Drama

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Carta aberta: o cansaço que ninguém quer ver

Não é drama.
Não é falta de fé.
Não é preguiça.
É exaustão.
Física, mental, emocional. Uma falência silenciosa do corpo e da alma.

Tenho tentado.
Fui a médicos, psicólogos, psiquiatras, fiz exames, busquei respostas.
E ainda assim, nada muda.
Parece que estou me apagando aos poucos, como uma luz que vai perdendo força, mesmo quando alguém gira o interruptor com força.

É uma junção de tudo: depressão, ansiedade, burnout, hormônios em desordem, imunidade baixa, cansaço crônico.
Um corpo que pede socorro, e uma mente que já não tem mais fôlego pra gritar.
Às vezes, levantar da cama é uma guerra.
Tomar banho parece escalar uma montanha.
Comer, responder mensagens, existir… tudo dói.
E o pior é sentir que ninguém entende.

Vivemos em um mundo doente, onde todo mundo diz “cuide-se”, mas ninguém tem tempo pra escutar.
Os profissionais tentam, mas o sistema é frio, impessoal, repetitivo.
E a gente segue colecionando diagnósticos, receitas, e o mesmo vazio.

Escrever isso talvez seja o pouco de vida que ainda me resta.
Talvez alguém leia e se reconheça — e perceba que não está sozinho.
Talvez isso sirva pra lembrar que há uma linha muito tênue entre estar vivo e apenas continuar existindo.

Eu não sei o que vem depois.
Só sei que estou cansada.
E que, se eu ainda falo, é porque algo em mim insiste em não se calar completamente.
Mas eu queria, de verdade, só descansar — de tudo isso, de mim, do peso que é sentir demais.

Procurei me esconder do drama
mas ele atravessou
as paredes da minha casa
e me encontrou parado,
diante do espelho,
com um certo constrangimento,
como se envelhecer fosse pecado...

Entre Luzes e Sombras: O Drama da Composição


A fotografia nasce do diálogo entre a luz e a sombra. Uma não existe sem a outra, e é justamente nessa oposição que o olhar encontra o equilíbrio.


A luz revela, expõe, dá forma ao que estava oculto. Já a sombra guarda mistério, sugere o que não se mostra por completo, trazendo profundidade e silêncio à cena.


Quando se encontram em harmonia, luz e sombra compõem mais do que uma imagem: criam emoção. É o claro-escuro que dá intensidade a um retrato, que faz um olhar falar mais alto, que transforma um cenário comum em poesia visual.


Não há fotografia sem sombra, assim como não há vida sem contraste. É nesse jogo que se constrói o drama da composição — a escolha de mostrar ou esconder, de realçar ou suavizar.


Fotografar é compreender que a luz precisa da sombra para existir em sua plenitude. É aceitar que beleza e verdade se revelam no contraste, onde os extremos se tocam.


Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges

Mulher gosta de cara carinhoso e não grudento, Brincalhão mas não babaca, Chorão mas não drámatico, Que se importe mas que nao pegue no pé.

”Sou parente do drama
Muito amiga do orgulho
Namoro a autoestima
Mas a paciência, nunca nem vi.” (Leonina)

Se a dor não for sua, não chame de drama.

⁠⁠Afinal, se você não é o protagonista de seu próprio drama, é um figurante no de outra pessoa – e pode muito bem ser escalado para interpretar um papel triste, solitário e trágico.

Jordan B. Peterson
12 regras para a vida: Um antídoto para o caos. Rio de Janeiro: Alta Books, 2018.

Menos drama, mais sorrisos, menos exibições, mais momentos de reflexão e introspeção, menos álcool, mais água, menos balada, mais teatro, menos rua, mais casa, menos trabalho, mais meu filho, menos computador, mais livro, menos cigarro, mais yoga, menos bagunça, mais cabeça no lugar, menos quem quero ser, mais quem eu sou mesmo.

O que hoje é drama, sempre, amanhã estará quieto na memória.

Sempre pensei que ninguém prestava atenção no que eu fazia, que o único drama era na minha cabeça, mas, afinal, eu não era tão invisível assim.

Já acabou com o drama?
Agora se inscreva numa escola de atores, que você terá um futuro brilhante!

"É que sou meio alérgico ao drama alheio."

Negro drama, eu sei quem trama, e quem tá comigo.

Eu vivo fazendo drama. Pra tudo. Desde acordar de manhã até ir dormir a noite. Por qualquer coisa, a qualquer momento. Eu adoro drama, tenho que confessar. Mas adoro o drama comigo, em mim. O drama dos outros é que me incomoda profundamente.

A vida é um drama porque a vida, individual ou colectiva, pessoal ou histórica, é a única entidade do universo cuja substância é o perigo. Compõe-se de peripécias. É, rigorosamente falando, drama.
Nós não nos demos a vida, mas esta nos é dada; encontramo-nos nela sem saber como nem por quê; mas do fato de que ela nos é dada resulta que temos de fazê-la nós mesmos, cada um a sua.

Tem que ter drama. Se não tiver drama, eu faço acontecer o drama.

Parece bobagem, coisa atoa, puro drama, mas não é. Tem dias que bate uma deprê mesmo, uma vontade de ficar só, de ouvir uma música qualquer e chorar até a última lágrima. De achar que o mundo está acabando, que tudo está desabando, e dá até uma vontade de morrer. Parece loucura, e talvez seja. Sempre temos lá nossos dias loucos, não é mesmo? Mas tudo que a gente precisa mesmo é de alguém ao nosso lado dizendo que vai ficar tudo bem, mesmo sabendo que não fique. De alguém que vá chorar junto, ou seque as minhas lágrimas. De alguém que diga que vai passar, mesmo que seja impossível de passar. Alguém pra me fazer ser forte, me dizer que sou forte, me deixar forte. É disso que a gente precisa. Apenas um alguém que não vá, e sim que fique. Viver só, chorar só, ficar só é tão solitário. E uma coisa que eu aprendi com a vida é que nascemos e morremos só, mas viver só ninguém vive. Ninguém é feliz. Mas isso é só um dos meus dias ruins, vai passar. Tem que passar. Sempre passa. E quando passar, eu quero ter a certeza de que alguém esteve ao meu lado dizendo; “Viu só? Superamos juntos.” Porque é disso que a gente precisa. De apenas um alguém.

Cada um é seu dono e seu dano. Cada um tem seu sonho e seu drama.

Coisa de mãe

Vez por outra ela duvida
até do nosso amor,
fazendo drama e falando
como quem sente uma dor:
– “Um dia, quando eu morrer,
é que tu vai aprender
e talvez me dar valor.”

Por mais que exista amor,
por mais que exista afeto,
um fato que deixa a gente
preocupado e inquieto
é quando a mãe pronuncia
sem nenhuma alegria
o nosso nome completo!

Quando a gente quer sair,
bate um receio profundo.
Pede à mãe cheio de medo
e nesse exato segundo
diz que “todo mundo vai”
e a resposta dela sai:
– “Você não é todo mundo!”

Tem outra situação
difícil e muito adversa.
Às vezes no mei da rua
a mãe também é perversa
quando ela aponta o dedinho
e diz assim bem baixinho:
– “Em casa a gente conversa.”

Por mais que a gente estude,
que tenha dedicação,
o boletim todo azul
ela olha com atenção
e fala sem gaguejar:
– “Tem mesmo é que estudar.
Não fez mais que a obrigação!”

Se acaso a gente perder
coisa boba ou coisa rara,
ela ativa um radar
potente que nunca para
e diz: – “Se eu for procurar,
garanto que vou achar
e esfregar na sua cara.”

Quando a gente chega perto,
faz um carinho qualquer,
e diz: – “Mãe, vou te amar
enquanto vida tiver!”
Ela responde ligeiro:
– “Hoje eu não tenho dinheiro.
Diga logo o que tu quer!”

Coisa de mãe é dizer:
– Você vai se machucar.
– Cadê o troco, menino?
– Mais tarde vai esfriar.
– Só vou contar até três!
– Bagunçou, vai arrumar.

– Já pegou o guarda-chuva?
– Eu não sou sua empregada.
– Engole esse choro agora!
– Eu nunca estou enganada.
– Na volta a gente compra.
– Você não ajuda em nada!

Coisa de mãe é ser cura
pra aliviar qualquer dor.
Coisa de mãe é o abraço
mais forte e mais protetor.
Coisa de mãe é cuidar,
coisa de mãe é amor.

Bráulio Bessa
Um carinho na alma. Rio de Janeiro: Sextante, 2019.

Morro com indiferença e tenho vontade de passar 2 hrs fazendo um drama e depois te socar quando você age assim.