Despedida do meu Pai que Ja Morreu
MENINO
Quando eu era um menino mirrado
Bem pequeno, que dava mal pra se ver
Eu já muita coisa sabia,
Porque tudo o que as pessoas falavam
Eu ouvia, em todo lugar eu cabia
E ninguém me percebia,
Ou faziam de conta que eu não existia.
Portadores de miopia,
Assim foi, que nunca me viam.
Em mim a vontade pelo que não sabia,
Curioso como um papagaio aprendiz,
E ninguém me via,
E tudo eu ouvia.
Quando comecei a falar,
Não comecei pelo que a minha mãe dizia,
Me pus a falar de coisas já de aprendiz,
Discutia geografia,
Calculava a geometria,
Delineava a filosofia,
O que acontecia no dia a dia,
Citava já algumas poesias,
E mais, curioso eu ouvia.
A história de Cristo eu sabia,
Do inquisitório, da condenação, eu via,
O erro maior da história, e não entendia,
Como é que se mata Deus, e Ele assim permitia.
De Sócrates a verdade que se puniu,
Contava a estória de Lampião
Do seu encalço, a polícia,
Armada de artilharia, mirando ele e Maria.
Mas continuava tão pequeno,
Que tudo que eu dizia,
Ou ninguém nada entendia,
Ou, como a mim não percebiam.
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naeno*com reservas
Estações
Quando acordei já era hoje, havia um sol tão forte que queimava a minha pele como ácido de minhas próprias criações, me fechei dentro de mim por todo o verão, não vi as crianças correrem na praia atrás de uma felicidade simplória, não observei o passeio do casal de velhinhos que moram no andar de cima do meu apartamento, que costumeiramente saiam com seus chapéus de pano e um óculos bem engraçado todas as tardes com seus dedos entreleçados, parecendo não deixar que o suor do cansaço os separassem, não escutei as músicas que mais tocaram nas rádios e fizeram a trilha sonora na vida de muitos vivantes, não fui beijado por vários lábios, não pratiquei exercícios físicos que fortalecessem minha auto estima, não fui convidado para uma noite quente, em meio a risos e um total despreendimento sobre o dia seguinte, não alimentei os pássaros que suicidamente bateram no vidro da minha janela querendo entrar, não frequentei nenhuma exposição de artes ou uma temporalidade cultural que me inspirasse, não tomei aquele sorvete de maracujá que tanto gosto na sorveteria perto da revistaria do seu Pedro, não cantei no chuveiro depois de ter transpirado de tanta alegria, não tive conquistas, nem amores de estação, não dancei até perder as forças nas pernas, não me entreguei ao novo e desconhecido e muito menos me joguei do alto do morro agarrado em uma asa delta, não houve grandes aventuras e nem elevações em meu nível de adrenalina, foi apenas mais um verão que se passou. Agora, abro o guarda roupa e procuro minhas vestes de frio e me agasalho em plena nostalgia, tomo aquele velho vinho deixado na estante da sala para abrir com alguém especial, assim fiz, o bebi. Meu coração se aquece a cada vento frio e pego os álbuns de fotografia e me transporto a cada imagem que se mantêm viva dentro de minhas inócuas lembranças, ouço velhos discos e até me arrisco em alguns passos, mas, mesmo assim o silêncio da sala me agridem como punhais e o tempo faz questão de mostrar o quanto o calor da vida vibra, resolvi bater na porta dos meus vizinhos do andar de cima e lhe oferecerem um pedaço de queijo e me deparei com correspondências jogadas ao chão perto da porta, banhadas com uma leve poeira, quando repentinamente a voz do porteio me disse em meio a surpresa o que eu não sabia, chorei e desmoronei lentamente quase que acompanhando o toque das lágrimas em meu rosto, corri sem direção e gritei sobre as grades do prédio: "já é inverno", e mesmo assim meus pés não respondiam ao meu desejo de ultrapassar as barreiras que eu mesmo construi e poder ver aquelas pessoas e certos lugares, de me encantar com o nada, de rir das minhas peripécias, de fazer novos amigos e rever os antigos, de escrever uma carta de desculpas, de viajar e obter novas memórias, de retomar os meus projetos profissionais e sonhos pessoais, de deixar o coração bater até sentí-lo saltar pela boca, de me emocionar e realizar a auto cura que tanto espero. Não conseguirei resgatar todos aqueles dias de verão, mas posso transformar este inverno no começo da minha nova estação, pois, um dia ainda quero admirar o brilho deste planeta amarelo, sentir as cores me dominar, ler um livro no banco da praça e esperar que ali se aproxime a pessoa que tanto espero e me convide a ver o pôr do sol.
"Já pensei em desistir de Amar, mais desistindo de Amar eu não terei como viver, e não vivendo mais, é impossível ter você."
Doces momentos.
Os momentos é que fazem a vida mais bela.
Já observou que tudo é por um momento? A alegria,a tristeza,a saudade,as ilusões.Enfim, por breves momentos voce sente que é amada,desejada,querida:breves momentos.
Observe os poemas,poesias,histórias- tudo foi por momentos.
Em breves momentos revejo minha vida,refaço teorias,reafirmo amores,ilusões:Tudo por breves momentos.
È comparado ao tempo hora maior sol, daí a pouco surge uma tempestade e deixa no ar uma breve saudade,cheiro de terra molhada,um arco iris no ar:Tudo em breves momentos.
Há momentos que sentimos uma saudade doída ,de tudo o que foi,e tudo que é.
Em breves momentos vejo um filme ,do que vivi,vivenciei,de tudo que amei ou deixei de amar...
Já parou pra pensar que a vida é o seu livro, cada dia é uma página virada, você que começa, você que escreve, você que termina?
Tudo passa tão rápido, que quando a gente se dá conta já é ONTEM, já se foi, já perdeu, já cicatrizou, simplesmente tudo já virou LEMBRANÇA.
Parecia ser apenas mais uma noite fria, mas não era, era o dia mais entediante e simplório que já vivenciei durante todos esses anos. Eu não pretendia acordar, queria mesmo era deitar na cama repleta de cobertores e travesseiros desenhados pelos os diversos tons de cores que era composto por materiais de primeira linha, mas não tive o privilégio de receber todos esses bons conteúdos sobre a minha cama, apenas havia pilhas de farelos de pães que cobriam a imagem que o cobertor sobreposto a minha cama emitia. Apanhei uma xícara e fui beber um café quente com biscoitos salgados que costumava comprar em um mercado local, o café era doce e extraforte, o biscoito tinha formato oval e era todo desenhado por linhas horizontais associadas às linhas verticais. Depois de passar alguns minutos me servindo de guloseimas e lendo um bom jornal diário eu saí de casa, o céu estava todo coberto pelas neblinas que reproduziam um som de suspiro, era um belo som, era resplandecente e manejava os sentimentos de qualquer pessoa que o ouvisse, o chão estava repleto de neve, as ruas alternavam das cores escuras para as claras, e o clarão do amanhecer qual eu costumava presenciar todos os dias já não habituava mais o ambiente, o frio o desanimou e despejou para outro lugar que anteriormente só via a mesmice da tristeza. Já não bastava o intenso frio naquele e um velho homem interrompeu meu trajeto para o trabalho para comentar sobre assuntos indesejáveis, falava-me sobre produtos que não tinham utilidade alguma, tentava me iludir oferecendo produtos para se proteger do inferno, gorros e tocas que eram feitos de tecidos baratos, preços acessíveis, mas que me custaria o pouco dinheiro que ainda restava no meu bolso, dinheiro que batalhei para conseguir em 2 minutos, tempo que para muitos era pouco, mais que para poucos era muito.
Um dia penso em escrever um livro. Já tenho um título. Algum dos lançamentos será feito na tua cidade, e farei questão de ver teus olhos brilhantes da livraria, enquanto eu estiver sentada, assinando alguns exemplares. Vejo já teu rosto corado quando me perguntarem: ‘Pra quem escreve?’. Sorrirei pra ti e manteremos pra sempre esse segredo. Será nosso.
Automaticamente fechei os olhos, já úmidos, vermelhos e latentes. Colei as pálpebras por vergonha. Senti repulsa de mim e do que um dia fomos. Imaginei a cena do crime. Juntar todos meus escritos e jogá-los sem dó nem piedade na lixeira. Que deve ter te passado à cabeça? Não teve ressentimento? Dúvidas do tipo jogo-ou-não-jogo? Não te agradaram as palavras? Que houve? Iriam pesar na tua mala? Iria sentir remorso por ter me apagado de um jeito tão brutal da tua vida? Lembrariam-te constantemente a tua covardia?
Já sei por que estou
Diferente assim
É que alguma coisa mudou
Aqui dentro de mim
Não dá pra esconder
Quando voce me olha
Vejo mil coisas acontecer.
24-06-2011
Ja não suporto, tas me sempre a desiludir, ora tas bem ora tas mal e qem leva com as cenas sou eu.
Tas me sempre a desiludir, Vanessa nou sou uma boneca qe esta sempre com a sorrir com um sorriso parvo,tenho sentimentos. Estas me sempre a fazer a mesma coisa, somos amigas e depois nao, sinceramente nao te precebo, tens de perceber qe a minha vida nao é a tua. Se assim nao aceitas pior para ti, pois perdes a tua melhor amiga.
Penso em que ja nao me levas a serio, sinto me triste com o qe fazes, tento resolver as coisas mas ao fim de uns dias ja estas com o teu mau feitiu.
Estou cansada e agora n esperes que eu resolva as coisas, ja nao te vou mandar os sms que te mandava, espero que me pessas DESCULPA...(so desta vez)...
- Se Deus existe ou não existe,que importância tem? Já se perguntaram se nós existimos? "Deus criou o homem à sua imagem". Mas quem escreveu essa frase no Torá? O homem... não Deus. O homem... a escreveu sem modéstia, comparando-se a Deus. Talvez Deus tenha criado o homem. Mas o homem... o homem, o filho de Deus... criou Deus só para
poder se inventar. O homem escreveu a Bíblia... por medo de ser esquecido, sem se importar com Deus. Rabino, nós não amamos e não oramos a Deus. Mas lhe imploramos para que nos ajude a continuar adiante... É o que nos importa de Deus. Só pensamos em nós mesmos. Agora a questão
não é só saber se Deus existe, mas se nós existimos.
Saí da minha cabeça, saí já da minha vida, saí dos meus pensamentos, das minha vontades, das minhas saudades. Seu demônio.
O destino tira de nossas vidas aquilo que não é real, e você? Já parou pra pensar no que ele ainda não tirou e deixar de se preocupar com o que ele deixou ir embora ?
Já sentiu como se não estivesse conectada com a Terra só de pensar em alguém ? Já sentiu como se todo o seu mundo girasse em torno de um sorriso, de um olhar ? Já se pegou pensando em alguém sem entender o por quê de tantos pensamentos ? Já ouviu aquela música , leu aquele livro somente para se lembrar um pouco de alguém que te faz se sentir completa ? Já sorriu ao se lembrar de um momento passado com aquela pessoa ? Já sentiu saudades de alucionações que nunca existaram com alguém ? Quantas vezes antes de dormir você se revira na cama pensando em mil coisas que deveria ter feito e coisas que você queria que tivessem ocorrido com aquela pessoa e você ? Já imaginou um abraço dado, um beijo roubado ? Já sentiu todo o seu corpo tremer e suas pernas ficarem bambas só de ver aquele alguém andar ? Já se sentiu boba perto daquela pessoa de tanto amor que sentes aí ? Quantas vezes por dia se pega pensando e olhando para aquele alguem ? Já ficou com vergonha da pessoa ter percebido que você olhou para ela ? Já amou tanto que não consegue negar que ama aquele alguém ? Pois é , eu sinto tudo isso por uma única pessoa só.
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