Dunas
O deserto é lindo. Suas dunas aveludadas, moldadas pelas mãos de Deus, parecem tocar o azul puro e imperturbável do céu. Céu e terra estão casados, felizes eles se beijam. Existe muita felicidade no deserto. Por mais que eu me esforce, não encontro lugar para esta paisagem no meu quarto.(Walter Sasso)
Presente
no pensamento
Como o ondular
das dunas
Que acenam
um novo
caminho,
Um brinde
indescritível
E gamação
inefável,
Sem explicação
e nenhum fardo.
Não sei aonde
vamos parar,
Só sei que não
vamos parar.
Pressinto
que com você
Eu faço
uma festa,
Isso é sinal
que já sou tua.
Amada talvez
no momento,
Na poesia não
tenho dúvida.
(...)
Deitada nas macias dunas,
- e verdejantes
Tocada no fundo d'alma
- tilintante
Embalada pela lira poética,
- em tons extasiantes
Sigo observando os teu passos
Talvez tu não tenha percebido
Que a manhã chegou,
Cheguei sem fazer ruído
Tocando com carinho,
Sou o sonho adormecido
Que tranquilamente acordou,
O amor que não se apagou
Por obra da noite e da aurora;
Personifiquei o sonho de outrora.
Doando passagem para o teu sonho:
Tornei-me realidade.
Eu te amo em castidade,
Pertenço ao desenho mais pleno
Ao sabor da liberdade.
Nada revolve mais a lembrança,
Pois, tu me fortaleces.
Cultivada no aroma da esperança,
Pois, tu me renovas,
Porque quem espera sempre alcança,
Como ninguém tu me perfumas,
Embalada pela oração de uma criança.
A masmorra ainda nos separa,
Sofro como Marília também sofreu,
Chorando na beira do mar,
Contando as conchas para distrair
A falta que tanto faz Dirceu.
Ainda tu reclina-te em memória
O teu peito emoldurando o teu olhar,
Tão lindo e tão puro que nunca há de se apagar,
Os nossos vultos na tíbia luz fizeram história.
Por obra inconfidente, silencio
Guardo do mundo os momentos de amor
Restritos a dois vadios;
Porque de mim carregas o mais sublime:
Tens o amor da estrela,
És o meu sideral espaço, doce e infinito.
(...)
Desencontrados,
O mar e a ventania,
Carregando as areias,
Esculpindo as dunas,
Celebrando o tempo,
Aqui na capitania.
Assim é a ampulheta,
Não te esqueça:
O tempo é um cometa.
A ventania e o mar,
Harmonizados,
De mãos dadas,
Criaturas e criação,
Fazendo da existência,
Uma vera celebração.
O barrasulensse é generoso,
Ele sabe ser alegria,
Carregando toda a poesia.
O nosso mar é paixão,
- e toda a prece
Exaltando as dunas em gratidão,
Porque elas tornam a vida segura
Fazendo-a ainda mais tremenda,
E fortalecendo as nossas terras.
Desencontrados,
O mar e a ventania,
Carregando as areias,
Esculpindo as dunas,
Celebrando o tempo,
Aqui na capitania.
Assim é a ampulheta,
Não te esqueça:
O tempo é um cometa.
A ventania e o mar,
Harmonizados,
De mãos dadas,
Criaturas e criação,
Fazendo da existência,
Uma vera celebração.
O barrasulensse é generoso,
Ele sabe ser alegria,
Carregando toda a poesia.
O nosso mar é paixão,
- e toda a prece
Exaltando as dunas em gratidão,
Porque elas tornam a vida segura
Fazendo-a ainda mais tremenda,
E fortalecendo as nossas terras.
O mistério
do baile
das dunas
de Plutão
que estão
em formação,
Talvez seja
o prelúdio
do Universo
em câmbio,
Um dia igual
ao de hoje,
surgiu-me
uma intuição:
Não posso
dizer como,
Vivo a sentir
que Caronte
para você
assim viverei.
É questão só
de ficar com
tranquilidade
em casa,
E com a tua
cabeça fria
porque na vida
tudo passa,...
Na órbita
de tantas luas
ao nosso redor,
Virá o tempo
de viver
o nosso amor;
Styx, Nix, Cérbero
e Hydra girando
no Universo
de muitas fases,
Inspirando artistas
e por todo o lado
na avenida
da criação com
os seus carros
de cores
de planetas binários.
O amor quando
é amor do Mal
já nasce blindado,
És todo meu
e eu toda tua,
seremos fato consumado.
As Corujas-Buraqueiras
guardam nossos caminhos,
São poemas suspensos
e nas dunas do litoral
Respeitar os seus ninhos
é um imperativo
de quem tem respeito
pelo próprio destino
neste mundo em desatino.
As duna de Itaúna tem um segredo difícil de entender
Quando tá de dia a gente espera o sol se pôr
Enquanto de noite
Reza pra demora amanhecer
Aquela areia do passado é desmachada pelos ventos. Nada é como antes, nada fica igual, nem os grãos.
As dunas do passado quando assombram o presente, precisam de ventos fortes pra desmanchar e
abrir os caminhos. Tudo se integra e desintegra como areia para novos começos e recomeços.
Eu estava diante das dunas,
Surgiu por detrás de mim,
Uma aparição morena,
Por detrás das minhas costas,
Um homem belo,
Tatuado e bem malhado,
Do jeito que toda mulher gosta,
Senti-me por um instante indefesa,
Eu me comportei como a sua presa,
Mas o olhar dele não era para mim.
Ele pegou um toco de madeira,
Sem me mexer, fiquei aguardando,
Ele se dirigiu para a beira da praia,
Dono de uma beleza que me roubou
O ar e me fez ficar desconcertada,
Imaginei a cadência de cada ‘estocada´,
O tempo parou para me ver deliciada,
Mas isso não vem ao caso...,
Ele com a fúria ensandecida de Netuno,
Desferiu golpes certeiros na cabeça da coitada,
O sangue se misturou com as areias,
Um casal de jovens ficou admirado,
Todos estavam convictos que esse era o certo,
E esclarecidos que havia de ter sido feita a escolha,
A vida entrou em jogo, já que ela estava em desequilíbrio...
Cena que muitos ali pararam para se questionar,
- a vida e o limiar
A Natureza ou a soberania da Humanidade,
O vento e o sopro da existência,
A preservação da vida e a conveniência,
- a ótica multipolar
Todas encerradas ali,
E desaparecidas na areia,
Ele desapareceu como areia,
- com o ritmo da ampulheta
Assim escreveu-se essa história:
o homem, a areia e a serpente;
E o mar como a maior testemunha.
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