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Devagar

Cerca de 1435 frases e pensamentos: Devagar

Caminhemos devagar.
Respeitemos o respirar do tempo.
O que tiver que vir ... virá.
O que tiver que ser ... será.
Enquanto caminhamos, o tempo,
entre um respiro e outro põe tudo em seu lugar."
Haredita Angel
01.10.24

Tem um tipo de silêncio que abraça. Ele chega devagar, como quem senta ao nosso lado sem pedir licença, mas também sem invadir. É aquele silêncio confortável, de quem não precisa preencher tudo com palavras porque a presença já basta. Esse silêncio é casa. É descanso. É paz.


Mas existe um outro. E esse… esse não avisa quando muda de forma.


De repente, o que antes era aconchego vira ausência. O que era pausa vira distância. E a gente começa a perceber que o silêncio já não acolhe, ele pesa. Ele cria um espaço estranho entre duas pessoas que antes se encontravam até no olhar. Agora não. Agora o olhar passa, escorrega, evita. E ninguém fala nada. E esse nada vai crescendo, como mato em terreno abandonado.


A verdade, meio dura, meio inevitável, é que o amor não respira bem dentro desse silêncio constante. Amor precisa de ar. E o ar dele é a conversa, mesmo quando ela é imperfeita, atravessada, meio sem jeito. Porque falar é se mostrar. E se mostrar é manter a ponte de pé.


Quando o silêncio vira regra, a gente começa a imaginar coisas. A mente, que já não é muito confiável, vira roteirista de tragédia. Um atraso vira desinteresse. Um cansaço vira frieza. Um dia ruim vira falta de amor. E ninguém confirma nada, porque ninguém fala nada. E assim, o que poderia ser resolvido com uma frase simples, vira um abismo inteiro.


Eu penso que amar também é ter coragem de quebrar o silêncio. Mesmo com a voz trêmula. Mesmo sem saber exatamente quais palavras usar. Porque o risco de falar errado ainda é menor do que o risco de não falar nada.


O silêncio, quando prolongado, não protege o amor. Ele desgasta. Ele cria versões diferentes da mesma história dentro de cada cabeça. E quando a gente vê, já não está brigando com a pessoa, está brigando com a ideia que criou dela.


E talvez o amor não acabe de uma vez. Ele vai ficando baixo, como uma música esquecida tocando no fundo, até que ninguém mais escuta.


No fim, não é sobre nunca ficar em silêncio. É sobre não morar nele.


Porque amor que é vivo mesmo… faz barulho. Nem que seja um sussurro dizendo “ei, eu ainda tô aqui”.


Agora me conta, você também já sentiu esse tipo de silêncio que afasta aos poucos? E se quiser mergulhar em mais reflexões assim, passa no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Eu te espero lá.

Fiel


Fiel a mim,


sou bom em renascer devagar,


ao mesmo tempo que colho os frutos com uma velocidade extrema.

O sol foi descansar
Surgiu o anoitecer
A Lua saiu devagar
Para te envolver
O amor está no ar
Para nos enlouquecer.

Os bancos de areias
- a festejar -
A loucura boa de fazer
Nas águas de abençoar.

O céu de seda a se abrir
Receptivo aos versos
De natureza atentatória
Íntimos e completos.

Estrelinhas tilintando
- testemunhas -
Da nossa agarração
Repleta de paixão.

O vento balançou
de leve o velho
e tranquilo salgueiro,
e o luar de prata
devagar iluminou
a floresta verdejante
na bela montanha.

Em busca de alguém
há quem ainda cante
a esperança de início,
e também de reinício.

É fato que vivemos
num mundo dançando
em pleno precipício,
O importante é
nunca parar de sonhar.

Em busca do mundo
ideal há quem ainda
persista na esperança
de que ninguém desista.

O luar de prata balançou
de leve o vento
iluminou o salgueiro,
e a floresta de esmeralda
ficou mais radiante
na imponente montanha.

Em busca do giro
perfeito que dance
o Universo inteiro
e que ele de mim
não te faça esquecer,
porque para nós há tempo
e o destino me traga até você.

07/02

Um nó se desfaz
sempre aos poucos,
Experimente a resolver
os problemas devagar
para ninguém ter o poder
sob os teus planos e vir
estragar a sua caminhada,
Mantenha a sua alma
constantemente tranquilizada
por mais desafiador que pareça.⁠

Respire fundo e solte o ar bem devagar,
sinta sua ansiedade te deixar,
tome um banho frio
e sinta seu corpo relaxar!

Concupiscência embaladora
e mútua feita para te dar
Cajazinho devagar na boca,
Do jeito que tu gosta,
para dar mostra hipnótica
e entregar o seu corpo
nos braços da deleitação,
No afã de cumprir o pacto
à altura tua provocação,
Com estro e todo o charme
na mente e no teu coração,
Para que o verbo não se cale
e o amor em ti se cumpra
em salto sem temer a altura.

A bênção sem obedecer é como comida envenenada, parece boa, mata devagar.

Te conhecer foi como ouvir uma canção inédita, dessas que entram devagar, mas tomam conta da alma num segundo.


E quanto mais eu te descobria,
mais notas surgiam —
um solo de ternura,
um compasso de paz,
um silêncio bonito que só existe
quando dois corações se entendem.


Hoje, quando penso em nós,
é como deixar essa música
tocar no repeat:


não canso, não enjoa,
porque foi você quem virou
a minha melodia favorita da vida.


P.silva3

Pedido à Mesa


Cheguei devagar,
no cheiro do café passado,
mesa simples, bolo em fatias iguais.
O tempo pedia calma naquele instante, e eu só queria falar
com o coração em paz.


Entre xícaras e silêncios que sabem ouvir, confessei que sua filha mudou meu viver, que meus dias agora caminham pensando nela,
e que não é capricho
— é vontade sincera.


Não levei promessas maiores que o dia, apenas a intenção clara de estar e cuidar.
Um sentimento que cresce na calma vivida e se prova no jeito constante de amar.


No fim, deixei o pedido repousar na mesa, como quem entrega verdade sem pressa.
Se a senhora confiar, sigo com devoção, querendo um namoro
que nasça com sua bênção.

Eu digo que tô bem
como quem fecha a porta devagar.


Por dentro,
tudo faz barulho.


Não é dor,
é cansaço de existir acesa.


Queria um lugar sem nome,
onde eu pudesse cair
sem ninguém me pedir força.


Se eu ficar em silêncio,
talvez eu me encontre.

Onde o Tempo Para


O teu olhar é um rio que corre devagar,
leva comigo segredos que eu nem sabia ter.
Cada gesto teu é poema silencioso,
que insiste em me encontrar mesmo sem querer.


Teu riso é música que não se explica,
ecoando dentro do peito, leve e inteiro.
É brisa que bagunça os cabelos
e deixa o mundo mais bonito por inteiro.


No toque da tua mão, o tempo para,
e tudo que era incerto se faz certo.
És promessa de paz e tempestade,
mistério doce que me prende e me solta.


Se o amor tivesse cheiro, teria teu nome,
seria feito de instantes como este:
olhos que se encontram sem pressa,
e um coração que finalmente sabe onde repousar.

Carrego um vazio


Aprendi a ficar só como quem aprende a respirar devagar,
não por falta de ar,
mas por medo de se afogar no excesso.
Já houve alguém, é verdade,
alguém que cabia no meu silêncio
e o chamava de casa.


Hoje, carrego um vazio que não grita,
ele apenas existe.
É um espaço onde as palavras moram sem som,
onde sentir demais virou um cansaço bonito,
dói, mas às vezes descanso nele
como quem aceita a própria sombra.


Talvez eu tenha feito
da solidão um abrigo,
não por desprezo ao amor,
mas por respeito ao estrago
que ele sabe fazer.
Porque perder alguém
não é sobre despedidas,
é sobre as partes de nós
que nunca voltam.


Então fico assim:
Intenso demais para passar ileso,
profundo demais para tocar sem cair.
Amar, para mim, sempre foi transbordar
— e nem todo transbordo salva,
alguns apenas ensinam
a nadar sozinho.

Exaustão


Hoje o mundo pesa mais do que meus ombros suportam.
As cores se apagaram devagar,
como um céu que esqueceu de amanhecer.
Nada me chama,
nada me prende,
nada me move.
Os sonhos tão barulhentos antes
agora sussurram de longe,
como se não fossem mais meus.
Caminho por dentro de mim
e encontro salas vazias,
ecos cansados,
silêncios que gritam.
Tanto faz diz a minha alma exausta.
Tanto faz se fico, se luto, se tento.
O sentido escorreu por entre os dedos
e eu não tive forças para segurar.
Não é que eu não sinta
é que sentir virou peso.
E eu…
eu só queria descansar
de mim mesma,
do mundo,
de tudo.

Já acabou o verão,
mas ainda sinto
no meu peito
os nossos poentes
a derreterem devagar.

A primavera pousa
devagar no coração
de quem ainda sabe
ouvir a melodia das flores.

GOTINHAS DE AMOR 🌈
por Rosana Figueira


Gotinhas de amor caem devagar,
tocam o peito, fazem cuidar.
No olhar da criança, um mundo a brilhar,
e cada gesto simples ensina a amar.


Na escola, no abraço, no jeito de ouvir,
é que a infância aprende e começa a florir.
Porque amor pequenininho, quando cai no coração,
vira rio de ternura…
e acolhe qualquer mão. 💛

A melhor oficina é o coração, entregamos alma destruída, sem perspectiva de solução, mas devagar e com perfeição, depois de um certo tempo, ele nos devolve nova, como se nunca tivesse sido quebrantada.

As quedas me ensinaram o valor de caminhar devagar.