Deus fez Vc para Mim
Um dia você acordará e se arrependerá do que fez. Em outro, se arrependerá do que não fez. Até que um dia, simplesmente, você não acordará.
Um Brilho que Nos Aquece
Chegou suavemente,
como luz que entra na janela,
e fez da nossa família um ninho
mais doce, mais forte, mais bela.
Minha cunhada, querida e amada,
é muito mais que um laço de união:
é presença, carinho, amizade,
raiz firme do nosso coração.
Sua beleza não está só no rosto,
não é brilho que o tempo desfaz —
vem de dentro, da alma nobre,
é luz que não se apaga jamais.
Tem no olhar a paz que acalma,
no sorriso, o calor de um abraço,
tudo o que ela é e o que faz
enche de alegria o nosso espaço.
Contagia com sua bondade,
faz bem a quem por ela passa,
é exemplo de vida e verdade,
estrela que o céu todo abraça.
Nós a admiramos com todo o ser,
por tudo que é e que nos traz:
você é presente, é alegria,
é o brilho que a gente quer mais.
Sempre será parte de nós,
amor que Deus nos deu —
minha cunhada, nossa alegria,
o nosso maior presente, o nosso céu.
Não é egoísmo querer viver sua própria vida, quando tudo o que você fez a sua vida inteira foi viver só para agradar os outros.
Faz bem lembrar: embora o mundo tenha sido criado sem maldade, o pecado fez da perversidade uma marca universal da experiência humana em todos os tempos, como revela Gênesis 6:5:
"O Senhor viu quão grande era a maldade do ser humano na terra e que toda inclinação dos pensamentos do seu coração era para o mal o tempo todo."
O Silêncio de Vidro
Tudo se fez deserto, o verbo se perdeu no intransponível.
Há dias em que o sol ensaia um brilho,
mas a luz é breve, quase um suspiro que se apaga.
Ainda que o amor resista, no cuidado e no abrigo,
há um medo que sussurra: o receio da crítica,
a sombra de nunca ser o suficiente diante da cobrança voraz.
É preciso erguer-se em aço, esconder as cicatrizes,
pois neste mundo de máscaras, o sentir é vigiado:
Se choro, chamam-me fraca.
Se entristeço, dizem ser futilidade.
Se me indigno, taxam-me de desequilíbrio.
A alegria, que antes era bússola e motivação,
agora deságua em ansiedade e num vazio cinzento.
Vi o caráter e o ego serem postos em altares,
enquanto a humanidade se perde no egoísmo,
atropelando corações sem olhar para trás.
Nesta minha verdade nua, nesta sinceridade que dói,
sinto o peso de ver o que muitos ignoram.
Ah, quem me dera a cegueira do espírito,
o silêncio dos ouvidos e a anestesia do peito...
Pois enxergar o invisível e sentir o que fere
é o fardo de quem ainda insiste em ser humano.
(Assinado: Roseli Ribeiro)
"A riqueza não muda quem você é, ela apenas expõe o que você sempre fez com os limões que a vida lhe entregou."
Laerson Endrigo Ely, O Método R.E.N.D.A. de Investimentos
A melodia dourada do crepúsculo fez raiar o silêncio azul da madrugada, em que o canto prateado das estrelas fazia a voz violeta do horizonte. A música cristalina da chuva fazia o murmúrio esmeralda das florestas em campos elísios. No dia seguinte, a canção rubra do entardecer se elevava no eco luminoso das montanhas. Eu sentia em meu ser a sinfonia alaranjada do outono e meu silêncio era branco como a neve, quando se ouve a fala cintilante dos rios no já passado concerto acobreado da alvorada. E minha voz era o sussurro transparente do vento no brilho sonoro das constelações. Era a luz macia da esperança, que trazia consigo a claridade aveludada, em contraste com o brilho áspero da realidade, na escuridão sedosa da manhã. A sombra morna do verão em altas árvores preparava a noite de textura líquida a se espraiar na boca de um rio cristalino, com o toque luminoso da ternura. Dia e noite se fundiam e a aurora de seda fazia o frio do infinito na luz amarela. A transparência cálida do afeto me lembrava o brilho delicado das lembranças e uma nostalgia sorrateira abraçava minha alma. Era a sombra acetinada do tempo na claridade macia da paz. Eu pedia aos céus um sinal, e a suave escuridão era bordada de estrelas de perfume da primavera, no aroma azul da distância entre dois corações que se perderam na fragrância prateada da lua, no perfume rubro das paixões. Eu pensava em você no cheiro translúcido da chuva e você me respondia na essência da eternidade, e isso era saudade no aroma cintilante das memórias. O perfume azul das saudades que não nos poupavam, já que o perfume luminoso dos lírios era a fragrância solar de nossa comunhão nas mãos da liberdade. Essa era nossa verdade.
"Zaratustra subiu a montanha para falar com o sol, pelo menos algo ele fez, eu me escondi no meu quarto esperando merecer, um dia, a claridade que já me era dada de graça.
Passei a vida querendo ser como o sol, sendo que talvez bastasse ser uma janela aberta.
Talvez eu só precise parar de esperar o dia perfeito para começar a viver o dia de hoje."
Receio ou medo?
Ao toque das mãos, se comprime, se esconde.
No olhar a aprovação do nada que fez.
Às vezes se pega desprotegida e fica natural, fica cândida, simplesmente uma menina.
Sem perceber, busca nos alheios um abraço, um carinho, talvez .Mais; busca, ainda, um colo, quem sabe perdido na infância.
Se soltasse as amarras, se o sorriso florescesse naturalmente, mais bela ficaria, se possível fosse ficar. Ivo Terra Mattos
SÓ QUEM ENTROU LÁ
Um som indigente
Fez-me o espio.
Resquício afluente.
Na cena, o frio:
Trovoada.
A janela estilhaçada.
O vento na cortina
Debatendo-se no teto.
Respingada.
Cortina enroscada.
No ventilador
De madeira
Inquieto.
Como fechar
A janela
Estraçalhada?
Como findar
Balbúrdia?
Como cessar
O giro
A cerrada?
Com cacos
Nessa estapafúrdia?
O linho prestes
A ser desfeito
Temo que
Nem pausa
Possa dar jeito.
Vou de fininho.
Dedo-Interruptor.
A madeira no chão
Foi-se ventila(dor).
E ao encarar todo
Aquele estrago
O sol invade.
Um caco no pé
E também um afago
Que muito me arde.
Ao menos a obra
De arte solta
Não foi levada
Junto.
Ao menos a chuva
Inda que revolta
Não poderia
Alcançar o
Conjunto.
Ao menos, oras,
A carta do vô
Repousada na escrivaninha
Nada nunca nem triscou
Porque é trancada na outra
Salinha.
A água abafada pode até ferir
O vidro, sacada, o sofá do repouso
Só que a raiz, espalhada em jardim
Não voa com vento nem mesmo teimoso.
E pela janela nem mesmo sol sabe
Coisa que só onde des(pensa) vive
Semente rara, caso tudo desabe
Ela faria o que se revive.
Um som indigente
Fez-me o espio
Levanto crente
Desse desvio.
E quando levo corpo à checagem
Janela intacta, cortina a dormir.
No ventilador, apenas bobagem
Quebrado, caído, me ponho a sorrir.
Um pingo de raio se coloca pela fresta
E vejo a verdade do sonho horroroso.
Barulho parece pior, se infesta.
Esquecer do resto da casa é que é
Perigoso.
(Vanessa Brunt)
O Eco do Adeus
Você foi o sol que escolhi seguir,
mas se fez noite sem avisar.
Deixou a promessa do que iria vir,
e o silêncio pesado em seu lugar.
O amor que eu julgava ser cais
mostrou-se apenas maré vazia.
Você foi embora, e nada mais
restou daquela velha poesia.
Afinal, o que chamam de destino
é apenas um buqê de resultados
de tudo que você fez nessa vida
e coisas que deixou de fazer.
“É doloroso ouvir que deixamos de ser aquilo que um dia fez alguém nos amar, principalmente quando, aos poucos, também deixamos de receber o amor que nos fazia florescer. Às vezes, o coração não endurece por falta de sentimento… apenas se cansa de sentir sozinho.”
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