E mais Facil Mudar a Estrutura de um Atomo
Às vezes sinto que você não se importa
Às vezes sinto que sou um nada
Mas eu sei que você se importa
E que o medo é o que te consome
Como eu queria que pudesse vencer
Que não me deixasse mais assim tão sozinha
Como eu queria que pudéssemos viver
O final feliz, longe da tragédia continua
Mas estarei aqui, até onde puder ir
Sempre sonhando em te encontrar
E dizer aquilo que jamais disse
E viver o meu maior sonho
Que acima de qualquer coisa
É, sempre foi e sempre será
Você.
Me sinto só
Trancada em um quarto escuro
Minha velha prisão
Meu novo refúgio
E apesar de precisar da solitude
O medo e a ansiedade me tomam
Me impedindo de comer e respirar
O celular toca
Mas não tenho forças para responder
Me pergunto se o caminho mais seguro
Longe de toda e qualquer dor
Assim como tragédias e horrores do tempo
Seria o melhor para seguir
Velhos cortes se embolam
Das batalhas onde perdi
E me levaram a entender
Que o melhor seria o fim
O indolor do não sentir
A paz que a vida não pode trazer
Se sempre que busquei o mais importante
Acabei no chão em pedaços
Respirando de forma involuntaria
Em momentos assim
Vejo que não há concretamente
Porto seguro ou lar
Apenas eu e o que sei
Junto a um corpo que teima me aprisionar
E a mente ciente de verdades e possibilidades
Que não poderia suportar.
- Marcela Lobato
A possibilidade de viver um novo relacionamento amoroso passou brevemente pela minha cabeça, ela voltou (algumas vezes) depois de uns dias... e meu coração sorriu.
Eu pensei tantas coisas a respeito e hoje reconheço que não é meu momento. Porque, muitas vezes, eu me entreguei com a intensidade e a profundidade do meu ser, e fui sobrepondo cicatrizes. Porque cada uma das vezes que eu tentei eu tentei de novo e de novo. Porque cada vez que eu estive em pedaços eu arregacei as mangas e pequei cacos entre uma lágrima e outra.
Cada vez que eu me reergui, eu caí de novo.
E eu tenho certeza de que as (profundas) lágrimas são infinitas.
Eu cansei.
Eu cansei de tentar.
Eu cansei de lutar.
Eu cansei de procurar.
Eu tenho aprendido que presença é um dos maiores presentes.
Pra gente.
E pro outro.
É sobre como a gente se entrega de verdade… na página de dentro.
No jeito de olhar sem julgar.
Na escuta que acolhe sem querer corrigir.
Na presença que não invade… mas também não abandona.
Porque no fim, não é sobre salvar o outro.
É sobre caminhar junto com verdade e humildade pra não ferir…
e lucidez suficiente pra não se perder.
E talvez seja isso que a vida tenta ensinar o tempo todo:
a gente não evolui só entendendo…
a gente evolui sentindo, praticando e escolhendo amar melhor a cada dia.
Metas muito altas exigem um preço igualmente alto; impagável seria perder o sentido naquilo que se busca.
Não se atinja com um olhar torto, com uma acusação ou uma palavra, a única coisa que pode te ferir é um soco, algo físico.
Coração só bombeia sangue, tristeza é mental e sua mente você controla.
Aprenda a ter controle sobre si.
Manchado
Ele sempre foi um farsante,
porque, quando não teve o que queria, perdeu o encanto.
Ele só queria um corpo, não sentimentos
ou essência — me embrulhou.
E, sendo meu tipo, me embriagou.
Sendo leitor, me cegou, mas não vi sua verdadeira forma.
Um lobo sem escrúpulos,
numa pele de cordeiro,
que manchou toda a minha ingenuidade.
Fingi não ver,
corri para o lobo,
mas parei a dois passos —
e ele desistiu, fugiu.
E quem ficou com fome de afeto fui eu…
mas hoje eu sei:
não era amor que ele oferecia,
então não era amor que eu perdi
A resiliência de quem aguenta um ambiente tóxico raramente é escolha; quase sempre é o silêncio imposto pela necessidade de pôr comida na mesa. Onde a fome aperta, o orgulho não tem vez; suportar o insuportável vira o preço que se paga pelo sustento. Poder escolher onde trabalhar é um privilégio; para muitos, o crachá é a única barreira entre a dignidade da família e o desespero da falta. Ninguém aceita o peso de um ambiente ruim por vontade, mas pelo medo de ver o prato vazio."
Brasília, cidade moderna e ousada,
Cortando o cerrado com suas avenidas,
Sob um céu vasto, de nuvens prateadas,
Que nos fazem sonhar com possibilidades infinitas.
É nessa terra de horizontes largos,
Onde o sol brilha forte e inclemente,
Que a saudade às vezes aperta o coração,
Lembrando-nos dos amores distantes e ausentes.
Mas o céu, esse grande espetáculo,
De cores e formas em constante mudança,
Nos convida a seguir adiante, sem medo,
E acreditar que ainda há muito para alcançar.
E assim, mesmo que a saudade doa,
Nós olhamos para o horizonte sem temor,
Sabendo que o cerrado, a cidade e o céu,
São apenas o começo de um mundo cheio de amor.
E que, com coragem e perseverança,
Podemos superar as dificuldades e encontrar,
Novas possibilidades, novos caminhos,
E um futuro brilhante, que está por vir.
O que é, o que é?
Demétrio Sena - Magé
Há um povo esquisito querendo opressão;
grita mil contrassensos, por uma pirraça,
pois quer ser a colônia de qualquer nação
que lhe ponha cabresto, aguilhão e mordaça...
Uma gente que sobra do tempo que passa,
ninguém sabe onde foi que perdeu a razão;
sonha ter caçadores, porque ser a caça
é a honra suprema pra sua ilusão...
Esse povo esquisito escolheu suas lendas:
os que furam seus olhos ou colocam vendas;
enferrujam seus passos, pondo ferradura...
Essa gente que a gente não sabe se gente,
não aceita verdades; endeusa quem mente;
tem país democrático e quer ditadura...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
"Cartas de Um Condenado"
Prólogo — O Condenado fala pela primeira vez
Condenaram-me apesar da minha inocência; e, na inópia dos incorruptíveis, os inescrupulosos vangloriavam-se de sua afluência. Tiraram-me a liberdade, indiferentes à verdade. Fustigaram-me diante da multidão que suplicava a minha execução. Lançaram-me ao calabouço e, sob a sombra do meu silêncio, despiram-me da minha intrepidez, enquanto eu escrevia o meu último suspiro numa carta.
Atormentavam-me o espírito com correntes tenebrosas; ataram-me à desgraça da minha vergonha e entoaram canções horrorosas. Foram eles que me incriminaram por pura cobiça.
Houve quem recuasse; poucos, porém, ousaram agir para que eu saísse em liberdade.
Escrevo-vos com a última gota do meu fôlego, com o resto do suor da força que ainda me sobra; sem esperança de voltar a aquecer-me ao sol, sem certeza de tornar a ver o mar.
Escrevo com medo de deixar de respirar e de que, com o tempo, os vossos rostos se apaguem da minha memória, e eu já não consiga recordá-los.
E, se alguém vos perguntar de quem é esta carta, respondei-lhes:
é de um Condenado.
Cujo paradeiro hoje é desconhecido; cujo espírito vagueia, importunado pelo grito dos ímpios; cuja alma procura descanso na sofrência dos justos. Não procurem o resto da minha sobrevivência: os ratos já o roeram, as baratas devoraram os meus olhos; os vermes encheram-se nas minhas fossas nasais, e os insetos consumiram as minhas entranhas.
Se vos escrevo, não é por tendência, mas por agonia; se penso, é por sobrevivência; se me movo, é por sacrifício. Redijo para que, caso alguém encontre esta carta, conheça quem foi o homem que habitou esta masmorra e por que foi trazido para cá.
Quando o barulho dos tolos não consegue discernir o ritmo da dança, tendem a perseguir a música dos sábios.
Não houve quem me visitasse, quem chorasse, quem perguntasse por mim ou quem desejasse ver-me pela última vez. Como a relva da terra fui pisado; esmagaram-me como a uma formiga e recusaram-me o direito ao oxigénio. Roubaram-me o direito à liberdade e entregaram-me, indecorosamente, a uma morte apoquente.
"Um professor que se encanta com a falha dos seus colegas tem menos neurónios para ensinar uma turma de mentes que funcionam."
"MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL"
PRÓLOGO
Antes morrer ou viver?
As pessoas fartam-se, e com o tempo as amizades desgastam-se, as máscaras decaem e as faces expõem-se. As pessoas aborrecem-se facilmente. Iram-se umas com as outras por nada.
Eu? Nem sou exceção, apenas mais uma parcela do erro delas.
Sou o resultado de bilhões de espermatozoides repentinos, e não de um plano de felicidade. Um acidente fisiológico que acabou por converter-se em vida.
"Ganhamos importância pelo que temos, já não mais pelo que somos, afinal."
"Quem nada tem a oferecer, nada tem a receber." Esta é a máxima da sociedade.
"A desgraça do homem é o preconceito sobre si mesmo." Ninguém é tão unânime que consiga ceder tudo o que erigiu em nome da paz. Ninguém. Nem mesmo Cristo teve de ceder toda a realeza em nome da redenção da raça humana. Uma parte de si foi esmagada pelo clamor dos ímpios da terra; não obstante, teve de retornar à origem do seu "verdadeiro ser", à condição de juiz.
"A iniquidade tornou-se incenso com destino ao céu, mas, em vez disso, abafa a própria terra, e o ser humano é por ela sufocado."
Às vezes, somos obrigados a concordar com tudo para não ferirmos as pessoas que amamos. Em meio a uma discussão, já não se ouve a tua opinião; és coagido a aceitar o que os outros dizem, pois, se não o fizeres, acabarás sozinho. Isolado. Rejeitado e lançado à margem.
O homem compraz-se com quem se submete à sua vontade e, quanto àqueles que não rendem a sua honra, a sua vontade e a sua personalidade, terminam mortos ou excluídos do convívio.
Sim, esta é a linguagem mais unânime do egoísmo: querer tudo para si.
Ponderei hoje que…
a gravidez é o princípio da infelicidade de uma mulher. Afinal, é como se ela carregasse uma cruz no ventre. Um fardo. Os filhos, o sofrimento de um homem: quando a mulher se livra do peso, a responsabilidade recai sobre o homem; o provedor do lar.
Esta é a verdade: poucos homens são felizes quando têm filhos, pois, quando estes conhecem a sua primeira criança, o olhar sorridente disfarçado de alegria assume a postura cujo delírio é dissimular a sensação angustiante de suportar um fardo que sequer constava dos planos.
A maioria percebe que as crianças não passam de consequências. Acidentes inevitáveis da natureza. Nascidas para reverenciarem os seus progenitores e satisfazerem as suas ordens — no fundo, ninguém quer sujar as próprias mãos. É aqui onde os filhos entram em ação: para encobrirem o escárnio dos pais —.
No entanto, elas também nascem egoístas. O egoísmo é patente desde a genética do seu nascimento. E, por conseguinte, os pais buscam educá-las e moldá-las do mesmo modo como foram moldados pelos seus.
Ensinam-lhes a valorizarem-se mais do que os outros (egoísmo); a resguardarem-se de todas as pessoas (desconfiança); a não conviverem com aqueles que não pertencem à mesma camada social (preconceito e discriminação); a detestarem as outras raças por não possuírem a mesma cor de pele (racismo e tribalismo).
Sim, é a família: a primeira sociedade. O núcleo central de toda a corrupção humana. Onde o humano é transformado em máquina de matar.
Perfeito amor,
mas com o peito em silêncio,
como um céu bonito que esqueceu de chover, carrego teu nome em cada batida escondida, mesmo quando finjo que já deixei de te querer.
Teu toque ainda vive nos espaços vazios, nos cantos da alma onde ninguém mais entrou,
e esse coração,
que por fora parece inteiro,
por dentro só sabe amar
o que já se foi.
É estranho sentir tanto e ainda faltar tudo, como se o amor fosse chama sem calor, um abraço que existe só na memória, um “pra sempre”
que não sobreviveu à dor.
Mas ainda assim,
se me pedissem de novo,
eu te escolheria sem pensar em fugir, porque até no vazio que você deixou em mim, existe um amor que nunca aprendeu a partir.
Querer de volta quem ou o que nunca teve de verdade é agoniar um momento preso em si de livre expressão individual e refletiva imposta em caos mórbido real em cima de todos.
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