Dormir em seu Colo e Morrer em seus Bracos

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Continue postando. Às vezes, um desconhecido torce mais por você do que quem se diz seu amigo.

Se um político eleito não presta contas do que faz, o seu direito de governar passa a ser zero, não importa quantos votos tenha recebido.

Quem se cala perante os erros do seu próprio partido está a ajudar a destruir o país.

“Seu maior legado será o fruto daquilo que cultiva.”

Caxias


As pessoas acham que viver irá preencher o seu vazio, isso acontece, pelo menos é nisso que elas acreditam. A ideia, aqui, é justapor as experiências com as emoções, as memórias com as sensações até que se crie uma história. Naqueles dias, no velho apartamento, sentávamos sob o sol. Nos esquentávamos, no frio do inverno, naquela nesga de luz e apreciávamos o gosto doce e ácido das bergamotas. Só que isso não existe. Eu estou velho e as bergamotas há muito foram comidas. A minhacachorrinha morreu, não existe. Percorrer as memórias ativa o banco de emoções e produz a sensação de uma volta ao passado. Eu não sou ninguém, apenas um vazio. Esta casca, que muitos desprezam e que acham que é a residência de algo interior, é a existência. Queres conhecer a verdade sobre o mundo? Ela está bem na tua frente, ao alcance das tuas mãos. A profundidade está na superfície. Qualquer um que tenha sensibilidade já compreendeu que a realidade é uma forma. É algo que muda constantemente já que estamos sempre a criá-la. É a forma da nossa mente. Ela é a forma que contém todas as outras formas e que está contida em cada uma delas. Eu pensei que estava sendo límpido e claro, mas surgiu quem discordava, e ainda ficaram ofendidos, e queriam brigar. Parece que as pessoas têm um enorme apreço pelas suas convicções e não admitem que se discorde, imaginando que os que pensam diferente podem corromper a pureza das suas ideias. Claro, podem brigar comigo, mas não adianta, porque eu não tenho convicções, só tenho ideias velhas. O que está na memória não tem valor no hoje.

“Dedique-se ao que cultiva de tal forma que seu fruto se torne seu maior legado.” — Leonardo Azevedo.

Oh, grande melancolia
Tão suave e avassaladora
Minha alma grita desesperadamente
Por seu abraço inexistente.


Oh, bela vida
Tú és a arte guiada pela existência
Onde encontro a insignificância!


Oh, grandioso tempo imparável
Tú és tão silencioso e inalcançável...


Em meu rosto, chuvas de meteoros atlânticos caem incessantes,
Com vossas águas salgadas e incansáveis.
Em meu coração, ele pede por paz
Mas eu lhe dou a solidão com vista ao abismo.


Em uma varanda, observando o mar e o pôr do sol,
Sentindo-se a euforia e a paz reinando em minha alma.
Numa profundidade assombrosa, mas viva e única.


Em uma alma perdida, encontrei a direção até o sol.
Lá avistei a metade que me faltava, que eras tú:
Felicidade!

O Que Te Faz Ser Você?

O que te faz ser você?
Não estou perguntando o seu nome.
Seu nome foi escolhido por alguém antes mesmo que você pudesse escolher qualquer coisa.

Também não estou perguntando sua profissão, sua idade, onde nasceu ou aquilo que conseguiu conquistar.
Estou perguntando algo mais difícil:
quando retiramos tudo aquilo que pode ser retirado de uma pessoa, o que permanece?
Talvez você responda:
“Minhas lembranças.”

Pode ser.

Somos profundamente feitos de memória.
Existe em nós a criança que fomos, mesmo quando ninguém mais consegue enxergá-la.
Ela ainda aparece em alguns medos inexplicáveis, em certas alegrias repentinas,
no cheiro de alguma comida, numa música antiga, numa fotografia esquecida dentro de uma gaveta.
O tempo envelhece o corpo, mas existem lugares dentro de nós onde o relógio nunca conseguiu entrar.

Talvez você seja também as pessoas que amou.

Porque ninguém passa verdadeiramente pela nossa vida sem deixar alguma coisa.
Há pessoas que nos ensinaram a amar.
Outras nos ensinaram a desconfiar.
Algumas nos mostraram a beleza da permanência.
Outras nos ensinaram, dolorosamente, o significado da ausência.
E assim vamos sendo construídos.
Um pouco pelas mãos que nos acariciaram.
Um pouco pelas mãos que nos feriram.
Um pouco pelos abraços que recebemos.
E muito pelos abraços que esperamos e nunca chegaram.

Mas ainda não é suficiente.

Porque, se fôssemos apenas aquilo que aconteceu conosco, seríamos prisioneiros da nossa história.

E não somos.

Existe alguma coisa extraordinária no ser humano:

podemos escolher o que fazer com aquilo que fizeram de nós.

Talvez seja aí que comece verdadeiramente aquilo que somos.

Você não escolheu todas as suas feridas.

Mas escolhe, todos os dias, se permitirá que elas firam outras pessoas.

Não escolheu todas as despedidas.

Mas pode escolher continuar amando mesmo depois de conhecer a dor da ausência.

Não escolheu todas as quedas.

Mas pode decidir se permanecerá no chão ou se transformará a cicatriz em aprendizado.

Por isso não somos apenas consequência.

Também somos escolha.

Somos aquilo que aconteceu conosco e aquilo que decidimos fazer depois.

Somos a resposta que demos à vida.

Talvez você seja suas contradições também.

A coragem que convive com o medo.

A fé que algumas vezes conversa com a dúvida.

A força que certas noites precisa chorar escondida.

A esperança que já pensou em desistir, mas amanheceu novamente.

Porque ser você não significa ser uma criatura perfeitamente coerente.

Significa carregar muitos mundos dentro do mesmo peito e, ainda assim,
continuar procurando um caminho entre eles.

Você também é aquilo que ama quando ninguém manda amar.

Aquilo que defende quando não existe recompensa.

Aquilo que faz quando ninguém está olhando.

As pequenas escolhas silenciosas dizem muito mais sobre uma pessoa do que os grandes discursos feitos diante de uma multidão.

Talvez caráter seja justamente aquilo que permanece quando desaparece a plateia.

Mas existe algo ainda mais profundo.

Você também é aquilo que procura.

Há pessoas que passam a vida procurando dinheiro.

Outras procuram reconhecimento.

Algumas procuram poder.

Outras procuram paz.

Há quem procure respostas.

Há quem procure perdão.

Há quem passe uma existência inteira procurando uma casa que talvez não seja feita de paredes,
mas de alguém diante de quem finalmente possa dizer:

“Aqui eu posso ser eu.”

Aquilo que procuramos revela muito sobre aquilo que somos.

Porque nossos desejos são espécies de bússolas secretas.

Eles apontam para lugares que nossos discursos nem sempre conseguem confessar.

E você também é suas perguntas.

Talvez até mais do que suas respostas.

As respostas envelhecem.

As certezas mudam.

As convicções amadurecem.

Mas existem perguntas que atravessam uma vida inteira:

Quem sou?

Por que estou aqui?

O que realmente importa?

A quem amei?

Quem amou melhor porque me conheceu?

O que deixarei quando partir?

Talvez viver seja passar anos tentando responder essas perguntas e descobrir, perto do final,
que o importante nunca foi terminar o questionário.

O importante foi a pessoa em que nos transformamos enquanto procurávamos as respostas.

Por isso, quando pergunto:

O que te faz ser você?

Não me diga apenas onde nasceu.

Conte-me onde renasceu.

Não me fale somente das suas vitórias.

Conte-me sobre a derrota que mudou sua maneira de enxergar o mundo.

Não me mostre apenas suas fotografias sorrindo.

Conte-me sobre a noite em que chorou sozinho e, mesmo assim, levantou-se na manhã seguinte.

Não me diga somente quem você ama.

Conte-me como você ama.

Não me fale apenas da sua fé.

Conte-me sobre as dúvidas que precisou atravessar para chegar até ela.

Não me mostre apenas suas cicatrizes.

Conte-me o que elas ensinaram.

Porque talvez você não seja uma coisa.

Talvez você seja uma travessia.

Uma obra que nunca fica completamente pronta.

Uma história que continua sendo escrita mesmo quando acredita ter chegado ao último capítulo.

Você é um pouco de ontem.

Um pouco de hoje.

E também alguma coisa que ainda não existe, mas silenciosamente está tentando nascer.

Talvez por isso seja impossível responder definitivamente à pergunta:

“Quem sou eu?”

Porque enquanto houver vida, haverá transformação.

E enquanto houver transformação, haverá alguma parte de nós ainda desconhecida esperando ser encontrada.

No fim, talvez aquilo que faça você ser você não seja apenas o que recebeu da vida.

Nem somente aquilo que perdeu.

Nem seus acertos.

Nem seus erros.

É a maneira como juntou todos esses pedaços e decidiu continuar.

Você é aquilo que a vida escreveu em você.

Mas é também aquilo que, apesar de tudo, você decidiu escrever de volta na vida.

Seu corpo é como uma poesia

Seu corpo é como uma poesia
que meus olhos nunca se cansam de ler.

Cada verso revela um segredo,
cada curva guarda uma palavra
que somente o amor consegue compreender.

E quanto mais leio você,
mais desejo me aprofundar
nas entrelinhas da sua pele,
nos silêncios dos seus gestos,
na beleza dos detalhes
que nenhuma palavra consegue explicar.

Há poemas que lemos uma vez
e esquecemos.

Você, não.

Você é daqueles versos raros
que, quanto mais conhecemos,
mais profundamente nos apaixonamos.

E talvez amar seja exatamente isso:
passar uma vida inteira lendo a mesma poesia
e, ainda assim,
encontrar em cada página
uma nova razão para se apaixonar.

Desabroche, mas no seu tempo

Existe uma pressa no mundo que, às vezes, nos adoece sem fazer barulho. Uma pressa que olha para o relógio como quem olha para um juiz. Uma pressa que inventou a mentira de que há idade certa para começar, idade certa para vencer, idade certa para sonhar, idade certa até para ser feliz.

E então muita gente acredita.

Acredita que, depois de certo tempo, tudo fica mais difícil. Que o coração envelhece junto com o corpo. Que os sonhos criam ferrugem. Que a coragem passa a morar só na juventude. Como se a vida colocasse uma placa invisível diante de nós dizendo: “até aqui você podia; daqui para frente, apenas aceite”.

Mas a vida não fala assim.

A vida fala por estações. E cada estação tem sua beleza, seu peso, seu fruto e sua revelação. Há flores que se abrem cedo, quase ainda de madrugada. Há outras que precisam de mais sol, de mais chuva, de mais silêncio. Nem por isso são menos belas. Nem por isso erraram o tempo. Apenas obedeceram ao ritmo secreto com que Deus, o destino ou a própria existência as chamou para florescer.

Desabrochar não é correr. É amadurecer.

Há pessoas que só descobrem a própria força depois das perdas. Há quem encontre sua voz depois de anos de silêncio. Há quem só aprenda a amar de verdade depois de ter juntado os cacos do próprio peito. Há quem comece uma nova história quando todos ao redor já tinham decretado o fim do livro.

E como é bonito isso.

Porque viver não é cumprir calendário; viver é acender sentido. Não importa se alguém começou aos vinte, aos quarenta, aos sessenta ou aos oitenta. O que importa é que começou. O que importa é que ainda houve chama, ainda houve desejo, ainda houve entrega. Enquanto houver fôlego, há tempo de nascer por dentro outra vez.

Talvez o grande erro de muita gente seja confundir idade com limite. Idade não é muro; é estrada. Não é sentença; é experiência. Não é fechamento; é acúmulo de céu e de chão dentro da alma. Em muitos casos, é justamente o passar dos anos que nos devolve a coragem mais bonita: a de viver sem pedir licença ao medo.

Chega uma hora em que a gente entende que não precisa provar nada para ninguém. Precisa apenas não desistir de si. E isso muda tudo. Porque, quando alguém decide acreditar novamente em si mesmo, até os dias comuns começam a florescer de outro jeito.

Por isso, desabroche. Mas no seu tempo.

Sem se comparar com a primavera do outro. Sem invejar o jardim alheio. Sem achar que sua hora passou só porque o mundo resolveu medir a vida com réguas apressadas. O fruto que amadurece no tempo certo tem mais doçura. A flor que respeita o próprio processo tem mais raiz.

Acredite: não ficou tarde demais.

Ainda há beleza esperando sua coragem. Ainda há caminhos esperando seus passos. Ainda há instantes que a vida quer lhe entregar como quem diz baixinho: “veja, ainda não terminei com você”.

E talvez a maior sabedoria seja justamente esta: receber cada momento como uma nova oportunidade de existir com inteireza. Viver o agora com gratidão. Abraçar o que chega. Honrar o que passou. E seguir, não com pressa, mas com presença.

Porque a vida não premia quem corre mais.
A vida revela seus milagres a quem permanece.
A quem acredita.
A quem, apesar de tudo, ainda escolhe florescer.

“Se tudo o que você ofereceu não foi suficiente,
ofereça sua ausência.”

Se o seu amor não foi percebido,
se o seu cuidado virou costume,
se a sua presença deixou de ser encontro
e passou a ser apenas conveniência,
vá.

Não como quem castiga.
Não como quem deseja vingança.
Mas como quem finalmente compreendeu
que também merece ser escolhido.

Você ofereceu tempo,
e tempo é pedaço de vida.
Ofereceu colo,
quando o mundo do outro desabava.
Ofereceu silêncio,
quando nenhuma palavra poderia curar.
Ofereceu perdão,
até para feridas
que jamais deveria ter recebido.

E ainda assim,
não foi suficiente.

Então não ofereça mais.

Há momentos em que permanecer
é uma forma silenciosa
de abandonar a si mesmo.

E nenhum amor merece
que você desapareça de si
para continuar existindo
na vida de alguém.

Por isso, vá.

Leve consigo aquilo
que o outro não soube reconhecer:
a sua delicadeza,
a sua lealdade,
a sua maneira inteira de amar.

Talvez somente no vazio
a sua presença seja finalmente percebida.

Talvez seja no silêncio da casa,
na cadeira vazia,
na mensagem que não chega,
no telefone que não toca,
que alguém descubra
o tamanho daquilo que tinha.

Mas não vá esperando que sintam sua falta.

Vá porque você finalmente
sentiu falta de si mesmo.

Porque chega um momento
em que o último presente
que podemos oferecer a quem
não soube cuidar da nossa presença
é exatamente este:

a nossa ausência.

Seja o Seu Próprio Porto


SeguroCostumamos ser juízes muito severos com as nossas próprias falhas, esquecendo que somos almas em pleno processo de aprendizado e evolução na Terra. Olhe para a sua trajetória com mais compaixão e menos julgamento. Você tem feito o melhor que pode com a bagagem que possui hoje. Quando as pernas pesarem ou o cansaço bater, em vez de se cobrar por perfeição, acolha as suas fragilidades com amor. Trate-se com a mesma paciência e ternura que você oferece com tanta generosidade aos outros.

Se você não souber o seu valor,
as pessoas vão te dar
apenaso que julgarem suficiente,
depois de priorizarem a si mesmas.

O marketing bem feito gera interesse e vende. Mas, quando o produto é o seu relacionamento, o prazo de validade costuma cair na mesma proporção em que a exposição aumenta.

Na balança do invejoso, o seu mínimo é um excesso.

A internet não é estrada, é trilho. O algoritmo decidiu seu destino no momento do embarque.

Jesus é perfeito.Seu 'fã-clube' é maravilhoso; o que mata são os que justificam o pecado.

Um casal unido subirá ao sucesso. Uma mulher sábia dará ótimos conselhos e levará seu homem ao sucesso, e um homem sábio levará a sua mulher ao sucesso por suas ações, por analisá-las e ouvi-la.

Não vista um casaco que não é seu,
não carregue histórias que não lhe pertencem.
Você não precisa fingir para ser aceita,
nem se diminuir para caber na vida de alguém.
Faça do amor uma extensão de você.
Ame sem perder sua essência,
cuide sem esquecer de si
e caminhe com o coração em paz
Helaine machado

O seu maior obstáculo para performar não é a falta de tempo, é o excesso de cobrança na sua própria cabeça.