E cada vez que eu Fujo eu me Aproximo mais
"A vida de vez em quando nos prega peça, e muda todas as perguntas. Quando pensamos que já sabemos todas as RESPOSTAS."
NENHUM OLHAR
A primeira vez não percebi tristeza,
Não percebi alegria,
não percebi olhar,
não tinha o que se perceber...
estava sempre ali no ponto do ônibus
parecia esperar uma condução
que não chegava nunca...
sua roupa suja,
seus sapatos sujos,
sua pele suja...
e ali no ponto do ônibus, condomínio Belvedere,
Sargento Hermínio...
todos pegamos nossas conduções
para os nossos destinos e ele ficou ali...
no dia seguinte ele estava ali,
no ponto do ônibus e não tinha guarda-chuva,
não tinha chapeu, não tinha olhar...
não estava triste, não estava alegre,
nada percebia... todos partimos e ele ficou ali...
na manhã seguinte ele estava pálido...
e tinha um olhar, só um olhar,
um único olhar... um mísero olhar
ele partiu...no rabecão do I M L e ficamos ali,
a olhar, sem nenhum olhar...
TRAVESSIA
A primeira vez que atravessei a rua
A rua era um rio, o rio solimões...
E do outro lado do rio
Eu era outra pessoa
A pessoa que atravessara o rio...
E do outro lado do rio
Tinha outros caminhos
Com todos as seus destinos e travessias
E todos os destinos e travessias
São cheios de histórias e aventuras
Assim eu aprendi a atravessar
Meus medos e inseguranças
Que desaguam como uma correnteza
Na imensidão do mar
A vida é essa imensidão
BARQUINHO DE PAPEL
De vez em quando vou a praia
Não com a frequência de antes,
Mas ainda sonho diante das ondas...
Se eu fosse um peixe eu já teria sido pescado
Se eu fosse uma embarcação já teria naufragado...
Talvez tenha acontecido em outras vidas
Com peixes espadas e um navio fantasmas
Com degoladas namoradas
Que amei intensamente e nunca as tive...
Mas ainda sonho nessa imensidão de vagas enormes
Como um barquinho de papel que sobe e desce nessa ilusão
Que viaja no passado e de vez em quando vai a praia,
E não com a frequência de antes, mas ainda sonha...
Tinha sempre água na geladeira
quando tínhamos geladeira...
de vez em quando me vem essa lembrança,
entre muitas lembranças
que certamente eu tinha
e de certo, muitas dessas lembranças eram saudades,
agora não me lembro de nenhuma saudade...
o buriti parecia colher estrelas
depois da cerca do nosso quintal,
é um neon incandescente neste breu
onde o passado se apaga,
algum vulto se debate impetuoso,
sabe esses fantasmas que se rebelam
e murmuram nos calabouços...
alguma coisa deveria brilhar nessa manhã,
mas é só uma manhã como todas as manhãs;
água gelada, sorrisos anônimos...
uma ternura piegas nesse olhar triste
que talvez queira me dizer algo que eu não entendo mais.
De vez em quando, precisamos
relaxar e buscar o hilário...
Pra poder rir um pouco,
é não deixar o emocional ficar louco.
Ela sofria de síndrome de cinderela:
toda vez que lia
uma bela poesia,
ficava empolgada e achando
que foi o motivo da inspiração,
e que, o príncipe está chegando!
Os olhos são câmeras
e só registram o que elas captam,
a boca por sua vez, acomoda um membro fanfarrão que ama desabafar
e editar sentimentos. E por este motivo, quando me debruço sobre a imperfeição humana, me coloco em observação!...😔💭🙏
"Meu XADREZ" *
Toda vez que se encaminhava para o pátio, ele lembrava da sua falta de autodomínio, e por isso estava ali no XADREZ. *
Enquanto tomava aquele abençoado SOL jogava umas partidas de xadrez, mas mesmo se distraindo não esquecia do que fez,
pra estar ali sem a sua família, e sonhava com os pássaros da liberdade, eles voavam em volta da sua cabeça, em círculos como se fosse a esperança, de pagar a sua pena...
*
Sim, e só havia uma centena de dias que ali estava...
e naquela cela tão pequena, e observava que até seu colchão tinha um tecido "XADREZ" pra nunca esquecer o crime que ele fez... ***
(Francisca Lucas)
***
✍️
Uma vez li uma frase que dizia: "Te vejo melhor
de longe, pois com a distância podemos avaliar o valor
de uma boa reflexão."
***
(Desconheço o autor)
Suspiro em versos...
Divido todos os anoiteceres à placidez de um sorriso
Solvo de uma vez o cálice do vinho
Tão forte...
Que me queimou a alma
Cedi meus sonhos... A quem não conhecia...
Aprisionei meus dias... Numa palavra chamada amor...!
Suspiro em versos e os lanço ao tempo...
Que se demudam em sentidos...
E se perdem nos desejos e sentires...
Nas dores... Na ansiedade... No medo...
... e choram... Este amor que é segredo!
A alma sofre e reclama em sentires confuso
...então a espera se faz breve... Na loucura dos dias...!
Conluio
Quanto sinto o que sei, digo o que não sei
O que há de melhor nesta vez?
Busco o que tenho e entrego o que não possuo
Penso no ego e concluo
Grito, nego, Confúcio
Que será de mim?
Quem será assim?
Capaz de desenvolver, um plano para resolver
Este dilema autodidata
No qual as respostas ficam cada vez mais claras
E as vontades cada vez mais escassas
Escassez em terra fértil
Afogada nesse manancial de soluções
Afinal qual a ordem que de fato respira.
Correntes, atadas
Presas uma a uma
A um emaranhado de padrões, ideias, ideais.
Uma vez preso, diga adeus ao sossego.
Ninguém quer perder ou desperdiçar o tempo.
Ninguém quer morrer sozinho.
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