Do nada
O homem que não tinha nada
O homem que não tinha nada acordou de manhã deitado ao chão, pois não tinha cama
Ele não tinha nada, então não tinha preocupações
Deu um beijo na mulher e nas crianças, prometeu para casa voltar antes da fome delas começar
Saiu para caçar e pescar, não tinha nada, mas tinha força e uma família para alimentar
Pegou sua lança e se lançou no mar
Ele agora tinha paz, com sua pequena jangada
na água solitária, gelada e salgada do mar
Seu dia foi dedicado à pesca, foram peixes de todas as espécies e tamanhos
Mas enquanto andava de volta à casa com seus peixes em cestos feitos à mão, apareceu outro homem que não tinha nada
Esse tinha não só fome, mas raiva
Houve uma briga, um defensor e um atacante, uma luta pelo mais importante
No final, o homem que não tinha nada agora não tinha mais peixes, nem vida
O outro homem que não tinha nada não tinha mais fome, mas este, daqui algum tempo, deixaria mais uma família sem nada, e o ciclo se repetiria outra vez.
“Às vezes penso, penso, penso e não sai nada, escrevo, escrevo, escrevo e não sai nada, e do nada sai uma frase.”
“As migalhas são o suficiente para quem não tem nada e faça delas a oportunidade para ir atrás de uma vida só de banquetes.”
“Você não tem raiva de mim, você tem inveja, mesmo Eu não tendo nada, sou tudo que você imaginou ser.”
“Eu sei que daqui não levo nada, mas não posso ficar aqui sem fazer nada.”
Mas não vou correr atrás de tudo até ficar sem fôlego.
