Despedida de uma Pessoa Querida
Tela alienante
Na tela radiante, o mundo se enreda, a mídia escraviza.
Na massificação, a alma se perde. Na despersonalização, a essência se dissolve.
Nas ideias moldadas, pensamentos são guiados, pressionados e aprisionados em cárceres disfarçados.
Precisamos quebrar esses grilhões, despertar a visão na alienação, resgatar a singularidade na diversidade, encontrar a redenção na educação rumo à libertação da tela alienante.
Embora a biologia seja um fator inicial, a identidade de gênero se desenvolve ao longo do tempo, influenciada por micro-momentos vividos que ajudam a compreender e reconhecer-se na diversidade dos gêneros existentes.
Desaparecimento do narrador
Na era do 'like' e do 'share', o amadurecimento parece declinar. Sem o narrador para nos guiar, reflexões se perdem, sem nos tocar.
Na sociedade pós-moderna, onde tudo se expõe, o verdadeiro amadurecimento se esconde e o narrador, com sua voz sábia e serena, desaparece, deixando-nos à deriva, sem cena.
Mas quem sabe, um dia, ele retorne com suas histórias e reflexões que adornam, para resgatar o sentido perdido e mostrar que na vida, há mais do que um simples ruído.
Num mundo de opiniões polarizadas e ressentidas, expressar-se é como navegar em águas agitadas sem salva-vidas.
A carência doentia por reconhecimento, especialmente em assuntos triviais reflete a decadência de valores morais mais constitutivos nas sociedades ocidentais.
É na solitude que nos encontramos e na introspecção que visitamos as necessidades de autoconhecimento. Isso é fundamental para que a saúde mental se torne uma realidade diante de tempos tão desafiadores, contribuindo essencialmente para o nosso desenvolvimento.
Hipocrisias e mentiras fazem parte do jogo social; compelido ao falso para se adequar às expectativas sociais ou evitar conflitos, o misantropo aflito se isola e se retira.
A angústia é verdade, não há disfarce; não deve ser suprimida com substâncias químicas fugazes.
Reconheça sua face, não a evite em fuga; encare-a de frente, com alma, com força e com arte.
Nosso cérebro tende a preferir prazeres imediatos, mesmo que prejudiciais (vícios), em detrimento de comportamentos moralmente corretos ou benéficos (virtudes).
Dentre todos as formas de amor, o amor de mae é o mais semelhante ao amor que Deus sente por Seus filhos.
Na carência, a alma implora; no excesso, o coração cansa; no meio, a paz mora.
A falta gera angústia: tudo aperta e grita; na vida aflita, o peito chora.
No excesso, tudo sufoca, tudo irrita; o fôlego vai embora.
Nos extremos, a busca é longa; no meio-termo, a paz vigora. O equilíbrio prolonga, serenidade aflora.
O costume de medir os outros com nossa régua nos faz esquecer que cada um tem sua maneira própria de ser e agir.
Para se integrar à sociedade, os seres humanos às vezes reprimem pensamentos, desejos ou memórias considerados dolorosos, ameaçadores ou socialmente inaceitáveis, a fim de evitar julgamentos e manter a harmonia social.
A vida é feita de escolhas, às vezes essas escolhas nos levam a lugares nunca imaginados, outras trazem um sentimento de liberdade contemporânea, onde você é livre e por essa mesma liberdade que tanto engrandece e é condenado por não saber o que fazer com ela(...) como disse uma vez Albert Camus "A Liberdade nada mais é do que a chance de ser melhor" então melhore a si mesmo, e verá a diferença entre um tolo e um sábio.
Para evitar surfar nas ondas dos delírios, é essencial identificar metas factíveis de quimeras impossíveis.
Paz de Espírito
No peito, um espírito despedaçado busca nas estradas o alívio esperado. Um acalanto, mas a alma sabe: é um breve encanto.
Onde o coração sangra em desalento, a mudança de lugar é um mero vento.
A dor, entranhada, não se cura na estrada; é uma ferida gravada na alma.
Por mais que se viaje, por mais que se ande, a enfermidade na alma permanece constante.
É preciso mais que mudança de cenário para curar o espírito; é um processo lento e diário, um luto necessário.
Um registro profundo das dores vividas, das lágrimas derramadas, das despedidas.
Um mergulho no íntimo, um olhar atento, um ombro amigo, um desabafo com o divino que traga a paz de espírito.
A vaidade obsessiva, vida vivida para os outros, refém da busca incessante por validação externa e da encenação, resultando no esquecimento de si.
A vaidade compassiva, valorização de si, sem negligenciar relações genuínas, promovendo o bem-estar, o equilíbrio na vida.
Comparações
Na vida, somos envolvidos em comparações. Pela vaidade, menosprezamos os menos afortunados. Pela inveja, repugnamos os mais privilegiados, num ciclo eterno de insatisfações e contradições.
Narcisistas, julgamos sem permissões, rotulando os outros com todo desatino. Ambicioso é quem nunca se satisfaz, acomodado é quem com pouco faz.
Cegos nos afetos, esquecemos as razões, que, para além das comparações, encontra-se a verdadeira paz.
