Deus Criou o Sentimento mais Sublime

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O que mais impressiona é o imensurável cosmos que nos distancia, ainda que sejamos herdeiros do próprio infinito que nos governa...

“O animal de rua é o lugar onde o Direito encontra sua pergunta mais incômoda: quanto vale uma vida quando ela não possui voz, patrimônio ou poder?”

Mais um dia sem a pessoa
que faz meu coração disparar,
meu mundo parar
e a tristeza apagar.


Mais um dia em que me afundo
na solidão e na desilusão
de viver o maior sonho
do meu coração.


Sem perceber, eu perdi você.
Não consigo aceitar
e nem compreender.
Como deixar de querer viver com você?
Como esquecer,
sobreviver com essa sensação
de que vou morrer?


Meu amor, só você
tirava minha angústia do peito,
colocava toda minha vida no eixo
e dava para meu futuro um desfecho.


Como viver sem você?
Como me sentir em paz com a ideia
de que não vou te ver no amanhecer
e não te contar sobre meu dia ao entardecer?


Como aceitar e entender
que meus filhos não vão te conhecer?
Que nossos sonhos juntos
não vamos viver...


Descobri agora
que gosto de escrever
lindos textos sobre você,
mas minha dor
é que você
nunca vai poder ler.


Autora Gabrielle Alexia

O amor mais sincero é aquele em que um simples abraço consegue dizer tudo aquilo que nenhuma palavra seria capaz de explicar.

A falta de Reciprocidade dói bem mais do que joelho ralado.

Algo que é mais forte do que um vínculo sanguíneo.
É a soma: confronto do medo com a diversidades destinadas de um Mestre em meio aos conflitos interno e o aceitação de seus ideias pelo mundo ou em qualquer dimensão que ele exista. pois é possível dai criar uma genialidade.

⁠Acredite redes sociais, coisas matérias, o corpo, lhe dão um pouco de liberdade...
Mais ela é uma ilusão...
Não tem nada igual nesse mundo como Amar e ser Amado com o mais puro significado da palavra...
Todo o resto irá ficar nesse mundo quando você se for...
Mais o Verdadeiro Amor sempre se Eternizar com progenitores e dádivas...

⁠Beleza física tem seu encanto mas dura pouco, no mais das vezes menos de cinco minutos. Gente linda mesmo é aquela que brilha por dentro, que transborda em inteligência, capacidades, caráter ou Luz - isso é graça, o resto é glacê!

⁠Entenda que: Ninguém te trocar por algo MELHOR, mais sim por algo Mais fácil, a LEALDADE é um presente extremamente CARO, RARO e INESTIMÁVEL que não se pode esperar de pessoas sem valor...

⁠⁠⁠Quanto mais iluminada uma pessoa é, mais escuridão ela é capaz de atrair, não pra que ela se torne a escuridão também, mais pra que ela saiba que contraindo a responsabilidade da lucidez e da razão como experiência essencial de seu caráter. Sendo assim ela poderar transmitir a sabedoria como uma luz sagrada capaz de tornar brilhante as fundações da escuridão na insegurança e na ignorância de outros seres.

⁠A coisas mais preciosa que existe na Vida é o Tempo. E quando você o usar com uma energia e frequência positiva, sozinho ou com alguém. será possível criar a essência de uma dádiva imensurável nesta dimensão onde você coexiste.

“Talvez a forma mais elevada de amor jurídico seja proteger alguém que jamais poderá nos retribuir.”

"Quando você aprende a se amar, até o espelho começa a olhar pra você com mais carinho."

"Cada passo, mesmo pequeno, já te leva pra um futuro mais leve."

Nunca te trocaria por nada nessa vida
Carro, casas, dinheiro,mais só tenho olhos pra vc ❤️

Mais Que um Acaso


Não conheço o seu abraço,
mas conheço o conforto
que existe quando você fala.


Não conheço seus passos,
mas já reconheço o jeito como você chega.


Não sei ainda
todas as suas histórias,
seus medos,
suas manias,
as coisas que o tempo
ainda vai me revelar.


Isso também já me fez perguntar:
Como pode nascer tanto Amor
em tão pouco tempo?


Como pode alguém
que ainda não esteve diante de mim
conseguir estar tão presente
em pensamentos que antes eram só meus?


Não sei explicar.


Só sei que,
entre uma conversa e outra,
alguma coisa foi acontecendo.


Sem promessa,
sem planejamento,
sem que nenhum de nós
precisasse procurar.


E agora existe você
em um lugar que eu não esperava
que alguém pudesse ocupar em tão pouco tempo.


Algumas coisas, de fato, eu não sei:


Mas não quero diminuir o que sinto
só porque ainda não tivemos tempo suficiente para entender.


Porque, se isso for loucura, como você disse,
que seja uma daquelas loucuras
que a vida nos concede uma única vez.


E não preciso conhecer ainda o seu abraço
para saber que quero um dia estar dentro dele.


Nem conhecer todos os seus caminhos
para desejar caminhar ao seu lado.


Porque, mesmo sem nunca ter tocado você,
alguma coisa em mim já tocou alguma coisa em você.


E isso, meu amor,
é bonito demais para chamarmos apenas de acaso.

O Uber, o Azulejista e o Perigo de Esquecer o Despertador
Era mais um dia normal de trabalho para o motorista peregrino. Pelo menos era o que ele imaginava quando, por volta das seis e vinte da manhã, recebeu um chamado da senhora Luana para levá-la até uma marmoraria localizada na Vila Brasília, na zona norte de São Carlos, próxima à Rodovia Washington Luís e ao campus da UFSCar. Para o motorista, uma corrida com mais de oito quilômetros naquele horário, antes das sete da manhã, normalmente significava que alguma coisa havia acontecido. Afinal, passageiro que precisa percorrer uma distância dessas logo cedo geralmente não está simplesmente passeando. Ou perdeu o ônibus, ou perdeu a hora, ou perdeu a paciência. Às vezes, perde os três de uma só vez.
Dito e feito! Ao chegar ao ponto de partida e confirmar o nome da passageira, o motorista desejou-lhe um ótimo dia e, logo em seguida, perguntou: “A senhora está atrasada para o trabalho? O ônibus não passou? Ou será que o relógio não despertou?”. Luana, uma mulher de estatura acima da média, olhou para o motorista e respondeu, com a maior tranquilidade: “E se eu lhe disser que aconteceram as três coisas que o senhor falou e ainda mais duas?”. Naquele momento, o motorista peregrino percebeu que aquela não seria uma corrida como as outras. O problema agora era descobrir quais seriam as duas coisas que faltavam naquela história.
O motorista ficou todo embananado, tentando imaginar o que poderia ter acontecido com Luana. Por alguns segundos, pensou que talvez fosse melhor não perguntar. Afinal, existem passageiros que entram no carro querendo apenas chegar ao destino, e existem aqueles que parecem carregar uma novela inteira dentro da mochila. Como o peregrino adora conversar com os passageiros e, principalmente, colher histórias para o seu próximo livro, resolveu arriscar: “Então me conte o que mais aconteceu. Quem sabe isso não vira uma história engraçada para o meu livro?”. Luana imediatamente perguntou: “O senhor escreve?”. O motorista respondeu que sim. Ela então completou: “Bem que eu imaginei. Pela sua aparência, o senhor deve fazer coisas muito interessantes”. O motorista sorriu e respondeu: “Olhe, senhora, eu faço tantas coisas que, às vezes, até eu mesmo ponho em dúvida a minha sanidade mental”.
Luana caiu na risada e quis saber: “Mas que coisas o senhor faz para se achar um homem assim?”. O motorista, percebendo que a conversa estava ficando cada vez melhor, respondeu: “Primeiro a senhora me conta quais foram essas duas coisas que aconteceram e que a obrigaram a pegar um Uber. Depois eu conto as minhas”. Luana respirou fundo e começou: “Então está bem. O meu marido, na noite anterior, bateu o carro porque tinha bebido um pouco a mais. Ainda bem que foi bem perto da nossa casa. Aliás, ele chegou a tentar entrar na casa do vizinho. Imagine o estado do meu marido!”. O motorista ficou surpreso e perguntou: “Sim, mas, se isso aconteceu na noite anterior, por que a senhora perdeu o horário do trabalho hoje?”.
“Quer saber mesmo?”, perguntou Luana, já segurando o riso. “O meu marido é azulejista. Ele é um ótimo profissional, mas é muito chato quando não bebe. Eu até deixei de trabalhar com ele por causa das chatices. Quando está sóbrio, parece que o mundo inteiro está assentando azulejo errado.” O motorista começou a rir, mas lembrou que ainda faltava uma parte importante da história: “Sim, mas não me enrole, porque já estamos quase chegando ao destino da corrida”. Luana continuou: “O meu marido, quando bebe, é uma pessoa maravilhosa, muito carinhoso. Então, naquela noite, como eu estava a fim de receber uns carinhos, convidei-o para tomar umas cervejas comigo”.
A história estava começando a fazer sentido. Luana prosseguiu: “Lá pelas tantas da noite, eu o peguei pelo braço e o levei para o quarto. Quando chegamos lá, falei para ele: ‘Sobe aí na cama, agora! Se você dormir, eu te taco no chão!’”. O motorista peregrino já não sabia se deveria rir, fazer outra pergunta ou simplesmente continuar dirigindo e agradecer por ter escolhido aquela profissão. Luana, então, encerrou a explicação: “Para resumir, tivemos uma noite maravilhosa. Eu sequer me lembrei de colocar o relógio para despertar”.
Faltava pouco menos de um quilômetro para chegarem ao destino quando Luana, como quem havia acabado de descobrir a moral da própria história, disse ao motorista: “O meu destino é casar-me com gente que gosta de um mé, de cachaça, de cerveja... Sei lá, de tudo o que tem álcool. O meu primeiro marido bebia bastante, mas era violento. Agora este bebe, mas é carinhoso. Então eu estou num dilema: se ele não bebe, ele nem se lembra que eu existo; agora, se ele bebe, sou eu que não me lembro do trabalho”.

Os dois caíram na gargalhada, enquanto o motorista pensava que, definitivamente, aquela não tinha sido apenas mais uma corrida. Tinha sido uma daquelas histórias que aparecem de repente, entram no carro sem avisar e, quando chegam ao destino, deixam uma lembrança que vale mais do que o próprio valor da corrida.
E talvez seja justamente isso que o peregrino aprendeu nas estradas e também atrás do volante: **há pessoas que entram em nossa vida por alguns minutos e acabam deixando histórias que permanecem por muitos anos**. Algumas nos ensinam, outras nos emocionam, algumas nos fazem pensar e outras simplesmente nos fazem rir. E, para quem gosta de caminhar pela vida com os olhos e os ouvidos abertos, até uma corrida de Uber pode se transformar em uma página de livro.
Peregrino Nino Carneiro

Os Mundos Esquecidos
William Contraponto


Talvez já fomos mais do que lembrança,
E o tempo ocultou nossa passagem;
Restou da antiga e vasta confiança
Somente o mito, herança da viagem.


Se o fogo um dia consumiu cidades,
E o mar levou palácios para o chão,
Ficaram só fragmentos e verdades
Guardadas na discreta tradição.


Quem sabe um templo fosse uma oficina,
Ou um saber tornado devoção;
A história, quando o esquecimento inclina,
Reveste a perda com imaginação.


Não digo que essa hipótese é verdade,
Nem quero sugerí-la como religião;
A dúvida preserva a liberdade
De investigar sem qualquer imposição.


Talvez também sejamos só passagem,
Um breve instante à beira da erosão;
O orgulho não resiste à ventania,
Nem vence para sempre a destruição.


Se um novo amanhecer surgir depois,
De outro silêncio feito de poeira,
Que reste a velha pergunta entre nós:
Quantos mundos perdeu a humanidade inteira?

William Contraponto — Parágrafo 175


Um dos poemas mais políticos e historicamente situados de William Contraponto, Parágrafo 175 transforma a perseguição aos homens homossexuais na Alemanha em uma reflexão sobre os limites morais do poder.


O poema parte de duas vidas comuns e de um afeto vivido sob discrição. Aos poucos, a intimidade é invadida pela lei, pela classificação e pela violência institucional. O percurso é claro: o homem amado torna-se suspeito, o indivíduo torna-se número e a identidade torna-se marca.


O triângulo rosa é o principal símbolo histórico da composição. Mais do que representar a perseguição, ele evidencia a tentativa de reduzir pessoas inteiras a uma categoria imposta pelo Estado. O poema contrapõe essa desumanização à simplicidade do vínculo entre os dois homens.


A força de Parágrafo 175 está em não transformar seus personagens em figuras abstratas. Antes da norma, havia um quarto, uma janela, conversas, livros e dias partilhados. A violência histórica aparece, portanto, como aquilo que invade e destrói uma existência que poderia ser absolutamente comum.


No final, William Contraponto ultrapassa o episódio histórico. A crítica não é dirigida apenas ao nazismo ou à antiga legislação alemã, mas a qualquer poder que pretenda decidir quais afetos são legítimos e quais existências merecem reconhecimento.


“Parágrafo 175” é, assim, um poema de memória e resistência: uma defesa da ideia de que nenhuma instituição possui autoridade moral para transformar o amor em culpa.




nenommarques@gmail.com

Cada escolha tem suas renúncias, mas se souber escolher, terás muito mais prazeres e felicidade.