Dominação
Na nuca o sopro lascivo,
percorre, domina e põe
totalmente em transe,
Coloquei nas tuas mãos
a volúpia de alta voltagem,
- para o mútuo deleite;
De ti, minha vida, só quero
mesmo o que é selvagem
e de êxtase me arrebatem.
Confio no meu olhar e ginga,
e confio ainda mais nas tuas
delicadezas vorazes e lentas,
para que com todo o tempo
venha, converta, se rendas.
Render-me ao frenesi
do primeiro beijo com sabor
de Gabiroba entregue,
E embarcar a cada devaneio
e vertigem que só nos inclua
na lista de passageiros,
porque o mundo é grande,
e o senso de aventura
tal qual o nosso romance
- são ainda muito maiores.
No reduto da divina intimidade,
dominante, visceral e pretensa
o visceral acontece e reinventa
em tempo de colheita do Cambuí.
Sem sacrifício e sem desafio
o sagrado, a litania e tradição,
o cofre se rende a fantasia
da tua absorção total - tão minha.
Inundados pela possessão total,
sem vergonha, sem noção,
sem temer a rotulação que digam
que é profanação - a congregação.
Dispensar a elegância, a sedução
refinada e a intenção acocorada
é sacrilégio evidente que jamais
irá jamais terá em nós entrada.
Acordados em total revolução,
concordamos com o que deixa
a criatividade acesa, as vistas encantadas
e as nossas peles acetinadas - iluminadas
Vampiros malditos
deseducaram o vocábulo,
Para dominar e arrasar
o meu solo Pátrio,
Não vou esquecer, nem perdoar,
leve o tempo que levar.
O alpinista político é aquele que quer "dominar a cena com a própria existência e não com nenhuma causa alheia. Apenas observem...
A Verdadeira Percepção
"Chegar ao marco não significa dominar
o jogo. Iso é sobre sucesso e finanças."
O Duque
O ódio é um tiro pela culatra
Quando permitimos o ódio dominar a razão,
assinamos a nossa própria condenação
Na Política-Espetáculo, fingir preocupação
é a Arte que o Estado domina com muita maestria;
o intrigante é o povo acreditar.
Há algo de profundamente teatral na forma como o poder se apresenta.
Discursos carregados de urgência, promessas anunciadas como salvação e gestos calculados só para as câmeras.
O problema é raramente a ausência de palavras — estas nunca faltam —, mas a distância silenciosa entre o que se diz e o que se faz.
No palco da política contemporânea, a indignação tornou-se figurino e a empatia, um roteiro ensaiado.
Tragédias sociais são tratadas como episódios de uma série que precisa continuar alimentando a Economia da Atenção.
Anuncia-se uma comissão, cria-se um grupo de trabalho, promete-se um plano.
A sensação de movimento substitui o próprio movimento.
E, enquanto o espetáculo se desenrola, o público aprende a confundir encenação com ação.
A cada novo ato, a cada nova coletiva, a esperança é novamente convocada para assistir, acreditar e aguardar o próximo capítulo.
Talvez o elemento mais fascinante dessa dinâmica não seja a habilidade do Estado em representar — instituições sempre dominaram a arte da narrativa —, mas a persistência com que a plateia insiste em ignorar o cenário.
Não por ingenuidade pura, mas, porque admitir a encenação exigiria algo mais desconfortável: assumir que a transformação não virá do palco.
O espetáculo funciona porque oferece catarse sem mudança, emoção sem responsabilidade e crítica sem consequência.
Ele permite que todos participem da Indignação Coletiva enquanto a estrutura permanece cuidadosamente intacta.
No fim, a Política do Espetáculo não se sustenta apenas pela habilidade dos atores principais — os políticos-influencers —, mas pela cumplicidade silenciosa de quem continua comprando ingressos.
Afinal, questionar o teatro é fácil; mais difícil é aceitar que, fora dele, a realidade exige Protagonistas — não Espectadores.
Nas áreas dominadas pelo Crime Organizado existe “pena de morte”; nas dominadas pelo Crime Desorganizado não existe “pena nenhuma”.
O mais inquietante dessa medonha constatação é que ela não exagera — apenas aponta, com precisão incômoda, o espaço que o Estado abandonou.
E, quando o Estado se omite, outro poder ocupa o espaço.
Um poder que não precisa de aprovação, debate, transparência ou legitimidade; só precisa que suas ordens sejam rigorosamente obedecidas.
Ali, quem cria a regra é o mesmo que julga, executa e pune.
E quando o legislador é também juiz e carrasco, não existe o medo de falhar, porque a falha fica sob o controle de quem dita o resultado.
No outro extremo está o Crime Desorganizado — o nome mais-que-perfeito para essa máquina estatal que teme até a própria sombra.
Parlamentares que deveriam reformar leis retrógradas hesitam não por prudência, mas por autopreservação.
Eles sabem que modernizar o sistema jurídico pode acabar tocando exatamente aqueles que o administram.
Eles têm medo não de criarem uma lei ruim, mas de criarem uma lei boa demais — uma lei que funcione, que alcance todos, inclusive eles.
E assim o ciclo se repete: onde deveria haver coragem institucional, há covardia política; onde deveria haver reforma, há adiamento; onde deveria haver liderança, há cálculo.
Nesse vazio interminável de responsabilidades, o caos se instala como desculpa, o improviso vira método e a omissão se disfarça de prudência.
Talvez o maior escândalo não seja o que o crime faz — mas o que o Estado deixa de fazer.
E o crime jamais se sustentaria sem a ajuda de parte do povo, sem a força ou a conivência do Estado e seu Braço Armado.
O mundo que tentam Destruir, Dominar ou Suportar, sempre esteve, está e sempre estará nas mãos do Filho do Homem.
O mundo que por vezes tentamos carregar nos ombros, dominar com nossas próprias forças ou até destruir com a nossa cegueira, nunca deixou de estar nas mãos do Filho do Homem.
Há quem se esgote tentando sustentá-lo sozinho, há quem se iluda acreditando ser dono dele, e há quem, por desespero ou revolta, queira vê-lo em ruínas.
Mas o mistério maior está em compreender que não fomos chamados nem para destruí-lo, nem para controlá-lo, e muito menos para suportar seu peso sozinhos.
O convite do Cristo é outro: confiar!
Confiar que o mundo repousa seguro em Suas mãos.
Confiar que nossa parte é ser presença de cuidado, de amor e de esperança dentro dele.
Quando aceitamos essa máxima, o peso diminui, a vaidade perde força e até a destruição parece inútil.
Porque se o mundo já está nas mãos do Filho do Homem, cabe a nós apenas abrirmos as nossas para servi-lo.
A fama e a notoriedade deveriam ser ratificadas pela contribuição, e não pela dominação e violência.
Talvez
os únicos que realmente dominam todas as línguas sejam os mudos.
Não porque conheçam cada idioma, mas porque aprenderam aquilo que os falantes frequentemente esquecem: o silêncio também comunica — e, às vezes, comunica com uma precisão que nenhuma palavra alcança.
Há silêncios que acolhem, outros que denunciam.
Há os que pedem desculpas sem pronunciar uma só palavra, e há os que gritam uma revolta inteira sem emitir um único som.
Um olhar pode atravessar fronteiras que um discurso jamais conseguiria cruzar; um gesto pode ser traduzido em qualquer parte do mundo.
Talvez o problema de quem fala demais seja justamente acreditar que linguagem é apenas aquilo que sai da boca.
Confundimos eloquência com volume, inteligência com quantidade de argumentos e verdade com a capacidade de vencer uma discussão.
Os mudos, nesse sentido, talvez sejam os poliglotas mais completos: não precisam dominar palavras estrangeiras para serem compreendidos.
Conhecem a gramática universal do olhar, do gesto, da presença e até da ausência.
Sabem que existem coisas que, quando ditas, diminuem; e outras que, quando caladas, revelam.
No fim, talvez dominar todas as línguas seja descobrir que nenhuma é suficiente.
E que há momentos em que o silêncio não é falta de voz, mas o idioma mais difícil de aprender.
"O jogo do bilhão não é para quem quer economizar, é para quem quer dominar. Injeção de capital, domínio de escala, lucro exponencial."
"A tecnologia trilionária não domina mercados, ela cria categorias onde antes havia apenas escassez."
"De que adianta dominar a economia terrestre se podemos fundar um banco central intergaláctico, imprimir moeda indexada a buracos negros e taxar a própria imaginação de civilizações ainda por nascer?"
O verdadeiro dono do mundo não é quem dita as leis de hoje, mas quem financia e domina a arquitetura do amanhã.
Pai celestial, toca naqueles que foram dominados pela violência, limpa o coração deles de toda a mágoa e revolta, e ensina-os a responder ao mundo com mansidão e diálogo, amém.
- Relacionados
- Dominar
- As Mulheres Dominam
- Frases de Dominação
- Dominador
- Dominado
