Dor de um Homem
Um ano atrás eu não sabia que poderia aguentar tanta dor no meu coração...tanta angústia, arrependimento, sofrimento. A vida dói, rasga, dilacera, nos deixa em pedaços e nos obrigada a seguir em frente. Na verdade, nem sei mais se estou seguindo em frente ou só empurrando os dias esperando o fim chegar. Não há nada que possa me ajudar. Nenhum consolo seria capaz de mudar o que eu sinto. A ferida está na alma.
Não há dinheiro, conquista ou realização que consiga eliminar o peso e a dor de uma vida solitária.
A dor, mas intensa que Jesus teve que suportar na cruz do calvário, não foi à coroa de espinho, não foi os pregos em suas mãos e pês e muito menos a da lança perfurando uns do lado de sua costela. Com certeza a dor mas terrível que Jesus experimentou como homem, foi o peso dos pecados do mundo inteiro que ele atraiu para si, para que hoje fossemos livres. Mas, o mais impressionante é que apesar de tudo isso muitos ainda insistem em viver de baixo do julgo da religiosidade.
Não há circunstância
dor ou alegria
nem terapia
que me faça esquecer
que quem eu realmente amo é você
não há acaso ou momento
nem mesmo uma forte bebida
ou um simples poema
que seja capaz
de me fazer esquecer de você.
Mas pode ter certeza, que há circunstâncias, dores, alegria e terapias que me lembram de você o tempo todo. Há inúmeros acasos e momentos em que eu penso em você, e qualquer bebida e poema me fazem pensar ainda mais em você.
"E quando naquela noite acabaram as tintas, só me restou o sangue para expressar a dor que consumia minha sanidade."
Estranho amor, alguns tapas "sem dor" (...) recordo-me ter visto ceando com sua primogênita, um filho, de mãe já combalida, cujas mãos, perdidas, buscavam parte do fruto dilacerado sobre a mesa (...) Estranhíssimo amor, não?
Não existiria "aquele amor de novela" se não houvesse uma primeira dor de cotovelo que acabou em tragédia!
Certa vez, revoltado por sucessivos
infortúnios amorosos,
com a íris acinzentada de dor,
matei uma flor.
Matei apenas porque ela era flor.
Matei somente porque eu era dor.
Matei porque vi nela amor.
Em retaliação,
a flor,
em ato agonizante,
perfumou-me.
Barriga da Terra
A semente morreu no escuro
sem dor, sem missa, sem lamento.
Cresceu na barriga da terra,
mãe de todas as coisas.
Já foi galho, flor, fruto maduro,
mas o vento a desfez em promessas.
Caiu no chão com saudade de raiz
e reencarnou em semente.
Veio à tona vestida de caule,
com folhas como dedos verdes.
Tinha um verbo brotando nos olhos
e pássaros que riam no peito.
Nunca mais teve pressa.
Era árvore e sabia
que quem cresce no ventre do chão
leva eternidade nos galhos.
MINHA SAUDADE
"Ninguém é um saudosista da dor, a saudade só atesta o que foi bom.
A saudade é o território dos meus sentidos!
Ela é como escada rolante que me carrega imóvel, é a parte de mim que nunca será palavra."
