Doce
Perco-me de tanto contentamento,
Entre o teu aroma e o meu,
Doce confusão,
Que só faz bem ao coração...
Encontro-me com você,
Escondo-me de você,
Para ocultar a paixão,
Faz parte da dança da sedução.
Venero o que vem de você,
Arrumo cada significado,
Dou à entender,
Que o meu respirar é apaixonado.
Sim, o meu respirar e todo o meu ser,
Namoram o que vem de você,
Até debaixo d'água,
Não deixo lembrar o meu pertencer.
Frondosa como uma árvore em floração,
É o nosso amor brotado em chama,
Nascido de versos,
Vamos além da cama - assim espero.
Bate poeticamente o sentimento,
Entre o teu e o meu,
Doce manifestação,
Que bom que o amor nasceu!...
Recebi beijos saborosos,
Beijos muito bem dados.
No doce afã de saboreá-los,
Eu hei de tê-los resguardados.
Recebi beijos saborosos,
Agora tenho certeza
De que mexi contigo;
Estou tomada por sentimentos
Generosos e deliciosos...
Recebi beijos saborosos,
Por isso resolvi em versos,
Semeá-los para que eles
Sejam bem multiplicados.
Recebi beijos saborosos
Que por mim continuam
Sendo beijados;
E que pelo meu coração
Já estão mais do que intimados...
Teu rastro ainda
que espiritual,
É um doce espetáculo
misterioso,
Inteiro no meu
átrio sensual,
Será revelado ainda
mais saboroso...
Sim, encerrar-me
dentro de ti,
E ali ficar,
e morar;
já sendo tua.
Habitante de ti
serei como a Lua,
Usufruindo da divina
flutuação,
Um convite
e uma provocação.
O teu olhar farol
que me ilumina,
Invade com uma
bondade solar,
Que fascina
e uma cumplicidade,
Ímpar que me
[domina] - excita.
Não preciso
mais de roupa
Para correr
nas pradarias
vestida,
Tenho o teu bosque
para ser acolhida,
O teu amor sempre
convida;
Longe irei fazer-me
de esquiva,
Tens uma mulher
- e tua cativa.
A êxtase explodiu
em mim silenciosa,
Ela vem do coração
que te ambiciona;
Tens uma acolhida
que me apaixona,
E uma grandeza
que nos enamora.
O meu ideal
de servir-te
e te amar,
Fará o meu corpo
sublime
te alimentar,
Como uma poesia
que não há
de se findar,
Quero no teu
coração morar;
E juntos
o nosso amor
Ainda muito
celebrar...
O poema não se encerra em nós,
Do meu exílio a saudade é algoz,
É dessa forma doce que te adoro,
Sem ter você, não me conformo;
Rogo por tua atenção, imploro.
Sob a luz do pálio Universal,
Procuro pelo teu ser sensual,
E enquanto tento entender
O sentido desse amor magistral,
Oro pela proteção celestial.
Não há deserto
Diante da tua destreza,
Invade-me todo dia com tua beleza;
Sensual é a tua natureza,
Amo-te com inteireza, cortejo-te
Com poemas de doçura e grandeza.
Preenche-me como uma Via Láctea
O pensamento,
Não ter você é um doce
Tormento,
O coração não crê no amor
Desventurado;
Ele bate com fé
E está rendidamente
Enamorado - iluminado.
Ele me contou que os meus versos o deixam apaixonado, A voz dele é um doce encanto - é manifestação de amor reverberado.
Doce inclinação como a leveza de um beijo, Desejo que não me esqueça, Que venhas em breve com a tua sedução - e me aqueça.
A noite surge fria sem a tua presença, A saudade faz companhia, Até a volta da tua presença - doce alegria.
Carinho doce ao me perguntar se eu sei namorar, Respondo com este versinho que eu desejo mais do que te namorar, Eu quero te amar.
O coração está batendo forte, É doce porvir do amor, A minh'alma te reconhece, Sei que irei contigo para onde você for...
Dessa tentação - quero esse doce penar. Na cadência desses versos fortes, escritos por esse amor cigano para sempre te amar.
Doce aparição amorosa,
A minh'alma serena o teu nome,
O amor brota no jardim na forma de um poema cor-de-rosa.
Doce reverberação.
O amor de devoção é guiado pelos olhos da loucura doce, A mulher quando ama com obediência, entrega plena e ternura.
O sol carinhoso doura a minha pele, Os seus olhos são um doce encanto, Olho para o céu, e te desejo, Será que te alcanço?
Imagino o seu perfume misturado com os das estrelas, O nosso amor, doce constelação, Imagino sem pena o teu carinho, adocicado poema.
Desejosa de abrigá-lo no meu colo sereno, Quero alimentá-lo com o meu doce aconchego, E celebrar com você esse amor que não é nada pequeno.
O amor virá com a sua doce inquietude, Pleno de querência, despido das vergonhas, repleto de travessuras e infinito.
Suave é a noite que permite me fazer tua, E quando você está longe, ela me faz lira, Você é doce cantiga que não cala e me amacia...
A doce ventura que nos une sinalizará o melhor de nós dois, Bastarão os olhares para sabermos que somos bem mais do que uma simples aventura.
Sem rigor métrico a poesia encurta as distâncias sendo flecheira no coração, Sou tua doce seiva, Sou tua faceira fascinação...
