Deus fez Vc para Mim
Chega de desculpas baratas! Você fez porque quis, sabia que não podia fazer, e agora tem de ter a coragem de arcar com as consequências.
Chega de desculpas esfarrapadas; você fez a maldade de propósito e sabia perfeitamente que não podia fazer.
Saber que sentiu e fez sentir bater forte um coração por amor, amou e foi amado, no singular, uma única vez, valeu toda a existência; não foi em vão. Cumpriu a missão dada pelo Universo e a ele retornará habilitado, pelo êxito.
Respeitar as pessoas é a forma mais autêntica de honrar o Criador que as fez à Sua imagem e semelhança.
Depois de uma noite escura fria, veio a barra do dia no romper da aurora, o sol nasceu e fez a alegria da fauna e a flora, amanheceu o dia, a passarada agradeceu com muita alegria e cantoria sonora, tudo numa inspiração e renovação, enquanto o humano fala em reclamação e chora.
O medo me fez desistir.
O arrependimento me abraçou.
Não dei um passo rumo ao novo;
meu coração dançou com a frustração.
Sonhei com o pai do meu marido, incomodado com a barraca de feira que meu marido fez para vender na frente da casa dele, ele dizia que falou com um marceneiro para ele cortar o teto da barraca, para deixar menor
JULHO DE 2023
Quando ele chegar nos 40, tenho certeza que ele vai olhar pra trás e perceber as merdas que fez.
Nos 40 a reflexão mais profunda da vida, chega.
Ontem à noite aconteceu algo que me fez parar por alguns minutos e simplesmente observar.
Eu estava no banheiro quando meus olhos pousaram sobre o meu braço. Havia várias cicatrizes antigas ali. Algumas já tão apagadas pelo tempo que quase não podiam mais ser vistas. Fiquei olhando para elas em silêncio.
Então uma pergunta surgiu dentro de mim.
De quantas dessas violências eu ainda me lembro?
A resposta foi dolorosa.
De poucas.
Não porque não aconteceram. Não porque não foram graves. Mas porque foram tantas que a minha própria memória deixou algumas para trás.
O corpo, porém, não esqueceu.
As cicatrizes continuam lá.
Há algum tempo, meu esposo fazia uma massagem em minhas pernas quando começou a observar marcas espalhadas por ambos os lados. Eram muitas. Algumas pequenas. Outras mais visíveis. Ele perguntou sobre elas.
Então expliquei que aquelas marcas eram consequências das violências que sofri durante a infância e a adolescência.
Enquanto falava, percebi algo que nunca havia pensado profundamente antes.
Existem agressões que a memória não consegue catalogar individualmente.
Quando a violência se torna rotina, os episódios se misturam. Os dias se confundem. Os acontecimentos perdem suas datas.
Mas o corpo registra tudo.
Cada cicatriz é um documento silencioso de uma história que aconteceu.
Cada marca é uma testemunha que continua existindo mesmo quando a lembrança desaparece.
Achei curioso perceber que existem sofrimentos dos quais já não consigo me recordar claramente. Não consigo dizer qual foi o dia, qual foi o motivo ou qual foi a situação exata. Mas a cicatriz continua ali, como uma pequena assinatura do passado gravada na pele.
E foi nesse momento que compreendi algo importante.
Durante muitos anos, olhei para essas marcas como evidências da dor.
Hoje, começo a enxergá-las também como evidências da sobrevivência.
Porque cada cicatriz representa um dia que eu suportei.
Um dia que não me destruiu.
Um dia que eu atravessei.
As marcas contam uma história que o tempo tentou apagar, mas não conseguiu apagar completamente.
Elas contam a história de uma menina que viveu situações que nenhuma criança deveria viver.
Mas contam também a história de uma mulher que continuou caminhando.
Uma mulher que construiu sua própria liberdade.
Uma mulher que conseguiu proteger aqueles que amava.
Uma mulher que, apesar de tudo, não se tornou aquilo que tentaram transformá-la.
Hoje, quando olho para essas cicatrizes, não vejo apenas violência.
Vejo resistência.
Vejo a prova física de que sobrevivi a capítulos que poderiam ter me quebrado.
O passado deixou marcas em minha pele.
Mas não levou a minha capacidade de amar.
Não levou a minha fé.
Não levou a minha esperança.
E talvez seja essa a maior vitória de todas.
Porque algumas pessoas passaram anos tentando me ferir.
Mas nenhuma delas conseguiu apagar quem eu realmente sou.
As cicatrizes permanecem.
Mas eu também permaneci.
24 de junho de 2026 14:22
Retire a palavra arrependimento de sua vida.
Se você se arrepender de algo que fez é porque não deveria ter feito.
Faça sempre o certo, assim não existirá arrependimento.
A saudade é um sentimento gostoso quando lembramos de alguém que nos fez ou faz bem!
A saudade é um sentimento bonito e profundo que mostra o valor de quem passou ou está em nossa vida, envolvendo amor, carinho e lembranças boas.
Shakira fez um show histórico!
E o rebanho de patriotários dá coices e zurros sem parar! A musa é mais Brasil que o gado senil!
a morte do nostálgico (despedida)
Não houve despedida.
Ninguém chorou. Ninguém fez um discurso bonito. Ninguém colocou flores.
Só existiu um quarto silencioso, uma arma apontada para alguém que já estava morto fazia tempo.
O disparo não foi contra um homem.
Foi contra um hábito.
Contra a necessidade de transformar toda dor em identidade. Contra o vício de revisitar feridas até esquecer como era viver sem elas. Contra o conforto perverso de acreditar que sofrer significava sentir mais do que os outros.
O corpo caiu.
Levava no bolso cartas que nunca chegaram, fotografias de pessoas que já não moravam em lugar nenhum, promessas feitas para fantasmas, apostas perdidas tentando preencher um vazio que não aceitava existir sozinho.
Morreu ali o eterno saudoso.
O homem que sempre olhava para trás como se a felicidade tivesse esquecido um casaco no passado.
Junto dele, desceu à cova o rapaz que precisava parecer quebrado para justificar o próprio silêncio. O que fazia da própria tristeza uma casa, da ansiedade uma bússola e da culpa uma religião.
Também enterraram o covarde.
Aquele que esperava o mundo mudar primeiro para só depois ter coragem de viver.
Cobriram tudo com terra.
As pessoas que um dia fizeram falta ficaram lá dentro também. Não porque deixaram de importar, mas porque já não pertencem ao mesmo mundo de quem saiu andando daquele cemitério.
Existem lembranças que merecem descanso.
E insistir em ressuscitá-las é uma forma de morrer aos poucos.
Quando voltaram para casa, algumas portas permaneceram fechadas.
Uma conta deixou de existir.
Um perfil ficou abandonado.
Algumas palavras nunca mais seriam escritas.
Não por raiva.
Por sobrevivência.
Há lugares que continuam de pé apenas porque insistimos em visitá-los.
Hoje, eles perderam o último visitante.
A melancolia sempre soube escrever. Sabia escolher músicas, filmes, metáforas e transformar qualquer cicatriz em poesia.
Mas nunca soube construir futuro.
E chega um momento em que a beleza da própria ruína vira apenas outra prisão bem decorada.
Então acabou.
Não existe mais protagonista para aquela história.
O homem que precisava sofrer para existir recebeu o único destino possível.
Uma bala.
Uma pá de terra.
Silêncio.
Quem saiu daquele quarto não era feliz.
Nem invencível.
Nem curado.
Só estava cansado de oferecer a própria vida para coisas que nunca ofereceram a delas em troca.
Pela primeira vez, decidiu gastar energia com aquilo que pode alcançar.
O resto…
Que permaneça onde sempre pertenceu.
No passado.
Hoje não nasce alguém novo.
Hoje apenas morreu alguém que já estava ocupando espaço demais.
E dessa vez, ninguém vai cavar para trazê-lo de volta.
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