Desvendar
Estou na estrada da vida tentanto desvendar o mistério que é viver, todos os dias é um desafio, fico sentado ao lado de um caminho filosofando tentando me entender.
Autor: M.Cauã❤
nudez
teu corpo nu entregou segredos que eu jamais poderia desvendar sozinho, trouxe traços e trouxe curvas que eu jamais teria a audácia de reproduzir. E a palavra jamais deixou de existir aos poucos, esboçando linha tênue do apagar. No fim da noite eu me sentava sozinho na varanda e o frio me acertava com um bocado de força, minha pele que já é teimosa se arrepiava contra vontade. Te esperava adormecer e voltava para a cama, tendo a liberdade para dizer palavras perigosas.
Eu te amo.
Ao acordar o vazio me fazia companhia. Se não fosse pelos lençóis do lado direito da cama estarem bagunçados, nem existiriam vestígios que esteve ali. O dia passava correndo em lentidão, afazeres lotavam minha cabeça e no fundo eu esperava que fosse assim com você também. Eu sabia, mas não queria aceitar esse fato. O Sol se pôs e as batidas na porta se tornaram frenéticas. O seu corpo artístico estava em minha frente e não demoraria muito para repetirmos todo nosso eventual processo.
Tocar. Arfar. Perder a cabeça. Chegar ao ápice.
E fizemos. Fizemos isso por tanto tempo que não consigo me lembrar o quanto. Às oito você chegava e trazia como bagagem apenas os assuntos chatos de alguém que ousou cruzar com você, ou até mesmo sobre 'eles. E às oito e meia eu já perdia a paciência e usava do meu plano secreto para ter você por pelo menos poucos instantes. Segundos que me levavam ao céu, êxtase momentâneo que eu pagaria fortunas para tê-lo sempre.
Eu paguei o meu corpo por ele.
Eu paguei minhas noites, meus sorrisos, meus sonhos para o futuro, minhas madrugadas. Eu paguei o equivalente ao infinito por um mísero pedaço de Lua. O pior. Eu paguei meu amor sufocante e minha esperança. Não foi o suficiente.
A primeira "oito horas" veio, mas você não. A segunda, a terceira, a quarta, a quinta e enfim uma ligação. "Está livre essa noite?" Eu sempre estava livre para ele, todas as noites. "Não. Vou a uma festa." Talvez eu pudesse me tornar algum ator. "Amanhã temos que conversar." Desligou em seguida, sem ao menos eu ter chance de perguntar. O tom feliz da voz dele, o vislumbre que me contaria sobre a descoberta do paraíso e me levaria para lá.
Mentira.
Diferente das rotinas tardias, era meio dia. Não tinha apetite e ele também não. Sempre funcionou assim. A queda foi brusca e quando me vi estava no inferno do meu quarto a pintar meu rosto de lágrimas ferventes. Como poderia alguém, qual eu depositei tantos sentimentos bons, me empurrar sem receios para esse fim de mundo chamado solidão?
Com o peito aberto e feridas doloridas por todo meu ser, eu ainda conseguia amar.
A prova foi quando meu gato arranhou a porta da sala às três da manhã, indicando sua chegada nostálgica. Embrulhado em tanta dor, eu cuidei. Prometi que enquanto eu vivesse o sentimento seria duradouro e de fato é. Estou escrevendo sobre ti, expondo novamente meu lado doentio d'alma. Desejaria vingança mais tarde? Incapaz. Deu-me seu embrulho e de surpresa achei a parte ruim de relembrar.
O dia que você verdadeiramente partiu. Levou todas as suas vestes e furacão de casa. Mas que merda foi a calmaria naquele instante. Nunca tive paz, sempre a almejei, agora que gostava de confusão ela me veio.
Agora vejo que te mostrei casa, criei-te lar e aconchego em meus braços, bem-queres em meus beijos. Meu coração serviu de hotel pra quem não quer ficar e fazer morar.
Alcancei a sua nudez estampada de superficialidade e usando toda a verdade eu a adorei. Serviu então para que me despisse de pele e encarasse alma nua, beijasse cada canto meu, lavasse os ferimentos e me livrasse dos rastros de sangue seco.
Você se foi, porém deixou algo aqui.
Nudez perversa e tentadora de realidade.
Você o único mistério que não consegui desvendar
A única que pude amar
Nos teus braços sempre me entreguei por inteiro
Esperando que meu coração fosse seu paradeiro
Eu pertenci a você, em todos os momentos, mas
Sinto que apenas tive você por instantes...
Talvez por falta de carinho, tudo que senti, escorregou pelos meus dedos
Fazendo com que eu perdesse a falta de você...
Mas ainda, nas noites frias e solitárias a lembrança insiste em te trazer
O tempo, dizem os mais velhos e sábios, leva tudo
Dos amores perfeitos aos amores imperfeitos como o nosso!
Suas intimidades intensificam seus segredos mais ocultos fazendo-me curioso em desvendar seus enigmas.
O amor que trago á ti em palavras são sinceros e carinhosos, pois é digna de toda honra que meu coração pode oferecer.
Meu império nada é sem sua presença e nada sou sem seu amor que pulsa em minhas veias.
“De longe vejo algo que não se parece real aos olhos, tão pouco para um sábio que tenta desvendar oque não pode ser visto e tocado a vida vai e chega à morte e o que acontece com o resto que deixamos de viver ou apenas não vivemos.”
A Crendice sempre fez parte do imaginário humano. Ela atende ao princípio de desvendar o desconhecido, fazendo nascer pseudos Ciências e formando Religiões. Haverá no futuro quem venha a acreditar em outras novas invenções como Aguamanchismo (respingos d’água em papel cujos desenhos são interpretados como revelações) ou Cinzalogia (interpretações das cinzas de uma folha de papel queimada). É possível que também seja criada a Religião do Futuro, como, induzir ao seu fiel a criar tantos créditos por ações e comportamentos direcionados que ele possa armazenar excesso de créditos para salvar aqueles entes amados, não praticantes, inclusive seus animais de estimação. Não se pode julgar a fé e a crendice. Mas seus portadores se proliferam hoje em dia, pois investem-se como missionários de suas causas.
As mais complexas Leis que existem e que ainda estamos por desvendar na sua grande maioria, são as Leis da Natureza. E elas não precisam ser escritas, não precisam de advogados e nem de juízes. Mas reina sobre todos.
Atravéz da solidão, eu descobri a solução para desvendar todos meus problemas, encontrando a luz, diante das trevas.
Lemos porque a necessidade por encontrar pessoas, conhecer lugares, desvendar caracteres, letreiros, números, conhecer a nós mesmos, faz com que paremos a olhar, a questionar, a buscar decifrar o desconhecido e, antes mesmo de lermos a palavra, já lemos o universo que nos permeia.
Já nos demos conta do Consciente Coletivo. Resta, agora, desvendar o Subconsciente Coletivo e o Inconsciente Coletivo.
Sabe aquele segredo que você quer e tenta, tenta desvendar ? Quer cochichar, pra ninguém ver , ninguém descobrir. Quer esconder , debaixo de sete chaves. Aliás, sete não, é pouco, sete vezes vinte e sete, é isso, fica mais seguro. Assim não corro o risco de ter que gritá-lo para achar, caso alguém encontre. Não corro o risco de gritar seu nome pra todo mundo ouvir, todo mundo saber, todo mundo achar, porque é bom assim, baixinho, escondido, só meu. Segredos não são pra se contar, coisas boas a gente não divide, com ninguém.
O ser humano não tem capacidade de desvendar seu próprio destino, não vai ser ele que vai mudar o destino da humanidade.
Tua ausência
Quem me dera ao menos uma vez
Poder desvendar os seus segredos,.
Trazer o lindo sentimento de amizade
Que havia entre nos .
É como fogo que me toma de corpo inteiro
E lentamente vai esquentando em
Chamas vivas .
Sinto a tua ausência ,
É como fome essa saudade
Que aos poucos vou me lembrando .
E cada vez mais esses pensamentos
Te leva pra longe de mim
Volte; pois em mim ainda bate um coração .
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