Despedida de um Namorado q Faleceu
Estações
Quando acordei já era hoje, havia um sol tão forte que queimava a minha pele como ácido de minhas próprias criações, me fechei dentro de mim por todo o verão, não vi as crianças correrem na praia atrás de uma felicidade simplória, não observei o passeio do casal de velhinhos que moram no andar de cima do meu apartamento, que costumeiramente saiam com seus chapéus de pano e um óculos bem engraçado todas as tardes com seus dedos entreleçados, parecendo não deixar que o suor do cansaço os separassem, não escutei as músicas que mais tocaram nas rádios e fizeram a trilha sonora na vida de muitos vivantes, não fui beijado por vários lábios, não pratiquei exercícios físicos que fortalecessem minha auto estima, não fui convidado para uma noite quente, em meio a risos e um total despreendimento sobre o dia seguinte, não alimentei os pássaros que suicidamente bateram no vidro da minha janela querendo entrar, não frequentei nenhuma exposição de artes ou uma temporalidade cultural que me inspirasse, não tomei aquele sorvete de maracujá que tanto gosto na sorveteria perto da revistaria do seu Pedro, não cantei no chuveiro depois de ter transpirado de tanta alegria, não tive conquistas, nem amores de estação, não dancei até perder as forças nas pernas, não me entreguei ao novo e desconhecido e muito menos me joguei do alto do morro agarrado em uma asa delta, não houve grandes aventuras e nem elevações em meu nível de adrenalina, foi apenas mais um verão que se passou. Agora, abro o guarda roupa e procuro minhas vestes de frio e me agasalho em plena nostalgia, tomo aquele velho vinho deixado na estante da sala para abrir com alguém especial, assim fiz, o bebi. Meu coração se aquece a cada vento frio e pego os álbuns de fotografia e me transporto a cada imagem que se mantêm viva dentro de minhas inócuas lembranças, ouço velhos discos e até me arrisco em alguns passos, mas, mesmo assim o silêncio da sala me agridem como punhais e o tempo faz questão de mostrar o quanto o calor da vida vibra, resolvi bater na porta dos meus vizinhos do andar de cima e lhe oferecerem um pedaço de queijo e me deparei com correspondências jogadas ao chão perto da porta, banhadas com uma leve poeira, quando repentinamente a voz do porteio me disse em meio a surpresa o que eu não sabia, chorei e desmoronei lentamente quase que acompanhando o toque das lágrimas em meu rosto, corri sem direção e gritei sobre as grades do prédio: "já é inverno", e mesmo assim meus pés não respondiam ao meu desejo de ultrapassar as barreiras que eu mesmo construi e poder ver aquelas pessoas e certos lugares, de me encantar com o nada, de rir das minhas peripécias, de fazer novos amigos e rever os antigos, de escrever uma carta de desculpas, de viajar e obter novas memórias, de retomar os meus projetos profissionais e sonhos pessoais, de deixar o coração bater até sentí-lo saltar pela boca, de me emocionar e realizar a auto cura que tanto espero. Não conseguirei resgatar todos aqueles dias de verão, mas posso transformar este inverno no começo da minha nova estação, pois, um dia ainda quero admirar o brilho deste planeta amarelo, sentir as cores me dominar, ler um livro no banco da praça e esperar que ali se aproxime a pessoa que tanto espero e me convide a ver o pôr do sol.
Faça com que na vida sempre haja vírgulas , mas nunca um ponto final . Quando for preciso que haja esse ponto final , voce vai olhar para trás e preceber que ela foi cheia de pontos de exclamações !
VOLUNTÁRIO
Por um momento que durou sua vida toda
Ele foi do voluntariado de cuidar de tudo,
Passava à vista todas as manhãzinhas
As borboletas que nunca as alcançava dormindo
E saudava com o olhar mais venturoso,
Cheio de coragem, audácia e cor,
Os canários belgas postos ao sol nas sacadas.
E visitava de fora, o casulo no seu tempo
De rebento. Fazia emendas nas asas dos passarinhos
Triscadas pelos helicópteros invasores dos seus espaços.
Ia aos lixões demarcar pontos para os urubus,
E lhes dava conselhos, quão perigoso é o sul.
Fazia festa e quermesse para os beija-flores
E lhes beijava o bico, provando do néctar.
Dava nome e sobrenome a todos os outros,
Quem não era parente seu, era do seu amor
E assim amava o tempo, que não se ver
Só por querer criar condições lá dentro
Para que lhe fosse surpresa todo dia, a aurora.
Viver a cada dia passa a ser mais difícil...Seria tão mais fácil se a vida fosse um sonho ou um livro que você própria pudesse escrever.
Amar é sofrer, amar é ver através dos olhos da pessoas amada...
Amar é viajar por um mundo em que nada é real...
O amor é um mundo confuso.Mas que você precisa soluciona-lo.
Amar é não ter limites.Amar é ver o mundo de forma inferior, amar é deixar de viver sua vida para viver esse sentimento tão poderoso e indiscutível.
Amar é apenas sentir e não encontrar palavras para explicar tudo aquilo que as palavras não poderiam desvendar...Porém mesmo assim saiba amar!!!
Pois você tem o mundo nas palmas das mãos.
Ouça o som das penas pousando no linóleo
Fechando um par de olhos no quarto escuro
Deixando as gotas salgadas marcarem tua pele feito óleo
Fazendo de tua respiração um lugar seguro.
Pequenas mãos permitem lhes pousar um rosto
Magoado.
Marcado.
Esquecido.
Salvo do colapso pois as paredes têm ouvido.
A ponta de seus dedos desenham na terra fria.
Enquanto lhe lateja o doce vácuo da terapia.
Três e meia da madrugada.
O tempo se torna melodioso e eterno.
Me mantenho calada.
Enquanto arrastam sua auréola para o inferno.
A brisa gélida penica as digitais em seu corpo.
Acelerando o pulsar de seu coração morto.
O timbre da voz ecoa a melodia tão pequena.
Só pra salvar minhas asas em quarentena.
Duas almas incorporadas em um corpo sem amar.
Dois pulmões escurecidos sem precisar de ar.
Quatro olhos avermelhados, opacos, sem olhar.
Dois pares de asas com medo de voar.
59 segundos de gravidade parada,
1 batida cardíaca estagnada,
Não sei que horas da madrugada.
Buscando um refúgio na direção contrária
Se deixando dissolver na ventania da cidade portuária.
Um dia então encontrar-me-ei basta saber se sozinho ou com a solução dos meus problemas de hoje, sei que chegará este dia resta agora somente esperar
Eu sinto como se eu tivesse um rombo gigantesco e em carne-viva na região do meu coração. Ás vezes eu esfrego, cubro, ponho um casaco pra ver se me esquento e me acalmo, mas o frio vem de dentro, começa pela parte mais baixa do meu estômago e invade minhas paredes abdominais.
Sinto saudades também daquele creme pós-barba, que deixava teu rosto parcialmente melecado, com um aroma doce-enjoativo e com gosto amargo.
Faça um contato, joga uma luz, um sinal de vida, um rojão pra que eu veja que você não é sonho e que ainda existe – por Deus, ás vezes chego a pensar que você deve ter sido sonho, ou que alucino ou que estou maluca.
Um dia penso em escrever um livro. Já tenho um título. Algum dos lançamentos será feito na tua cidade, e farei questão de ver teus olhos brilhantes da livraria, enquanto eu estiver sentada, assinando alguns exemplares. Vejo já teu rosto corado quando me perguntarem: ‘Pra quem escreve?’. Sorrirei pra ti e manteremos pra sempre esse segredo. Será nosso.
Mas sabe amado, hoje é sábado e vou caçar o que fazer, vou arrumar um jeito de te esquecer, de não pensar em passado nem em nós.
Queria ser feliz apenas com um sorriso, mas há tantas coisas escondida por trás dele, que eu prefiro uma gargalhada.
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