Desvendar
Quero tentar descobrir o que você é, por isso irei mergulhar bem a fundo, para desvendar todos os seus mistérios e fazer você se abrir a mim, quero infinitas coisas com você, mas a principal delas é te fazer sorrir
Deixa eu colorir suas paredes brancas
Desvendar as dobras do seu coração
De papel, mel, veneno, mortífero, ingênuo
Menina, você veio do céu
Julgar é fácil, difícil mesmo é interpretar um sorriso, desvendar um olhar, reconhecer um grito de socorro, mesmo que diante do mais estarrecedor silêncio.
Deixe-me percorre seu labirinto, desvendar seus mistérios, enfrentar suas tempestades e nadar na sua calmaria.
Para desvendar a real sabedoria da vida, é preciso saber analisá-la,
dela retirando o que pudermos aproveitar em beneficio de nosso conhecimento,
e que possamos utilizar para melhorar nossa vida...
Osculos e amplexos,
Marcial
A VERDADEIRA SABEDORIA DA VIDA
Marcial Salaverry
Saber entender a sabedoria da vida é algo que pode estar acima de nossa vão sabedoria, e para podermos começar a tentar desvendar o mistério que é a sabedoria da vida, é preciso entender que viver é uma coisa, mas saber viver é aprender qual é a real sabedoria da vida, que consiste em saber analisar tudo o que a vida nos oferece, tudo aquilo que poderemos extrair o que de bom ou de ruim existe, para ver o que realmente nos convém.
Pode não ser exatamenmte aquilo com que sonhamos, ou que realmente queremos, mas se for o melhor para determinado momento de nossa vida, será esse o "bonde a ser tomado..."
Podemos dizer que sabemos viver, quando tivermos o discernimento necessário para captar o que nos poderá ser benéfico ou não. E isso apenas será conseguido através de nosso próprio julgamento, pois nem sempre o que serviu para alguém, poderá resolver nosso problema.
Li uma citação de Gorki, que é um sábio conselho:
"A sabedoria da vida é sempre mais profunda e ampla do que a sabedoria dos homens"
Realmente são muito sábias essas palavras, eis que induzem a uma reflexão profunda. Mostram-nos a importância de saber aproveitar a vivência. Mostram-nos o quanto nos é importante saber analisar corretamente erros e acertos que formos cometendo durante a vida, ou que formos observando outros cometerem. Analisando corretamente, poderemos aproveitar falhas alheias em nosso benefício.
Se soubermos aproveitar e interpretar as lições que a vida nos oferece, se soubermos que fontes de conhecimento buscar, se tivermos a capacidade de saber separar o joio do trigo, conseguiremos formar um cabedal de conhecimentos que nenhuma escola, nenhuma faculdade é capaz de nos transmitir.
Na verdade, uma coisa é o ensino teórico que nos é ministrado nos bancos escolares, que nos mostram como “poderá” ser a vida. Geralmente na prática, a teoria é outra. Desde pequenos, temos que saber “viver” nossa vida, analisando-a e estudando-a passo a passo. Isso ninguém nos ensina, pois é inato. Ou sabemos, ou não sabemos.
Quero deixar claro que não estou dizendo que devemos fugir dos bancos escolares e ir para debaixo de uma árvore meditar, pois temos que aprender com os professores o que eles tem para nos ensinar, temos que aprender com os mais experientes, para captar o que eles tem para nos passar. Temos, enfim, que buscar conhecimentos nas fontes que tivermos à mão, para podermos, aí sim, usar nosso raciocínio, fazer a média, e ver bem que caminho seguir.
Devemos sempre saber aproveitar a experiência daqueles que já passaram pela vida. Por menor que seja, sempre alguém tem algo para nos transmitir, e esse algo não pode, e não deve ser desprezado. Deve sim, ser bem analisado, e principalmente se for um erro grosseiro, pois ao vermos o que outros fizeram de errado, claro é que devemos evitar esse caminho, ou ao menos saber como corrigir o erro.
Enfim, Gorki sabia o que dizia. A sabedoria da vida, está em saber aproveitar a sabedoria dos homens. Não devemos seguir cegamente os ensinamentos que recebemos, já que, sendo transmitidos por pessoas, é passível de erros. Devemos, isto sim, aproveitar os ensinamentos recebidos em benefício de nossa vida.
Eis aí o verdadeiro conceito de sabedoria, na minha opinião. Se está certo, ou não, depende do julgamento pessoal de cada um, o aproveitamento ou não do que foi dito.
Agora o que é sabedoria mesmo, é termos UM LINDO DIA, principalmente se conseguirmos transformá-lo em uma bela sequencia de lindos dias...
Estou na estrada da vida tentanto desvendar o mistério que é viver, todos os dias é um desafio, fico sentado ao lado de um caminho filosofando tentando me entender.
Autor: M.Cauã❤
nudez
teu corpo nu entregou segredos que eu jamais poderia desvendar sozinho, trouxe traços e trouxe curvas que eu jamais teria a audácia de reproduzir. E a palavra jamais deixou de existir aos poucos, esboçando linha tênue do apagar. No fim da noite eu me sentava sozinho na varanda e o frio me acertava com um bocado de força, minha pele que já é teimosa se arrepiava contra vontade. Te esperava adormecer e voltava para a cama, tendo a liberdade para dizer palavras perigosas.
Eu te amo.
Ao acordar o vazio me fazia companhia. Se não fosse pelos lençóis do lado direito da cama estarem bagunçados, nem existiriam vestígios que esteve ali. O dia passava correndo em lentidão, afazeres lotavam minha cabeça e no fundo eu esperava que fosse assim com você também. Eu sabia, mas não queria aceitar esse fato. O Sol se pôs e as batidas na porta se tornaram frenéticas. O seu corpo artístico estava em minha frente e não demoraria muito para repetirmos todo nosso eventual processo.
Tocar. Arfar. Perder a cabeça. Chegar ao ápice.
E fizemos. Fizemos isso por tanto tempo que não consigo me lembrar o quanto. Às oito você chegava e trazia como bagagem apenas os assuntos chatos de alguém que ousou cruzar com você, ou até mesmo sobre 'eles. E às oito e meia eu já perdia a paciência e usava do meu plano secreto para ter você por pelo menos poucos instantes. Segundos que me levavam ao céu, êxtase momentâneo que eu pagaria fortunas para tê-lo sempre.
Eu paguei o meu corpo por ele.
Eu paguei minhas noites, meus sorrisos, meus sonhos para o futuro, minhas madrugadas. Eu paguei o equivalente ao infinito por um mísero pedaço de Lua. O pior. Eu paguei meu amor sufocante e minha esperança. Não foi o suficiente.
A primeira "oito horas" veio, mas você não. A segunda, a terceira, a quarta, a quinta e enfim uma ligação. "Está livre essa noite?" Eu sempre estava livre para ele, todas as noites. "Não. Vou a uma festa." Talvez eu pudesse me tornar algum ator. "Amanhã temos que conversar." Desligou em seguida, sem ao menos eu ter chance de perguntar. O tom feliz da voz dele, o vislumbre que me contaria sobre a descoberta do paraíso e me levaria para lá.
Mentira.
Diferente das rotinas tardias, era meio dia. Não tinha apetite e ele também não. Sempre funcionou assim. A queda foi brusca e quando me vi estava no inferno do meu quarto a pintar meu rosto de lágrimas ferventes. Como poderia alguém, qual eu depositei tantos sentimentos bons, me empurrar sem receios para esse fim de mundo chamado solidão?
Com o peito aberto e feridas doloridas por todo meu ser, eu ainda conseguia amar.
A prova foi quando meu gato arranhou a porta da sala às três da manhã, indicando sua chegada nostálgica. Embrulhado em tanta dor, eu cuidei. Prometi que enquanto eu vivesse o sentimento seria duradouro e de fato é. Estou escrevendo sobre ti, expondo novamente meu lado doentio d'alma. Desejaria vingança mais tarde? Incapaz. Deu-me seu embrulho e de surpresa achei a parte ruim de relembrar.
O dia que você verdadeiramente partiu. Levou todas as suas vestes e furacão de casa. Mas que merda foi a calmaria naquele instante. Nunca tive paz, sempre a almejei, agora que gostava de confusão ela me veio.
Agora vejo que te mostrei casa, criei-te lar e aconchego em meus braços, bem-queres em meus beijos. Meu coração serviu de hotel pra quem não quer ficar e fazer morar.
Alcancei a sua nudez estampada de superficialidade e usando toda a verdade eu a adorei. Serviu então para que me despisse de pele e encarasse alma nua, beijasse cada canto meu, lavasse os ferimentos e me livrasse dos rastros de sangue seco.
Você se foi, porém deixou algo aqui.
Nudez perversa e tentadora de realidade.
Você o único mistério que não consegui desvendar
A única que pude amar
Nos teus braços sempre me entreguei por inteiro
Esperando que meu coração fosse seu paradeiro
Eu pertenci a você, em todos os momentos, mas
Sinto que apenas tive você por instantes...
Talvez por falta de carinho, tudo que senti, escorregou pelos meus dedos
Fazendo com que eu perdesse a falta de você...
Mas ainda, nas noites frias e solitárias a lembrança insiste em te trazer
O tempo, dizem os mais velhos e sábios, leva tudo
Dos amores perfeitos aos amores imperfeitos como o nosso!
“De longe vejo algo que não se parece real aos olhos, tão pouco para um sábio que tenta desvendar oque não pode ser visto e tocado a vida vai e chega à morte e o que acontece com o resto que deixamos de viver ou apenas não vivemos.”
A Crendice sempre fez parte do imaginário humano. Ela atende ao princípio de desvendar o desconhecido, fazendo nascer pseudos Ciências e formando Religiões. Haverá no futuro quem venha a acreditar em outras novas invenções como Aguamanchismo (respingos d’água em papel cujos desenhos são interpretados como revelações) ou Cinzalogia (interpretações das cinzas de uma folha de papel queimada). É possível que também seja criada a Religião do Futuro, como, induzir ao seu fiel a criar tantos créditos por ações e comportamentos direcionados que ele possa armazenar excesso de créditos para salvar aqueles entes amados, não praticantes, inclusive seus animais de estimação. Não se pode julgar a fé e a crendice. Mas seus portadores se proliferam hoje em dia, pois investem-se como missionários de suas causas.
As mais complexas Leis que existem e que ainda estamos por desvendar na sua grande maioria, são as Leis da Natureza. E elas não precisam ser escritas, não precisam de advogados e nem de juízes. Mas reina sobre todos.
Atravéz da solidão, eu descobri a solução para desvendar todos meus problemas, encontrando a luz, diante das trevas.
Lemos porque a necessidade por encontrar pessoas, conhecer lugares, desvendar caracteres, letreiros, números, conhecer a nós mesmos, faz com que paremos a olhar, a questionar, a buscar decifrar o desconhecido e, antes mesmo de lermos a palavra, já lemos o universo que nos permeia.
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