
Nos prostremos diante da Verdade, daquilo que nos molda, o que nos identifica em meio a multidão; O quem somos, o porque do nosso existir. Que seja nossa vida, verdade partilhada!
Se você se sente triste no meio de pessoas sorridentes, está certo em seu sentimento, pois os sorrisos são todos falsos.
O caminho do meio é ponderado, justo, harmonioso e equilibrado. É o caminho da natureza, dos animais e do bom senso.
Neste mundo moderno, luta-se pela preservação do meio ambiente, mas esquece-se da preservação das obras de arte que relatam a nossa magnífica história.
A vida dançava por meio dos sorrisos e dos passos daqueles que se encontravam em um fim de tarde azul e perfeito.
Mr. Dylan, não cale
as canções que nasceram
em meio ao calor
da Guerra Fria.
Reflexão que volta
na triste visão
da memória.
Me sinto meio morta, meio viva! Como esperar calmaria de um coração que nem sabe se bate? Sinto que tudo chegou com volúpia. Que a morte se apaixonou pela vida ou vice e versa.
Ja não sei mais quem sou, me perdi dentro do meu próprio eu e não consigo me encontrar em meio à escuridão. Eu gritei mas ninguém me ouviu, eu chorei e me disseram que eu era fraco e quando eu simplesmente deixei de fazer questão, me esqueceram, de tanto estar no esquecimento, esqueci quem um dia eu fui e das coisas boas que me aconteceram. Hoje não sei quem sou ou quem fui, mas sei que eu lutei e ainda luto pra que um dia eu seja eu novamente.
Eu me apaixonei
Em meio a sorrisos e abraços
Em noites com o celular na mão
Em espera de uma mensagem de gratidão
Eu te desejei
Em meio a beijos e amassos
Em um final de semana que não te vi
Depois de 5 minutos que foi embora
Em uma noite você disse que me amava
Eu disse que te desejava
Eu não sei como eu pude ser tão otaria
Talvez por eu ter gostado de você
Você era minha inspiração
Que nem demorou muito
Para virar depressão
Eu me desapeguei
Em meio a sorrisos e olhares
Em noites sem minha metade
Eu já estava amando meu coração
_ Andhesouza
Aurora
Aurora singular refugia-se na mata sombria
Em meio a flores mortas, apenas nela a luz cintila
O sol relutante neste lugar negou-se renascer
Sabia que era meu dever aparecer
Que mal tem fugir da escuridão?
Verdade profunda ali habitava
Coração em meu peito gritava
Porém era meu o dever de aparecer
Oh, Aurora, fique aí!
Me dê mais uma chance
E te alcançarei
Se nesta mata ainda há vida
Ressurgirá comigo em teu canto
Conheço fatos!
Geografia, história e ficção!
Mas em meio a tantas coisas!
Em meio a ilusão!
Saber se o que vivo é real ou não!
Seria louco se dissesse pra onde vou!
Ou talvez que tempo me restou!
Se a mesma pergunta ainda perdurou!
Esta é e sempre será: Quem eu sou?
A PRAIA
Quero dançar em meio da praia
Rodopiar, e mexer os quadris, e sorrir
Quero ver o balançar de minha saia rodada
Pés descalços, afundando na areia.
Ao entardecer ver o luar, dar boas vindas
Sob o clarear de um céu estrelado
Fazendo exaltações a mãe natureza
Contemplando o vento frio na face.
Dar cambalhotas, estrelinhas, e pulos de alegrias
Gargalhadas, e longos diálogos
Estar ao lado de pessoas verdadeiras
Olhos fitados revelando a beleza inigualável.
Quero sentar nos quiosques e observar
As famílias unidas festejando
As crianças embalando cantigas ao esculpir castelinhos de areia
Os jovens paquerando, apreciando o amor inovador.
Quero molhar meus pés nas águas salgadas
Contar às conchas que aparecem nos embalos das ondas
Quero chegar ao topo da imaginação
Degustar cada detalhe da riqueza de meus pensamentos
Me teletransportar do mundo real, para o mundo da ficção
A praia não é uma lembrança guardada
Não tem nem sequer uma foto registrada
A praia é um sonho eterno de uma criança
Que cresceu e ainda não viveu.
