Dor de um Homem

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Esse silêncio, essa dor, é trocável, e genuína, hoje eu a senti profundamente tocando o meu peito, ouvi o meu coração gritando e as vozes ecoando na minha cabeça para eu reagir e transformar tudo em força, pude ver os meu vasos sanguíneos como em um raio X e senti-los, a conexão com cada celula ..
... Eu estava tendo um princípio de infarto.

Fragmentos de mim

me olho e não me reconheço,
mas ainda sinto, ainda escrevo.
a dor insiste,
mas eu aprendi a dançar no meio dela,
mesmo com tudo do avesso.

o silêncio é o lugar
onde a dor se multiplica.

Escolhi transformar dor em palavra em vez de continuar sangrando em silêncio.

Não romantizo a dor,
eu a reconheço.
O que ficou não é vazio,
é resto em estado ativo,
pulso discreto,
vida em continuação.
Eu não preciso entender agora.
Preciso apenas atravessar.

Ninguém nasce forte, a gente vira, no atrito entre a dor e a decisão de continuar.

Quando a dor baixar, você não vai “se encontrar”.
Você vai se reconhecer de novo.

Nem toda dor vira arte,
nem todo peito sabe lapidar;
mas quem encara o próprio abismo
aprende a se reinventar.

A dor inspira


A dor inspira quando fere,
quando o mundo desmorona;
é no peito que se abre
que a verdade se posiciona.
Ela corta, mas ensina,
desfaz o medo e a mentira;
do que quebra por dentro
é que a força respira

“Leve não por ausência de dor.. Mas por ausência de insistência.”

Faz um milagre, Senhor. Tu sondas o meu coração e conheces cada dor oculta, cada angústia que insiste em me cercar. Só em Ti encontro descanso, pois és meu refúgio e minha esperança em meio às tempestades. Reconheço que os meus erros e pecados vêm de mim, mas a misericórdia e o socorro vêm somente de Ti."Elevo os meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra." (Salmos 121:1-2) Diante da Tua presença me prostro, Senhor. Não tenho forças em mim mesmo, mas confio no Teu amor que transforma pranto em riso, noite em amanhecer e silêncio em cântico de vitória.

Folhas Secas

A vida tem quatro partes:
Pequena: como a dor
Grande: como o amor
Simples: como eu
Importante: como você
Eu sou só um você
Que você não quis
E querer é coisa tão pequena
Que só não sou você por um triz
Ela se vestia de silêncio, não
Porque desconhecia os sons, mas
A voz dos seus sentimentos ficou
Presa no imenso nó que havia em
Sua garganta.
Todas as coisas que dizes
Afinal não são verdade.
Mas, se nos fazem felizes,
Isso é a felicidade.
Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já me não dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje já outro dia.
Foi nessa idade que a poesia me veio buscar
Não sei de onde veio
Do inverno, de um rio
Não sei como nem quando
Não, não eram vozes
Não eram palavras
Nem silêncio
Mas da rua fui convocado
Dos galhos da noite
Abruptamente entre outros
Entre fogos violentos
Voltando sozinho
Lá estava eu sem rosto
E fui tocado.

A inspiração vem da dor, sempre da dor.

Cada lágrima cai como aço incandescente, não é fraqueza, é raiz, é a dor que germina força no deserto da alma.

Transformar dor em combustível é alquimia selvagem, a chama que nasce do abismo, a vida que renasce incendiada pelo próprio sofrimento.

Há beleza na carne que cicatriza, florescer sangrento, obra-prima talhada por dor e tempo.

Na dor, encontrei voz de aço, um eco rasgado que rompeu o silêncio, grito afiado de resistência.

O fim não existe, é apenas o instante em que a dor vira recomeço, quando a queda se converte em força.

Minha alma ergue muralhas invisíveis, mais forte que qualquer dor, abrigo que nenhuma sombra destrói.

A dor de hoje é músculo do amanhã, raiz profunda, semente que germina em terra árida.