Deuses
"Penso que borboletas, seres alados, diáfanos e coloridos, devem ser emissários dos deuses, anjos que anunciam coisas do amor. Imaginei então que aquela borboleta era um anjo disfarçado que os deuses me enviavam com uma promessa de felicidade”.
-(em "Na companhia de Rubem Alves: livro de anotações para mulheres". Editora Best Seller ltda, 2010.)
A inspiração é o momento em que os mortais experimentam também – por que não? – o maná dos deuses. Um instante muito especial. Mágico.
O conceito de inspiração, contudo, vem mudando no tempo e no espaço. No século XIX, ela “baixava” no poeta – ou melhor, no vate – na forma de espírito, bênção ou dom.
De lá para cá, o verbo inspirar ficou mais fácil de ser conjugado. Felizmente, “se inspirar” ficou mais acessível ao eu e ao tu, líricos ou não.
Moderno, Fernando Pessoa escreve com a imaginação e não com o coração. Moderníssimo, João Cabral enfatiza a técnica em detrimento do lirismo.
Quem vai negar que, à sua maneira, tanto Pessoa quanto Cabral são poetas inspirados e criativos?
Certo é que uma boa motivação – que pode vir duma musa, situação ou acontecimento pessoal – ajuda e muito no ato de escrever prosa e, especialmente, versos.
Assim, estou convencido de que o texto literário é resultado da equação emoção/técnica, com predomínio desta sobre aquela. Sem vice-versa.
O medo do desconhecido ainda afeta ,precisam-se de anjos,deuses para venerar. Não é a toa que se buscam liberdades em outras casas,a primeira é a do corpo,a segunda a da mente,a última da alma.
E os deuses eram italianos...
Encantados com a Itália, procuravam musas inspiradoras. Viajavam de um lugar ao outro e insatisfeitos com a procura, ousaram uma última tentativa.
Lá, num cantinho do estúdio, eis que surge uma bela mulher, vestida em trajes simples, mas revestida de luz e encanto, quebrou o silencio com um belo sorriso e os deuses maravilhados, se prostraram aos seus pés, desejando-lhe sucesso e beleza eterna.
Sophia, ousaram dizer e ela timidamente, respondeu; sim, sou eu, aqui estou aguardando ser chamada.
Eles então tomaram suas mãos e sob um encantamento especial, a marcaram com a glória, esplendor, sucesso, com uma luz intensa e a tornaram a mais bela musa do cinema italiano.
A gloriosa Sophia, merecidamente, continua a ser admirada e amada por todos os seus fãs, em todos os lugares.
by/erotildes vittoria/2011
Eu tenho muitos deuses, sou politeísta. Eu vejo que as pessoas tem uma ideia muito de gente de deus. 'Deus é fiel'. Fiel? Fiel é um adjetivo que fizeram pra gente, deus não cabe em um adjetivo que fizeram pra gente
Este mundo, que é o mesmo para todos, não foi criado por qualquer dos deuses ou dos homens, mas foi sempre, é e será fogo eternamente vivo que ordenadamente se acende e regularmente se extingue.
"E, eu apostei com os Deuses, que alguns, não iriam vencer a arrogância. Creio que ganhei a aposta."
"A humanidade raramente (se é que alguma vez) produz Deuses superiores a si mesma. A maioria dos Deuses tem o comportamento e a moral de uma criança mimada."
Desde o início, até hoje, fugimos do propósito de Deus quando adoramos outros deuses no lugar do verdadeiro.
Um universo de universos, uma ambiguidade sem fim. Oh Deuses do infinito, estás tão longe que não enxergo tua luz, sinto apenas o teu leve respirar, como uma onda que vai e volta da beira do rio, e que nunca vê a tua morte. Vejo o meu berço de tão longe, sinto tanto frio. Pergunto-me quando irei chegar aos teus braços, cozinhei a vida em fornalhas para ti, e nada tenho em troca?
Ninguém começa no topo do mundo. Nem
você, nem eu e nem mesmo os deuses. Mas
o insuportável vazio no trono dos céus
acabou. De agora em diante...eu estarei
sentado nele.
Debater a existência ou a não existência de Deuses já não deve ser a questão, um vez que este debate está no campo da imaginação e das ideias cruas e mal fundamentadas desprovidas de objetividade. A questão proposta por nós "ATEUS" não é tentar provar que Deus não existe, pois já temos esta convicção. A principal proposta ateia é fazer reflexões que compreenda toda a existência, toda a historicidade e os princípios da natureza humana. Talvez como diversos filósofos e estudiosos já tenham afirmado, a religião ou a crença não fundamentada naquilo que se queira acreditar, seja realmente necessária para a vida de algumas pessoas. Talvez seja uma condição inata a psique humana, talvez não. Talvez a religiosidade seja como Dawkins alega, um vírus que infecta os seres humanos em seu primeiros estágios de vivencia. É evidente que a fé está e sempre estará contida na eminencia cultural e toda a sua dinâmica. É preciso acreditar-se em algo. Mas o que o ateísmo trás em sua essência, é que, mais fundamental que se acreditar simplesmente em algo é compreender e dar um sentido a este algo. É preciso entender como funciona o mundo e como se dá a sua dinâmica. Ter noção dos princípios da leis naturais que regem o universo e utiliza-la para o progresso e o desenvolvimento. Temos que compreender que há em evidencia uma forte tendência secular que nos conduz e nos supri com diversos tipos de conhecimento. Não se pode negar a diversidade do universo na questão material, cultural e idealística. O mundo é sim uma tremenda complexidade, mas temos total capacidade de ao menos poder compreende-lo de forma profana e temporal. O ateísmo apenas tenta mostrar para a visão fundamentalista religiosa que, por mais que queiramos negar, há uma real tendência evolucionista que se provou e se prova na vida secular da história da humanidade. E que essa tendência se refere a existência de todas as coisas neste nosso mundo. Religioso ou não é, de certa forma, obrigado pela razão a seguir a lógica objetiva da vida a qual nos dá sentido. Isto é o plano mais real e objetivo possível. Cada qual tem o direito de acreditar no que quiser acreditar, porém o problema é que quase sempre acabamos tornando verdade para si o que não se prova para o mundo. Ateu enxerga o mundo como ele é, e toma para si convicções ao menos pautadas na observação ou conhecimento adquirido sobre algo. Verdadeiros ateus conseguem compreender a vida no plano "real" da razão lógica. Compreendemos que a vida é uma dádiva misteriosa e intrigante, e que não podemos, jamais, possuir respostas para algumas questões. Teorias são aceitas ou refutadas a todo momento, assim é o que mostra a história do conhecimento científico ao longo do tempo. Mas são somente estas teorias (principalmente as aceitas) que nos embasam e podem nos dá a certeza de algo nesta vida. Este é o verdadeiro pensamento ateu.
