Destino poema
Amar é cantar uma ópera sem ensaio, deixar o peito reger a orquestra, enquanto o destino escreve, em lágrimas, o último acorde.
Quando penso em destino, penso em escolhas sutis. Não em decretos gravados em pedra, mas em trilhas. Cada pequena escolha é nó que nos define. Às vezes desfazemos, outras apertamos ainda mais. E o resultado é essa tapeçaria que somos.
Atravessando o rio gélido de um destino não tão bonito, em uma velha jangada, anunciando sua trajetória lenta, pesada, tocando um sino enferrujado, com seu som abafado, como se estivesse submerso, sendo afogado, feita de almas atormentadas, cheias de dor, pelo fundo pedregoso, margens lamassentas e ao horizonte, não existem margens, o rio não se finda e o céu, baixo e cinzento, curva-se como um teto prestes a ruir, comprimindo o ar nos pulmões já cansados, a corrente não conduz, apenas arrasta, e cada braçada é um adeus ao que ficou para trás, enquanto a jangada range, como se soubesse que não há porto, não há farol, não há terra firme, apenas o curso interminável dessa água fria que não acolhe, não absolve, não esquece. E assim sigo, não por esperança, mas por não haver retorno, deixando que o sino continue seu lamento mudo, até que o próprio som se dissolva na névoa, e eu me torne parte do rio que jamais termina.
O destino é um escritor sádico que gosta de colocar pontos finais onde a gente só queria uma vírgula, e exclamações de dor onde o silêncio seria mais caridoso. Eu tento retomar a caneta e escrever meu próprio rodapé, mesmo que seja apenas para protestar contra o enredo.
O destino não é o que nos acontece, mas o que fazemos com o que nos sobra depois que o pior já passou e o silêncio se instalou na sala. É a reconstrução paciente de um vaso quebrado, sabendo que as marcas da cola farão parte da sua nova identidade.
O destino é um tabuleiro de xadrez onde eu sou apenas um peão que sonha em ser rei, mas que sabe que acabará sendo sacrificado para que o jogo continue sem mim. Aceito meu papel com a dignidade de quem sabe que, na caixa, todas as peças voltam a ser do mesmo material.
A busca por sentido é uma estrada sem fim onde as paradas são mais importantes que o destino, pois é nos momentos de pausa, contemplando a poeira da estrada, que percebemos que o caminho em si é a resposta que tanto procurávamos em mapas inexistentes.
O destino pode dilacerar a carne, deformar os caminhos e silenciar os sonhos, mas jamais alcançará aquilo que escolhi governar: meu caráter.
Se não podemos mudar o destino, então o que devemos temer? Se o destino não pode ser mudado, então que culpa temos? Todo temor vem da responsabilidade de escolher o caminho certo, e toda culpa vem da nossa negligência, mas se tudo isso já está determinado, então temor e culpa perde todo o sentido ao ser aplicado em um ser que não é senhor das próprias escolhas e do próprio destino, pois quando o destino pender para o mau, toda tentativa de fazer o bem pode se tornar em um desastre sob o governo deste destino, tornando o indivíduo vítima de uma força maior e maléfica de qualquer ponto de vista, pois este mundo já contribui mais que o suficiente para o erro: Pense em um alvo logo à frente, uma única rota levará a flecha ao centro do alvo, mas para errar o centro há milhares de rotas.
Somos responsaveis pelo nosso próprio destino
o que fazemos hoje e um reflexo que poderás ocorrer no futuro de forma positiva ou negativa..
O destino raramente nos tira pessoas, ele leva embora as versões de nós que só existiam quando elas estavam por perto.
O sucesso nos negócios e na vida não é um destino que se atrai com fé; é um experimento que se resolve com rigor. Pare de pedir ao mundo o que você quer e comece a oferecer ao mercado a correção que ele precisa.
"O sucesso não é um destino que se atrai, é a soma de todos os ajustes que você faz quando a realidade te mostra que o caminho anterior não funcionava."
A sincronicidade é a dobra de um nó que o Dharma atou no invisível, onde o acaso e o destino se encontram para fingir que não se conhecem.
Reno Fioraso
Nunca realmente sintamos a realidade dos fatos, quando dizemos que o destino embaralha as cartas e nos que jogamos.
Qualquer que seja ou venha a ser o nosso destino, somos nós que o fazemos, e não nos lamentamos.
Existe o carma bom e o ruim, você é dono do seu destino, completamente responsável por suas ações e posteriormente, as consequências destas ações, logo também é de sua inteira responsabilidade o tipo de carma que carrega consigo. Imagine que o carma seja uma criança recém nascida, ela só tem você no universo todo para se espelhar e depende única e exclusivamente de você cuidar da pessoa que ela se tornará quando crescida. Tudo o que você fizer perto dela, ela fará com você! Agora reflita, o que quer que o carma retribua a você?
