Dias da Semana

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Bom dia:
Sexta-feira.
Que seja leve e abençoado o nosso fim de semana.
Que o mesmo inibido apareça para nos blindar e a garoa fininha pode até ficar.
Revezando com o sol.
Assim será perfeito para aproveitar.
E descansar, principalmente, de mais uma semana...🌺

Marca date no sábado.
Cancela na sexta.
Volta pro Tinder no domingo.
— Van Escher

*O CÉU E O INFERNO FUNCIONAM EM HORÁRIO COMERCIAL*


A sexta-feira chegou ao bar como sempre chegava.
Cheia.
Gente demais tentando parecer feliz por algumas horas. Homens soltando risadas mais altas do que sentiam. Mulheres olhando para o celular enquanto fingiam prestar atenção na conversa. Garrafas sendo abertas como se dentro delas existisse alguma resposta que a semana inteira não conseguiu entregar.
O bar estava lotado.
A música vinha baixa demais para criar clima e alta demais para permitir uma conversa honesta. No fundo, um cantor sozinho brigava com um violão velho e com uma canção que parecia ter envelhecido junto com as pessoas que ainda lembravam dela.
A fumaça dos cigarros subia devagar entre as lâmpadas amareladas. Copos vazios ocupavam as mesas como pequenos relatórios de derrotas particulares.
Eu estava no centro do balcão já que o canto estava ocupado.
O lugar onde ninguém pergunta muito e onde o barman já aprendeu que meu silêncio não precisa de explicação.
Eu gosto desse lugar.
Não porque seja confortável.
Mas porque ninguém espera nada de você quando está sentado diante de um balcão.
Foi quando chegaram os quatro.
Dois casais.
Sentaram perto demais de mim, a mesa atrás de meu banco, porque o bar estava cheio. Não era amizade. Não era interesse. Era apenas falta de espaço.
Mas existe uma coisa curiosa sobre bares.
As pessoas entram pensando que vão beber apenas álcool.
Depois de algumas horas, começam a beber lembranças.
E algumas lembranças descem queimando mais do que qualquer bebida.
No começo, falavam baixo.
Falavam de coisas comuns.


Trabalho.
Viagens.
Conhecidos.
Até que alguém mencionou amor.
Não sei por que as pessoas gostam de falar sobre amor quando estão cansadas dele.
Talvez porque seja mais fácil discutir aquilo que já não conseguem sentir.


A mulher começou dizendo que no começo era diferente.


Sempre começa assim.


“Antes era diferente.”


Essa frase aparece em quase todos os relacionamentos que estão morrendo.


Ela contou que, no início, ele mandava mensagens de madrugada.


Perguntava onde ela estava.


Queria saber como tinha sido o dia dela.


Escutava problemas que hoje ele considera reclamações.


Fazia planos.


Dizia que ela era diferente.


Ele ouviu sorrindo.


Aquele sorriso curto de quem já decidiu que o outro está exagerando.


Depois falou:


— Você está romantizando tudo.


Foi uma frase simples.


Mas algumas frases simples carregam uma crueldade silenciosa.


Ela continuou.


Disse que depois vieram as contas.


O trabalho.


O cansaço.


A televisão.


O celular.


A rotina.


Aquela velha máquina que transforma pessoas apaixonadas em colegas de apartamento.


Ele respondeu que era assim mesmo.


Que ninguém consegue viver de declarações.


Que a vida real não era filme.


Que depois de alguns anos ninguém fica perguntando todos os dias como foi o dia de alguém.


Talvez ele estivesse certo.


Talvez ela também.


O problema é que muitas vezes duas pessoas podem estar certas e ainda assim conseguirem destruir alguma coisa.


Eu continuei bebendo.


Não porque não tivesse opinião.


Tenho opiniões demais.


Esse sempre foi um dos meus problemas.


Fiquei olhando para os dois e pensando em como algumas histórias terminam muito antes de alguém admitir o fim.


O amor raramente morre com uma grande tragédia.


Ele não faz barulho.


Não chama testemunhas.


Não deixa um corpo no chão.


Ele vai desaparecendo aos poucos.


Primeiro vem uma conversa que fica para amanhã.


Depois um abraço que fica para depois.


Depois um beijo que vira hábito.


Depois o silêncio.


Até que um dia duas pessoas acordam na mesma cama e percebem que estão dividindo apenas o colchão.


O resto cada uma carrega sozinha.


O outro casal tentou mudar de assunto.


Não conseguiu.


Quando quatro pessoas bebem o suficiente, sempre aparece alguma verdade guardada.


Vieram acusações antigas.


Pequenas feridas acumuladas.


Coisas que ficaram anos esperando uma oportunidade para sair.


E sexta-feira à noite, em um bar cheio, costuma ser uma excelente oportunidade.


Fiquei pensando naquela velha busca humana pelo Céu.


Essa necessidade de acreditar que existe algum lugar onde tudo finalmente fará sentido.


Talvez exista.


Talvez não.


Nunca tive muita certeza sobre essas coisas.


Mas olhando para aquela mesa, percebi uma coisa:


Talvez o Céu e o Inferno não sejam lugares para onde vamos.


Talvez sejam lugares que construímos enquanto estamos aqui.


O Céu aparece em coisas pequenas.


Quando alguém escuta de verdade.


Quando alguém fica mesmo tendo motivos para ir embora.


Quando alguém pede desculpas sem colocar uma defesa depois da frase.


Quando alguém ama sem transformar carinho em moeda de troca.


Parece pouco.


Mas quase tudo que importa na vida parece pouco antes de desaparecer.


O problema é que nós transformamos amor em contrato.


Eu faço isso por você.


Então você me deve aquilo.


Eu trabalhei.


Então tenho direito ao meu silêncio.


Eu pago as contas.


Então não preciso prestar atenção.


Eu fiquei.


Então você me pertence.


Talvez seja aí que começa o erro.


Porque amar alguém não deveria significar possuir alguém.


Mas nós gostamos de possuir.


Casas.


Objetos.


Memórias.


Pessoas.


Até sentimentos antigos nós tentamos prender.


Depois ficamos surpresos quando alguém tenta respirar longe daquilo que chamamos de amor.


O homem daquela mesa dizia que aquilo era exagero.


Talvez fosse.


Mas existe uma coisa ainda mais triste:


fingir que uma relação continua viva apenas porque duas pessoas ainda dividem o mesmo endereço.


Existem casamentos que continuam apenas porque terminar parece mais difícil do que continuar sofrendo.


Existem pessoas que passam vinte anos juntas e já não sabem mais quem está deitado ao lado.


E existem encontros de uma hora que conseguem lembrar alguém de que ainda está vivo.


O Inferno talvez não seja fogo.


Nem demônio.


Nem castigo.


Talvez seja olhar para alguém que um dia significou tudo e perceber que você ajudou a construir a distância entre vocês.


Tijolo por tijolo.


Com orgulho.


Com silêncio.


Com pequenas crueldades justificadas.


Até que a parede ficou alta demais.


Depois você senta diante dela e pergunta por que ninguém mais consegue chegar perto.


O ódio funciona do mesmo jeito.


Começa pequeno.


Uma mágoa.


Uma palavra.


Uma injustiça.


Depois cresce.


Você começa a separar o mundo.


Os bons.


Os maus.


Os que merecem.


Os que não merecem.


Até que o coração vira uma repartição pública.


Entrada proibida.


Documentos exigidos.


Atendimento somente com agendamento.


O curioso é que quase ninguém percebe quando chega ao Inferno.


Porque ele não parece Inferno.


Ele parece rotina.


As pessoas continuam trabalhando.


Pagando contas.


Postando fotos felizes.


Comprando presentes.


Dizendo “eu te amo”.


Tudo funcionando normalmente.


Talvez seja por isso que ele seja tão eficiente.


O Inferno não precisa de fogo.


Basta parecer normal.


Olhei novamente para aquela mesa.


Ela chorava.


Ele olhava o celular.


Aquilo me pareceu mais violento do que uma discussão.


Porque a raiva ainda reconhece o outro.


O desprezo não.


O desprezo apaga.


O cantor começou outra música.


Ninguém percebeu.


O barman recolheu copos.


A fumaça continuou subindo.


A sexta-feira continuou acontecendo.


O mundo não para quando alguém está destruindo outra pessoa por dentro.


Essa é uma das coisas mais duras sobre estar vivo.


Você pode estar quebrando alguém.


E do lado de fora alguém continua servindo cerveja.


Terminei minha bebida.


Fiquei alguns segundos olhando para aquela cena.


Não sabia quem estava certo.


Talvez ninguém.


Talvez os dois.


Mas pensei que todos nós recebemos pequenas escolhas todos os dias.


Abrir uma porta.


Ou construir uma parede.


Perdoar.


Ou guardar uma dívida emocional.


Amar.


Ou negociar.


O Céu talvez não seja tão distante quanto imaginamos.


Talvez ele apareça quando deixamos de tratar pessoas como propriedades.


E o Inferno talvez já esteja funcionando quando precisamos destruir alguém para provar que estamos certos.


No fim, quase ninguém perde uma guerra contra o outro.


Perde contra aquilo que se tornou.


Saí do bar.


A música ficou para trás.


As vozes ficaram para trás.


A sexta-feira continuou cheia.


Como sempre.


E pensei que talvez o Céu e o Inferno realmente funcionem em horário comercial.


Não precisam de julgamento final.


Não precisam de grandes sinais.


Às vezes basta olhar para quem está ao nosso lado.


Se ainda conseguimos amar sem cobrar pagamento, talvez por alguns minutos tenhamos encontrado o Céu.


Se precisamos odiar para continuar existindo, talvez já tenhamos chegado ao outro lugar.


E o pior de tudo:


não precisamos morrer para descobrir.


Basta continuar vivendo exatamente como estamos.

"Se meu sorriso não ajuda você sorrir, lembre-se hoje é sexta feira, SORRIA..."

*Sexta feira santa*
Neste dia temos o dever de refletir sobre os nossos atos e ver se estamos realmente fazendo jus ao sacrifício que Jesus fez.
Estamos vivendo nossas vidas pelo caminho do amor e da caridade?
O louvor ao Senhor é feito todos os dias, não somente pelas nossas orações, mas também pelo tratamento que damos aos nossos próximos
Portanto faça das suas atitudes a sua maior forma de orar, louvar e agradecer a *Cristo* pelo sacrifício maior
"A VIDA*

Sabe quem anda falando de você?Olha, aquele dia, aquela sexta-feira, acho melhor você assumir que fez tudo aquilo...
Então, essa pessoa só tá esperando você criar coragem e falar tudo o que pensa sobre ela, porque ela já sabe tudinho...
Aliás, ela sabe de muito mais...
Coisas que você nem imagina...
Hummm, você vai ficar de boca aberta
Tenho certeza
Não é bem o que você tá pensando
Essa pessoa vai te falar umas verdades que há muito tempo estão entaladas na garganta dela ...
Eu sei, ela me falou...
De vez em quando, só de olhar pra ela me fala... só com o olhar...
É que eu sou meio bruxa né...
Não adianta esconder...
Mas tem coisa que eu não sei, lógico...
Só ela sabe...
Cê quer saber quem é né...
Quer saber onde ela tá?
Vou te falar...
No espelho

-Fuja dos prazeres do mundo!
- Só não, sexta-feira à noite...
☆Haredita Angel

Sexta-feira Santa nos lembra o maior gesto de amor: Jesus entregou sua vida por nós. Na cruz, Ele transformou dor em esperança e sacrifício em redenção. Que hoje nosso coração se encha de fé, gratidão e do amor que nunca nos abandona.

Sexta-feira chegou, trazendo consigo a leveza de um novo amanhecer e a esperança de um dia repleto de conquistas. Que cada passo seja guiado pela serenidade, que cada desafio floresça em aprendizado e que, ao cair da tarde, o coração encontre a doce alegria do dever cumprido. Que a semana termine em paz, gratidão e com a certeza de que os melhores dias sempre encontram quem segue em frente com fé e esperança.

Que a sexta-feira termine sob os cuidados de Deus, levando embora toda preocupação e deixando apenas paz no coração. Que o fim de semana comece iluminado por Sua graça, trazendo descanso para a alma, renovação para as forças e momentos abençoados ao lado de quem faz a vida florescer. Que a esperança se fortaleça, a alegria permaneça e o amor seja a mais bela presença em cada novo amanhecer.

'Queria saber porque as pessoas costumam ficar mais felizes numa tarde de sexta-feira trabalhando, do que numa noite de domingo descansando.'

—By Coelhinha

E agora, José?
A sexta chegou,
meu dinheiro acabou,
o advogado sumiu,
o juiz nem me viu,
você que tem nome,
que zomba dos outros,
não susta o protesto,
e agora, José?


Estou sem mulher,
estou sem recurso,
estou sem carinho,
já não posso comer,
pois não posso pagar,
fugir eu não posso,
a onça pegou,
o amigo não veio,
recurso não veio,
marmitex não veio,
não tenho farinha,
e tudo acabou,
e tudo sumiu,
e nada mofou,
e agora, José?


E agora, José?
Essa meia palavra,
esse instante de febre,
minha gula e jejum,
minha prateleira vazia,
minha geladeira vazia,
sem grana emprestada,
pura incoerência,
o ódio me aflora!


Com a defesa na mão
quero abrir a porta,
mas trancaram a porta;
quero chegar ao juiz,
mas o juiz recusou;
quero ligar pra Brasília,
Brasília não atende.
José, e agora?


Se eu gritasse,
se eu ofendesse,
se eu recusasse
a defesa gratuita,
se eu pagasse,
se eu quisesse,
que o juiz morresse,
Mas ele não morre,
ele é duro, José!


Sozinho na vida
qual bicho-do-mato
com muita agonia,
sem moradia própria
para me abrigar,
sem amigos fiéis
que queiram ajudar,
que falta de sorte,
vou me mudar,José!
José, para onde?


(Nota: Paródia político-jurídica inspirada no poema "José" de Carlos Drummond de Andrade)

⁠O bom dessas semanas recheadas de sexta-feira, é o Maravilhoso risco que corremos em Aprender e Gostar de ser Feliz todo dia.

⁠⁠A felicidade nunca foi essa coisa toda que muitos esperam encontrar na sexta-feira. Mas sempre foi aquilo tudo que poucos encontram nos outros dias.

Quase ninguém consegue ser mais Infeliz do que os que esperam a sexta-feira para serem Felizes.


Essa constatação medonha incomoda porque revela uma verdade que muitos preferem ignorar.


Quando condicionamos nossa felicidade à chegada da sexta-feira, estamos, na prática, renunciando a vários dias da nossa própria vida todas as semanas.


Vivemos contando os dias: segunda é um peso, terça uma espera, quarta uma esperança, quinta uma ansiedade…


Então chega a sexta-feira, e depositamos nela a missão impossível de compensar tudo o que deixamos de viver.


Mas nenhuma noite, nenhum happy hour e nenhum fim de semana conseguem preencher o vazio de uma rotina que aprendemos a desprezar.


A Felicidade não pode ser um compromisso marcado apenas para o fim da semana.


Ela precisa encontrar espaço nas pequenas vitórias, nas conversas sinceras, na tranquilidade do café da manhã, no trabalho que faz sentido, no aprendizado diário e até nos desafios que nos fazem crescer.


Quem vive apenas para a sexta-feira está, sem perceber, desejando que a maior parte da própria vida passe depressa.


E desejar que o tempo passe é uma das formas mais silenciosas de desperdiçar a existência.


Que a sexta-feira continue sendo bem-vinda.


Mas que ela seja apenas mais um dia bom em uma vida que vale a pena ser vivida diariamente.⁠

E hoje vai ser uma trade vazia e uma noite melancólica como toda sexta feira e eu vou desejar desesperadamente que alguém me abrace quando a depressão chegar.E vou desejar mais do que nunca ouvir um “eu te amo”.E vou sentir uma saudade tão profunda por ele que ela vai me consumir e me dar vontade de chorar.E minha razão vai apitar dizendo “não chora,não vale a pena”e vai fazer as lágrimas ficarem paradas nos meus olhos sem cair.E esse esforço para elas não saírem vai me dar uma dor de cabeça insuportável.

Se você não vier alegrar a minha sexta-feira,
tenha certeza...
eu serei a alegria
no sábado de alguém.
Não é ameaça,
é amor-próprio.
Quem não valoriza a minha presença,
vai ter que lidar com a minha ausência.

*- Saul Belezza*

2776 📜 Por hoje ser sexta feira, uma das Minhas Cozinheiras vai preparar jiló para o almoço, já sei. Eu digo que não precisa, mas ela faz isso só para eu valorizar ainda mais as Picanhas que preparo nos finais de semana, HeHeHe.

Ande com cinco pessoas prósperas, e você tenderá a se tornar a sexta. Ande com cinco pessoas conformadas com a escassez, e tenderá a assimilar o mesmo padrão.

A noite de domingo é quando bate aquela saudade da noite de sexta.

Inserida por oartista