É hoje

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Maturidade hoje em dia está tão difícil
Fácil mesmo é a maldade e a língua de veneno

Névoa


Demétrio Sena - Magé


Hoje sei que a saudade não respeita o tempo;
ela fica e se agarra nas pilastras d'alma,
quando a força do vento quer varrer lembranças
e calar nosso trauma de ausência profunda...
Minha mãe não se vai de minhas nostalgias,
porque mora num pranto que ninguém vê mais;
os meus dias começam e findam envoltos
numa névoa de paz e tristeza nos olhos...
Peço a bênção e sinto a sua voz que anima;
ela mima o menino que não sai de mim,
pois espera momentos de poder senti-la...
Tenho sorte por ter a saudade que afago;
trago tantas memórias, muitas doloridas,
mas queria mais vidas com a minha mãe...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Garotas de academia hoje em dia parecem com Action Figures gigantes entupidas de durepox e cheias de Gummy Bear Implants para ficarem o mais preenchidas e harmonizadas possíveis umas com as outras.

A carência humana hoje é visivel, evidente e desordenada. O homem esqueceu de buscar o real valor se sua essência.

Noite de 359.160 Horas

Hoje minha noite foi longa,
Nem sei bem como explicar,
Parecia que o tempo inteiro
Resolveu acelerar.
Arrisco dizer sem medo,
Pra ninguém duvidar agora:
Minha noite teve o peso
De 359.160 horas.

Horas cheias de lembranças,
De carinho e gratidão,
De pensamentos correndo
Disparados pelo coração.
Buscando qualquer maneira,
Mesmo sem arte ou teoria,
De dizer o quanto me orgulho
De ser sobrinho da minha tia.

Não sou poeta famoso,
Nem artista de profissão,
Mas quando o sentimento fala
A palavra acha direção.
Hoje escrevo o que grita
Dentro do peito, sem demora:
Um amor cheio de orgulho
Que cresce a cada aurora.

Meu coração se derrama
Em palavras pelo caminho,
Misturando frases soltas
De carinho e com carinho.
Cheio de adjetivos vivos
E figuras de linguagem:

Metáfora que ilumina,
Comparação que anuncia,
Personificação que sente,
Ironia que desafia,
Antítese mostrando opostos,
Eufemismo que alivia,
Metonímia que representa,
Hipérbole que amplifica.

Porque ser ANDRADE, minha gente,
É carregar tradição:
É ter coragem no peito
E firmeza na decisão.

É ter força na batalha,
Cuidado no coração,
Dedicação no caminho
E fé como direção.
É ter voz mansa que acalma,
Mas firmeza na razão.

Por isso digo sem medo,
Com verdade que não se esconde,
Que sua presença, minha tia,
É luz que sempre responde.

E digo "hiperbolicamente",
Pra ninguém ter dúvida agora:
Eu e toda nossa família
Te amamos mais que 359.160 mil horas.

10:27 10 de setembro de 2022


Hoje sonhei fugindo e me escondendo de coisas que eu tinha medo...
Quando entrei em um lugar estranho e me escondi, olhei para cima e todas aquelas coisas que me perseguiam, elas conseguiram me encontrar.


De repente, uma forte ventania começou e eu apenas observava, enquanto via tudo desabar ao meu redor...
Uma forte tempestade envolvia meus medos e levava tudo aquilo que eu amava.
Em frente aos meus olhos, enxerguei que tudo o que eu queria bem, na verdade, não queria ir...
Eles eram forçados, por uma força invisíve!
Enquanto isso, eu apenas permanecia no lugar, com medo de que aquilo também me levasse para longe, para algum lugar desconhecido, onde não conseguiria saber...
Os meus sonhos, sempre me mostram coisas que apenas fazem parte da minha realidade e o medo que senti naquele momento, é o mesmo medo que eu sinto agora...

24/09/2024 Hoje sonhei um sonho bom, legal e ao mesmo tempo preocupante...


O lugar que nunca existiu...



08:13 da manhã!
Estou aqui sentada em uma cadeira de macarrão e irei escrever o sonho tive há pouco tempo atrás, antes de acordar.


Bom, sonhei que andava em uma rua, onde havia uma lanchonete ou um restaurante, não sei ao certo, só sei que era muito movimentado e entrei para ver o que vendia no balcão.


Quando entrei, me surpreendi, porque era muita coisa gostosa, pizza, outras massas e receitas que eu ainda não havia experimentado, também havia melancia cortada em fatias e outras coisas.


Eu fui só pedindo e o dono que me atendeu, ele começou a colocar, mas acabou saindo para resolver outra coisa e me deixou lá esperando.


Ele dava muita atenção aos funcionários e parecia ser um bom patrão, desejei trabalhar naquele lugar.


Havia duas meninas, de óculos. Uma usava óculos espelhado e a outra usava um óculos rosa muito bonito.


Elas também vestia camisa social, tipo chamise.


Elas pareciam estarem felizes com o emprego delas.


Eu as observava enquanto via elas rindo e o patrão delas falando com elas, que gostava delas vestidas daquele jeito.
Se quisessem tirar o óculos podiam tirar, mas ele preferia elas de óculos.


Então, chamei uma delas para me atender, elas foram e terminaram o meu atendimento, eu olhava para fora e havia muitas pessoas sentadas, sorrindo e felizes nas mesas.


Eu pedi para colocarem em uma caixa, porém não consegui levar, chamei meu marido e ele também quase não conseguiu levar a caixa.


Antes de terminarem uma atendente me perguntou se eu realmente queria as duas pizzas pequenas que pedi, cada uma custava 50,00 eu disse sim!
Porque eu não estava me importando com o preço, embora não tivesse dinheiro, eu queria experimentar aquelas guloseimas todas.


Eu paguei tudo no crédito!


Na hora, pensei como que eu iria conseguir pagar?
Mas, mesmo assim comprei.


Meu marido levou a caixa e a gente começou a subir uma ladeira muito íngreme, mas por sorte, achamos a moto do Sansão que parecia que ele havia deixado lá pra nós, para levar às coisas.
Bom, meu marido pegou a caixa, amarrou na garupa da moto, mas como ele não tinha habilidade em dirigir, a moto começou foi a fazer muita fumaça, de tanto ele tentar colocar ela pra funcionar.


Dois caras, pararam em uma moto e achei que eles fossem assaltar ele, então tive a ideia de fazer eles sentirem pena da situação.


Pedi para eles, ajudarem ele a colocar a moto para funcionar, um deles desceu e começou a fazer isso.


Eu somente olhava e observava.


Na verdade, a moto estava velha demais!


Antes disso tudo, meu sogro passou com uma sacola de pão e eu pedi para ele esperar aonde eu havia comprado as guloseimas, para nós voltar juntos.


Ele esperou, porém, quando lembrei dele, e voltei lá, já estava tudo fechado, as pessoas tinham sumido, era como se aquele lugar nunca tivesse existido.


Então, até pensei que eu estava vendo coisas, meu sogro também não estava lá, ele já tinha voltado para casa.


Essa parte foi bem estranha.


Depois eu fui bater um raio-x e quando vi as imagens, havia várias fissuras no meu pulmão, pedi para o rapaz tirar de todos os ângulos e cada vez, aparecia mais fissuras e eu estava bem preocupada com aquilo.


Então, acordei!


Que sonho tenso!!

14 de novembro de 2022


É. Só hoje tive tempo pra escrever esse sonho confuso e meio louco.
Estava eu em pé diante de uma porta fechada.
Havia um homem que eu não conhecia, ele estava segurando um machado.
O machado era novinho!
Talvez tivesse acabado de sair de uma loja.
Eu olhava pra ele como se quisesse abrir a porta então ele pegou o seu machado e começou a bater com o objeto com muita força na porta.
Ela não quebrava, nem abria.
Ele e eu nos olhavamos com olhares de frustração.
Então eu acordei, e a porta não havia sido aberta.
Bem estranho esse sonho.
Ultimamente, estou tendo cada sonho maluco.
Parece tudo fazer parte da realidade, pra me impor medo e insegurança nas minhas realizações.
Mas, isso não depende de sonhos, nem mesmo do que eu desejo.
Deus, se ele quiser ele me honra.
Porquê eu me conheço, sou uma pessoa de coração puro.
Deus me conhece.
E no momento certo, ele me dará tudo o que ele achar que seja necessário na minha vida.
Preciso muito de um milagre na vida dos meus pais...
Mas, tudo isso, pertence ao Pai.
E, ele sabe o que fazer no momento exato.

Sonhei com muita gente fugindo em muitos vagões de metrô...


Eu sonhei hoje, 10/11/2023 com muita gente fugindo de metrô para um lugar distante, muito distante, fugíamos de algo tenebroso que não me lembro! acho que eram zumbis, algo assim...
Após descer do metrô, havia um caminhão esperando que levava as pessoas para um lugar isolado, mas que era a terra do king Kong, e lá havia pterodáctilos...
Mas, ao mesmo tempo pareciam grandes animais ferozes, que nos perseguiam, ao invés de zumbis.
Mas, no local onde estávamos, até o king kong, só comia frutas e as frutas eram enormes como melancias...
Então, não ficamos com medo deles.
Fui parar nos altos montes e tudo o que consegui pegar com meu irmão e meu marido, foi um aerosol e um lençol.
Mais nada...

14:08 - 11 de agosto de 2024 ( sonhei que estava na sala de aula e...


"Hoje sonhei que estava na sala de aula e estava conversando com uma de minhas amigas antigas, eu falava pra ela sobre a moça que estava casada com o rapaz que eu amava na adolescência, e dizia pra ela e repetia que o destino me boicotou. Ela estava estudando na mesma classe que eu, eu admirava sua beleza. Enquanto uma mulher também estava ao lado da minha amiga, e ouvia eu falar sobre ele. A mãe dele também estava ao lado dessa mulher, quando a mulher se virou e começou a falar para a mãe dele que eu estava perguntando sobre ele, eu disfarcei e fiquei com muita vergonha, porque eu não queria que ninguém ouvisse sobre. "

"Sonhei hoje com um tubarão querendo me atacar, quanto mais eu tentava ficar o mais distante dele, mais eu o temia, era como se ele quisesse dar um salto alto para me alcançar, ele parecia ser artificial, pelas cores e textura, era um tubarão azul com branco e parecia ser de plástico, ou feito em 3d, mas ele era real, porque estava dentro de um rio e ele andava e olhava para mim com olhar ameaçador. "




Agosto de 2024

10:32 20 de maio, segunda feira de 2024


Hoje, sonhei que ia até o banheiro da minha casa e vomitava muito sangue.


Logo depois, sonhei que estava admirando uma menina muito alegre e feliz, rodeada por pessoas também muito sorridentes e ela estava vestida de noiva, um vestido simples, mas bem bonito. Ela estava no lugar, onde passaria a sua lua de mel e estava só esperando seu noivo aparecer.




Bom, eu estou bem doente e sonhei em um outro sonho, meses atrás que um homem misterioso me salvava no meio de uma calamidade de pessoas autoritárias e ruins, em uma pandemia e me levava para um lugar seguro, fora da terra, e lá não havia trevas, somente luz. As casinhas eram muito lindas e havia um imenso jardim no meio delas.
Antes de descer e pisar meus pés no chão, ouvi esse homem misterioso dizer que voltaria para casar comigo.
E agora, estou muito doente e tenho esses dois sonhos.


Deixo nas mãos de Deus! Ele sabe de todas as coisas.




PS: 28/07/2024 veio o colapso séptico. Esse sonho era só mais um aviso do que estava pestes a acontecer.


Mas, sobrevivi!!


Deus, é fiel. Ele é bom o tempo todo!!

Eu amo alguém. Aprendi a amar, construir o amor! Ele também não me amava, mas hoje nos amamos.


Somos a felicidade um do outro.


Cuidamos um do outro.




O amor é inexplicável, ele surge de tantas formas diferentes...

Hoje, vivo o que era para ser um sonho. Ele, é a minha realidade!

17 de maio de 2026




Hoje à noite, sonhei conversando com a versão jovem do AXL Rose!!


Sim. Do Guns!!!




Ele estava triste, e éramos muito amigos.


Eu perguntava para ele se ele não tivesse toda essa fama e carreira, se ele não tivesse se tornado um astro do rock, será que ele estaria diferente, tipo feliz??




Então, acordei...

Dormi um pouco hoje à tarde!! 17 de março de 2026...




Sonhei com um carro futuristico, ele parecia de um material muito maleável, e era como se fosse de outro planeta!! Se o condutor sofresse um acidente, ele evitaria o impacto.


Era do tipo borrachudo, seu design muito diferente, com vários tentáculos dos dois lados.
Na cor preta. Muito bonito. Envolta de todo ele, havia furos como de balas. Mas, eram somente parte do modelo.


A condutora, nem parecia ser humana, estava mais para alguém que não existe por aqui ainda.


Eu fiquei observando e acordei em seguida...

Bons profissionais, fazem toda a diferença. Hoje, fui tirar meus pontos da cirurgia. Não senti nenhuma dor, o enfermeiro me distraiu conversando, contando histórias. Colocou um suporte para meus pés, não senti nenhuma dor, estava aflita e com os olhos fechados. Quando percebi ele já havia retirado sem eu perceber, já há alguns segundos. Caímos na risada, eu minha cunhada e ele.




Todo mundo havia relatado nos relatos que li, que quando foram foi retirar os pontos de hérnias, falaram que dói muito.


Acho que depende do profissional.

18 de março de 2026

Oi, meu amor...

Hoje a gente completa 15 anos de casados. Quinze. Eu repito esse número como quem prova uma palavra nova na boca, devagar, quase com medo de não caber dentro dele tudo o que vivemos. E não cabe mesmo. Porque 15 anos não são apenas dias empilhados em um calendário, não são apenas datas comemorativas que chegam e passam. São camadas. São versões nossas que existiram, se desfizeram, reaprenderam a existir. São pedaços de nós dois que, de alguma forma misteriosa, decidiram ficar.

Não é pouca coisa. Nunca foi.

Se alguém me perguntasse, lá no começo, se eu acreditava que chegaríamos até aqui, talvez eu sorrisse meio sem jeito, talvez eu desconversasse, talvez eu nem soubesse responder. Porque o início foi feito de incertezas. Foi em 2011 que tudo começou a acontecer, e eu lembro como se fosse uma fotografia meio desfocada, daquelas que a gente guarda mais pelo sentimento do que pela nitidez. Você tentando se encaixar no meu mundo, eu tentando caber no seu, e nenhum de nós realmente sabendo como fazer isso sem se perder no processo.

Era uma dança desajeitada. Um passo seu, dois meus, um tropeço nosso.

E, ainda assim, algo nos mantinha ali.

Foi tão difícil aquela época. Eu carregava sentimentos que me atravessavam como uma espada de dois gumes. De um lado, a vontade de te amar de verdade, sem reservas, sem medo, com tudo o que eu tinha. Do outro, um receio quase silencioso, mas constante, de me entregar de novo na mesma intensidade e acabar me despedaçando outra vez. Eu não sabia se era coragem ou teimosia. Talvez fosse um pouco dos dois.

Você sabia disso. Sempre soube.

Você conhecia meus medos, meus silêncios, minhas pausas no meio de frases que eu nunca terminava. Sabia que eu ainda estava aprendendo a amar, como quem aprende uma língua nova depois de anos tentando esquecer a antiga. Eu estava em construção. E construir, às vezes, dói mais do que destruir.

Demorou muito para eu entender isso.

Eu ainda vivia à sombra dos seus erros comigo no namoro, e isso me puxava para trás. Era como tentar caminhar com o passado segurando minha mão com força demais. Eu tinha medo. Medo de confiar, medo de sentir, medo de me abrir completamente e descobrir que, no final, eu estava sozinha de novo dentro de algo que deveria ser dois.

E o amor, dizem, acontece apenas uma vez na vida.

Eu já tinha acreditado nisso. Já tinha vivido algo que pensei ser único, definitivo, irrepetível. E então você apareceu, e eu me vi diante de uma pergunta que ninguém me ensinou a responder: e se o amor acontecer de novo?

Eu não sabia se queria descobrir. Mas descobri.

Porque, mesmo cansada, mesmo cheia de dúvidas, mesmo com o coração remendado de tantas histórias mal resolvidas, eu escolhi ficar. Cansada dos meus próprios anseios, dos meus sentimentos confusos, das dores que eu carregava como quem carrega uma mala pesada sem saber mais o que tem dentro. Eu sentia dor por tudo aquilo que ficou fora do meu alcance, por tudo que eu não consegui ser, por tudo que não deu certo.

E, no meio disso tudo, só restava você.

Você, ali, tentando do seu jeito. Talvez sem entender completamente o que eu sentia, mas tentando. E eu, tentando também, cada um à sua maneira, cada um com suas falhas, seus tempos, seus silêncios. Era como se estivéssemos construindo algo sem planta, sem projeto, apenas com a vontade de que desse certo.

Eu queria uma segunda chance. Você queria a primeira.

E, de alguma forma, isso nos encontrou no meio do caminho.

Teve um dia, e eu lembro disso com uma clareza que me emociona até hoje, em que algo dentro de mim mudou. Não foi um acontecimento grandioso, não teve música de fundo nem luz especial. Foi silencioso. Foi interno. Foi como se eu finalmente tivesse coragem de descer naquele porão escuro onde eu guardava tudo o que me prendia ao passado.

E eu abri as portas.

Coloquei para fora o que doía, o que sufocava, o que me impedia de viver o presente com você. Não foi bonito. Não foi fácil. Foi um tipo de explosão quieta, daquelas que ninguém vê, mas que muda completamente a paisagem por dentro.

E, dias depois, algo começou a se encaixar.

Pela primeira vez em muito tempo, eu senti paz. Uma paz que eu não sentia desde a adolescência, como se eu finalmente tivesse encontrado um lugar dentro de mim onde eu pudesse descansar. E, curiosamente, esse lugar tinha você.

Mas a vida não para para a gente aproveitar a calmaria.

Os desafios vieram. E não foram poucos. Foram intensos, foram difíceis, foram, às vezes, quase injustos. Situações que poderiam ter nos quebrado, nos afastado, nos feito desistir. E, ainda assim, aconteceu o contrário.

A dedicação cresceu.

O cuidado cresceu.

O nosso jeito de olhar um para o outro mudou.

O seu olhar sereno e gentil começou a me tocar de uma forma diferente. Eu comecei a te ver além dos erros, além das falhas, além das histórias que eu insistia em revisitar. Eu comecei a te ver como você é.

E isso mudou tudo.

Claro que ainda doía. Algumas coisas daquele tempo de incerteza nunca desaparecem completamente. Existem marcas que não somem, apenas deixam de doer todos os dias. E está tudo bem. Eu aprendi que o amor não é a ausência de dor, mas a escolha de não deixar que ela defina tudo.

Foi aí que a compreensão começou a falar mais alto.

E, junto com ela, veio algo que talvez seja ainda mais forte do que o amor: a admiração.

Eu comecei a te admirar. Pelo homem que você se tornou. Pela forma como você permaneceu. Pela maneira como você escolheu ficar, mesmo quando seria mais fácil ir embora.

E eu também mudei.

Eu amadureci. Eu cresci. Eu me encontrei.

Eu não sou mais aquela adolescente insegura, perdida entre o medo de amar e a vontade de ser amada. Hoje eu sei quem eu sou. Sei o que eu quero. E, principalmente, sei o que eu escolho.

E eu escolho você.

Não por falta de opção, não por costume, não por medo da solidão. Eu escolho você porque, depois de tudo, de absolutamente tudo, é ao seu lado que eu quero estar. É com você que eu quero continuar escrevendo essa história, com todas as suas imperfeições, com todas as suas pausas, com todos os seus recomeços.

Eu não quero pensar no fim. Não agora.

O que eu quero é imaginar o resto da minha vida ao seu lado. Imaginar nossos dias simples, nossos momentos bobos, nossas conversas sem sentido que, no fundo, fazem todo o sentido do mundo. Quero imaginar a gente viajando, descobrindo lugares novos, mas sempre encontrando um jeito de se sentir em casa um no outro.

Quero imaginar a gente cozinhando juntos, rindo de receitas que dão errado, inventando pratos que ninguém mais entenderia. Quero imaginar nossas risadas por coisas pequenas, piadas internas que só a gente conhece, aqueles momentos em que o mundo parece pesado demais, mas a gente consegue, de algum jeito, torná-lo mais leve.

Quero continuar construindo com você.

Dia após dia.

Sem pressa, mas sem desistir.

Você é a minha paz nos dias caóticos. E não é uma paz silenciosa, distante, fria. É uma paz viva, que respira, que acolhe, que às vezes até discute, mas que, no final, sempre encontra um caminho de volta.

Você é o meu chão. Não no sentido de me prender, mas no sentido de me sustentar quando tudo parece instável demais.

Você é tudo o que eu preciso nessa vida.

E, por muito tempo, eu tive medo de dizer isso em voz alta, como se admitir fosse arriscado demais. Hoje não. Hoje eu digo com a tranquilidade de quem sabe exatamente o que está sentindo.

Eu só tenho você. E, pela primeira vez, isso não me assusta. Isso me acalma.

Ao longo desses anos, eu aprendi a te observar. Aprendi a perceber detalhes que antes passavam despercebidos. Aprendi a enxergar o homem incrível que você é, não apenas nos grandes gestos, mas, principalmente, nas pequenas atitudes do dia a dia.

E é ali que mora o amor de verdade.

Nos detalhes.

Nos silêncios confortáveis.

Nas presenças que não precisam ser anunciadas.

É... no fim das contas, depois de tantas voltas, de tantos medos, de tantas reconstruções, a verdade é simples.

Eu só quero você.

Por toda a minha vida.

Feliz 15 anos para nós.

Te amo incondicionalmente.

Sempre é sempre.

Até hoje, pouquíssimos foram imortalizados. Pouquíssimos atravessaram séculos sendo lembrados, estudados, discutidos. Reis, filósofos, conquistadores, líderes espirituais. E mesmo esses são lembrados de forma fragmentada, distorcida, reinterpretada. A imortalidade histórica não preserva a pessoa, preserva um símbolo. Um recorte. Uma narrativa útil para algum tempo posterior.




Dentro desse cenário, Jesus Cristo se destaca de forma desconfortável. Não porque tenha sido o único a influenciar milhões, mas porque sua influência não dependeu de poder político, força militar ou herança genética. Ele não deixou filhos biológicos, não escreveu livros, não fundou exércitos. Ainda assim, seu nome atravessou dois milênios sem perder centralidade. Não existe outro ser humano que ocupe esse lugar simbólico com tamanha persistência.




Ele é apresentado como perfeito. Sem defeitos. Não no sentido ingênuo de alguém sem conflitos, mas no sentido de alguém que viveu alinhado entre discurso e ação. E mesmo assim, teve um final. Um final público, doloroso, definitivo do ponto de vista do corpo. Isso por si só já desmonta uma fantasia comum. A de que viver corretamente garante imunidade contra o sofrimento ou contra a morte. Não garante. Nunca garantiu.




A fé cristã afirma que ele vive. Não como corpo, mas como espírito. Afirma que ele é Deus. Que Deus criou a Terra. E que a Terra não é um teste improvisado, mas um jogo com regras. Um jogo duro, desigual, cheio de ruído, mas ainda assim um jogo estruturado. Se você aceita essa premissa, então nada aqui é aleatório. Nem o nascer, nem o morrer.

Tem gente que olha para mim hoje, tomando café, rindo de alguma bobagem da vida, e pensa que eu sempre fui assim, meio serena, meio resolvida, como se tivesse nascido pronta. Eu quase rio sozinha porque, se a vida fosse um livro, o pessoal só está vendo a última página, aquela em que a protagonista aparece com o cabelo arrumado e a alma aparentemente organizada. O que ninguém imagina é o capítulo inteiro de infância e adolescência que parecia mais um teste de resistência do que uma vida de verdade.

Eu cresci com meus irmãos dentro de um ambiente que não era casa, era uma espécie de clima pesado que andava pelos cômodos como se tivesse endereço fixo. A gente era criança tentando entender o mundo enquanto lidava com dois adultos completamente desequilibrados emocionalmente. Um pai violento que tinha uma habilidade curiosa de transformar qualquer coisa em culpa nossa. Se chovia, era culpa nossa. Se o dia estava silencioso demais, também. Existia sempre uma justificativa pronta para gritos, ameaças e aquelas situações que fazem a infância envelhecer antes da hora.

Do outro lado estava uma mãe que, em algum ponto da história, deixou de ser só alguém com medo e acabou virando parte do problema. Isso é uma coisa que a gente demora anos para compreender, porque criança sempre tenta salvar a imagem dos pais dentro da própria cabeça. Só que chega um momento em que a realidade se senta na mesa e diz com toda calma do mundo que o silêncio também machuca. Ela teve chances de sair, teve ajuda, teve portas abertas. Mas o medo e uma certa doutrina rígida que dizia para suportar tudo acabaram fazendo com que ela se juntasse a ele de um jeito que doía ainda mais. A gente deixou de ser filho e virou inimigo dentro da própria casa.

É estranho contar isso hoje porque, quando as pessoas nos veem, veem adultos que trabalham, conversam, seguem a vida. Não existe marca visível na testa dizendo sobrevivente de um caos familiar. Mas nós sabemos. Entre nós, irmãos, existe um tipo de olhar que dispensa explicação. A gente sabe exatamente de onde o outro saiu. Crescemos quase como quem atravessa um campo minado emocional, aprendendo a sobreviver antes de aprender coisas simples da vida.

Houve momentos em que parecia que aquilo ia nos transformar em estatística, em mais um daqueles casos que as pessoas comentam na televisão com cara de surpresa e depois esquecem no intervalo comercial. A pressão psicológica constante, as agressões, as ameaças, tudo isso cria uma sensação estranha de viver dentro de um lugar que não deveria existir para crianças. Era como estar preso em um tipo de campo de concentração familiar, onde o objetivo parecia ser nos quebrar por dentro até a gente acreditar que realmente éramos os vilões que eles diziam.

Só que existe uma coisa curiosa sobre o ser humano. Às vezes a tentativa de destruição acaba criando exatamente o oposto. Hoje, quando olho para mim e para meus irmãos, vejo pessoas que conseguiram sair das amarras de dois narcisistas que fizeram de tudo para controlar nossas vidas. E não foi uma fuga cinematográfica, cheia de trilha sonora heroica. Foi lenta, silenciosa, cheia de decisões difíceis, medo, noites pensando se aquilo tudo realmente estava acabando.

Quem nos vê agora não imagina metade das batalhas que aconteceram antes desse momento. Mas nós sabemos. E existe uma dignidade muito silenciosa em sobreviver a algo que quase nos apagou do mundo. A gente não virou o que eles diziam que viraríamos. Não nos transformamos na história distorcida que tentaram escrever sobre nós.

No fim das contas, quando sento para pensar nisso tudo, percebo uma coisa curiosa. Sobreviver não é só continuar respirando. Sobreviver é olhar para trás e perceber que, apesar de tudo que tentaram plantar dentro da gente, ainda existe humanidade, ainda existe vontade de viver, ainda existe futuro. E isso, sinceramente, é algo que ninguém que viveu uma infância tranquila consegue entender completamente.

Mas nós entendemos. E isso já diz muita coisa.


ALINNY DE MELLO



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