Dormir em seu Colo e Morrer em seus Bracos

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Vai pra fora agora e olha pro maldito céu
Que você tanto ora
Fala pra esse deus pra quem tu sempre chora
Que não quer morrer mas só que a vida te apavora
Feche os olhos e
Diga-me você aonde o caos mora?

Melhor viver uma vida de solidão do que uma vida de ilusão

Não há somente a desgraça de não ser amado;
há a infelicidade de não amar.
Morremos todos desta desgraça!

Faço um convite ao jovem leitor: Me leia. Não me deixe morrer.

Lygia Fagundes Telles

Nota: Trecho de discurso durante uma homenagem na Academia Paulista de Letras (APL), em 2015.

O homem é um ser que cria valores, e a consciência da morte instaura o primeiro valor: a vida.

É uma luta contra os próprios pensamentos, e meu medo é um dia eles me vencerem.

Sim, e quantas vezes um homem precisará olhar para cima
Antes que ele possa ver o céu?
Sim, e quantas orelhas um homem precisará ter
Antes que ele possa ouvir as pessoas chorar?
Sim, e quantas mortes ele causará até saber
Que pessoas demais morreram?

Bob Dylan

Nota: Trecho da música "Soprando no vento".

Um triste fim

Sozinha me encontro
Sozinha me sinto
Sozinha sem ti me encontro perdido.

Te achei na vida
Te achei em mim
Te achei um dia, porém te perdi.

A gente se encontrou
A gente se perdeu
A gente simplesmente morreu.

Eu morri
Tu morreu
No céu nos encontraremos somente você e eu.

Morrer de saudade é quando a saudade que morre, não você. Então, sem hipocrisias, eu vou sentir muita saudade, uma bonita saudade, uma doída saudade, mas não vou morrer dela, porque ela também nunca vai se acabar.

Eu sei que não morrer, nem sempre é viver.

Conceição Evaristo
Olhos d’água. Rio de Janeiro: Pallas, 2014.

⁠Durante toda a minha vida fui ensinado a morrer, mas ninguém nunca me ensinou a envelhecer.

Billy Graham
Meacham, Jon. Pilgrim's Progress. Newsweek, 13 ago. 2006.

A chuva cai torta
Como as minhas lágrimas
Na direção do vento
Escorrendo pelas calçadas

As pétalas voando
De um buquê de flores
Que eu nunca ganhei
E não fico esperando

Passaram lindas
Girando como em uma dança
E leves como o coração
De uma criança

O meu choro era pesado
Pesava mais que uma nuvem carregada
Porque levava a tristeza
Que também escorria pela calçada

Um dia daqueles
Que o sol já não brilhava
Que meus olhos não sorriam
E o silêncio dominava

Dominava até mesmo
O barulho dos trovões
Que caiam do céu com raiva
Mas eu só via os clarões

Iluminavam os meus olhos
Me faziam pensar mais
Será que existe outro caminho?
Ou só cair como a chuva faz?

⁠Morrer é fácil, jovem. Viver é que é difícil.

Quando morrer, pedirei a Deus para ir, se eu merecer, pro céu dos cachorros, e não dos homens...

Se é valente, como é, para morrer a um homem que luta contra preconceitos, é ainda bravo para recusar briga e ainda recusar se render ao usurpador.

Este é o dia. Esta é a hora, este o momento, isto é quem somos, e é tudo. Perene flui a interminável hora que nos confessa nulos. No mesmo hausto em que vivemos, morreremos. Colhe o dia, porque és ele.
(Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa in “Odes”)

⁠Há apenas duas maneiras de morrer. Podemos morrer com fé ou podemos morrer em nossos pecados.

Sempre que alguém que eu amo morre, uma parte de mim vai junto. E ainda que o tempo passe e novos amores surjam, esse pedaço nunca volta, nunca regenera. Ele se vai pra sempre. E é assim que eu vou vivendo. Com meus buracos, com meus remendos, com minhas falhas.

O negro só é livre quando morre.

O único lugar em que as pessoas não podem morrer é dentro de nós!