Dói

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Não sentir também dói.

Carla, tem dias que o corpo parece que não vai obedecer, a cabeça dói de tanto pensar e as batalhas tanto as de fora quanto as que a gente trava aqui dentro de casa parecem querer vencer a gente. Eu confesso que, às vezes, o cansaço é tanto que dá vontade de largar tudo, de parar de lutar.
Mas aí eu olho para o lado e vejo você. Eu não posso ser covarde. Eu não posso abandonar quem sempre esteve aqui, quem conta comigo e quem eu escolhi para a vida. Hoje ouvi a história de alguém que foi deixado sozinho no meio do caos, e isso me fez pensar: a gente pode até não se entender às vezes, o mundo pode estar desabando, mas a gente não se solta.
Se eu parar um segundo e olhar para o que realmente importa, eu vejo que é aqui que eu devo estar. A gente é mais forte junto, mesmo quando eu me sinto fraco. Obrigado por estar no meu lado, mesmo quando tudo parece difícil demai.


DeBrunoParaCarla

Porque a humanidade é assim...O que dói é perceber que para essa gente a entrega não tem valor, só tem preço. Se você serve para algo, você brilha, se não tem serventia, você é descartado. É desolador ver que o afeto de algumas pessoas tem prazo de validade e depende do que a gente pode oferecer, e não de quem a gente é.
É como se a gente se desse por inteiro, se colocasse no chão para o outro pisar e crescer, e no fim, só fôssemos vistos como um degrau. Se a gente não é útil, a gente deixa de existir para eles. E viver assim, medindo o valor de alguém pelo que ele entrega, é transformar o mundo numa terra onde nada de verdade consegue criar raiz.




DeBrunoParaCarla

“Toda despedida dói.”


🥺💔
— Jalison Santos

O Mundo dá voltas e o que hoje dói pode curar quem foi embora sem olhar talvez volte só pra lembrar os ventos mudam de direção o tempo ensina sem falar e quem te fez chorar um dia pode te ver sorrir sem alcançar

Ser luz dói, porque iluminar exige arder.

Tudo o que dói agora, um dia será entendimento.

Amo tanto que dói. Mesmo assim, não sei amar menos.

A vida me ensinou que crescer dói, mas parar machuca mais.

A lembrança dói menos quando a transformamos em lição.

A verdade dói menos que a mentira confortável que você se conta todos os dias para se proteger.

O crescimento dói porque exige que a casca limitante se rompa para a expansão da alma.

A verdade é um espinho: dói ao ser tocada, mas protege a rosa da ilusão.

A coragem poética é dizer o que dói sem glamour. É admitir feridas no verso e na vida concreta. Quem mostra o corte sem pedir consolo cria afinidade. Pois a verdade desnuda convida outros a se despirem também. E juntos aprendemos que a humanidade é um círculo de cuidados.

A saudade existe porque a alma não
esquece o que foi verdadeiro, ela dói, mas também afaga, e eu aceito essa dualidade
com maturidade, pois amar sempre
deixa marcas.

Ser forte cansa, mas desistir dói mais, então eu sigo, mesmo trincado, mesmo exausto.

O riso escapa às vezes como quem rouba um remédio proibido. Dói o riso quando sei o preço que ele tem: esquecer por instantes. Mas prefiro esses lapsos de luz a um cotidiano contínuo de negrume, pois há beleza mesmo nos intervalos em que a alma consegue respirar.

O desapego me veio aos poucos, como quem descasca fruta. No começo dói, depois suaviza o gosto amargo. Libertar é reconhecer que não trazemos nada do mundo. Só algumas estrias e memórias para contar. E isso basta para sermos ricos de experiência.

Amar foi bonito enquanto durou,
mas sobreviver depois exige outra coragem. Porque lembrar dói mais do que perder, e esquecer parece uma forma de traição. Ainda assim, sigo, ferido, lento, verdadeiro, aprendendo que viver também é resistir à própria saudade.

Escrever dói porque exige que a gente revire o lixo emocional em busca de algo que ainda preste, de algum resto de luz que não tenha sido consumido pela ferrugem. É um garimpo em um lixão de memórias, onde a joia mais rara é apenas a coragem de não desistir da busca.