Do nada
A busca interior, essa ânsia por iluminação, é nada mais, nada menos que teu ser que desabrocha. No caminho para a iluminação, você não é aquele que busca, mas o que é buscado.
Nada fascina mais do que a arquibancada de um estádio lotado. Há ali um estremecimento contagiante de alegria e tristeza, de amor infinito e ódio momentâneo. Ali se morre sem morrer.
Odiar os homens não tem nada de especial. Conhecendo a espécie, diria que é quase um milagre o fato de mulheres se interessarem por nós.
O que me dá a ilusão de jamais ter sido um iludido é que nunca amei nada sem ao mesmo tempo odiá-lo.
Nada une mais as mulheres do que a dor de corno, a humilhação, a raiva.
Não tenho nada a ensinar e não quero que minha melancolia ou minha excitação, minhas crenças ou meu ceticismo, sirvam de exemplo para ninguém.
Se a inveja te abandona, és apenas um inseto, um nada, uma sombra. E um doente. Enquanto ela te sustenta, remedia as fraquezas do orgulho, vigia teus interesses, vence a apatia, opera vários milagres.
Acertará quem não confiar em nada do que hoje se prega, se ostenta, se prepara e se louva. Tudo isso vai sumir mais rápido do que veio.
Não tem nada mais brega do que você ficar falando da sua vida pessoal nas redes sociais.
Em política nada se faz sem calcular. Mesmo as paixões e os gestos inesperados são medidos antes de acontecer.
Não progredimos moralmente em nada. Pelo contrário, regredimos. Mas temos muito mais carros, telefones, conforto. Mas moralmente? Como sociedade? Estamos piores do que antes.
Orientação sexual é só orientação sexual e gênero é só gênero, nada dizem acerca do caráter ou da inteligência de uma personagem ou uma pessoa.
O espetáculo se apresenta como uma enorme positividade, indiscutível e inacessível. Não diz nada além de “o que aparece é bom, o que é bom aparece”.
Nada é mais estranho à presente era do que o ócio. Se pensamos em descansar de nossos labores, é apenas para poder voltar a eles.
