Do nada

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Quando paramos para realmente enxergar, vemos que tudo é simplesmente nada, apenas poeira que o vento sempre leva...

Inserida por SilviaAureliOliveira

O poeta escreve com o coração,
suas palavras nada mais são do que os puros sentimentos de sua alma

Inserida por SilviaAureliOliveira

⁠Se eu vencer meu inimigo interno, nada externo me segura!

Inserida por Delce

Abra a janela, a porta, a casa inteira...
Porque estou chegando e nada mais ficará no escuro.
Abra os olhos, as pernas, a alma...
Porque estou entrando e nada mais será como antes.
Abra o sorriso, o coração, os braços...
Porque estou amando e nada mais é impossível.

Inserida por marinarotty

Quer saber o que queria hoje? Eu queria não querer nada.
Tudo que eu quero é não querer e nem lembrar o que eu queria.E se quisesse querer algo, era não querer nada e ninguém.Talvez sem querer o que queria, tivesse algo.

Inserida por Dicinho

arraigada

Nada que eu fizesse antes...
Nem flores, nem diamantes,
Nada que eu desse...

Primavera ou paraíso,
Nada que eu prometesse...

Paixão ou amor,
Nada que eu cantasse...
A emoção de olhar e querer,
Nada que me encantasse...

Tempestade ou lágrima,
Nada que eu morresse...
Nada que me matasse
Como o silencio indiferente
Nada que me dizimasse
Como se jubilasse
Diante da presença vil
Do estafeta de perfil marginal,

Nada lhe faria ver a luz do dia
Arraigada nas trevas do que lhe saciasse
Procurando a felicidade, como um ancião
Procura os óculos, que está na sua face...

Inserida por tadeumemoria

QUASE
Quase nada é esse vazio,
Esse fenecer, esse desfalecer,
Quase nada é esse Quasímodo
Emergindo do lago,
Qualquer que seja o motivo,
Quase, não chega a ser imperativo,
Quase não é um quasar,
Um buraco negro, um negro no buraco
Um jaguar, qualquer jacaré
Quase um beijo,
Não é uma história de amor ...
Um percevejo,
Quase que eu não percebo... quase.
Esse vazio é um cadafalso,
Quase um falso, em cada palavra
E a corda aperta o pescoço...
Até que eu flutuo
Insustentavelmente leve, quase brisa...

Inserida por tadeumemoria

ALGO QUE PULSE
Às vezes você me olha
E eu penso que nada é exatamente nada
Até que que se explique, se desfaça, se dissolva
Ou se resgate algo que pulse

Às vezes você me olha,
E eu não disponho de algo que aborde
Aceite ou pelo menos caiba tanta emoção
Sem agredir o que resiste do que é quase morto em mim

Ás vezes você me olha
E a minha transparência , suposta capacidade que me atribui
A tua proximidade, de mostrar o outro lado
Ou de transpor o translúcido
Para atingir o espírito, sem molestar a matéria
Para mostrar que apenas as vezes você me olha...

Inserida por tadeumemoria

O que eu tenho de melhor é saber nada ter...

Inserida por tadeumemoria

EMBARCAÇÃO
Nem tanto assim,
Os meus delírios são só meus,
É um refúgio,
Nada mais que enganar a ilusão,
Eu aprendi a ser assim fugidio,
Mais fugaz, que vagabundo e vadio
Pra escapar da paixão,
E se as vezes me sinto sozinho...
É solitude não é solidão,

Nem tanto assim...
Este deserto é plantação,
Nos descampados eu tenho o meu teto,
Nos absurdos percebo o que é sábio,
Bússola e astrolábio é este vazio,
Neste deserto sou embarcação...

Inserida por tadeumemoria

Quase nada é um quasímodo emergindo do lago...

Inserida por tadeumemoria

Estar bem perto de nada é um deserto
Estar do outro lado da lua é uma incógnita
Estar do outro lado da rua é um ponto de vista
Do outro lado da vida não há visita,
Está bem perto de tudo é um sonho,
Do outro lado do sonho tem favelas,
Tem chinelas de dedo, tem o medo, tem balas perdidas
Do outro lado tem a avenida Brasil
Rápida e inconsumível
Do outro lado da avenida Brasil
Tem o mundo tem a novela
Tem Carminha na arte da vagabundagem...
Do outro lado a turma do plin plin...

Inserida por tadeumemoria

Nada mais que eu diga
mudará nossos destinos
nada mais que eu faça
mudará o sentimento
meu melhor momento
é me sentir bem pequenino
tua ausência é o meu maior tormento

Já fui feliz um dia
ou pensei que era
mundo de fantasia,
mundo de quimeras
agora sigo aflito nessa ansiedade
só o instante da tua presença traz felicidade

Inserida por tadeumemoria

Sempre soube que não poderia viver sem você
Que minha vida nada significaria sem você,
Sempre soube que precisava do seu olhar
Como um farol a me orientar,
Sempre soube que sua voz seria o meu consolo
Que seu sorriso seria meu bálsamo
Sempre soube que o teu amor
Seria o alimento pra minh’alma e pro meu corpo
Sempre achei que tua presença era a minha vida
E que sem ela eu não viveria...
Como me enganei!...

Inserida por tadeumemoria

O QUE É O AMOR
nada do que disseram antes
nada do que dirão depois
nada do que calaram sempre,
nada do que bradaram os profetas
nada do que foi promessa
nada do que negaram sempre,
nada do que cantaram os poetas,
nada do que calaram os céticos
ouça com o olhar
apure o paladar
tenha sessenta sentidos
veja com a audição
nada do que disseram antes,
nada do que dirão depois
escute a videira, o farfalhar sob os seus pés
e colha o arroz...

Inserida por tadeumemoria

o que penso que quero saber
é saber dessas coisas que nada sabem
porque florescem os cactos em meio a tantos espinhos
porque tulipas florescem tão próximo às urtigas
essas coisas que a gente pensa que nada sabem

e não sabemos que o sapo conquistou o universo
e ele nem quer saber como soletrar insetos
tem um jogo de língua, e se alimenta de asteróides
mas não quer saber...
saber como o peixe palhaço se caracterizou
mas imagina a sereia com aquela cauda
a fauna se apaixonou
e surgiram cavalos marinhos, peixes-bois
peixes leões, os bichos invadiram o fundo do mar...
mas quem quer saber disso
saber é o inverso do inverso do reverso da ignorância
saber saber é ignorar a ignorância...
a serpente rasteja, é cega e no paraíso enganou Adão e Eva
então se descobriram despidos...
sem saber que aquilo era paixão
mas o que eu penso que quero saber
é saber exatamente o que não quero

Inserida por tadeumemoria

Nada se complica,
A vida explicará,
A ansiedade se acalma com beijos,
Se aquieta com um olhar
Não esquece: esquece os problemas,
Leia os meus poemas,
Esquece que a vida é pequena
Mas tua alma é do tamanho da tua consciência,
A dívida algema a paixão...
Eu tenho a noite e a noite me tem
O resto é poesia, é um trem na via
Entre satélites, meteoros e planetas
Procurando a emoção
Nada se complicará, a vida explica
Acontece porque tem que acontecer
A noite tece um fascínio,
Abriga os facínoras
E tudo de mal que se premedita,
Mas pela manhã brilha a aurora

Inserida por tadeumemoria

Nada pra se entender
Tanta indiferença faz diferença
Pra se entender indiferença
Esquece o que eu disse,
O que eu não disse esquece,
O tempo apaga a paga,
A paga apaga o tempo,
O que eu sei de verso sintetiza
O verso que eu não sei,
Se quero horizontes
Derrubo paredes,
Transponho montes
E a ilusão se alinha a linha, ao limite;
Quem te despe, agora quem te despirá,
Conjecturar assim é um tormento,
Mas percebo meus membros
e tentáculos em ereções,
Sei muito bem o que fazer
Quando faço o que não sei muito bem
Há momentos que a falta de respeito
Nem chega a ser um insulto
É só uma forma de prazer
harmonioso e mútuo
Então posso beijar onde cuspo
Posso cuspir onde beijo
Nada pra se entender
Só obedeço aos desejos

Inserida por tadeumemoria

SOBRE TODAS AS COISAS E SOBRE COISA NENHUMA
Nada sobre o meu poema;
Meu poema sobre todas as coisas
E sobre coisa nenhuma
Sobre o inexato e o imponderável
Nada, nada sob um rio, o olhar perdido num vazio
De um deserto perto de um longe,
Longe de tudo e perto de nada,
Nada, nada, nada, nada na morada;
Namorada nada; besta é a ilusão
De auroras com flores orvalhadas,
Ocasos ao acaso de mochos,
Pardais e morcegos
A tristeza profunda de lagos;
Lagos chorados pelos deuses da solidão
E pela solidão dos deuses
Pelos insetos que amam as flores
E faz frutificar a vida compondo a primavera
Inspirando os poetas
Nada sobre o meu poema,
Meu poema sobre todas as coisas
E sobre coisa nenhuma
Onde só cabe Iracy Tupinambá e sua tribo comeu são jorge
Na lua onde proliferam os dragões
Comeu os franceses que colonizariam o Brasil
E se um dia eu diria je t'aime
Hoje eu digo te amo
Pois aprendi com os portugueses
Sem nenhuma convicção de amor ou paixão

Inserida por tadeumemoria

ÓPERA

Eu não tenho nada e eles pensam que eu nada tenho

Mas tem um grilo que cricrila pela noite afora

Ele conversa sobre os medos da noite

E tem os gatos; e os gatos cantam

Como só os gatos sabem de ópera

E eu roubo-lhes as vidas

Já tenho sete, afora o infarto

Conversei com Deus nesse dia

Vi Maria na última travessia da Dutra


Eu não tenho nada e eles pensam que eu nada tenho

Mas o negro que vejo no antigo engenho

Tem cicatrizes nas costas,

Mas tem prosas bonitas de Angola

E derrama poesia quando fala de sinhá

E quando não fala de nada

Eu percebo o meu Brasil moreno

Tão rico, tão grande, tão pobre e pequeno

Que eu namoro as namoradas que não são minhas

E as minhas namoradas não namoram comigo

E eles pensam que eu não tenho nada e eu nada tenho

Porque o que eu tenho é sentar na calçada

E olhar a lua, as estrelas e o firmamento

E tudo isso já pertence a russos e americanos

Eu não tenho nada e eles pensam que eu nada tenho

Mas eu tenho a magia das palavras

Essa coisa que me instiga e me oferece a ilusão mambembe

De que eu de nada preciso

Que o resto é abstrato, o resto é engano...

Inserida por tadeumemoria