Dor

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E você, sozinho e pensativo em sua dor, buscará sua mãe e esconderá seu rosto nesses braços; no seio que nunca muda encontrará descanso.

A vontade é cega, a dor é míope.

Porque a dor é mais dor se se cala.

Quem busca a verdade do homem tem de se apoderar da sua dor.

A dor é o supremo instrumento para alterar uma convicção

Então!
Disfarçar minha dor
Eu não consigo dizer:
Somos sempre bons amigos
É muita mentira para mim...

Sorria. Mostre para aquele que te machucou que você é forte para enfrentar a dor sorrindo.

Os olhos mentem dia e noite a dor da gente.

E quem disse que a dor não te faz crescer?

Não tenha medo da dor, tenha medo de não enfrentá-la.

Família: o único tipo de amor que não te causa dor.

A consciência tranquila
é como uma anestesia
para a maior dor
do coração...

O ser humano detesta a dor, mas tem uma fortíssima atração por ela.

Como os finais de tarde outoniços são penetrantes! Ah! Penetrantes até a dor!

Uma rosa não é delicada
com quem desejaitadamente à toca,
por isso ela oferece a dor,
oferece o espinho,
mas isto não à faz menos flor,
nem menos rosa.

De semelhante modo,
toda mulher é como uma rosa,
mesmo que não tenha
ou não demonstre a mínima intenção
de ser flor...

Mas não me consolem: da minha dor, sei eu.

Ultrapassar a dor é a pior crueldade. E eu tenho medo disso, eu que sou extremamente moral. Mas agora sei que tenho de ter uma coragem muito maior: a de ter uma outra moral, tão isenta que eu mesma não a entenda e que me assuste.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

“Sofrer por amor é um atraso de vida, e não há remédio que entorpeça a dor, que amenize, que anestesie, nada, nada, antidepressivo não funciona nessa hora, e cocaína não ouse. A indústria farmacêutica ainda está muito atrasada em relação a corações feridos, não acha? Psiquiatria que tal?

É uma dor tão recorrente na vida de tantas mulheres e tantos homens, é assunto tão reprisado em revistas, é um sofrimento tão clássico e narrado em livros e filmes e canções, que mesmo que eu não lembrasse, lembrariam por mim. É uma dor que se externa. Uma dor que se chora, que se berra, que se reclama. Uma dor que tentamos compreender em voz alta, uma dor que levamos para os consultórios dos analistas, uma dor que carregamos para mesas de bar, e que vem junto também para a solidão da nossa cama, para o escuro do quarto, onde permitimos que ela transborde sem domínio e sem verbo. A dor massacrante do abandono, da falta de telefonemas, da falta de beijos, da falta de confidências. No entanto, perde-se o homem, perde-se a mulher, mas o amor ainda está ali, mesmo sendo o deflagrador do vazio. Por estranho que pareça, há uma sensação de pertencimento, algo ainda está conosco. A saudade é uma presença.
Então vem a etapa seguinte.
Essa não é tão divulgada, tem-se por ela mais respeito e menos informação, pois é vivida em silêncio. O que acontece é que tem uma hora em que ninguém mais aguenta ouvir a gente entoar nossa sina, lamentar nossa má sorte, procurar explicações sem fim. É quando a gente se dá conta de que já abusou da paciência dos amigos, dos familiares, e cala. Sofrimento cansa. Não só cansa aquele que sofre, mas cansa aqueles que o assistem.

O samba é o pai do prazer
O samba é filho da dor