Deus fez Vc para Mim

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⁠Beija-flor acorda cedinho, sai do ninho e da bom dia para mim. Depois acorda meu amor, a linda flor do meu jardim, ele vem da natureza, batendo asas com firmeza, mostrando encanto e beleza, vai fertilizando os amores e multiplicando as flores, beijando todas, beija cravos e jasmim, só não beija a rosa vermelha, que é beijada por mim.

Faltam palavras para expressar o sentimento,
Tão gigantesco dentro de mim.
Deixei aos poetas,
Mestres do amor e de seus dizeres,
A tarefa de embalar em canção
A dor que atravessa minha alma
E me faz te querer tanto assim.

Fecho os olhos.
Entre o sono e a luta,
vencer a mim mesmo.

Busco a paz dentro de mim,
em meio à profunda dor.
Milhares de pensamentos,
uma guerra interna.
Sinto-me sobrecarregado;
só desejo paz na alma.

No mínimo devemos a existência da humanidade ao sim da mulher, e isso pra mim já é um máximo!

Meta
morfose


Sempre colocaram títulos em mim
rastejando pelos gramados
era uma maravilha
mas quando sobre o asfaltos queimava
e queimava os meus pês
me chamavam de bicho feio
jogavam veneno em nós...
nas hortas ouvia dizerem isso é uma praga...
resolvi ir para uma amoreira
ali me sente tranquilo
fiz meu casulo tive minha meta
e acabei chegando lá...
metamorfose em fim papillon azul e me me chamaram de belo...
antes tinha mil títulos feio agora sou belo...


Por, Romildo Portes Ferreira

Deixa-me Voar!

Em mim,
já fui transformação…
Amores não
me prendem mais!
Sou asas.
Sou sonhos.
Sou borboleta.
Rosa, verde…amarela!
Sou vestida de sonhos…
Deixa-me voar!!
O meu néctar é o amor.
Ele eu preciso buscar.
Abra as portas
da minha prisão.
E deixa-me voar!
Voar…
Preciso de liberdade
para meu amor encontrar…

Criar, para mim, é o ato de silenciar o óbvio para que a essência oculta das formas possa, finalmente, falar. Onde a realidade é ruído, afiro com precisão o traço; onde o mundo é exato, abrigo o mistério da alma.
Reno Fioraso

O amor é a arma mais poderosa que existe, asfixia a violência que há em mim e faz transbordar a docilidade que reside no outro

"Quando mais mim deixo levar, mais percebo que não estou sendo levado(Cícero nogueira de souza)

Vagando pelo mundo das palavras, descobri em mim essências que fascinam a alma.

Essa solidão é um eco que ressoa no vazio dentro de mim. O medo, uma sombra a dançar nas paredes da minha mente demente. A tristeza, uma chuva fina a molhar minha alma sem aviso. O desânimo, um peso a amarrar meus pés ao chão. Juntos, tudo forma uma tempestade silenciosa... cada gota carrega o sabor amargo da ausência de tudo. Mas e que bom que sempre há um 'mas'...
mesmo na noite mais escura, estrelas teimam em brilhar. Respiro fundo e lembrar que toda nuvem é passageira, mais ou menos ligeira...
e a luz, por mais tênue, nunca desaparece de verdade. Mantenho sempre um pouco de sanidade.

Pertencimento


Eu pertenço a mim
Minha baba é rosa
Tenho saliva
no canto
do travesseiro
quando acordo


Sou uma
caça perfeita
Sem alvo fácil
Engano as
Peculiares
lágrimas
quando
Vejo a noite
Engano
O silêncio das
Certezas

Perverso é o tempo, que levou de mim o meu coral de anjos. Um dia, seus olhares me admiravam, seus abraços buscavam o meu colo, e seus sorrisos enchiam a minha alma.
Mas o amor de tia permanece o mesmo: imenso, eterno e incondicional

18/11/2017


No sonho eu caminhava alguns passos, enquanto muito sangue saia de dentro de mim pela boca.
Cada passo, era sangue que não se podia medir, não era tosse. Simplesmente esguinchava de dentro da minha boca.
O chão estava alagado, todo vermelho, do sangue mais vermelho que eu já pude ver.
Talvez eu tivesse derramado já alguns copos de sangue, que meu corpo já não tinha forças pra ficar em pé.
Só lembro da minha mãe desesperada e pedindo ajuda para o meu pai.
Tudo o que ele iria fazer era ligar para o hospital.
E realmente ligou, mas foi tarde demais, eu perdia tanto sangue que só lembro de não conseguir respirar mais e caí ao chão.
Morri novamente no sonho.
A respiração era impossível. Fiquei sem fôlego, e finalmente dei adeus a vida.
Acordei sem entender nada novamente.
Depois dormi de novo, lembro que sonhei com a morte da minha avó, mãe da minha mãe.
Minha mãe ao receber a notícia, chorava muito.
Só sei que acordei novamente, e não consegui mais dormir porque já era dia.
Quantos pesadelos.
Parece filme de terror, ou conspiração demoníaca.
Mas, Deus está comigo.
Nada pode acontecer quando ele estiver sempre sendo meu guardião, e meu pai eterno.




Em 28 de julho de 2024, tive um colapso séptico que me levou a morte, mas consegui ressurgir.


3 cistos hemorrágicos, corpo em decomposição por dentro, apodrecendo de tanta inflamação.


A cirurgia de emergência me salvou, mas deixou muitas sequelas também.


Em pleno 2026, passei por outra cirurgia e estou me recuperando há 11 dias.


O meu corpo ainda pede socorro, mas estou á salva.


Nunca duvide dos recados dos seus sonhos.


Eu sempre soube que havia algo errado e nunca duvidei deles.




Cuide - se!! ❤️

Eu não queria voltar no tempo. Eu só queria que tudo tivesse sido real, porque para mim, foi um belo sonho, onde poucas cenas, me fazem escrever milhões de vezes sobre a mesma coisa.


Curta história?




Ela é tão longa, que se eterniza todos os dias em cada palavra que escrevo.

[19/3 14:38] Alinny de Mello: Ela ligava pra mim, chorando
[19/3 14:39] Alinny de Mello: Ela queria ser a esposa dele.


Se não tem aliança, nem um pedido de compromisso, não é casamento.

Tem gente que olha para mim hoje, tomando café, rindo de alguma bobagem da vida, e pensa que eu sempre fui assim, meio serena, meio resolvida, como se tivesse nascido pronta. Eu quase rio sozinha porque, se a vida fosse um livro, o pessoal só está vendo a última página, aquela em que a protagonista aparece com o cabelo arrumado e a alma aparentemente organizada. O que ninguém imagina é o capítulo inteiro de infância e adolescência que parecia mais um teste de resistência do que uma vida de verdade.

Eu cresci com meus irmãos dentro de um ambiente que não era casa, era uma espécie de clima pesado que andava pelos cômodos como se tivesse endereço fixo. A gente era criança tentando entender o mundo enquanto lidava com dois adultos completamente desequilibrados emocionalmente. Um pai violento que tinha uma habilidade curiosa de transformar qualquer coisa em culpa nossa. Se chovia, era culpa nossa. Se o dia estava silencioso demais, também. Existia sempre uma justificativa pronta para gritos, ameaças e aquelas situações que fazem a infância envelhecer antes da hora.

Do outro lado estava uma mãe que, em algum ponto da história, deixou de ser só alguém com medo e acabou virando parte do problema. Isso é uma coisa que a gente demora anos para compreender, porque criança sempre tenta salvar a imagem dos pais dentro da própria cabeça. Só que chega um momento em que a realidade se senta na mesa e diz com toda calma do mundo que o silêncio também machuca. Ela teve chances de sair, teve ajuda, teve portas abertas. Mas o medo e uma certa doutrina rígida que dizia para suportar tudo acabaram fazendo com que ela se juntasse a ele de um jeito que doía ainda mais. A gente deixou de ser filho e virou inimigo dentro da própria casa.

É estranho contar isso hoje porque, quando as pessoas nos veem, veem adultos que trabalham, conversam, seguem a vida. Não existe marca visível na testa dizendo sobrevivente de um caos familiar. Mas nós sabemos. Entre nós, irmãos, existe um tipo de olhar que dispensa explicação. A gente sabe exatamente de onde o outro saiu. Crescemos quase como quem atravessa um campo minado emocional, aprendendo a sobreviver antes de aprender coisas simples da vida.

Houve momentos em que parecia que aquilo ia nos transformar em estatística, em mais um daqueles casos que as pessoas comentam na televisão com cara de surpresa e depois esquecem no intervalo comercial. A pressão psicológica constante, as agressões, as ameaças, tudo isso cria uma sensação estranha de viver dentro de um lugar que não deveria existir para crianças. Era como estar preso em um tipo de campo de concentração familiar, onde o objetivo parecia ser nos quebrar por dentro até a gente acreditar que realmente éramos os vilões que eles diziam.

Só que existe uma coisa curiosa sobre o ser humano. Às vezes a tentativa de destruição acaba criando exatamente o oposto. Hoje, quando olho para mim e para meus irmãos, vejo pessoas que conseguiram sair das amarras de dois narcisistas que fizeram de tudo para controlar nossas vidas. E não foi uma fuga cinematográfica, cheia de trilha sonora heroica. Foi lenta, silenciosa, cheia de decisões difíceis, medo, noites pensando se aquilo tudo realmente estava acabando.

Quem nos vê agora não imagina metade das batalhas que aconteceram antes desse momento. Mas nós sabemos. E existe uma dignidade muito silenciosa em sobreviver a algo que quase nos apagou do mundo. A gente não virou o que eles diziam que viraríamos. Não nos transformamos na história distorcida que tentaram escrever sobre nós.

No fim das contas, quando sento para pensar nisso tudo, percebo uma coisa curiosa. Sobreviver não é só continuar respirando. Sobreviver é olhar para trás e perceber que, apesar de tudo que tentaram plantar dentro da gente, ainda existe humanidade, ainda existe vontade de viver, ainda existe futuro. E isso, sinceramente, é algo que ninguém que viveu uma infância tranquila consegue entender completamente.

Mas nós entendemos. E isso já diz muita coisa.


ALINNY DE MELLO



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Não diz nada sobre mim. Diz sobre o incômodo dela ao ver alguém que ela achava inferior ocupando um espaço que ela talvez nunca teve coragem de tentar.

Eu lembro dessa história como quem abre uma gaveta antiga e encontra um pedaço de mim mesma ainda respirando ali dentro, meio amassado, meio intacto, meio incrivelmente vivo. Era sempre à noite, como se a vida só tivesse coragem de acontecer depois que o sol ia embora. A gente se reunia debaixo daquela árvore que, na nossa imaginação adolescente, virou quase uma entidade sagrada, o tal do “velho Carvalho”. Nem sei se era mesmo um carvalho, mas na nossa cabeça ele tinha séculos, sabia de tudo, e guardava nossos segredos como um confidente silencioso.


Ali, eu era livre. Eu, que em casa andava pisando em cacos invisíveis, desviando de palavras duras, de olhares que pesavam mais do que qualquer castigo. Ali, embaixo daquela árvore, eu era leve. A gente ria alto, inventava histórias absurdas, falava de futuro como se fosse uma promessa garantida, como se a vida fosse mesmo justa com quem sonha. E eu acreditava. Acreditava nelas. Acreditava na gente. Achava que amizade era isso, um abrigo onde ninguém pergunta quanto você tem no bolso antes de te abraçar.


Até que veio aquela noite.


Eu cheguei como sempre, no mesmo horário, com a mesma expectativa simples de quem só quer um pouco de paz depois de um dia pesado. Mas o “velho Carvalho” estava sozinho. E isso já era estranho. Silêncio demais é sempre suspeito. Foi quando eu ouvi música, risadas, aquele barulho típico de festa boa… só que não era pra mim.


A casa ali perto estava iluminada, cheia de gente. E lá dentro estavam elas. Minhas amigas. Minhas companheiras de fuga. Rindo, comendo, vivendo… sem mim. Era uma festa de 15 anos. Aquela coisa clássica, bolo, decoração, gente feliz tirando foto como se a vida fosse perfeita.


E eu do lado de fora.


Eu não fui esquecida por acidente. Aquilo foi escolhido. Calculado. Porque no fundo, alguém decidiu que eu não cabia naquele cenário. Não porque eu não era amiga, mas porque eu não tinha dinheiro. Porque eu não teria um presente bonito pra entregar. Porque minha presença não combinava com a estética da festa.


É curioso como a exclusão não faz barulho. Ela não grita. Ela só acontece, e quando você percebe, já está do lado de fora, tentando entender em que momento virou invisível.


Elas vieram falar comigo depois. Disseram que acharam que eu tinha sido convidada. Ah, claro. Aquele clássico teatro da ingenuidade conveniente. Todo mundo sabia. Todo mundo sempre sabe. Mas ainda assim, saíram da festa pra ficar comigo. E naquele momento, eu aceitei aquilo como um gesto bonito. Hoje eu vejo como um remendo mal feito numa ferida que já tinha aberto.


Porque amizade de verdade não te deixa do lado de fora pra depois vir te consolar.


Eu me afastei da aniversariante. Não foi um escândalo, não teve grito, nem cena. Foi um silêncio decidido. Aquela percepção fria de que algumas pessoas só gostam de você até o ponto em que você não compromete a imagem delas. E quando compromete, você vira detalhe descartável.


Anos depois, ela ainda tentou me diminuir. Me chamou de pseudoblogueira, como se aquilo fosse um insulto mortal. E eu fiquei pensando… olha que curioso… eu, que não tinha dinheiro pra comprar um presente, agora tinha algo que ela não conseguia ignorar: voz. Alcance. Presença.


E mesmo assim, pra ela, eu continuava sendo nada.


Mas sabe o que é mais engraçado? Eu não era nada pra ela, mas eu fui tudo pra mim mesma naquele momento em que decidi ir embora. Porque crescer também é isso, é aprender que nem todo mundo que senta com você debaixo de uma árvore merece um lugar na sua vida inteira.


Hoje, quando eu lembro do “velho Carvalho”, eu não sinto raiva. Sinto uma espécie de carinho melancólico. Porque ali existiu uma versão minha que acreditava nas pessoas com uma pureza quase perigosa. E apesar de tudo… eu não me culpo por isso.


A culpa nunca foi de quem amou demais. Sempre foi de quem não soube receber.


E se tem uma coisa que a vida me ensinou, é que a gente pode até não escolher de onde vem, mas escolhe muito bem quem permanece.


Agora me conta… quantas vezes você também já foi deixada do lado de fora de alguma festa da vida?