Disputar uma Pessoa
O amor chegou de mansinho em uma tarde de primavera.
Sem barulho.
Só havia o palpitar de dois corações.
E olhares. E carinhos. E mãos entrelaçadas.
O amor foi ficando, se encantando, sorrindo e sonhando.
O amor floresceu.
Entre você e eu.
“Guardei meu amor pra você dentro de uma caixinha para que quando eu lhe encontrar, eu poder lhe dar.
E quando esse dia chegar guarde meu amor com muito amor e carinho, pois ele é todo seu, mas o coração é meu e sem ele eu não consigo viver. Não consigo viver sem o meu coração e nem sem o amor que guardei pra você dentro dele.”
Série
Poemas de Marcio Melo
____Quando sentires o teu coração bater como uma pulsação rápida e latente, quando as flores se revelarem em cada estação e os pássaros te alegrarem com os seus cantos,
quando o inverno se tornar primavera e no outono as folhas se verdejarem sem cair,
quando todos os dias forem ensolarados e as noites estreladas com a lua romântica a brilhar no céu apaixonado,
saberás que o amor chegou,
quando a vida parecer bela, só lembrando de quem a ama,
quando ela for a tua razão de viver e respirar e suspirar de amor, saberás que é a hora do amor,
quando as cores enfeitarem a vida e nas cores uma alegria que anuncia a felicidade,
quando nada mais importar além do amor, ela será os teus pensamentos e sonhos, o teu ar no frescor e viajar no vento,
quando os pensamentos se perderem no olhar distraído e ela for o teu único sentido,
então saberás que estás apaixonado e que a paixão é a manifestação do amor numa entrega incondicional...
Eu me desculpo pelas vezes em que priorizei a razão e tentei dissecar o sentimento como uma tese. Hoje, a única tese que me interessa é a de que podemos curar o que foi ferido. É difícil, sim, mas a superação é a prova de que mesmo o mais cético dos corações pode se render à esperança de um novo começo.
Minha vida foi uma procura incessante por algo que preenchesse o vazio da alma, uma jornada marcada pela escuridão onde a luz parecia um mero lampejo distante, a angústia era a trilha sonora constante dos meus dias, ecoando em cada passo incerto que eu dava, e em meio a essa dor, o pranto se tornava o único idioma que eu dominava com perfeição, expressando a profundidade do meu desespero em tentar encontrar um sentido maior para toda essa existência tão sofrida.
Meu anseio final é por uma intimidade profunda, onde eu possa sentir Tua presença de forma avassaladora, que dissipe qualquer dúvida ou medo remanescente, eu peço que no Teu abraço Tu me envolvas, um refúgio seguro onde a angústia não possa mais me alcançar, que a Tua purificação, deixe a minha alma pura, seja a porta para essa comunhão eterna, onde no Teu amor, Tu me surpreendas com a Tua glória e majestade.
A alma é uma entidade pré-verbal, e sua língua franca são as agulhadas e os êxtases da sensação, aprenda a ser o tradutor visceral
das mensagens que o corpo, em silêncio
sísmico, tenta entregar.
Faço uma prece: Quando meus olhos insistirem demais em ver coisas sem importância e insignificantes, peço que o coração tome a direção e os ensine a ver o que realmente vale a pena.
E onde existiu dor, hoje mora a paz e a vontade de um novo começo, uma nova história, a ferida que alguém deixou, vc cicatrizou não foi preciso muito, porque seu olhar cheio de ternura e a doçura das suas palavras fizeram apagar tudo o que era ruim... hoje você é inquilino no lado esquerdo do meu peito 💗
O Natal é um misto de alegria e tristeza, uma hipocrisia denunciada pelo próprio Jesus: surgem milhões de declarações repentinas de amor, seguidas de desobediência e abandono em todos os outros dias.
Nascemos e crescemos com inúmeras incertezas na vida, com uma única certeza, de que nada é eterno. É essa impermanência que nos leva a valorizar o presente.
ALCATÉIA
Tem uma noite dentro de mim...
Uma noite tenebrosa e itinerante
Que me extorque e me retém
Refém de traumas e pecadilhos...
Olhos me espreitam atrás de moitas,
Tocaias preparadas num pântano onde cerca-me
Uma faminta alcatéia...
Uma amante seminua atrás de cada arbusto
Mostrando seus seios empinados
E línguas encarnadas, propondo beijos
Nos quais deduzo doses de cianureto.
Continuo cercado pelos lobos
Que uivam como um mau presságio
Enquanto diante de mim a loba líder
Lambe-me o rosto com seu hálito fétido
E dentes afiadíssimos...
Do outro lado do córrego que separa o pântano
Há um vale verdejante,
Uma aurora com matizes maravilhosas,
Uma fonte de águas cristalinas...
Ovelhas bem nutridas de peles bem cuidadas
Num pasto irreparável...
Há uma ponte que conduz a esse vale...
Contudo, diante da fera
Eu contemplo a grandeza de Deus
E algo me diz que essa criatura
Quer apenas me proteger
Das matizes maravilhosas,
Da fonte cristalina e da alcateia...
Da alcateia de ‘ovelhas’...
O peso de uma lembrança
Eu preciso falar de uma lembrança quase perdida no ar.
A princípio, ela deixa minha boca seca, e a falta de ar me arfa.
Neste mundo de bons e maus, eu preciso contar até dez e, em outros momentos, me finjo de morta.
