Disputar uma Pessoa

Cerca de 263385 frases e pensamentos: Disputar uma Pessoa

"Existe uma praga destruindo o Brasil, mais nociva do que um milhão de Coronavírus mutantes. Chama-se: A Estupidez Polarizada."

UMA CANÇÃO DE AMOR JAZZ

⁠Eu sei,
Que não é fácil viver,
Sozinho sem um alguém,
Por isso eu amo você.
Pedi ao sol
Pedi à lua
Para encontrar um amor
Um anjo me responder.
No lindo sonho acordei
ouvindo a voz do alguém
a me dizer sorridente
Sou eu,
Que estou aqui com você
Também estava sozinha
E agora tenho o céu...

COMPREENSÃO

⁠É a facilidade de olhar além do nosso próprio umbigo. Uma mente aberta para entender o que se ver e o que se escuta, alguém que olha por cima das aparências e encontra o sentido do que se escreve na superfície do discurso humano.

Giovanna & Benício

Quando a vida se tornar difícil
Busquem um livro
Ou escutem uma canção do seu eterno vozinho.
O Amor será sempre nosso guia neste mundo caótico.

⁠Somos tão imperfeitos,
nunca estamos satisfeitos,
há sempre uma impressão,
a sensação nostálgica
de que o melhor ainda está
por vir...

⁠O casamento feliz, o ideal, o almejado por muitos, segundo Nietzsche, seria como uma prisão perpétua, mesmo assim poderia dar certo; desde que prisioneiro e carcereiro se amem a ponto de tornar a convivência possível e harmoniosa.

⁠Sou o encontro de passado e presente
uma história que se enlaça
em tantas outras vidas
são anos de aprendizado,
de gente querida
de momentos bons
e outros nem tão presentes

Mas em mim está a força
de seguir em frente
a certeza de que a vida
é mesmo uma partida
e que cada passo dado
nos leva a outra vida
q ue o tempo é gigante
e ao mesmo tempo tão carente

Eu sou um livro aberto,
folhas amareladas pelo tempo
mas ainda trago em mim
a esperança e o sentimento
de que é possível criar
um mundo melhor

E assim vou caminhando,
entre o passado e o agora
tão vasta é minha jornada,
tão grande é o meu tesouro
sou o tempo que persiste
e que não tem borda nem sabor.

Luz e Salvação

Evan do Carmo

Em Belém nasceu
uma luz que veio brilhar
num mundo mergulhado em escuridão.

Com humildade
veio nos salvar.
Em seu sacrifício
deu-nos redenção.

No calvário de amor se fez dor.
Seu sangue lavou nossas feridas,
e na ressurreição nos deu a vida.
O reino de Deus é a luz que se revela,
que guia nossos passos na escuridão.

Ó Senhor Jesus,
Teu legado é nossa esperança.
Em teu amor encontramos proteção,
em teu exemplo achamos o sentido da vida.
Luz e salvação.

No calvário de amor se fez dor.
Seu sangue lavou nossas feridas,
e na ressurreição nos deu a vida.
O reino de Deus é a luz que se revela,
que guia nossos passos na escuridão.

Ó Senhor Jesus,
Teu legado é nossa esperança.
Em teu amor encontramos proteção,
em teu exemplo achamos o sentido da vida.
Luz e salvação.

A Crueldade da Poesia


A poesia é uma fera que lambe o sangue que ela mesma faz jorrar.
Finge consolar, mas apenas prolonga o suplício.
Diz que salva — e salva mesmo —
mas do modo como um naufrágio salva o mar: afogando.
Ela exige do poeta o que o mundo não ousa pedir:
a própria carne transfigurada em verbo,
a memória queimada até virar luz,
a alegria ferida até soar como canto.
O poeta, escravo e cúmplice,
aprende a sofrer em métrica,
a chorar com ritmo,
a morrer devagar, para que o verso viva.
E quando a palavra enfim o liberta,
já é tarde:
a poesia partiu, deixando-o vazio,
com a alma exaurida e os ossos repletos de beleza.
Porque toda poesia é uma crueldade sagrada
e o poeta, o único animal que agradece
por sangrar com estilo.

Estamos vivendo uma nova era imperial. Hoje, 03 de janeiro de 2026, os Estados Unidos invadiram a Venezuela e sequestraram Nicolás Maduro, presidente do país. Sob a justificativa de que ele é um ditador, Donald Trump acredita ter feito um favor ao povo venezuelano.


Todavia, quando observamos exemplos históricos de invasões semelhantes promovidas pelos EUA, o padrão se repete de forma trágica. Todos os países que eles alegaram ter “libertado” da ditadura transformaram-se em cemitérios. O Iraque e o Afeganistão são provas irrefutáveis disso: Estados destruídos, sociedades dilaceradas, milhões de mortos e nenhuma democracia estável no lugar.


A era Trump ameaça o mundo, sobretudo a América Latina. O próprio Trump já afirmou que a Europa é decadente, sem atrativos estratégicos, e que a verdadeira riqueza do mundo está na América. Essa afirmação não é retórica: é projeto. Se esse governo não for contido, o mundo sofrerá uma profunda e violenta reconfiguração geopolítica.


E o Brasil entra nesse tabuleiro como alvo evidente. Em 2026 teremos eleições, e Trump já se posicionou claramente a favor da direita radical. A interferência direta no processo eleitoral brasileiro é uma possibilidade real, com o objetivo de garantir favores, alinhamento automático e submissão estratégica de um futuro governo que ele tentará ajudar a eleger.


Não se trata de paranoia nem de teoria conspiratória. Há, sem sombra de dúvida, campo, espaço e precedentes históricos suficientes para que isso ocorra. O imperialismo não precisa mais de bandeiras fincadas no solo. Ele opera por pressão econômica, manipulação política, guerra informacional e cooptação interna.


O perigo é real. E o silêncio, cúmplice.

“Se casar fosse uma escolha livre, não seriam necessárias testemunhas.”⁠

Acredito que o bom escritor, o poeta, o artista como um todo, precisa ter vivido uma outra realidade. A realidade dura da vida, da busca pelo sustento, o sofrimento, a tragédia, a pobreza, sim, necessariamente a pobreza. Observando os grandes espíritos, as grandes personalidades, percebe-se que todos aqueles que conseguiram chegar a um patamar alto no que diz respeito à sutileza, à beleza, à singeleza, à sublimidade da arte em sua essência, são pessoas desse tipo.
Fernando Pessoa carrega uma tragédia pessoal, uma esquizofrenia consciente. José Saramago traz a luta ideológica, o contexto social de pobreza, a perseguição e a fuga.
No meu caso, a tese não é teórica. Perdi meu pai aos onze anos e fui trabalhar como pedreiro com um tio, na Bahia. Isso não é metáfora, é biografia. Está contado em dois livros meus, Eis um Homem e A Morte do Meu Pai, sendo este o mais recente.
Observando o outro lado, o contraste se impõe. Oscar Wilde viveu na orgia intelectual, cercado de conforto, exagero e facilidades próprias de uma elite privilegiada. Enquanto viveu nesse ambiente, não produziu nada de essencial. Foi apenas quando foi preso que escreveu seu verdadeiro livro, A Balada do Cárcere de Reading.
Artistas atuais, não me venham com o argumento de que é o dom que faz a arte. É a existência que faz o artista e, consequentemente, o artista produz a arte

Não sou um livro aberto
Não sou uma ilha
Sou terra habitada
Por hábito e mobília.
Sou feito de barro
Que chora e se humilha
Que sofre e tem medo
Da sombra da noite
Que guarda o segredo
Do eterno retorno
Que traz recomeço
Do trágico querer
Me perco no sonho
Do dia futuro
Construindo um muro
Em volta de mim, para permanecer.
A carne se esgaça como roupa velha
A alma se estica pra não se perder

Entre dois amigos


— Há uma coisa que me inquieta — disse Augusto, **Entre dois amigos**


— Há uma coisa que me inquieta — disse Augusto, olhando a noite pela janela. — A sensação de que nascemos para uma única forma de existência… e passamos a vida inteira tentando negá-la.


Miguel não respondeu de imediato. Girava o copo entre os dedos, como quem mede o peso de uma ideia antes de pronunciá-la.


— Você fala da arte — disse, por fim.


— Falo do que somos quando não estamos tentando ser outra coisa.


Um silêncio breve, quase respeitoso, se instalou.


— Talvez o problema — continuou Augusto — seja esse desvio constante. Nascemos artistas… no sentido mais profundo. Não no ofício apenas, mas na forma de perceber o mundo. E, no entanto, nos forçamos a ser marido, cidadão, homem comum, figura socialmente aceitável.


Miguel ergueu os olhos.


— E você acha que isso é erro?


— Acho que é incompatibilidade.


— Incompatibilidade com o quê?


— Com a essência.


Miguel encostou-se na cadeira.


— Mas ninguém vive fora do mundo, Augusto.


— Vive, sim. Apenas paga o preço.


— Que preço?


— A inadequação.


Miguel sorriu levemente.


— Isso parece mais orgulho do que filosofia.


— Não — respondeu Augusto, sem alterar o tom. — Orgulho seria acreditar que somos superiores. Não é isso. É apenas reconhecer que não nos encaixamos. E que, quando tentamos, algo em nós se rompe.


— E você nunca tentou viver como os outros?


Augusto soltou um riso curto.


— Tentei. Com disciplina, até. Acreditei que bastava insistir, repetir gestos, cumprir funções… como quem aprende um papel.


— E?


— E percebi que a vida, quando não é verdadeira, torna-se uma espécie de teatro sem plateia.


Miguel ficou em silêncio por alguns segundos.


— Talvez todos estejam representando — disse. — Uns com mais consciência, outros com menos.


— A diferença — respondeu Augusto — é que alguns sabem que não podem sair do palco.


— E você?


Augusto desviou o olhar para a rua vazia.


— Eu sei que não posso viver fora daquilo que me constitui. Posso até tentar. Posso assumir compromissos, ocupar funções, simular normalidade… mas, em algum momento, tudo perde sentido.


— Então a arte é uma prisão?


— Não. É a única forma de liberdade que conheço. Mas cobra tudo.


Miguel assentiu lentamente.


— E não há conciliação?


— Há tentativas.


— E fracassos?


— Quase sempre.


O silêncio voltou, mais denso agora.


— Curioso — disse Miguel. — O mundo espera que sejamos muitas coisas. E talvez sejamos, de fato. Mas você insiste que há uma que nos define.


— Não insisto — respondeu Augusto. — Apenas reconheço.


— E quem não reconhece?


— Vive melhor, talvez.


— E você prefere?


Augusto demorou a responder.


— Prefiro a verdade, mesmo que ela me exclua.


Miguel pousou o copo.


— Então não se trata de escolha.


— Nunca se tratou.


— Trata-se de condição?


— Exatamente.


Miguel respirou fundo.


— Nesse caso… não somos artistas.


Augusto voltou-se para ele, com um olhar mais claro.


— Somos aquilo que não conseguimos deixar de ser.


E, pela primeira vez na conversa, nenhum dos dois sentiu necessidade de acrescentar mais nada.
olhando a noite pela janela. — A sensação de que nascemos para uma única forma de existência… e passamos a vida inteira tentando negá-la.
Miguel não respondeu de imediato. Girava o copo entre os dedos, como quem mede o peso de uma ideia antes de pronunciá-la.
— Você fala da arte — disse, por fim.
— Falo do que somos quando não estamos tentando ser outra coisa.
Um silêncio breve, quase respeitoso, se instalou.
— Talvez o problema — continuou Augusto — seja esse desvio constante. Nascemos artistas… no sentido mais profundo. Não no ofício apenas, mas na forma de perceber o mundo. E, no entanto, nos forçamos a ser marido, cidadão, homem comum, figura socialmente aceitável.
Miguel ergueu os olhos.
— E você acha que isso é erro?
— Acho que é incompatibilidade.
— Incompatibilidade com o quê?
— Com a essência.
Miguel encostou-se na cadeira.
— Mas ninguém vive fora do mundo, Augusto.
— Vive, sim. Apenas paga o preço.
— Que preço?
— A inadequação.
Miguel sorriu levemente.
— Isso parece mais orgulho do que filosofia.
— Não — respondeu Augusto, sem alterar o tom. — Orgulho seria acreditar que somos superiores. Não é isso. É apenas reconhecer que não nos encaixamos. E que, quando tentamos, algo em nós se rompe.
— E você nunca tentou viver como os outros?
Augusto soltou um riso curto.
— Tentei. Com disciplina, até. Acreditei que bastava insistir, repetir gestos, cumprir funções… como quem aprende um papel.
— E?
— E percebi que a vida, quando não é verdadeira, torna-se uma espécie de teatro sem plateia.
Miguel ficou em silêncio por alguns segundos.
— Talvez todos estejam representando — disse. — Uns com mais consciência, outros com menos.
— A diferença — respondeu Augusto — é que alguns sabem que não podem sair do palco.
— E você?
Augusto desviou o olhar para a rua vazia.
— Eu sei que não posso viver fora daquilo que me constitui. Posso até tentar. Posso assumir compromissos, ocupar funções, simular normalidade… mas, em algum momento, tudo perde sentido.
— Então a arte é uma prisão?
— Não. É a única forma de liberdade que conheço. Mas cobra tudo.
Miguel assentiu lentamente.
— E não há conciliação?
— Há tentativas.
— E fracassos?
— Quase sempre.
O silêncio voltou, mais denso agora.
— Curioso — disse Miguel. — O mundo espera que sejamos muitas coisas. E talvez sejamos, de fato. Mas você insiste que há uma que nos define.
— Não insisto — respondeu Augusto. — Apenas reconheço.
— E quem não reconhece?
— Vive melhor, talvez.
— E você prefere?
Augusto demorou a responder.
— Prefiro a verdade, mesmo que ela me exclua.
Miguel pousou o copo.
— Então não se trata de escolha.
— Nunca se tratou.
— Trata-se de condição?
— Exatamente.
Miguel respirou fundo.
— Nesse caso… não somos artistas.
Augusto voltou-se para ele, com um olhar mais claro.
— Somos aquilo que não conseguimos deixar de ser.
E, pela primeira vez na conversa, nenhum dos dois sentiu necessidade de acrescentar mais nada.

Não era pra doer tanto assim,
era só mais uma história, eu pensei.
Mas você ficou além do que devia,
e agora não cabe mais sair.


DeBrunoParaCarla

Eu amo o jeito que você cuida de mim nas coisas pequenas. Pode ser uma mensagem perguntando se eu comi ou um abraço mais apertado quando o dia foi ruim. Isso vale mais que qualquer presente.


DeBrunoParaCarla

Às vezes, a gente olha para a lua e percebe que ela nunca está igual. Uma noite está cheia e brilhante, noutra é só um risquinho fino no céu, mas ela continua lá, firme.
​O amor da gente é meio parecido com ela. Tem fases em que tudo parece transbordar de claridade, e outras em que a gente se esconde um pouco, só para se entender melhor. Mas o desejo de amar é o que faz a gente olhar para cima, mesmo no escuro, sabendo que a luz vai voltar.


DeBrunoParaCarla

Não é sobre a eternidade, porque o para sempre é uma promessa pesada demais para ombros. É sobre a finitude bonita de saber que, entre tantas eras e galáxias, nossas trajetórias colidiram. No fim, a gente só quer alguém que nos segure com firmeza o suficiente para não cairmos, e nos olhe com doçura o suficiente para querermos ficar.


DeBrunoParaCarla

Carla, você é uma mulher sábia, elegante e muito educada. Eu ainda estou aprendendo, e agradeço por você me repreender e não me deixar falar coisas ruins. Você tem razão, a gente atrai o que fala. Te amo por me fazer alguém melhor a cada dia.


DeBrunoParaCarla

Carla, vi uma sacola vazia voando hoje e parecia eu. O vento leva pra onde quer, meio sem rumo, meio sem peso... mas estranhamente, em todo rodopio, eu acabava pensando em você. Acho que o sono tá me deixando poético ou só bobo mesmo.


DeBrunoParaCarla