Doses
Sim
Talvez eu beba
Algumas doses.
Apenas o necessário.
Claro,
Para poder voar.
Sim,
Voar do alto do prédio
Ate atingir diretamente o teto.
Sim, o teto do seu carro.
Eu seria um vencedor, eu acertaria.
E você diria.
"Dessa vez ele me acertou!"
Bem,
Eu não me importo com o amargo
E muito menos com o sabor do azar.
Eu só vou fazer minha parte.
E talvez a sua, sim, talvez a sua.
Sim,
Talvez eu morra.
Confesso que tento controlar em pequenas doses diárias minha doação e afeto à algumas pessoas... A razão? Bem, pois meu excesso não seria aproveitado.
Minhas doses sempre foram bem servidas, transportando-me para um estado onde a vida se torna possível e a angústia parece desaparecer por algum tempo.
Uma árvore que produz bons frutos,é aquela que provou amargas doses de superação.
Tenha as mesmas ações da árvore,pés firmes no chão! Que venha as tempestades,pois aquela que tem raízes profundas,jamais se abalarão!
Somos normais e auto-controlados, lembrando sempre para aprender a esquecer com doses de Whiskey e cigarros baratos.
Hoje eu não quero um cigarro ou um maço inteiro, não quero uma ou mais de dezoito doses de tequilas, não quero palavras bonitas, nem frase feitas, muito menos motivações de experiências alheias.
Quero apenas abraços sinceros de uma mulher linda, solteira e rica!
Próprio Veneno
Tá bom! Tá Bom!
Eu confesso!
Eu injeto veneno nas veias, faço isso em doses homeopáticas.
Parece loucura, non sense, mas o que não estava no gibi é saber que muita gente assim como eu também injeta
Injeto veneno quando sinto raiva, quando guardo mágoa, quando me deixo ofender, quando preciso de aprovação dos outros, quando me incomodo com críticas e acusações gratuitas, injustas de quem muitas vezes nem tem apreço por mim.
Quando acho que tudo é velho, triste, chato e sem cor. Quando decido e faço a escolha de um dia péssimo. Quando as noites são tristes. Quando esqueço de ser grata e quando quero ser apenas mais uma na multidão.
Da vida trago história.
Dos venenos mais letais já bebi em doses cavalares;
Das bebidas mais amargas, seu sabor já não me causa danos;
As idéias mais insanas, essas, povoam incessantemente meu âmago;
Os pensamentos mais complexos estão constantemente em minha cabeça e na ponta de minha pena;
Os sentimentos mais fortes permeiam meu cotidiano e me inspiram, por vezes;
Os delírios, dos mais doces aos mais veementemente loucos e inconseqüentes ilustram meus sonhos, em forma de espiral, quando durmo e quando estou acordada;
As vezes me "sinto" louca, meus devaneios confundem-me. Sinto-me, muitas vezes, entre a realidade e a fantasia, entre a lucidez ou a ausência dela;
Mas, do ápice da minha insanidade, essa sobriedade que persiste em dominar-me, não me permite voar de um penhasco. Mas o meu vôo é mais poderoso porque vôo livre, escorregando em um colorido arco-íris;
E, ai, bendigo, empurre-me e voarei feliz até um farto pote de ouro.
Que hoje eu posso continuar encontrando dentro de mim as doses de amor que preciso, para viver todos os dias com a certeza que sou feita de sentimentos bons, e se porventura algo amargar, que eu feche os olhos e retorne para dentro outra vez até que adoce novamente...
E se meus passos forem largos, que junto com eles eu leve a Felicidade. Sempre....Felicidade de amar..amar...e amar
Doses massivas de morfina já não acabam mais com a dor, se embriagar já não o faz esquecer de suas amargas lembranças...
E que venha doce... e amargo, nas doses exatas que a nossa vida precisa ter. Nas doses exatas que precisamos ser.
[...] Faço então do café a minha única companhia, tomo uma ou duas doses de minhas amargas lembranças e, quando menos percebo, estou escrevendo sobre um passado que não sei nem ao menos se é real...
