Distância
Que a distância que impede o abraço entre os Imigrantes e os seus, seja insignificante para apagar as chamas do desejo do reencontro.
25 de junho, Dia do Imigrante.
"A felicidade e o futuro estão sempre em movimento, mantendo uma longa distância de tudo o que está parado."
"A vida é como um jipe 4x4, antes de sair acelerando, verifique a distância e a profundidade da lama."
Noite fria, aqui estou sem um amor e a casa vazia. Mas, a distância que desfaz o nó seria capaz de unir quem cá está com quem lá está, me faz enxergar que estou no meio do caos na cidade cinza, me convida a querer estar lá, por querer algo mais belo que nessa foto vejo com tanto amor e esmero.
A distância uma imensa
Acropora valida revela
a sua monumental beleza,
Nadar ao redor dela
não se compara as matizes
encontradas nos teus olhos,
O mundo às vezes caça
o discernimento das leituras,
Não há nada que não possa
se descoberto com serenidade.
Os meus lábios sidéreos
te arrepiam a distância,
Como a brisa cósmica
a Flor de Jade balança,
A minha existência te rende,
derrete e te encanta,
O meu nome é balada romântica
que te põe para dançar
no trapézio do destino
para nos meus braços se entregar.
Não importa
a escuridão
das intrigas
e da ocultação,
A distância é
um detalhe,
Nós sabemos
da verdade
sobre o quê
levamos no peito
e além do tempo.
A distância é enorme,
estamos sob
a orientação da orbe,
Espinhos me distraem
sem me afetar,
Em silêncio escrevo
Versos Intimistas
de amor sobre
o seu sagrado nome.
Tenho escrito
a minha coletânea
de Versos Intimistas
mesmo que você
esteja a distância,
Porque mesmo que
a vida não nos una
ainda mantenho viva
a chama romântica.
Não existe distancia
para quem sente
profundamente
o quê leva dentro,
O impossível não
é o céu e nem o mar
para quem sabe
a pessoa escolhida
para amar e a vida
inteira com os olhos
fechados confiar.
Quando faltar amor, sobra distância,
o toque esfria, morre a constância.
Quando o olhar já não busca o olhar,
é sinal que tudo vai desmoronar.
Se a cumplicidade sair pela porta,
a alma geme, a esperança aborta.
Do “nós” só resta um eco calado,
um corpo presente, mas desconectado.
Promessas viram cinza na lembrança,
e o coração já não dança, não balança.
A cama tão cheia, mas fria e vazia,
a voz já não canta, só grita agonia.
E quando o costume toma o lugar,
do que era paixão, do verbo amar,
a vida a dois, a três , a quatro ou mais vira mero teatro,
cenas sem alma, gestos de fato.
Então, que se acabe sem mais fingir,
melhor partir que ao pouco sumir.
Porque amor sem alicerce se desfaz,
e quem ama de verdade não ama pela metade jamais.
